E se eu morrer?!

Este post foi inspirado por este post do Edu, do blogue O Livro dos Meus Dias, estava eu dando aquela navegada básica pós almoço, quando me deparei com esse texto dele... conforme eu fui lendo, fui me "revisitando" no ano passado, quando me fiz essa pergunta. 

Ano passado, eu precisei fazer uma cirurgia...  estive "por ai" durante 3 horas, anestesia geral, camisolinha com direito a bundinha de fora, dreno e tudo mais que se tem direito. Naqueles dias, conforme a data da cirurgia foi se aproximando, essa questão começou a me inquietar... E se eu morrer?!

Tudo bem que eu posso morrer daqui a meia hora quando estiver indo para o trabalho, mas naquela hora, várias variáveis pesavam na equação e uma cirurgia é sempre uma cirurgia... Minha avó paterna, faleceu aos trinta e poucos anos, por conta de um choque anafilático ocorrido durante um tratamento... meu pai, uns dos filhos mais velhos ficou órfão de mãe aos 9 anos. 

Não tive medo de morrer em sí, mas foi doloroso pensar que eu poderia "voltar", sem ter vivido uma história de amor [de verdade], tal qual quem se prepara para uma grande viagem, foi chatinho imaginar as pessoas que nas pessoas que ficariam... 

Mas havia uma questão... e sobre todas as coisas que "ninguém" sabe sobre mim... e o meu blogue!? Confesso que comecei a escrever as tais cartas... pensei em deixá-las em uma prateleira no meu guarda roupa, fáceis de serem encontradas. Eram duas cartas, na primeira, além das diretrizes para que minha irmã achasse meu blogue, havia também instruções para ela postar alguma coisa avisando. A outra, era na verdade uma carta de agradecimento para uma pessoa, que já naqueles dias me era especial. 

No fim, acabei rasgando todas elas... resolvi deixar que a vida seguisse seu fluxo, apenas conversei com a minha mãe e expliquei que precisava que ela fizesse algumas coisas por mim, independentemente do resultado da cirurgia. 

E assim, foi feito... 

Bom, agora é correr atrás do prejuízo, para poder riscar mais alguns itens da minha listinha de coisas a fazer/viver.

E agora, de volta a nossa programação normal! ;-)

13 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Então! Hoje eu não tenho medo de morrer, mas tenho medo de sofrer, principalmente dor física e dependência dos outros. Isto sim me apavora e muito ...
Em 1993 enfrentei um problema grave e eu ali com o meu atestado de óbito assinado e faltando só datar ... pelas previsões dos doutores eu tinha de dois a três anos de vida [com o alento de q o importante não era a quantidade mas a qualidade de vida e q eu poderia aproveitar como nunca o tempo q me restava]. Bem, o tempo passou e eu continuei por aqui lindo e forte. Claro q depois disto o Bratz tornou-se outro, muito mais leve, mais realista, mais Bon Vivant ... Em 2011 outro susto, mas a experiência neta arte dos sustos foi fundamental ... Hoje 2014 estou aqui ainda firme e forte, cada vez mais Bon Vivant ... Falta muita coisa para fazer nesta vida? Acho q não. Falta sim, viver viver viver plena e abundantemente tudo o q a vida pode me oferecer ainda ... Sou muito grato a ela por tudo ... Qdo a morte chegar, q venha mansa e tranquila e me arrebate sem maiores sofrimentos ... acho q irei feliz.

Beijão

Eduardo de Souza Caxa disse...

Úia, virei muso?

O que dizer? Na dúvida, viva o que ainda não vivei, conte o que ainda não contou. Independente de morrer hoje ou daqui a 40 anos, acho que a transparência é a melhor política (pelo menos em relação a quem a gente ama pra valer).

Margot disse...

Tenho sentido a morte muito de perto...me rodeando.
Perdi hoje a "Belinha".
Viva tudo Léo...sem receio.

Gera Souza disse...

Interessante falar sobre esse "tabu"...
Devido aos últimos acontecimentos que você ficou sabendo, perdi pessoas queridas em apenas uma semana e confesso que este pensamento está me assombrando. Não por temer a morte, mas por querer fazer tantas coisas, realizar tantos sonhos... daí acho injusto e tento bloquear meu pensamento.
É claro que independente de qual forma seja, morrer não deveria ter esse peso, essa conotação... mas somos humanos então bora viver!
Beijão

Madi Muller disse...

Leozinho,eu evito pensar no inevitável,senão toda essa correria,todo esse estresse e toda essa minha busca de "não sei o quê" ficariam totalmente sem sentido e eu cairia em depressão..Tenho medo mortal da morte-q redundância, q paradoxo!

Luiz Carlos Lucas disse...

Hum... não sei se gosto de pensar nessas coisas! Talvez a “graça” seja, justamente, não pensar. Que, ao menos, seja uma surpresa, já que vai ser, no mínimo, chato demais...

Fred disse...

Mas que porra de conversa é essa, meu filho?!? Se tu investar de morrer antes dos nossos mojitos eu vou aí e te mato. De novo. Hehehe!
Hugzão bem vivo!

Antonio de Castro disse...

essa semana amiga minha de infância faleceu aos 25 anos. quando uma menina assim tão nova morre, sem ter vivido uma história de amor (de verdade) você acaba pensando sobre a morte... e sobre o sentido da vida.

será que todos nós vamos viver histórias de amor (de verdade) desse jeito que a gente acha que tem que viver?

às vezes a história de amor é inesperada e ainda assim de verdade. pelo menos eu gosto de pensar assim.

Sérgio disse...

Adorei :)
Há umas semana saltei de um avião e no dia anterior tb pensei muito nisso e dei uma "arrumação" nalgumas coisas. Antes de saltar telefonei à minha irmã para avisar :)
tal como tu, esperei que o destino fizesse o resto :)

Homem, Homossexual e Pai disse...

pelos coments logo se ve que este assunto, e seu texto, dá muito o que falar, e mais ainda, o que pensar! como o Bratz eu realmente tenho medo de sofrer, naõ suporto dôr, mas da morte em si eu tenho respeito! ja fiz muita coisa na vida e guardo poucos arrependimentos, mas ainda tenho muitas vontades, sonhos, desejos, e vou corre dela como puder, por isto estou cuidando mais da saude, etc!
obrigado por compartilhar estes sentimentos tão profundos e intimos, eu sempre cresço com isto! abraços!

Marcos Campos disse...

Totalmente compreensível seu raciocínio ! Já pensei algumas vezes nisso, digo isso porque já fui atropelado seis vezes de moto, e depois de algumas delas, achei que isso de fato poderia acontecer, assim, rápido, como é um atropelamento. E olha que sou super CDF pra dirigir, mas no transito, não depende só da gente.
Depois de um tempo desencanei ... bora viver, sem pensar nisso !

Boa semana !

Alan disse...

Nunca pensei no que seria das pessoas mais próximas caso eu morresse, talvez por nunca ter pensado exatamente em me apegar por completo delas. rs Mesmo sabendo do meu blog, duvido que minha mãe postaria algo para avisar a meia dúzia de leitores que passam por lá, mas depois de você levantar essas possibilidades, acho que escreverei uma 'carta testamento', com direito a orientações para doação de órgãos e onde jogar fora 'o resto' Hahahaha

railer disse...

bucket list feelings?
nem inventa morrer antes de a gente se conhecer pessoalmente, hein!

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