Pensamentos Soltos... (Das coisas da vida...)

E de volta à nossa programação normal, ou quase normal... :P

Pois é... estamos aí, mas ainda não sei se "vamos que vamos"...  
Essa semana meu avó teve [mais] um problema de saúde, apesar de hoje ele já ter recebido alta e estar em casa, não precisa ser muito esperto para ver que a coisa não anda lá muito animadora, desde o ano passado uma sucessão de coisas o tem acometido "sistematicamente" e com isso ele tem ficado bastante debilitado.

Daquele homem forte, cheio de vida (e mulheres! cof cof cof), chefe de grande família, trabalhador em grande empresa e tudo mais, hoje temos um senhorzinho magrinho, de perninhas magras, frágil, que não pode mais sair sozinho... e o que mais me preocupa, que aos poucos parece estar desistindo de tudo. Nós sempre moramos distantes, por isso nunca fomos um avô e neto daqueles comerciais, mas sempre houve um carinho... eu fui o primeiro neto, da filha mais velha, então ele sempre foi cheio de orgulho dos meus supostos feitos e conquistas...  A essa altura do campeonato, também sei que ele errou um bocado, errou rude, mas também fez muita coisa bacana... 

Isso tudo me doí bastante por sei que esse momento vai ser muito duro para duas pessoas em especial, também sinto por ele, pela desistência dele... 

Enquanto vinha para o trabalho, me lembrei do Seu T....

Seu T era pai de um grande amigo do meu pai, a quem até chamo de Tio, ele a Dona J vieram do Paraguai junto com minha avó, sendo que foram vizinhos por muitos anos. Na época que o conheci seu T já era um senhorzinho, mas bem senhorzinho... quantos domingos ao chegarmos na casa dele para visitá-lo, o encontrávamos sentado no jardim, tomando o solzinho.

Eles tiveram muitos filhos e filhas e na época, pelo avançado da idade, ele sempre era uma preocupação... a questão é que Seu T fazia aniversário bem no feriado de Finados, com isso, todo ano os filhos se juntavam para fazer uma festa - apesar do respeito à data, porque aquele poderia ser "o último ano".

Pois é... eu fiz faculdade, me mudei de Campinas e Seu T continuava lá, não dá para dizer que "firme", mas tava lá....  Brincadeiras à parte, ainda teve festa durante muitos anos até que Seu T descansasse, de fato, alguns filhos dele foram antes dele.. :P

Mas acho que isso é a vida, né?!

Por motivos de estou sem uma inspiração "inspirada" nesse momento e tem reunião daqui a poucos minutos... não tem musica no post de hoje... Mas eu volto, mais animado espero eu, daqui a pouco... 

6 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Uma salada gostosa de se ler ... rs

N a m o r a d o disse...

Sim, Latinha, a vida é isso mesmo :) Que bacana você ainda ter avô. Eu, infelizmente já não tenho. Mas independentemente de tudo, de ser ter errado e acertado, é no perdão que está a demonstração se somos boas ou más pessoas. E acima de tudo família é família. Um grande abraço para você.

No Limite do Oceano disse...

Já não tenho avós, mas entendo o que dizia, a minha avó quando "partiu" alargou o meu "vazio", mas são as memórias e a saudade que ajudam a preenchê-lo quando penso nela.

Três Egos disse...

Realmente é impossível prever o futuro, as vezes, tenho sempre que responder estas perguntas de alguns familiares, do tipo "será que ele vai hoje, doutor?". E é sempre impossível de responder. Grande abraço! Dos meus avós, só tenho muito contato com minha avó materna, que é linda! :p

Mark disse...

Eu tenho um avô, o materno. Infelizmente perdi o meu avô paterno recentemente (em Fevereiro deste ano).

As melhoras do teu avô, amigo.

Cara Comum disse...

Bem, acho que sua reflexão final é certeira: às vezes a gente tá esperando pelo pior e a vida persiste por mais um tempão... É essa imprevisibilidade que tem uma certa mágica, né?

Melhoras para seu avô!

Abraços!

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