Pela rua...

... a tarde já ia caminhando para o seu desfecho, ainda que de forma tímida, seus olhos atentos já notava que aos poucos o movimento das ruas começava a ficar diferente, como era passageiro e não motorista ele se colocou a observar a vida, o vai e vem das pessoas, dentro de si sempre se questiona quais as histórias que estão "caminhando" ao seu redor... o rapaz olhando sorridente para seu celular teria recebido uma mensagem de alguém que lhe é especial? Uma boa notícia quem sabe? Que pensamentos ocupariam a mente da moça de testa franzida e que olhava sem realmente ver o movimento que passava pela rua?

Perdido em "suas análises" e aproveitando um semáforo fechado, resolveu olhar mais ao longe e pode observar a cidade ao fundo... Olhou atentamente os prédios ao longe, como se por um instante não os reconhecesse. Foi então que se deu conta que aquela era a primeira vez, em algum tempo, que ele olhava de fato a cidade, sem esperar nada, sem esperar por ninguém, era como se a cidade voltasse a ser sua! Era como se um véu lhe tivesse sido arrancado dos olhos, é bem verdade que antes tudo parecia ser mais colorido e cheio de vida, mas olhava tranquilamente a paisagem.

Desceu do carro e passou a caminhar entre as pessoas, sem a expectativa de encontrar a qualquer momento um rosto conhecido ou de ser encontrado e foi assim, caminhando, que se perdeu entre a multidão, aquele "marzão" de gente que apressadamente ia e vinha... sabe-se lá para onde, sabe-se lá por quê.




(Há uma versão dessa música com a Ana Carolina e a Maria Bethania que eu adoro e que casava perfeitamente com esse trecho de um post que eu havia começado a escrever e não tinha terminado. Ele está no DVD da Ana Carolina, mas é quase impossível encontrar esse vídeo na internet, nele... Ana Carolina e seu violão junto com a Bethania cantam essa música em uma praça, só elas o violão e imagens da cidade... adoro esse clipe).


Então... tempos estranhos... eu não precisei viajar nessa semana, o que foi bom! Mas já começo a planejar mais um ciclo de viagens, vai começar tudo de novo! Confesso que estou um pouco receoso, estou cansado, estou preocupado, vem uma longa batalha à frente, mas... vamos que vamos!

Como gosto de dizer, eu poderia até reclamar das coisas, mas não seria justo! Isso é verdade, mas algumas coisas meio "tensas" andam a rondar pessoas que me são queridas e próximas, isso de certa forma me preocupa... 

Que alguém "lá em cima" olhe por nós aqui...

"É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir"

Inté. 

10 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Esta sua narrativa se encaixa muito bem em mim durante minhas caminhadas, principalmente qdo estou de viagem ... adoro caminhar assim e perceber os detalhes de cada coisa ao meu redor.
No dia a dia vamos nos perdendo no turbilhão da vida e não nos apercebemos destas belezas.
Qto à nossa vida pessoal, o q dizer meu caro? Só q toque-a da melhor maneira possível, faça o q lhe compete sem medos e o resto deixe com ela e seu provedor q tudo correrá bem, mesmo q, por vezes, não a entendamos bem. Isto faz parte.

Beijão

No Limite do Oceano disse...

Eu por vezes imagino a vida das pessoas que se cruzam comigo na rua ou enquanto conduzo, há pessoas que passam por mim sempre à mesma hora e são essas que por vezes ficam na cabeça.

Três Egos disse...

Algumas vezes é interessante sair por aí observando as pessoas passarem por você. Apesar de tudo, a vida continua.

Homem, Homossexual e Pai disse...

Sem esperar nada, sem esperar ninguem... é tão dificil a gente treinar este desapego, esta falta de ansiedade, eu ja encontrei estes momentos e ate acho que vivencio algo assim agora... belo texto obrigado por compartilhar!

Fabrício disse...

Pois é somos um pontinho nessa multidão, nesse marzão de pessoas, e somos algo minúsculo no infinito do universo, mas alguém deve olhar por nós, e saber disso me tranquiliza, imaginar que tem alguma importância nossa existência me deixa mais tranquilo, e me da a certeza que dias melhores sempre virão apesar das dificuldades. boa semana, um abraço

Luma Rosa disse...

Oi, Latinha!
E pensar que cada uma dessas pessoas que cruzam o nosso caminho e que de certa forma não possuem rosto, também pensam, sentem e pedem para alguém lá em cima que não deixe que nada de ruim aconteça com as pessoas que amam. Acho que Papai do Céu tem muito trabalho... Mas a vida segue do mesmo modo e de vez em quando, alguém se manifesta - saindo da normalidade e nos acena com um sorriso. Daí pensamos que ainda existem pessoas que se importam e que observadoras devem estar olhando o mesmo que nós.
:)
Vai dar tudo certo!
Beijus,

Adriano S. disse...

Alguém já disse que você tem rodinhas nos pés? Se não foi dito... (rs) Você escreve lindamente. Consegui sentir o que você descreve, as pessoas indo e vindo, cada um com seu universo de questionamentos, cada um mergulhado em si mesmo, e a gente sendo parte disso. É uma sensação muito estanha! Abraços.

Ro Fers disse...

Viajar é bom demaisss...
Abraços!

Mark disse...

Por momentos, quando comecei lendo seu post, parecia que era eu a dar essa caminhada pelas ruas. Porque identifiquei-me bastante.

Vai tudo dar certo nesse novo ciclo de viagens. :)

um abraço grande!

railer disse...

tenha fé meu amigo. sempre.

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