Porque hoje é sexta-feira...

E, não sei por que razão eu passei o dia assim... 
E, porque a noite está quente...
E, porque as ruas estão com um movimento atípico, um frenético vai e vem, que na verdade nem me importou muito...

E, porque já que você está sem um par, você fica ali, sentado no cantinho, olhando os outros dançando, enquanto mexe o gelo dentro do copo, displicentemente com o dedo enquanto se perde nos pensamentos, até sentir a garganta queimar enquanto sorve mais um gole.



Esse bolero, Tu me Acostumbraste, é citado no conto Aqueles 2 do Caio Fernando Abreu, que é um conto que eu gosto muito e que fuçando essa semana eu acabei reencontrando, relendo, e ficando assim... ;-)

Quem quiser ler o conto, favor clicar AQUI Ó !!!

Me amarrei na voz dessa cantora... 
Um ótimo final de semana a todos .

El Latón! ;-)

(Só para ninguém achar que eu estou perdido em algum casino no Paraguai, são 20h30 e eu [ainda] estou trabalhando, bem.... deveria, né? :P)

11 x 11 (Onze Perguntas e Onze Respostas)

Dia desses o Mark, do blogue As Aventuras de Mark, publicou esta postagem em respondia ao desafio de responder onze perguntas, achei as perguntas simpáticas e vou entrar na onda também e deixar uma versão "Latinha", fica o convite para quem quiser participar! 

Então, vamos que vamos

1. O que você não sai de casa sem?

Apesar de trabalhar com tecnologia, às vezes me desapego da tecnologia e gosto de sair livre, leve e solto. Pode ser um pouco de neura minha, mas eu (quase) nunca saio de casa sem um "plano", não sou um ser tão liberto a ponto de sair de bobeira por ai, eu até queria, mas nunca deu muito certo. Geralmente eu já saio com as coisas meio planejadas, onde ir, o que fazer, quanto tempo pretendo fazer.... 

2. Qual é o seu animal favorito?

Essa é fácil: Cachorro!!! Eu os adoro, principalmente os da raça Boxer, adoro o temperamento deles e são ótimos parceiros para assaltos à cozinha.

3. Qual é o seu sapato favorito?

Eu sou fã de botas (boots), sabe aqueles sapatinhos "de engenheiro" como eu brinco?!  Pois é, quase sempre você me acha de jeans, essas botinhas e camisa (ou camiseta polo também). E quanto aos sapatos sociais, nunca fui fã dos solados de couro, sempre preferi os de borracha e tenho uma queda por estilo Oxford.

4. Produto de maquilhagem indispensável?

Então... tem duas coisas que eu sempre uso, que não acredito que se enquadrem como maquiagem, mas é protetor solar no rosto e creme para as mãos (sou desses!).

5. Qual é o seu maior sonho?

Eu estou naquele pacote básico, e por que não piegas, mesmo. Fazer um bom trabalho, conseguir fazer umas viagens, ter alguém para esperar ou alguém para me esperar no final da noite... Alguém para deitar a cabeça no colo e ficar conversando sobre bobeiras... "só isso"! Ah! E world peace! É claro. :P

6. Qual o seu maior defeito?

Meu maior defeito... Eu sou "meio" ansioso, isso as vezes me atrapalha. Mas acho que meu maior defeito é ser "zen rebelde", eu posso ir aguentando um bocado de coisas, calmamente. Mas vai ter um dia, que eu amanheço com "o burro amarrado" - como dizia meu avô, que eu vou sair rodando o machado por aí.

7. O que é que mais lhe irrita nas pessoas?

Então, cada caso é um caso... mas ingratidão é algo que me incomoda bastante.

8. O que mais gosta de comer?

Via de regra eu não tenho problemas com comida e estou sempre aberto às possibilidades. Normalmente prefiro frango e peixe a carne vermelha, mas não sou radical. Uma coisa bem simples e que gosto bastante é colocar lascas de bacalhau, uma porção generosa de cebolas (eu gosto das roxas), azeitonas pretas (portuguesas, por favor) e cobrir tudo com uma porção generosa de um bom azeite extra-virgem... com um arroz branquinho, fica bom hein....

9. Doce ou salgado?

Para que a gente vai brigar?! Vamos se juntar, doce e salgado ué.

10. O que te deixa feliz?

Fico feliz quando tenho a chance de compartilhar um momento bom com meus amigos, com minha família, aquele momento que você olha ao seu redor, observa seus amigos ou sua família, muitas vezes rindo, brincando e naquele instante você sabe que aquele foi um momento bom. Quando isso acontece eu fico muito feliz! 

11. Escolha cinco blogues para responderem a este desafio.

Fica o convite para quem por aqui passar, a responder essas perguntas... achei bacana.

-- x --

Que possamos dessa uma boa semana! ;-)

No mais, hora de por os óculos de sol (com grau, por que eu sou meio cegueta), abrir a janela do carro (para deixar o vento ir bagunçando os cabelos) e ouvir uma musiquinha...



(ai ai) Inté.

Esquisoterices (ou não! Vai saber) :P

Não me lembro bem, se eu li ou se me contaram, enfim! Fato é, que de alguma forma eu fiquei sabendo que poderíamos ver a vida como uma espiral ascendente, começamos em um ponto e conforme vamos "evoluindo", ou nos desenvolvendo, crescemos e essa espiral vai se expandindo. Assim, determinados momentos ou situações, podem ser encarados como "provas" e ao sermos bem sucedidos, damos início a um novo ciclo de crescimento ou desenvolvimento, entretanto, se por alguma razão falhamos, ficamos de alguma forma bloqueados naquele nível. A própria vida se encarregaria de nos apresentar novamente aquele "desafio", até que, em algum momento, tenhamos condições de superá-lo. Tudo bem que eu estou simplificando a n-ésima potência as coisas, mas acho que já deu para entender a ideia da coisa toda. Não sei o fundamento, ou mesmo se é verdade, mas por algumas vezes, eu já tive a sensação de que isso poderia ter lá seu fundo de verdade.

E dai estava eu pensando... Algum tempo atrás, estava eu fazendo Doutorado em uma importante instituição, um bom desempenho até então (sou desses!) e tudo parecia caminhar bem, entretanto, apesar de ter cumprido todos os requisitos, eu acabaria desistindo no final, não apresentei minha tese ("só isso!"). Por alguma razão, o trabalho não deslanchou, os resultados não vieram e a coisa toda simplesmente não engrenou, eu acredito que poderia até ter apresentado (talvez eu devesse ter apresentado), mas justamente por ter feito as coisas do jeito que devia, eu tinha consciência que o trabalho não estava adequado e não era digno de ser apresentado.

Me lembro da última conversa tête-a-tête com o meu orientador. Já era comecinho da noite, apenas eu e ele no laboratório, calmo de uma forma que eu acho que nunca mais vou ficar na vida, muito tranquilamente agradeci pelo tempo dele, pedi desculpas pela forma como estávamos "terminando" e disse que apesar de tudo, no fundo me sentia estranho, pois na época do nosso primeiro encontro, ele havia me perguntado o que eu buscava. Pois bem, naquele dia, tudo o que eu havia mencionado, eu havia de certa forma conquistado, que aquela não era a forma como eu tinha imaginado chegar ao final, mas que o título nunca fora o objetivo para mim, por isso não tinha receio de desistir. Acredito que quase derrubei o velhote da cadeira, imagino que ele esperava que eu fizesse algum tipo de apelo, mas creio que ele não esperava que eu dissesse aquilo - acho que nem eu! 

E foi assim que eu afundei bonito, igual ao Titanic, sem música erudita tocando, mas com pompa, circunstância e artigo publicado, é bem verdade que ele talvez pudesse ter me dado uma mão, quando a coisa começou a fazer água, mas não o culpo. Foi uma época meio complicada para mim também. De qualquer forma, foi um pequeno passo para qualquer pessoa, mas um passo gigantesco para aquele garoto que, desde o pré-primário, nunca havia reprovado em nenhuma disciplina, em uma noite eu virei uma espécie de "nerd renegado". Maior reflexo disso tudo, acho que foi um sentimento de vergonha que eu carreguei por algum tempo, estranho como podemos ser nosso pior carrasco, ninguém me falou nada sobre isso, meus chefes entenderam, tive o apoio da família e amigos, que provavelmente acharam que eu estava ficando mais maluco do que normalmente já sou, mas eu meio que tinha aquela sensação de que meus filhos iam nascer marcados! Bobeira e preconceitos meus... eu admito.

Tempo presente... Uma conjunção de fatores me leva novamente a um projeto de doutorado, há alguns bons meses venho alinhavando uma observação, que virou uma ideia e que a essa altura já é praticamente uma hipótese. E assim, algumas conversas, reuniões e viagens depois, encontrei algo que me parece bastante promissor, tanto que na última reunião ouço que devo começar a me informar sobre os processos de seleção... Vai começar tudo de novo!


Agora, advinha qual é o primeiro nome na lista de lugares para onde eu provavelmente vá?! Pois é, a volta do filho pródigo ou o bom filho a casa torna?


É bem verdade que a coisa toda começou diferente dessa vez, apesar do cenário ser um velho conhecido, são novos personagens e acredito que eu mesmo estou diferente. De qualquer forma, me parece que é hora de fazer contas com o passado e de enfrentar velhos fantasmas... 

Não que eu seja tão apegado assim a essas coisas, mas não pude deixar de relembrar tudo, até porque, como a vida tem um senso de humor bem interessante, meu futuro "endereço" pode vir a ser literalmente na frente do meu antigo laboratório... Seria isso uma nova prova?! O fechamento de um ciclo? Pelo jeito, ano que vem vai começar tudo de novo, e talvez seja adequado invocar o meu Momento Obama!



No meio tempo, eu tenho feito por merecer meu salário, mas como trabalho sem diversão fazem do Latinha um chatão, é tempo de também de colocar o bloco na rua, viagens à vista!!!. Falar nisso, alguém tem uma fantasia de Ovelha para emprestar?! ho ho ho

Então, nzé?! Eu não sou assim huge fã da Milley Cyrus, mas a letra dessa música me chamou a atenção desde a primeira vez que eu a ouvi, como a versão original é bem bonitinha, mas meio açucarada... Vou apelar para essa versão em que o mocinho canta muito bem também! cof cof cof. Já comentei com vocês que tenho um certo fraco por sotaques, nzé?! ;-)

Inté.

Brinquedos de Natal

Garotos e seus brinquedos! Dia desses tava dando uma geral no maleiro do guarda-roupas e acabei encontrando alguns poucos brinquedos que eu ainda guardo. Tem uma coisa que eu sempre tive uma grande dó, foi minha coleção de carrinhos de ferro, os famosos Matchbox, toda vez que meu avô paterno ia ao Paraguai ele trazia para mim, assim cheguei a ter quase 30 carrinhos! Não me lembro deles na verdade, mas nunca pude esquecer de um laranjinha não sei por que razão! Eu era muito pequeno na época, e muitos dos meus coleguinhas nunca devolveram os carrinhos que "emprestaram" de mim... 

É uma pena, queria ter tido a ideia de guardá-los!

Mas meu primeiro presente de Natal, foi um Xereta, um brinquedo da Estrela que imitava um cachorro e pasmem, tinha movimento! Era igualzinho esse da foto, você puxava uma corda que imitava uma guia e o cachorro andava conforme a corda ia sendo recolhida, meus pais contam que eu pequeno ficava muito brabo, porque queria que o cachorro andasse do meu lado e obviamente não dava! :P

Um dos brinquedos mais caro que tive foi um Ferrorama XP 300, me lembro que era todo um protocolo para podermos montar "e tinha que ter cuidado para brincar!" :-)   Eu já era "maiorzinho" na época do Ferrorama, então ele ainda existe, eu até hoje ele repousa em uma pratileira no famoso "quartinho" lá de casa. Já que os carrinhos não sobreviveram, a intenção era deixar o tremzinho para os filhos, mas na atual conjuntura estou achando que meu sobrinho vai ser o herdeiro oficial. Mas me lembro com carinho, de ficar horas e horas deitado no chão do quarto ou da sala brincando.

Acho essa bicicleta foi um dos últimos presentes "brinquedo" de Natal que eu efetivamente ganhei, eu já era um Latinha entrando na adolescência e essa, bicicleta era minha fiel escudeira nas "missões". Levei um tombo homérico uma vez com ela, tenho uma cicatriz na parte posterior da coxa por conta desse tombo... Mas que era bom, era! 


Como dizia minha avó, "A Ordem é rica, mas os Frades são muitos!". Na verdade, minha família não é rica, e além de mim havia minhas duas irmãs, mas nunca tive nenhum "trauma" por não ter ganhado isso ou aquilo (tinha o Pégasus - um carrinho de controle remoto, e claro, o Autorama!). Mamita e Papito nesse aspecto sempre conseguiram nos ensinar desde cedo que o lance não era ganhar o presente, mas o momento.

Olhando daqui para atrás, como eu gostava da expectativa daquela noite... lembro de um Natal, acho que foi um dos último em que eu ainda acreditava em Papai Noel, em que depois da ceia, meus pais nos chamaram para ir ver a rua, ver o movimento... Minha irmã, se preocupou em deixar uma rabanada, fomos caminhando até a esquina de casa, vendo o movimento. Ao voltarmos, encontrei meu caminhão "da Super Máquina" embaixo da árvore, não é que ele tinha passado enquanto a gente saiu?! Quase o pegamos!!! ;-)

A maior parte dos meus brinquedos eu fui me desfazendo ao longo dos anos, crianças carentes, filhos de faxineiras, foram ficando com eles... espero que aqueles brinquedos tenham feito eles tão felizes quanto me fizeram. O Ferrorama eu nunca tive coragem de dar, agora que meu sobrinho se prepara para chegar, penso que vai ser um bom momento de vê-lo partir também... (Porém, para todos os efeitos, ainda tem um ônibus que anda sozinho e que está mocado no fundo do maleiro! Para quando der um momento de saudades!) [ehehehe]

Às vezes eu gosto de fuçar nas gavetas, nos maleiros e ver o que eu acho "de antigamente"... É sempre uma fonte de ótimas "viagens". Vocês sabem qual foi o primeiro presente de Natal de vocês?!

Uma grande semana! 

"A maior parte da nossa vida, é uma série de imagens.
Elas passam pela gente como cidades numa estrada.
Mas algumas vezes, um momento se congela, e algo acontece.
E nós sabemos que esse instante é mais do que uma imagem.
Sabemos que esse momento, e todas as partes dele...
irão viver para sempre."

Adelante

Essa é a minha visão no exato momento em que escrevo esse post.


Estou aguardando um amigo e como ele gentilmente me avisou que está uns 30 minutos atrasado, resolvi tentar escrever algo pelo celuleco mesmo. Como dá para ver, estou "en Paraguay", pode até soar "xiqui", mas não necessariamente é algo extraordinário, quase todos os dias costumamos almoçar em um shopping que há aqui - na verdade é uma mega loja, onde é possível comprar di um tudo, e onde há uma praça de alimentação muito bacana.  

Tinha vindo almoçar, aliás, já almocei com meus amigos imaginários, dai ele me ligou pedindo uma carona, então aguarda-lo-ei para o café e retornarmos para "a Firma". 

Meu planejamento semanal foi para as cucuias, maior parte do que imaginei fazer, não rolou. Primeiro tive que ajudar uma amiga a recorrer de um parecer desfavorável e depois, quando achei que a coisa ia engrenar, fui "convidado" para em uma reunião do juízo final, daquelas em que a única coisa que me lembro hoje é que quem fez o café, devia ser mandado embora! Oh trem ruim, mas a danada da reunião durou uma tarde inteira!

Mas surpresas bacanas aconteceram, uma reposta que eu aguardava chegou e foi bem "auspiciosa", agora é correr para fazer o que foi pedido, mas, se minhas perspectivas continuarem a se confirmar, eu penso que será bem bacana e ainda me ajuda a dar um norte para minha carreira - eu estava meio que voando no que costumo chamar de "vai doidão". 

Além de bonita, a quinta-feira está meio preguiçosa por aqui e como eu vou ficar até mais tarde, já dá para prever que vai ser uma longa tarde... :P

E o amigo fanfarrão ainda não chegou... Tecnicamente eu posso matá-lo, não é!? Mas, considerando que vou ficar sem lugar para almoçar, então, melhor aguardar mais um pouco

Inté!

(21AGO - 13h30)

Enquanto isso...


Domingo, né?! Era para eu escrever algo interessante, na verdade eu comecei a escrever "algumas coisas", mas nenhuma delas vingou adequadamente, por isso, vou aceitar a derrota e dar o dia por perdido. Mas vou tentar voltar a postar com maior regularidade, tenho umas coisas que andam me rondando, espero que elas tomem corpo nos próximos dias.

Tem sido uma época de bastante trabalho, que conste dos autos, que na última sexta-feira eu sai "da Firma" perto das 23h00 inclusive, entretanto, o mais legal é que foi, com o perdão da palavra, um puta de um dia! Daqueles em que temos a certeza que fizemos bem o nosso trabalho! Mas, como alegria de pobre dura pouco, faltou aquele alguém esperando quando eu chegasse em casa, para ganhar um colinho especial. Por isso, tive que me contentar com uma caneca de vinho mesmo, pois é, sou desses que bebe vinho em caneca. :P

Na proa, algumas viagens à vista, vai que... ;-)

Abração e uma grande semana! 

Um Nós!

Acredito que como na maioria das casas, na minha também existe uma pasta em que se guardam vários documentos importantes, lá é possível encontrar a minha primeira carteira do convênio médico, do clube, meu cartão de vacinação (ele ainda existe!), certidão de nascimento, escrituras e tudo mais, vale registrar, que também há uma outra pasta, quase uma "malinha", com as famosas fotos de família... ehehe

Dentre os diversos documentos, há um pequeno envelope branco e nele repousa uma carta, escrita de próprio punho por aquele que dentro de pouco mais de um mês se tornaria meu pai! É uma carta bem bacana... quem sabe um dia eu compartilho ela aqui. 


Meu pai, é um daqueles caras que saiu a luta pelo o que queria, venceu as adversidades, que não foram poucas, construiu uma família, uma carreira bacana e soube me transformar "em gente", tenho muita admiração por tudo isso!!! Nosso relacionamento nem sempre foi fácil, muitas vezes ele foi bastante duro e exigente, mas no fim tudo deu certo, nunca houve falta de respeito e principalmente de amor.

Ele tem muita dificuldade de lidar com questões mais emocionais, talvez pela própria geração dele, talvez pelo fato de ter crescido sem a minha avó (que faleceu quando ele tinha apenas 9 anos), mas ele sempre procurou ser um pai presente, preocupado e amoroso, meio que do jeito dele. Até hoje, ele sempre está lá quando preciso e como bom pai e filho, quase sempre discordamos de tudo [ehehe], já trocamos palavras mais fortes em algumas ocasiões, mas nada realmente sério, às vezes gostaria de sentar e conversar mais, mas... ele nunca entende as coisas! (rs)

O importante é que o amor e o carinho estão lá, com o passar do tempo parece que temos ficado mais próximos, tem sido estranho perceber que o peso da idade está chegando para ele, hoje já percebo que muitas vezes ele me espera para decidir algumas coisas, também noto alguma hesitação em alguns momentos. Mas isso nunca o impediu de me dizer que eu não sei trocar o pneu do carro direito, ou que preciso prestar mais atenção nas coisas, porque eu sou "bobinho". :P 

Eu provavelmente não vou ser pai nessa "encadernação", pelo menos não "no sentido clássico", mas acho que acabamos exercitando a paternidade de muitas formas ao longo da vida, e por isso mesmo, na minha profissão, eu acabo sendo um pouco pai em alguns momentos, de qualquer forma fico feliz por ter tido um bom modelo de pai!


"...Que apesar de termos 
Feito tudo o que fizemos 

Ainda somos os mesmos 
E vivemos 
Ainda somos os mesmos 
E vivemos 
Como os nossos pais..."
(COMO NOSSOS PAIS, Elis Regina)


Três coisas que meu pai já fez comigo... (fun facts)

  • Quando eu era bebê, meu pai foi trocar minha fralda e prendeu meu pipi com o alfinete, obviamente após a troca de fraldas eu não parava de chorar. Minha mãe saiu tirando toda a minha roupa, até que chegamos na fralda... Ele quase morreu de culpa! 

  • Na adolescência, ele me dava carona na volta para casa, e me esqueceu "algumas vezes" no cursinho. Segundo minha mãe, ele chegava, guardava o carro e ao entrar em casa, bastava ela perguntar por mim, que ele rodava no calcanhar e saia que nem um louco. A lembrança que eu tenho é a de uma vez, minha aula acabou... eu fiquei esperando, esperando, esperando, os alunos do noturno começavam a chegar, quando vejo o carro dele virando que nem um louco. :P

  • A maior pérola foi uma vez que nós saímos juntos para passear com os cachorros de casa, eu já era um mocinho crescido na época, e de repente o cachorro disparou... Ele mais que depressa, gritou meu o nome!!! Eu, que estava do lado dele, olhei sem entender nada, e ele mais que sem graça me olhou com uma cara que foi hilária!!! 

Pensando bem, acho que eu podia ter alguns "traumas" (rs).

Espero que todos vocês possam ter tido um bom dia dos pais, e aqueles que por alguma razão não estão com seu pai por perto, que possam ter tido uma boa e querida lembrança para aquecer este dia! 

Abração. Um 

Minhas Férias (Que eu não tive...)

Na minha cabeça, tudo acontecia de um outro ritmo, o clima parecia não ser o mesmo, as cores estavam mais vivas e havia um ar diferente pairando por aquela cidade tradicionalmente cinza. O relógio insistia em brincar com as horas, ao mesmo tempo, o desejo que elas passassem mais rápido desafiava a ansiedade pela vivência de cada fração daqueles minutos... Discursos ensaiados, gestos contidos, tudo organizado em meio ao caos que reinava entre os pensamentos naquele momento. Mas ainda assim, o sorriso de canto de boca, evidenciava a alegria que imperava naqueles dias.

Na realidade, nem tudo esteve colorido naqueles dias, primeiro o frio, seguido por uma garoa leve, e por fim, a chuva forte acabou por ditar o ritmo das coisas. As cores aos poucos foram se revelando em meio às conversas, os blocos de notas e um, ou outro, ou vários cafés. Regados pela chuva, planos e ideias, certezas e incertezas, brotaram da mesma forma como o sorriso no canto da boca, acabou por sempre estar lá.

Ao fim, do caminho, constatou-se o que talvez alguém já tivesse selado em algum outro plano, não haveria de ser a viagem planejada, mas sim, a viagem necessitada.



E cá estamos... após um longo e tenebroso inverno!

Eu na verdade não tive férias, pelo contrário, foi uma época bem agitada, para não falar que eu não aproveitei nada, um compromisso de trabalho me levou à São Paulo e daí, por sorte, eu me divirto trabalhando e com bons parceiros posso afirmar que foi uma ótima viagem. Entre um café e outro, além de por a conversa em dia, foi possível almoçar com uma velha amiga.

Já de volta, um mal estar associado à reação da vacina contra a gripe, me deixaram levemente baleado essa semana, mas... vamos que vamos...

Aos poucos vou colocando as visitas e as postagens em dia! 

E que venha o final de semana! :-)

“Todo jardim começa com um sonho de amor.
Antes que qualquer árvore seja plantada ou qualquer
lago construído é preciso que as árvores e os lagos
tenham nascido dentro da alma.
Quem não tem jardins por dentro,
não planta jardins 
por fora,
e nem passeia por eles.”
(RUBEM ALVES)

Um Amigo, Um Parabéns

Eu me considero um cara de muita sorte quando o assunto é amigos! Eu, que nunca fui "o popular", muito pelo contrário, tenho um baita orgulho quando olho ao meu redor e vejo as pessoas que me cercam. Por conta do trabalho do meu pai, acabei mudando de cidade algumas vezes enquanto crescia, o que aliado com minha timidez, não ajudou muito para que eu fosse de me enturmar muito fácil, por isso, eu não tenho aquele(s) amigo(s) de infância, ou então, aqueles amigos do tipo que se conhecem "de uma vida".

Mas eu sempre tive a sorte de conhecer pessoas bacanas e, principalmente, pessoas que me inspiram e estimulam a ser uma pessoa melhor. Seja pela postura, seja pelo conhecimento que possuem, seja pela própria pessoa, sempre encontrei apoio e o respaldo de bons amigos ao longo do meu caminho - tanto no âmbito profissional, quando no pessoal.

De verdade, verdade, eu não sei exatamente como tudo começou! [kkk]  Lembro que de alguma forma fui parar no seu antigo blogue, se bem o conheço, o primeiro comentário deve ter sido meu, pessoalmente, eu o conheceria algum tempo depois, em um almoço (Naquele famoso restaurante grego, que de grego não tem nada e onde a gente sempre escolhe comer o bacalhau! ahuahuahua).

Mas a verdade é que isso também pouco importa, o legal de tudo isso, é que desde então, os assuntos foram se multiplicando, e qualquer dia, é dia de celebrar a amizade com um bom papo e, sempre que possível, um bom café (em alguma boa padoca, de preferência)! 

E é isso que eu adoraria fazer hoje, já que é seu aniversário!!!


O Lucas, Ermão famoso do Edu, é aquele tipo de pessoa que tudo sabe... e o mais legal, não tem preguiça e nem soberba para ensinar e compartilhar o que sabe, isso inclui sua igualmente famosa listinha de cantores - o que ajudou a melhorar deveras os meus parcos conhecimentos musicais. Amigo como poucos, ele é aquele cara sempre disposto a conversar, a ouvir e mais que isso, em que podemos confiar! Dono de um espírito jovem, que talvez ele próprio não acredite possuir, é um parceirão de primeira hora - desde que tudo marcado e planejado. De qualquer forma, não tenho a menor dúvida que o mais velho nessa amizade, com certeza sou eu! 

Bom, discreto que só, ele vai me xingar um bocado por essa exposição!

Mas não poderia deixar passar essa data em branco, e mais que isso, não poderia deixar de registrar aqui os mais elevados protestos de estima por sua amizade, agradecendo por toda a paciência pelas consultas, e principalmente, por ser uma dessas pessoas especiais, capazes de inspirar aqueles que estão ao seu redor.

Que a vida lhe mantenha a saúde, lhe traga muitas alegrias e a força necessária para que encontre tudo aquilo que você deseja! 

Parabéns meu amigo! 

(Happy Birthday - Sufjan Stevens)

(Já que mesmo que tivesse um presente, seria difícil de entregar [kkk], vou deixar uma música de um cantor que eu aprendi contigo, espero passar "na prova"! Felicidades!!!)

Here You Come Again #nowplaying

Eu ia escrever, mas estou meio enrolado, então... no meio do "enrolamento", depois de literalmente me debruçar em cima de um artigos que estou estudando, fui fuçar em uns arquivos, duplo clique para tudo o que lado, achei um arquivo de música... Era Here You Come Again, da Jessica Andersson... dai estou aqui, com ela "no zuvido"...



Preciso escrever, mas ainda não tive sossego para sentar e deixar a coisa toda rolar... Sábado tive que fazer um curso, super legal! (#SQN), e no mais, passei o final de semana "comigo mesmo", boa companhia até! 

Por essas bandas, o tempo melhorou, voltamos a ter sol! (Ufa!) Apesar de ainda estar meio frio, o que me faz sair de casa que nem um velhote, vestido com meu super cardigã. Mas, domingão deu para sair e curtir o tempo e o sol na pele... duas quadras tem casa há uma praça, em frente ao quartel. De lá, devidamente instalado em um banco... eu fiquei "quarando" por um tempo, confere a tarde que fez na foto abaixo.


Então é isso, That´s all Folks!!!
Que possamos fazer dessa uma boa semana.

Na multidão,
um homem pontapeou disfarçadamente uma pomba
muitas vezes antes de recolhê-la.
Há uma só vida e envolvê-la-emos com escamas,
há uma só vida e cobri-la-emos com palavras de outros,
apalpá-la-emos dissimuladamente várias vezes, 
antes de decidir que a queremos.
(A VITÓRIA DOS DESOBEDIENTES, Omar Peréz)

(Mariza) Chuva

Ainda na vibe weather channel, tenho que dizer que ando com saudade do Sol, os últimos dias o frio, a chuva, a neblina e o cinza tem imperado por aqui... tem lá seu charme é verdade, mas todo dia meio que me cansa... :P

Para variar, hoje amanheceu chovendo, despertei às 05h30 sem o relógio, apenas com o barulho da chuva do lado de fora [sacanagem, né?!]. Mas não me fiz cerimônia, me aninhei novamente e me dei mais uns 40 minutos de lambuja, depois disso não teve perdão, eu tinha reunião cedo hoje... E vindo para o trabalho, resolvi dar um descanso para o rádio e vim, eu mesmo, resmungando alguma coisa... e foi assim, que me lembrei dessa música.

Algumas músicas me encantam de primeira... e os acordes iniciais dessa música nunca me deixaram esquecê-la, como deste lado da ponte chove um bocado... sempre me pego olhando a chuva pela janela, e automaticamente me lembro da música... 


"A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade"


Eu ouvi Mariza pela primeira vez por conta de um amigo Tuga, fã incondicional dela uma vez que nos encontramos no Nordeste ele me deu dois cd´s de fado, um era da Mariza. Aliás, devo a ele muitas dicas de bons cantores portugueses!!! 

E no momento "faixa bônus", vai um momento ibérico: Pablo Alborán (cantor espanhol gato, cof cof cof) e Carminho (outra cantora portuguesa maravilhosa), a música é Perdóname.


Se o frio deixar, eu posto mais depois... ehehe

Inté.

(Update) Pouco tempo depois de postar, fui surpreendido por dois dos meus quase-ex-estagiários, que vieram me agradecer por ter sido um bom supervisor, ganhei uma lembrança deles... 

Dia salvo! E como já dizia Fernando Pessoa: Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem: cada um como é.   :-)

Fim do Dia

Ao sair do trabalho, eu percorro uns 3 ou 4 kilometros por uma rodovia que dá acesso à cidade onde eu moro, já é um trecho duplicado, que geralmente no fim do dia, rende ótimas (e inspiradoras) fotos. Pessoalmente, sempre me encanta ver o nascer e o por-do-sol, acho que sempre é um momento bom para dar uma repensada no dia, fazer um pensamento legal ou mesmo rezar, durante a época do mestrado, eu normalmente chegava no sábado bem cedinho... e não raro, eu acordava ainda faltando alguns kilometros para chegar, ainda que tivesse viajado a noite toda, era gostoso assistir pela janela a brincadeira do sol e da lua...

Mas hoje, diferente do tom dourado, quase sépia dos outros dias, o céu tinha um tom "rosado", um fucsia - para ser mais exato, que deixava um forte contraste no céu, um tom um pouco mais forte que o do vídeo abaixo... Normalmente eu não me furto a parar o carro e tirar uma foto, bom, às vezes eu tiro com o carro andando mesmo! (Guilty as charged! Não façam isso em casa). Mas hoje resolvi ser egoísta e guardá-lo só para mim, na minha memória, havia algo de diferente, enfim... tantas coisas andam diferentes nos últimos tempos que acho que o sol também pode aproveitar, não?! 

De qualquer forma, o dia soube se despedir em grande estilo.

(SPIEGEL IM SPIEGEL, Arvo Part, 1978)

Chegando em casa me lembrei desse vídeo, além de lembrar o céu, ele é de uma música que eu gosto... Muitas pessoas não gostam de música erudita, eu não sou profundo conhecedor e também não acredito que seja para ouvir a todo momento, mas tem dias que como hoje, é bom poder chegar, tomar um bom banho quente (com meu patinho amarelo :P), depois ficar quieto só ouvindo e se deixando levar pelo som do piano e violino. 

Me lembrei de uma época em que havia um programa no rádio, Clássicos ao Amanhecer, como eu entrava bem cedo, quase todo dia eu ia trabalhar ao som de música erudita.

Enfim... um post meio sem pé nem cabeça, apenas para dar uma atualizada no bloguinho! ;-)

Inté.

"Acordar para quem você é, requer desapego de quem você imagina ser."
(ALLAN WATTS)

Dolores

Eu estava lá, sentada, olhando as pessoas irem e voltarem, até que ela passou, pode ser o cabelo, poderia ter sido a roupa, um tanto extravagante é verdade, mas ela estava alegre e resolvi acompanhá-la, fui até a porta daquele prédio, várias pessoas entravam e saiam. Poxa, pessoal bacana, eles foram legais comigo... ganhei alguns afagos, ganhei água, eles vinham me ver e conversavam... o que será que falavam?! 

Foi ai que eu o vi pela primeira vez... ele estava de costas, eu fiquei sentadinha na porta olhando, e então, ele se virou. Me abanei toda feliz e, funcionou! Parece que ele tentou resistir, mas veio me ver, ensaiei alguns passinhos, e então ele não resistiu e ganhei alguns afagos, ele parecia legal! 

Mas depois ele entrou novamente, de qualquer forma, resolvi ficar por ali, o pessoal era bacana. Segui algumas pessoas, mas acabei voltando, parecia um bom lugar para ficar mais um pouco. Ainda o vi entrar e sair mais uma vez, sempre brincando comigo... Mas, ele entrou e parecia que não ia sair mais... Fui descendo a rua novamente, fui cheirando um ou outro portão, as vezes me assustava com os carros, acho que estava um pouco cansada! Brincar com aquele pessoal me cansou... então resolvi me sentar um pouco naquele gramado, já estava chegando a noite...

Olhei meio assustada quando um carro parou, tava me preparando para sair quando a porta se abriu, ué... eu conheço... era ele que estava lá dentro! Mas olha! Fui me aproximando com cuidado, mas era ele mesmo! Quando parei do lado do carro, ele se deitou por cima do banco e me puxou para dentro... E agora?! 
Ele foi falando comigo... Todo mundo olhou para nós quando entrei no colo dele naquele lugar cheio de coisas e de comida, sei não, acho que ele estava meio fedido... 

Tive a sensação que ele estava me escondendo quando chegou em um outro lugar, mas era um luga simpático, foi meio chato quando ele me enfiou embaixo de uma chuva quentinha... que estranho! Mas foi legal quando ele me enrolou em uma coisa estranha... 

Como já estava escuro, eu achei uma caixa e subi para dormir... ele veio e me pegou no colo, e me colocou em um lugar diferente para eu dormir... macio, quentinho, gostei! Ele é meio grudento, mas gostei dele... acho que vou dar uma chance para ele... 

Vou tentar!!!

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Bom... dizem que "os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...", isso meio que resume meus últimos dias, entre alguns dias meio complicados nessas últimas semanas, fui obrigado a me despedir de um dos meus cachorros...  

Mas eis que nessa semana, o vento me trouxe algo novo... algo para aprender a amar... Como eu tenho, ou melhor, tinha dois cachorros, e eles cresceram juntos, o que ficou estava bastante agitado, por isso estávamos cogitando adotar um outro cachorro... Apesar de sempre criar cães da raça Boxer, e eu os adoro, estávamos com a intenção de adotar um "vira-lata"... tem tantos cães precisando de um lar, nzé?!

Nosso plano era ir a uma feira de filhotes no próximo domingo, por isso, quando vi aquela cachorrinha sentada na porta daquele prédio, onde nunca tem um cachorro por perto, bem na hora que eu estava ali, me pareceu difícil de acreditar que não havia um dedinho de alguém lá de cima. Fiquei pensando como ela tão pequenina sobreviveria, sem falar que é uma avenida movimentada, ou seja...  

Tentei resistir, "combinei comigo mesmo", que se ao terminar a reunião ela ainda estivesse lá, eu a levaria! Bom, tenho que confessar que eu fiz uma certa trapaça, quando eu sai, ela não estava mais lá... Por isso, dei uma olhada ao redor, fui até a esquina, espichei o pescoço um pouco, até que a vi, sentadinha algumas quadras a diante... não tive dúvidas, peguei o carro e fui atrás... 

"Pai" de primeira viagem é meio complicado né?! Mas, apesar de parecer que passou um tsunami na minha casa, já estamos na casa dos meus pais. Hoje fui com ela no veterinário, aparentemente está tudo bem, pela dentição ela deve ter uns 4 meses, mas vamos aguardar o resultado do hemograma para ver o que vai ser necessário... vacinas, castração e por ai vai.

Legal vê-la correndo pela casa toda faceira, fiquei pensando por onde ela andou nesses meses, o que já deve ter passado pela rua, interessante ver como os animais, ainda que filhotes, lutam para sobreviver... apesar da falta que o outro dog faz, é bacana perceber que a vida se renova... e assim a roda vai girando...

E assim, eu apresento a vocês... Dolores!!!

"Se fui pobre, não me lembro!"
(DOLORES)

Presente do Dia dos Namorados

Então, eu podia estar fazendo um bocado de coisas e eu DEVIA estar lendo uma pilha de artigos que eu trouxe para fundamentar um projeto, mas.... em funções das condições climáticas lá fora, eu estou aqui, na cama, enfiado no meio de um edredom, tentando trazer comida da cozinha com a força do pensamento e fuçando na Internet atrás de bobeira.

Como vocês podem ver eu sobrevivi ao Dia dos Namorados, blèp! :P

Mas é impossível não pensar sobre ele, devido ao bombardeio a que nós mero mortais somos submetidos diante de tal data... talvez por isso eu tenha me lembrado de um "causo".

Uma vez, eu contei aqui no blogue sobre o primeiro presente de dia dos namorados que eu ganhei (infelizmente, ele também continua sendo o único, mas isso é outra história). Eu estava querendo virar um mocinho, acho que eu tinha uns 12 anos... e estava morando no Interior de São Paulo. Saído de um apartamento em São Paulo, foi um termo de descobertas para mim, finalmente eu podia andar de bicicleta pela rua, jogar bola, tinha um cachorro!!!  Esse mundo de aventuras me custaria uma clavícula quebrada e alguns tombos de bicicleta - eu tenho uma cicatriz na coxa, por conta de um desses tempos, em que eu literalmente fiquei "ralado" por quase um mês. 

Ela era minha colega na escola... mas eu só fui notá-la nas aulas de catecismo! Pois é, fui desses! E foi assim, que todas as minhas táticas para escapar da missa no domingo de manhã, foram por terra abaixo... No fim, eu acabaria virando coroinha por conta dela, pois ela ajudava na igreja. Bem magrinha, mais ou menos da minha altura na época, ela tinha olhos grandes e o seu grande terror eram os cabelos, que eram mais crespos. 

Ah! detalhe importante, a mãe dela era a carola mais carola da cidade e o pai, bem... o pai tinha sido Padre naquela paróquia - tendo abandonado a batina, ele se casou e desde então, trabalhava naquela igreja. Ela teve duas filhas, a mais velha tocava órgão nas missas e nos casamentos, me lembro de um dia, enquanto conversávamos em um sábado a noite "na praça", ela muito nervosa e constrangida, me contaria que tinha sido adotada... (Bom, se hoje, saber que a pessoa por quem estou interessado foi adotada não faria a menor importância para mim, naquela época então.)

E assim, minha primeira namorada foi, "A filha do Padre!". 
(Acho que isso explica muito coisa... rs).

Nunca houve um pedido formal, e devo reconhecer que eu sempre fui muito lerdo para essas coisas - até hoje, mas naquele dia de junho, em um distante oitenta e qualquer coisa, eu vinha descendo a rua e quando virei na esquina a encontrei. Nervosa, ela me entregaria um embrulho, ali mesmo, e logo partiria embora... Era um presente que eu não consiga entender muito bem porque estava ganhando... Foi tudo muito estranho para mim... mas, okay! Obrigado!!! (Que burro que eu era/sou/sei lá...)

Não muito tempo depois, eu mudaria daquela cidade... e lá ficaria ela. 

O presente em questão... e que foi objeto de muita risada pelo Fred, do TPM de Macho uma vez, era um talco da linha "infantil", "juvenil", sei lá... da Avon. Era um talco jogador de futebol que a tampa era um apito! Eu não sei que fim levou o meu bendito presente, em alguma mudança eu devo tê-lo perdido... e quando mais velho, quando finalmente comecei a entender todo o significado daquilo, não mais achei para comprar. Nem na internet eu achava foto, até que hoje, fuçando... eis que eu encontro uma imagem de um catálogo da Avon de mil novecentos e bola... e quem estava lá, todo pimpão?!


Caraca, do jeitinho que eu me lembrava dele... fui obrigado a rir sozinho!

Só para constar... alguns poucos anos atrás, olhando as fotos do casamento de uma grande amiga da minha mãe, quem aparece em uma das fotos?! Exato! Os mesmos olhos grandes e escuros estavam lá, praticamente o mesmo rosto, ela se tornou uma bela mulher!!! E pelo o que pude ver, finalmente tem o cabelo que sempre desejou, junto dela uma garotinha.

Ela já era mãe! As fotos seguintes me "apresentariam" seu esposo e a filha, que se parece muito com ela quando era pequena... Olhando as fotos era nítido que formavam uma bela família, confesso que foi estranho revê-la, como assim casou?! [kkkk] Passado o susto, de coração eu espero que ela seja muito feliz. 

Acho que nessa altura dos acontecimentos já é meio tarde para agradecer pelo presente e dizer que ela seria muito importante na história da minha vida, e que mal sabia ela que muitos anos depois eu ainda estaria falando do presente que ela me deu aquela tarde!
(E que eu, muito topeira, nem sabia a razão direito).

Quem sabe no ano que vem, né?! kkk