Conceitos & Preconceitos

Se não fosse trágico, seria engraçado, mas a verdade é que nós somos nosso pior carrasco, é muito fácil se perder em teorias e regras que vamos criando ao longo da vida, basta uma experiência ruim - muitas vezes na infância ou mesmo na adolescência, para assumirmos determinadas posturas e nos impormos limites e limitações, que no fundo só existem em nossas cabeças. E isso acaba por ter "reverberações" na vida adulta...

Seja no momento de fazer uma escolha profissional, seja no momento de aceitar um desafio ou mesmo uma mudança no curso da vida. No início desse ano, ao me decidir por fazer uma dessas mudanças, eu vislumbrei a chance de um recomeço, de zerar os contadores em diversos aspectos da minha vida, chegara a hora de trocar de pele, de exoesqueleto e, de procurar em novas perguntas as respostas para antigas questões.

E durante essa semana, uma nova pergunta, me trouxe a resposta para um dúvida não tão nova. Tempos atrás eu abandonei um curso que estava fazendo, era um curso importante, em uma das três melhores instituições de ensino do país... mas, que não estava me fazendo feliz, sou desses!!!

Mudar de área implicava em uma escolha de Sofia para mim, e ai estava escondida a grande armadilha... Nunca me arrependi por ter largado o curso, aceitemos o fato de que apenas não deu certo, não há necessidade de haver culpados... mas como seguir em frente?! Mesma área ou se aventurar em uma nova área? Um novo orientador ou, no melhor estilo o bom filho a casa torna, eu procuro meu antigo mestre? Será que ele me aceita ou serei "banido"? Quando a perseverança vira burrice?! 

Na minha cabeça, mudar de área, significaria para mim, um atestado de "toperice"... algo como, "não deu conta"! Mas, nessa semana foi que minha ficha caiu, who cares?! Mais que isso, conversando com uma amiga no início dessa semana, me dei conta de que essa "nova área" já havia sido escolhida a muito tempo, afinal, durante todo o tempo, eu sempre tive trabalhando nas duas áreas. E no final, a culpa não era da "Sofia"... e sim, da minha própria vaidade, que estava me cegando...

E assim, é tempo de recomeçar... no melhor estilo Pinky e Cerebro, hora de voltar ao laboratório para fazer aquilo que eu faço todos os dias [kkk], tentar dominar o mundo! 

"Formulamos conceitos com facilidade e nos fechamos neles certos de que são verdadeiros. Ai, um dia, de repente, percebemos que eles nos limitaram e que além deles há outras coisas, outros valores não considerados que poderiam modificar tudo, criando novas e melhores opções.
Nossa felicidade não depende de conhecer o mundo ou de dominá-lo.
Nossa felicidade depende da forma que olhamos a vida, de como aceitamos os nossos limites e do bom senso para avaliar o bem que já temos. Escolhemos a forma que desejamos interpretar o que nos acontece e geralmente, pressionados pelas ilusões, pelo orgulho, nos tornamos cego aos bens que possuímos.
Desejamos coisas discutíveis, sem saber se elas, uma vez conquistadas, nos dariam felicidade.Perdemos muito tempo correndo atras de ilusões criadas pela nossa imaginação, e nos esquecemos de desfrutar e viver situações,
momentos reais que nos colocariam em estado de felicidade."



E hoje foi dia de Finados... por mais que eu tenha respeito pelos o que já foram, eu não fui ao cemitério... independentemente do que eu acredite, gosto muito da forma como Fernando Pessoa começa um poema dele...

"A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto..."
(FERNANDO PESSOA)



Hasta Luego!

12 comentários:

Margot disse...

Se precisar de ajuda na nova etapa de "dominar o mundo", conta comigo...eu topo!
também não vou ao cemitério... irei um dia, definitivamente.
Beijos querido.

Pedro disse...

Um abraço grande.

Mabe disse...

Mudar de área? Eu mudei...totalmente. Serve de modelo? Ou não? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Grappacaipi a vista??????? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Abraços.

Latinha disse...

Sempre, né?! 8-P

Lucas disse...

Eu vou dar uma de um famoso blogueiro: do que vocês estão falando, ein?! (rsrsrs). Bem, falando sério, essa coisa de mudar é muito bom, apesar de ser meio loteria. Mas, quando é do nosso gosto, sempre costuma dar certo.

Beijos.

Peter disse...

O Lucas disse bem aí em cima... Se for uma mudança que você sente ser boa, vale a pena arriscar. O não tentar incomoda mais do que tentar e não dar certo...

Abração, e muito obrigado pela visita! Gostei dos tijolos amarelos, rsrs!

sad eyes disse...

Também não fui ao cemitério, mas lembrei-me do meu pai e da minha avó. E os poetas são assim mesmo, geniais, como diria Florbela Espanca "É condensar o Mundo num só grito".
Desejo-te muito boa sorte para todas as mudanças :)
abc

FOXX disse...

Pois é, tb tem o meu exemplo, eu fiz doutorado e agora trabalho com mídias sociais, que tb como vc era algo q eu já tava mexendo só não ganhava nenhum dinheiro com isso, agora é minha fonte de sustento.

Cesinha disse...

Essas nossas vidas, flutuando entre mudanças! Algumas pensadas, planejadas, outras ao acaso. Quem pode garantir qual dará melhores resultados? E tem algumas que a gente só percebe que estão acontecendo quando estamos bem no meio do processo. Eu planejo, mas gosto muito do "deixar-me levar" pela vida, como quem vai por um rio cheio de surpresas.

Beijos.

Serginho Tavares disse...

a melhor coisa a se fazer sempre é buscar algo que nos faça feliz!
beijos

railer disse...

cara, é muito bom ter a sabedoria para fazer essas mudanças, pra saber quando parar e quando continuar. li um livro muito bom sobre isso faz pouco tempo (vai virar postagem) chamado 'o melhor do mundo', do seth godin. recomendo.

abraços e muito boa a citação do pessoa.

NASTY JOE disse...

Meu Deus! Tá difícil falar alguma coisa! Essa história de mudanças ... eu nem vou falar da minha vida agora, pois terminaria por contar "A Minha História", um livro de não sei quantas páginas. Volto ao seu post. Para mim, perguntas são mais importantes que respostas. Respostas são verdades que inventamos para nós mesmos no calor da hora e não devemos nos preocupar com elas. Perguntas são dúvidas e dúvidas são as únicas certezas que temos. Sobre escolhas, creio que é bom planejar, mas, me parece que quando a gente acha que está parado, nossas pernas estão sempre levando a algum lugar. Soou meio "conselhos de um sábio", talvez pela forma verbal, mas não são nem conselhos, muito menos de um sábio. São idéias minhas que também vivem pedindo respostas na minha cabeça, nada mais. Na verdade, valeu a intenção, nem sei bem o que escreví, mas sorte para todos nós. Abs. José Solon.

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