Sense and Sensibility

Nesse "Dia dos Namorados" estou descobrindo um lado não muito bonito que há nos relacionamentos, aquele que envolve mentiras e traições. O ponto de partida foi uma situação vivida por uma amiga que no fim de semana passada colocou fim ao seu namoro, ao descobrir-se envolvida em uma história que deixaria muito roterista boquiaberto. Tal qual nos filmes, um romace que tinha tudo para dar certo, mostrou-se na realidade uma trama complexa e por que não dizer perversa.

Não entrarei em detalhes, por respeito a ela e porque na verdade o que me chamou a atenção nessa história toda, é a percepção sobre a responsabilidade que assumimos aos nos relacionarmos com alguém, seja um namorado, um namorado/esposo, um amigo e por que não um inimigo. Nossas ações muitas vezes tem um impacto direto sobre essas pessoas e não raro, não nos apercebemos disso.

Eu nunca tive um relacionamento de verdade, grande parte foram namoricos ou então situações que existiram apenas na minha cabeça, mas mesmo com um curto "currículo", eu já experimentei a sensação de ter sido traído. Não que hajam atênuantes, ou maior/menor grau de traição, mas na ocasião não existia ainda de fato nenhum compromisso, ainda estavamos nos conhecendo, mas mesmo assim doeu. Por isso penso naqueles que passam anos com alguém, até descobrirem que vivem uma "meia-verdade".

Não quero que pensem que estou aqui a julgar alguém ou a fazer falso moralismo, "coisas acontecem"... tenho amigas/amigos que se viram e situação parecida e até que conseguissem se desvencilhar de uma outra situação, permaneceram divididos. É como li uma vez, a gente não pode mudar as coisas que acontecem conosco, mas podemos decidir sobre o que fazer a respeito. Nesse caso, falo daquele que deliberadamente mantem-se lá e cá... e no seu "egoísmo", acaba por ignorar o mal que fará a todos, inclusive a ele.

De qualquer forma, tenho plena consciência de que enquanto um dos meus dedos estão apontados para alguém, três outros estão também apontados em minha direção. Se não trai, o mérito não é meu... talvez não o tenha feito por falta de oportunidades, quem pode dizer que não. De qualquer forma, já fui "cumplice"... encontrei pessoas que eu sabia ser compromissadas e mesmo assim, fui em frente.

Talvez seja o peso na consciência que hoje tenha me motivado a escrever hoje.
Talvez seja por ser testemunha do sofrimento que um passo mal dado pode causar aos outros.
Talvez seja pela sensação de incapacidade em pode ajudar alguém que foi ferido profudamente naquilo de mais preciso que temos, que é nossa confiança ...

Talvez seja por que é assim que as coisas são...

(Sense and Sensibility (1995), Ang Lee/Jane Austin)

"Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas"

7 comentários:

Fala, Garoto! disse...

Não acredito no amor.....existe apenas atração momentânea e interesses em jogo. No mais, é isso! Abs

Rafaew disse...

Coitada ;~
E eu acredito no amoor ;)

Goiano disse...

latenha pequeno principe é livro que nao se deve levar em conta
huauhahuauh

huauhahua
bem eu sou meio pragmatico... meu conselho continua de pe pra ela
ARRUMA OUTRO

Beta disse...

genteeee, todos os blogs falando de namoro... eu tinha esquecido q depois d amanha eh dia dos namorados!! vcs me lembraram! que raiva! hahahaha.... brincadeira... mas aqui na argentina dia 12 de junho nao eh nada.... o dia dos namorados eh em fevereiro, como em todo o resto do mundo. ainda bem! isso me irrita menos! hahaha

beijos

SAM disse...

Nossa lindo post querido!

A reflexão é belissima, a confiança é um de nossos maiores bens!

concordo com a frase, realmente podemos estar em varias situações mas somos nós que decidimos como resolve-las!

Bjaum!

XD

Luifel disse...

Kra,

Já conversamos sobre isso no MSN. Eu acredito no Amor, sim. Infelizmente as pessoas atualmente estão colocando o sexo acima do amor. Parece-me que deitar-se com outra pessoa, trocar os fluidos, as sensações e gozar é tudo.

Infelizmente isso é pouco, quiça nada!

Apesar das decepções devemos sempre confiar que existe uma pessoa que vai ser a perfeita pra nós e que vai ser fiel...

Abç brow!

Dih disse...

Traição já não é mais um tabu, mas está longe de ser um assunto que não gere polêmica. Além de dividir opiniões, a infidelidade se apresenta de maneira diferente para cada um na sociedade e para cada sociedade distinta. Em um mundo de constantes inovações, a traição é uma questão sempre atual que nunca perde a validade . Certo é que isso vem se tornando algo cada vez mais comum entre casais e há quem ache que, dependendo do intuito com que a traição é cometida, ela não é, de fato, uma traição. A maioria das pessoas acredita que se não envolve sentimento algum é apenas uma necessidade do corpo e que uma traição por pensamentos, que pode até não ser consumada em sexo, pode vir a ser pior. Entre os gays a história é ainda mais complexa. Para casais homossexuais, a traição só ocorre quando acontece um beijo, porque essa é a expressão máxima de carinho entre duas pessoas. Nessa linha de raciocínio é possível ter relações sexuais com outro parceiro, desde que não haja beijo.

Na realidade, acho q o ser humano não nasceu para ser monogâmico, mas sim para espalhar o maior número de filhos pelo mundo, para garantir a perpetuação da espécie, como fazem os animais. Mas com a força da Igreja e a nova moral por ela instauradas tal atitude começou a ser julgada como errada e foi amplamente combatida. A verdade é que é impossível julgar esse tipo de atitude. O que importa é a cumplicidade do casal e o que eles acreditam ser importante. Cada pessoa tem seus princípios e sua maneira de ver o mundo, cabe a ela e ao seu companheiro construir os valores do relacionamento, sem se importar se o mundo acha que são certos ou errados. Mas eu como muita gente ja fui traído. E posso assegurar q não existe dor pior quando se ama.
Saudades de vc latinha. Bjs

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