Viajante do Tempo

Bom, esse post foi escrito a um certo tempo atrás (30/06), junto com ele existem outros que estão em um "calabouço" onde deixo alguns rascunhos, em sua maioria são meus devaneios e observações.

Decidi que vou "resgastá-los"! Assim, vez por outra (quando der na telha), vou publicá-los do mesmo jeito que os salvei, vão com os erros, omissões, palavras comidas e tudo mais, quando muito suprimirei alguns erros ou fatos que julgar desnecessários, tá bom, é censura mesmo!!! hauhauahua

Abraços a todos... ;-)

"Existem pessoas que chamam a atenção pelo simples fato de existirem, impossível ficar indiferente ao Poison, por exemplo, e duvido muito que ele passe desapercebido por qualquer lugar que vá. Outros, chegam devagar, "tímidos" e de repente capturam a atenção das pessoas - caso do nosso amigo Oz, seja pelo jeito, seja pelas palavras, também vai acabar atraindo olhares e atenção. E também não poderia faltar aqueles que chegam a 15 segundos da bomba explodir o mundo e com um chiclete e a tampa da caneta Bic salvam todo mundo, são os Jack Bauer da vida, né Edu, fala pouco, mas quando fala resolve a questão.

(E olha que em todos os casos, nem estou considerando atributos físicos, hein!!!) ;-)

Eu estou entre as pessoas que observam.

Bom, também sem namorar a tanto esse tempo, eu tinha que descobrir algo para fazer, ahuahuahua. Mas falando sério, eu sempre fui um bom observador, de certa forma isso acabou se refletindo na minha vida profissional, eheheheh. Essa minha característica ficou mais acentuada, durante a época que eu viajava.

Tudo começou em 2002, quando eu comecei viajar a trabalho, nessa época eu viajei toda semana durante o ano todo, trabalhava até quarta-feira em um lugar, quinta e sexta-feira estava em outro. Nesse período fiz grandes amigos, éramos 9 e com o tempo houveram casamentos, fim de casamentos, nascimentos, falecimentos e isso tudo foi nos aproximando cada dia mais. Hoje estamos um pouco distantes, não temos mais atuando em grupo ainda mantenho contato com eles, mas tenho certeza de que se um de nós precisar, todos podem se juntar novamente para ajudar.

Nessa brincadeira toda, além das horas, milhas e kilometros acumulados, tenho uma vasta experiência com rodoviárias e aeroportos. Já deu para perceber que eu poderia ser qualquer um daqueles lacônicos leitores de jornal que fica sentados nos cafés olhando para o nada. Por cima do meu jornal já vi despedidas, encontros, re-encontros, já vi o dia amanhecer depois de uma noite esperando o vôo, já passei medo, já dei risada.


Isso teve dois reflexos em minha vida, o primeiro é uma coisa meio esquizofrênica, mas que eu gosto/gostava quer o fato de ter duas vidas, mesmo que por um curto período, eu podia simplesmente colocar uma placa de "volto logo" e me transformar em outro. Deixava minha roupa de responsável trabalhador, filho e tudo mais pendurada em casa, e me transforma em um mero "popular" pelas ruas, mais um rosto na multidão. Ninguém me conhecia, eu não conhecia ninguém e podia colocar minha mochila nas costas e simplesmente caminhar por ai.


Mas isso também teve um reflexo negativo, que apenas muito tempo depois fui perceber. Hoje eu não pertenço a nenhum lugar, eu não tenho raízes. Meus amigos estão espalhados por vários cantos do país, eles são maravilhosos, mas às vezes a gente precisa de alguém perto. Eu sempre fui meio independente, tímido e desconfiado, eu sempre quero saber onde estou pisando - o que não raro me rende umas observações como metido, individualista, chatinho ou esquisito.


Com alguns eu tive a oportunidade de desfazer essa má impressão, outros, infelizmente não.


Engraçado que essas viagens continuam presentes em minha vida. São Paulo já é um destino certo para os próximos dias, na volta ou de lá mesmo eu vá para outro destino... Brasilia!? Talvez, mas acho que vou deixar o "famoso vento norte" me ajudar.

Em todo esse tempo, houve uma única vez onde deixei que meu coração fosse o condutor, me permiti sair do meu mundo e me aventurar no mundo de verdade. Foi diferente, é algo que vou me lembrar por muito tempo e de onde tirei várias lições. E o coração?! Bom, ele nunca mais foi o mesmo, como tudo o que fica preso por muito tempo, trompou, caiu, se machucou até aprender a lidar com tanta coisa nova, mas acredito que tem se tornado mais forte, tanto que sonha por outros momentos de liberdade.


As vezes me sinto como um Viajante do Tempo, que andou por diversos lugares, conheceu diferentes pessoas e no momento em que estou diante daquele grande painel de partidas, com minha indisfarçavel cara de menino criado pela avó como diria minha irmã, fico pensando que a cada dia se faz mais próximo o momento de escolher "um tempo" para viver, e meu peito se angustia com a incerteza sobre para qual portão de embarque devo me dirigir.

(interrompido)"

3 comentários:

Gustavo Chaves disse...

é, mas sobra aquela frase "i now who i want to rake me home"

Poison disse...

Nossa... fui citado!!!

Esse "Poison" do texto sou eu, certo?!? Hehehehe!!! Bom... não vou nem tentar te dizer que "não é bem assim"... hehehe!!! Mas como o sr. não desiste de me colocar nesse "alto conceito"... vou me resignar... hahahaha!!!
Meu amigo, somos todos "viajantes"... perdidos por aí, tentando achar algum caminho possível!!!!

Curti!!!

Abraços!!!!

Oz disse...

Bom, como o Poison, agradeço a citação. De uma forma ou de outra, todos nós capturamos olhares e atenções.
No resto, indentifico-me muito com esse papel de observador. Tornei-me bom na arte de passar despercebido para poder ficar a observar à vontade. Adoro o ser humano com todas as suas contradições e potencialidades.
A busca do algo que sempre falta faz parte da vida. A questão está em saber quando devemos não parar, porque parar é morrer, mas sim não fazer dessa busca uma procura sem fim ou meta à vista.
Abração.

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