Mesmo prometendo que nunca mais se aventuraria a viajar para encontrar ninguém, caprichosa, em mais uma ironia da vida, acabou voltando a cidade d´Ele, não por Ele, mas por uma questão do trabalho. E assim se viu novamente às voltas entre reservas de hotéis, passagens e roteiros... Tal qual fizera alguns anos antes, com exceção da empolgação e do excitamento que aquela época eram o carvão que o movia rumo ao novo. Dessa vez, tudo fora feito com calma, apesar da tensão existente por trás de cada escolha, é óbvio! Contudo, agora havia também a calma, daqueles que já compreenderam que tudo o que tiver que ser, será!
Suíte single ou double?! Apesar de single ser escolha óbvia, e mais sensata, double foi a escolhida - é bem verdade que no momento da escolha deixou-se levar por um tanto de nostalgia e inocência, também pensou em mandar-lhe uma mensagem apenas com o número do quarto, oa indicação do hotel e sua inicial, tal qual nos filmes. Mas rapidamente lembrou que sua vida nunca fora exatamente um filme, pelo menos não desses, ou se realmente o é, o roteiro nunca esteve em suas mãos.
E lá novamente chegou... fora saudado pelo mesmo sol, os mesmos jardins daquele tradicional bairro... Não o avisou de sua chegada, de fato, agia como uma testemunha de sí próprio. E foi assim que em uma das tardes, resolvida a questão do trabalho... se dirigiu para um lugar que lhe era muito especial e onde sabia que o encontraria, curiosiamente, não estampava em seu rosto um sorriso e a ruga em sua testa denunciava uma dúvida que pairava no ar. E que parecia crescer com a proximidade do encontro.
Caminhou, assim como fizera no passado, sentiu o sol da tarde começar a se despedir...
De repente, tal qual um felino que fareja a presa se virou e não tardou a vê-lo entre a multidão. Tirou os óculos como se pudesse ver melhor sem eles e ficou a fitá-lo. Ele parecia bem, os anos pareciam não ter agido sobre ele, o corpo banhado pela luz dourada do sol, o vento a brincar com os cabelos dele. Sozinho sorriu... definitivamente o vento parecia não ter passado.
Mas nem tudo eram flores, esses anos não foram faceis... e por isso mesmo, aquela dúvida agora tomava a forma de um dilema. Deveria sair das sombras e chamá-lo?! Ele já sabia de antemão o roteiro que viria a seguir - e no seu íntimo ansiava por aquilo. Contudo, ele também já era sabedor de que ele nunca poderia lhe dar o que realmente queria e há tempos entendera que seria insuficiente o que Outro poderia lhe ofertar.
E foi por isso que colocando novamente seus óculos escuros, virou-se e voltou a caminhar. Ouviu cada passada dele se aproximando, como se estivessem no compasso de seu coração, sua nunca arrepiou, parece que o ar não lhe chegava nunca aos pulmões. Até que fechou o olho e sentiu que ele passara ao lado, dentre tantos odores foi capaz de reconhecer aquele perfume cítrico, nota por nota e assim que abriu os olhos pode vê-lo se afastar....
Parou novamente e ficou a olhá-lo... provavelmente aquele foi a sua forma de dizer Adeus!
Viu quando ele sumiu na multidão... alegria, tristeza, alivio, paz?! Não sabia ao certo o que sentia, caminhou até um banco e ficou a contemplar o sol, que a esta hora já tocava o mar ao longe... se deu conta que somente ele para não tê-lo percebido naquele momento, afinal, enquanto os mais vestidos trajavam shorts e camisetas, Ele estava lá de calças jeans e camiseta naquele calçadão. Certas coisas nunca mudam, pensou, nenando a cabeça.
Se despediu do sol... daquela cidade... daquele capítulo da sua vida, que finalmente se encerrava!"
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Então, estou em dívida com as visitas!! Mas andou fazendo um friozinho de lascar deste lado da ponte, e por isso mesmo o final de semana foi "daquele jeito"! Continuo na mesma, muitas dúvidas, poucas respostas! kkk
Essa semana promete, visitas importantes estão para chegar... pessoas queridas que há tempos não via, só para constar elas não são blogueiras, são pessoas que fazem parte da minha história. Tempo de celebrar!!!
Enfim... inocência pensar que tudo vai ser "azul com bolinhas brancas" né!? Mas desejo de coração que cada de nós possa encontrar forças, perseverança e fé para superar os obstáculos e dificuldades que surgirem e que possamos fazer desta uma ótima semana!
E vamos que vamos... abração!
que as coisas mudem
precisamos mudá-las e,
nem sempre,
queremos assumir esta
responsabilidade.
Se nada fizermos,
viveremos nas sombras das
frustrações e insastifações,
esperando que alguma magia faça
as mudanças de que precisamos.
(Fay Weldon)
10 comentários:
Adorei o texto, cara!
E sim, impressionante como certas coisas nunca mudam!
Poema preciso para o momento! :p
Grande abraço
Engraçado que vivi uma historia semelhante no vale do Paraíba.
O diferente foi que eu não tive essa iniciativa de terminar o assunto.
Ah que saudade de passar aqui, tava carente de ler suas histórias e de passar no seu blog!
Espero que as coisas estejam bem!
Aparece no msn!
adoro como vc conta essas suas histórias do passado, seu Latinha... Lindo mesmo! E boa semana.
adoro como vc conta essas suas histórias do passado [2]
adoro como vc conta essas suas histórias do passado [3]
Huuummmmmmmhummmmmmmmmuhummm!!!
Tem caroço nesse angú!!!
E como tem... hehehehehe!!!!
Quebra tudo, meu filho!
E depois me conta!!
Hugzãooooooo!!!!!
Nem vem que não tem... contra talquinho Avon ninguém pode competir... hahahahahaha!!!
Agora... "morreu de diabetes e obesa" foi ótimooooo!!!! Só vc, fiel escudeiro!!!
Saudades tuas!
Hugzão!
adoro hotéis
e adoro visitinhas lindas
huhauhsausha
bora-bora
e conta tuuuuuuudo mesmo!
Latinha... quero ver sua resposta: http://gaydointerior.blogspot.com/2009/05/vida-social-bloguistica.html
Perfeito.
É, o cheiro sempre fica.
Adorei a lembrança, realmente quase um dèja vu.
E adorei Fay Weldon.
Obrigado e beijão.
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