Series Cast: The Stubborn Hero

"Reza a lenda que toda criança nasce com alguns "reflexos", que se não estimulados vão se perdendo após o parte, chegando ao ponto de termos que reaprender anos depois a fazer algo que naturalmente sabíamos, é o caso de nadar, supostamente, todos nós nascemos sabendo nadar, ou acostumados com a água, visto que vivemos alguns meses no líquido amniótico."

"Eu já disse outras vezes aqui que a maioria de nós gosta de pensar que somos serem muito autônomos, mas a grande verdade é que, assim como os ratinhos de laboratório, nosso comportamento é meio "previsível". A ideia da Inteligência Artificial assusta muito as pessoas, por conta da ideia de que um dia os computadores irão assumir o controle - o mundo das máquinas. Via de regra, isso pode acontecer, mas só se alguém ensinar o computador como fazer, a vantagem de um computador é apenas fazer contas e processar informação mais rápido que qualquer outro ser vivo... Como eles não conseguem tomar decisões sozinhos, é preciso que alguém o "ensine", ou o treine mostrando como ele deverá escolher a alternativa que deverá seguir para realizar determinada tarefa. (Isso em linhas bem gerais)."

Fatos Relevantes:

Em uma conversa com um amigo, se lembrará de sua infância, e dará conta que quando era "garoto pequeno lá em São Paulo", em seus 6 anos, saia-se muito bem ao resolver e aceitar as coisas que não podia ter ou fazer, aceitando as coisas com uma tremenda simplicidade que faria inveja ao marmanjão que posteriormente se tornaria.

Tal qual um computador as voltas com suas regras para tentar dominar o mundo, enquanto ele também se apega a isso ou aquilo, provavelmente o garoto lá de trás, apenas iria sorrir e balançar os ombros, seguindo seu caminho sorridentemente. Algo supostamente deve ter levado ele a perder "esse reflexo".

"Problemas com autoridade", o diagnóstico certeiro de uma amiga, o pegaria desprevenido, fazendo-o voltar ao assunto poucos dias depois, e enquanto questionava sua amiga como aquilo seria possível, defendendo as razões pelas quais não concordava, se deu conta que pelo sorriso de canto de boca da amiga, ela só faltava ela lhe erguer uma placa onde se poderia ler:  "Como queríamos demonstrar"!

Não ter a certeza do que nos espera é algo angustiante, mas nos deveria servir de alerta sobre o "agora", o "presente". Da mesma forma, desejar algo e não saber ao certo como chegar lá, ou o que fazer para conquistar, poderia servir como um norte e não como uma corda que usamos para tentar prender as coisas. 

"As vezes tenho saudades, daquele garoto que lá pelos seis anos sabia ouvir um não, e ainda que não conseguisse entender todas as implicações, apenas sorria, balançava os ombros e continuava seu caminho. Como é que ele sabia que mais a frente tudo daria certo?!". Ao ouvir essa pergunta, um outro personagem, um amigo muito querido, apenas decreta: "Não sabia!!!".

Segundo ele, cujo personagem eu chamarei John Gibbon, saber ou não, era irrelevante, pois aquele garoto vivia no "aqui e agora" com muito mais propriedade que qualquer adulto, que quase sempre está pensando no futuro. A maturidade - inclusive biológica - nos habilita com a capacidade de abstração, e isso não quer dizer que vamos usá-la pra fazer um desenho bonito de algum lugar que não existe, certamente vamos querer saber se o desenho vai ser considerado belo ou aceitável, antes mesmo de tocar no papel.

"Quem ama dá liberdade!!!"*

* Dia desses eu ia passando pela sala de casa, quando ouvi essa frase... além de ter chamado minha atenção, não porque razão, ela ficou ecoando na minha cabeça por um bom tempo. Bom, na verdade eu até o motivo, mais isso provavelmente é coisa de um outro "episódio"...  ;-)


"I don´t know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can´t react..."
(FALLING SLOWLY, Josh Groban)

6 comentários:

Namorado P.S. disse...

Sim, embora nem sempre seja uma coisa boa. Como tudo na vida, terá quer ter peso e medida.

Alan disse...

Esse teu post me levou a pensar DE NOVO, em possibilidades ligadas ao tempo. Explico: passado, presente e futuro, tornam-se muito emaranhados conforme ficamos mais velhos. Corremos risco de não deixar o passado de lado e não aproveitar o presente, corremos o risco de focar no presente e não projetar o futuro e de projetar tanto o futuro em busca de uma suposta felicidade que novamente esquecemos do presente. Complexo, tanto que até já rendeu rascunho no blog. Em breve, Hahahahaha Excelente texto, pra variar, me levou a novas indagações feat alterações no meu rascunho. E vida o tempo e suas peculiaridades. rs Abraço! :)

Alan disse...

*viva

Adriano Só disse...

Pode ser que eu tenha ficado confuso (rs) com o que você escreveu. Muita informação? Acho que sim. Eu me detive um pouco (divaguei...) sobre uma possível diferença entre as palavras/conceito: teimoso e obstinado. Falando de mim (se me permite): em geral, quando sinto que tenho um objetivo importante, acredito que tenho um comportamento obstinado. É como se eu não desistisse antes de tentar todos os caminhos possíveis. Mas, por vezes, sou teimoso. E isso implica em, esgotadas todas as alternativas, seguir na mesma “batida”. O quanto cada coisa é boa? O quanto faz falta a paciência e a serenidade?

Pra você ver... de vez em quando me perco em divagações. (rs)

Abração

railer disse...

bela reflexão. saber viver o 'agora' é algo que muita gente precisa trabalhar. o filme 'questão de tempo' aborda um pouco isso. veja-o!

Fred disse...

Tem como não amar essa criatura?!? Já disse e repito: quando crescer quero ser que nem tu!!! Hehehehe! Hugzones, dear friend!

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