A Julietinha

A vida e seus mistérios...

Da minha casa até a casa dos meus pais são um pouco mais de 300 km que em geral eu percorro em três horas e meia, hoje, acordei cedo e peguei a estrada... um dia cinzento, meio chuvoso, que sinceramente não me agrada muito, mas vamos que vamos! As vezes algum colega pega uma carona, mas dessa vez, foi um voo solo, o que é uma ótima oportunidade para repensar algumas coisas e pensar em novas.

E foi assim que vim pensando em um "causo" de ontem... 
Em mais um capítulo da "Saga da Julieta", chegou a hora dos filhotes partirem, eles estão crescidinhos, de olhos abertos e já começam a explorar o mundo além da casinha improvisada deles. E ao chegar "na Firma" ontem, me contaram que havia só uma cachorrinha para ser adotada, e a preocupação era em função do feriado. A Julieta e o Romeu são maiores e podem sair para procurar comida, mas e a filhote?! E se ela se afastasse da casa? Enfim...

Uma colega veio me perguntar se eu sabia de alguém que pudesse adotá-la. Eu sou o tipo de pessoa que se tivesse que vender água no deserto, provavelmente morreria de fome, eu nunca gostei da ideia de vender algo. Pior, eu sou daqueles que precisa acreditar no que faz, logo, para vender algo eu preciso acreditar que realmente aquilo valha a pena -  o que as vezes nem sempre é verdade. Essa foi uma das razões que me fizeram trocar de emprego recentemente, não acreditar no que eu fazia, pior... a sensação de estar vendendo um pedaço de céu aos outros.

Mas, aceitei o desafio de ajudar a procurar um lar para a "Julietinha"... cada um luta com o que tem... e foi assim, que um e-mail aqui, outro acolá, um aviso na rede social e dedos cruzados. No fim do dia, fui surpreendido por três pessoas, que me procuraram interessados em adotar a filhote! Sai correndo pelos corredores, atrás das colegas "Greenpeace" que estavam cuidando do caso da filhote.

A princípio uma outra pessoa havia a poucos minutos aceitado ficar com ela... meus contatos estão em stand by, mas, mesmo assim fiquei feliz! Primeiro, porque todos os filhotes foram adotados, nenhum cachorrinho na rua! E, depois, por de certa forma ter vencido uma dificuldade minha, nem eu sabia que podia fazer isso. Fiquei pensando que, se um dia eu deixar o apartamento para ir morar em uma casa, eu levo a Julieta e o Romeu para morarem comigo...

Hoje, conforme as paisagens iam passando pela minha frente, não pude deixar de pensar que às vezes só o que precisamos é um pouco de fé e acreditar, pois como diz o dito popular: "No final tudo dá certo!"

Enquanto isso, no meio tempo, acho que vou ter novidades no trabalho... 


"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes
que precisarás passar para atravessar o rio da vida -
ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos em números, e pontes, e semi-deuses
que se oferecerão para levar-te além do rio;
Mas isso te custaria a tua própria pessoa;
Tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, segue-o"
(NIETZSCHE)

10 comentários:

Margot disse...

Como sempre meu querido, seu post é adorável. Que bom que a Julietinha ganhou uma casa. Fico feliz.
As palavras de Nietzche foram perfeitas... pra mim... pra você... pra nós todos.
Beijos e bom feriado com a mamita.

Garotos Modernos ▲ disse...

Olá, adorei seu blog muito moderno e original, mas vim te fazer um convite, da uma passada lá no garotos modernos e se gostar pode segui-lo que logo farei o mesmo beijos...

Cesinha disse...

Com certeza, no final tudo dá certo. Mas, assim, não tem jeito mesmo de você adotar um pimpolhinho desses? Sei lá, eu não consigo ver um cãozinho que já fico com vontade de pegar... Eu tenho um, te contei, né?! O problema é que você não tem ninguém ai na sua cidade que pudesse dar uma olhada quando vc tiver trabalhando, né?

Beijos

FOXX disse...

que bom que vc conseguiu um lar para a julietinha, parabéns!

Pedro disse...

Que bom, Latinha.
Grande abraço.

Carlos Roberto disse...

Rapaz, que lindo!
Se eu pudesse com toda certeza oferecia abrigo a todos os animais que vivem nas ruas. Dói muito meu coração e por vezes venho pra casa pensando e torcendo para que nada de mal aconteça a esses "anjos".

Fico imensamente feliz em saber a ajuda que você se propôs a dar ao destino desses seres maravilhosos. Não sei o que seria da minha vida sem meus cachorros (os que já tive e a que tenho). Meus verdadeiros amigos!

Um beijão e parabéns pela sua atitude!

Ro Fers disse...

Pena que muitos nessa situação, abandonam os animais sem ao menos se preocupar que se trata de uma vida...
Bacana que conseguiu resolver essa pendencia...
Abraços

Vinícius disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vinícius disse...

Oi sr. Latinha! Obrigado por passar lá no meu blog!

Cara, não deu tempo de ver todo o seu blog ainda, mas já fiquei encantado. Você escreve muito bem! Isso é incrível! Sua narrativa seduz!

Vou dar uma voltinha atrás da sua estrada de tijolos amarelos e ver um pouquinho que está escondido nesta estrada!

Abraços!

Bruno Cavalcante Garcia disse...

Nossa!! q bizarro!! Este mesmo poema foi transcrito por uma amiga minha na capa de um livro que me deu de aniversário— dia 11/10.. :o Hehe.. Gosto muito de seus posts, embora nao seja dos mais "comentadores"..

Postar um comentário