Ele, era um jovem um tanto quanto rebelde, criança arteira, tinha fome de mundo e após cumprir o tempo que era devido no quartel, tinha um plano na mente, trabalhar naquela imensa empresa do ramo de petróleo que naquela época já era muito importante. Por sua vez, Ela era uma adorável mocinha de uma famosa cidade do recôncavo baiano, terra de importantes cantores, não teve uma vida fácil, em uma época de muitos costumes e circunstâncias, ela era fruto de um romance de um jovem da sociedade e uma jovem de origem mais humilde - mas que iria ensiná-la o ofício da costura e principalmente a arte da vida.
Cada um ao seu modo teve que vencer importantes batalhas ao longo de suas histórias e muitos anos se passariam até que seus caminhos se cruzassem...
Ele se tornaria amigo do pai dela, diz Ela que achava graça do jeito dele... o resto pouco importa, o romance entre eles nasceu nesse clima, nos anos que se seguiram namoraram e noivaram, até que, não tendo conseguido ser admitido na grande empresa, ele decidiu voltar à São Paulo para tentar conseguir algo. Por acaso, no dia do exame de admissão, um pelo inflamado despontava em sua face, tendo sido esse o motivo alegado pelo médico para não aceitá-lo, ainda que vendesse saúde.
Com a distância, naqueles tempos, o contato em algum momento começou a rarear, até que as cartas pararam de chegar, alguns anos se passaram nesse tempo. Para a família dela, o compromisso continuava válido, para Ela era tempo de seguir em frente...
E talvez tenha sido por isso que escrevera uma última carta, a derradeira! A carta chegou a São Paulo, mas não encontrou seu destinatário... algum tempo fazia que ele havia se mudado daquele endereço. Um amigo dele, tendo percebido a chegada da carta, colocou-a dentro de um novo envelope e a enviou para o novo endereço, uma vez que em função do trabalho, ele havia mudado de cidade. E foi assim que finalmente a carta finalmente cumpriu seu destino!
Uma vez desfeito o mistério e com a proximidade de suas férias, Ele refez o caminho da carta, indo ao reencontro dela, algum tempo depois, festejariam as bodas na presença de alguns poucos familiares e amigos, pelo menos é o que registra aquele álbum branco já um pouco amarelado por conta do tempo. Eu ainda teria esperar um pouco mais de um ano para que Ela se tornasse a minha Mãe, e Ele, meu pai.
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Conversando com um amigo, acabamos chegando a essa história de família, entre tantos acasos, não fosse aquele médico ter rejeitado meu pai, não fosse aquele amigo do meu pai reencaminhar a carta para a casa do meu avô - permitindo que meu pai a recebesse, eu hoje provavelmente não estaria aqui, nós não teríamos virado amigos e várias outras histórias não teria acontecido.
Revisitando isso me pareceu uma grande coincidência que passados tantos anos, lá esteja eu também entre cartas, amores a distância e São Paulo...
Estive viajando nas duas últimas semanas, quase um ensaio do que me espera pela frente (eu espero), foram dias muito legais e tinha inclusive pensado em fazer um post no melhor estilo "Minhas Férias", eu ainda o farei. Mas hoje pela manhã, ao ligar o celular, fui atropelado por notícias "não-boas", um amigo perdeu alguém que lhe era muito importante, um e-mail "me contava" que uma documentação que eu havia submetido, estava sendo desenvolvida porque estava "toda" errada.
Achei por bem, fechar tudo e esperar pelo menos a chance de tomar um xícara de café... não sei dizer se foi a noite mal dormida ou as notícias, mas senti o baque...
Passado o choque inicial, hora de arregaçar as mangas e começar a por ordem na casa! E foi assim, em um daqueles momentos em que a gente não sabe muito o que falar, que encontrei esse vídeo... Gosto muito da Viviane Mosé, poetisa, filosofa, psicologa, psicanalista, a descobri quando ela fazia o quadro "Ser ou não ser" - em que trazia temas da filosofia para uma linguagem cotidiana.
"Eu preciso de uma palavra que me salve..."
Assim que eu "chegar", eu volto para contar da viagem! :) Espero que todos estejam bem!
Throwback pode ser explicado como uma repentina lembrança do passado, tem algum tempo que tenho visto postagens em diferentes redes sociais com essa tag, da mesma forma vinha pensando em começar algo do tipo, mas não sabia exatamente o quê?!
Foi ai que, organizando algumas coisas minhas, encontrei em um bloco de anotações que fica na minha mesa de trabalho em casa, um rascunho... provavelmente foi um "pensamento solto" que estava nascendo e eu resolvi anotar para desenvolver depois e acabei esquecendo dele ali dentro... Resolvi postar a foto de como estavam as anotações, mesmo com os "garranchos" descuidados, mas sei lá... gosto dessas coisas meio a vida como ela é, afinal nem sempre estamos bonitinhos e apresentáveis, foram que o mais importante sempre é as histórias que essas coisas trazem.
Fiquei feliz por ter encontrado essa anotação, independentemente de qualquer coisa, fiquei feliz por tudo o que não está escrito ali e como "prometido", ainda que à distância hoje, sempre tenho um pensamento bom para Ele.
Acho que já comentei em outra ocasião que eu sou cismado com a previsão do horóscopo que aparece na linha de metrô que eu normalmente uso quando estou em São Paulo, a "famosa" Linha 4 - Amarela, eu não sou exatamente um seguido de horóscopo longe disso. Eu nem sei meu tipo sanguíneo direito vou me preocupar com hora de nascimento e tudo mais, mas não foi uma nem duas vezes, que estava eu lá no meu caminho, quando meu olho cruza com o painel eletrônico e ta da! Lá estava meu horóscopo, em alguma desses vezes, era como se fosse "uma dica", "um recado", para mim... o que estava lá escrito "batia" com algo que estava pensando ou passando...
Lá estou no início de algum mês desses ai para trás, no vagãozinho de sempre e mais uma vez, a previsão para meu signo estava lá "me esperando"... Dizia algo do tipo: "Um amor do passado reaparece trazendo novidades. Se estiver solteiro pode ficar balançado!". Oi?!
Dei um sorriso de canto de boca e sai balançando a cabeça do vagão... Primeiro que não temos tantos amores assim para esse momento "voltei" (nem sei se eles se consideraram "meus amores" também), fora que, assim, com a vida que eu venho levando, não anda muito propícia a "encontros" e "esbarrões". De qualquer forma, fiz as contas mentalmente e decididamente não tinha ninguém para "o retorno"! Os dias foram passando e já era quase final do mês quando, de volta ao metrô, me lembrei da "previsão", pensei que dessa vez a coisa tinha "errado rude" mesmo, não que isso fosse mudar minha vida, mas enfim... "Eu já sabia!!!"
Antepenúltimo dia do mês, sábado a noite, as horas já tinham avançado um pouco quando recebo uma notificação de mensagem, olho o remetente... Tá de brincadeira comigo, né?!
Logo em seguida duas novas mensagens chegaram, o conteúdo eram trechos de um show do Tiago Iorc... Ainda meio que sem entender muito, como mamãe ensinou, agradeci a mensagem e fiz algum comentário sobre as músicas, o que deu início a uma nova leva de mensagens e fez com que o papo fosse fluindo... Aliás, o papo entre nós nunca foi um problema, foi nossa perdição... (um dia conto como isso começou).
Nos dias que se seguiram novas mensagens vieram, novas histórias, novas fotos e as conversas ganharam um tom mais pessoal, ele está morando em uma cidade próxima à São Paulo... [Uepaaa!!!] Mas certas perguntas foram evitadas... De tudo, dos elogios que ganhei, das conversas, dos quase pedidos de desculpas, achei interessante como mesmo depois de tanto tempo ainda não tínhamos perdido "o nosso jeito". Era como se tivessemos conversado ontem, pela última vez.
Mas isso é vida "real", não é uma história de amor, infelizmente não. E eu não fiquei balançado, como sugeria "a previsão", acho que já balancei tudo o que podia e devia em épocas passadas, mas tenho que confessar que talvez tenha ficado encantado pela possibilidade de brincar perto do fogo novamente! A cada dia me convenço que algumas histórias são apenas assim, foram feitas para serem sonhadas, desejadas, acalentadas como um belo pássaro que de repente voa de nossos braços para alegrar o dia de alguém, em algum lugar por ai.
Duro que tem uns pássaros tão bonitinhos....
De qualquer forma, vale a máxima... "não mexa com os Deuses"!!! ;-) (e ainda estou cismado com aquele metrô!)
Eu o conheço já tem um tempo, apesar de não considerá-lo um "amigo", ele é uma companhia agradável, já saímos para jantar uma outra vez inclusive, mas aquele era um conhecimento sem primeira, segunda ou terceira intenção. Mas, desde então, vira e mexe recebo uma mensagem dele e assim acabamos trocando uma outra palavra. Tenho que reconhecer que minhas viagens não ajudam muito, mas ele sempre procurou manter contato, isso é verdade...
Enfim, aquele sábado amanheceu chuvoso e até fresquinho, mesmo assim cheguei relativamente cedo "na Firma" (sou desses!) e em algum momento notei uma inocente mensagem de "Bom dia", no meu celular... Pensei em não responder, mas enfim, típica conversa de elevador se desenrolou, em algum ponto comentou que "ainda estava na cama sem coragem para sair"...
Não foi algo exatamente planejado, mas não posso dizer que não sabia o que está fazendo e mentalmente eu já tinha feito "as contas", então, por algum motivo, resolvi "dar linha na pipa"... Irei poupá-los dos detalhes mais sórdidos e digamos que feito o convite para tomar uma xícara de café, ele prontamente aceitou.
Em comum, temos o fato dele também ser um forasteiro naquele lugar, formado em Direito está ali em busca de um sonho, ser médico! Branquinho, olhos cor de mel, barba por fazer, apesar de não ser exatamente alguém por quem eu viraria a cabeça na rua, não posso negar que ele tem seu charme e a verdade é que ele sabe (e pelo jeito se preocupa) em valorizar o que acreditar ter de bom. Da minha parte..., bom, definitivamente aquele não era meu melhor momento, tendo saído cedo naquele sábado chuvoso, peguei o primeiro jeans que achei pela frente e sinceramente não me preocupei muito em olhar a camiseta polo escolhida para usar, na ordem do dia o conforto era o item primeiro e, com certeza, não constava algum tipo de "encontro".
Mas estávamos lá...
A verdade é que enquanto nossos lábios se aproximavam lentamente, ainda pensei naquele famoso porque sim, porque não, alguns segundos antes, enquanto nossos olhos se cruzavam em silêncio, entendi que não estávamos nos vendo de fato, ainda que nada tenha sido dito, ou perguntado, entendi que aquele era provavelmente o encontro de carências e cada um, ao seu modo, viu o que precisava ver naquele momento.
-- x --
Acho que nunca havia escrito "assim", em primeira pessoa, aqui no bloguinho... nem doeu! kkk
Engraçado, não consegui pensar em uma música ou em algum versinho "batatinha quando nasce" para acompanhar o post, que no fundo, ficou como a cama desarrumada, testemunha "de um fato" que não poderá contar a ninguém...
A ideia era retribuir as visitas e como andam os amigos, mas é hora de partir, daqui a pouco estou embarcando novamente e assim começa tudo de novo.... Na volta, sem falta passo para ver as notícias! :)
Pois é, tempo de voltar, ou ir, ou continuar, nunca sei direito! [ehehe] Fiquei pensando em várias formas de contar "por onde andei", "o que andei fazendo", "o que não andei fazendo", mas acho que vou precisar de mais de uma postagem para isso, não que tenha assim tanta coisa para contar, mas acho que há coisas para pensar um pouco. Por enquanto, acho que resumindo uma longa história, sabe aquele soldado que volta para casa, meio capenga, cabeça enfaixada, uma perna ou braço quebrado, algumas vezes de muleta?! Pois é, esse cara sou eu!
Chegado da guerra, é verdade, mas de certa forma muito feliz! Apesar de... tive algumas vitórias importantes, pessoalmente significativas e que vão me levar a novas oportunidades, é bem verdade que com isso também surgem novas dúvidas e incertezas. Mas, creio que é tempo de parar de "brigar" com o destino e aceitar [que doí menos] algumas coisas que novamente estão a cruzar pelo meu caminho, ainda que eu não saiba ao certo para onde elas vão me levar (nesse caso literalmente!). Como toda guerra, algumas baixas também foram sentidas, casualidades - acho que é esse o termo. Não dá para negar que isso me causa algumas inquietações e questionamentos, mas também, sempre foram momentos que me ajudaram e muito a crescer, no fim tudo é aprendizado! No meio tempo, é hora de rever planos, atualizar cronogramas, pensar em mudançaS [de novo!] e vamos que vamos! ;-) Bora tirar a poeira da casa e passar para ver a vizinhança! Espero que todos estejam bem...
"Para ele, aqueles não eram tempos fáceis, a cada dia uma
batalha era vencida e foi assim desistira de tentar se preparar para o novo
dia, atualmente, preferia apenas enfrentá-lo... de peito aberto, desafiando a
tudo e a todos que de alguma coisa forma surgiam em seu caminho.
Mas ele não
era um simples kamikaze, ainda que não parecesse aos olhos mais desatentos, no
fundo escolhia as batalhas que lutar e quais deixaria “para depois”. Mas a
verdade é que bem lá no fundo, fazia algum tempo que sentia trazer consigo mais que o
peso de sua amassada armadura...
Há tempos um certo gosto amargo lhe marcava a boca, sombra
de algumas batalhas “vencidas”, mas que lhe assombravam vez por outra, em seu íntimo
não entendia a razão de tal fato, nem conseguia se livrar de tamanha inquietação,
não entendo a razão que o levava a não se sentir “super”, já que tudo correra “bem”,
perdia-se assim em longos pensamentos, teorias e mais perguntas...
Tentava se agarrar ao que conhecia, mas tal estratégia se
mostrava ineficaz visto que percebia que algo definitivamente estava diferente,
não sabia dizer se era ele ou seu mundo, mas era como se sua própria
armadura não mais lhe servisse... E assim, sentia escapar por entre os dedos
alguns pensamentos que lhe teimavam empurrar em direção ao novo...
E entre as paisagens que constantemente visitava, insistia em procurar um
rosto conhecido, mas que de fato nunca conheceu... No meio tempo, começava a perceber as marcas
do Sol em seu corpo, também sentia o peso do tempo e da mesma forma que percebia
haver muito por fazer em sua eterna busca...
A busca que talvez nem ele sabia porque estava fazendo...
Mas que sentia que devia fazer...."
-- x --
Eu estou "levemente" enrolado com o trabalho, viagens, projetos, aulas e mais aulas, fórmulas e mais fórmulas, enfim... to lascado!
No meio disso tudo não tem muita vida nem novidades, mas vamos que vamos... aos poucos acho que tenho desatado alguns nós e creio que já dá para começar a ver a linha de chegada, preciso só garantir que eu chegue até ela... :P
E vamos que vamos, "post" só para não deixar o bloguinho [muito] abandonado...
Eu podia estar pela cidade, talvez devesse estar, certamente devia estar fazendo um projeto que preciso entregar, mas estou aqui... já tem um tempo que olho para essa "folha em branco" tentando decifrar o que poderia fazer dela, sem saber ao certo o que escrever ou dizer...
E por falar no tempo, que por sinal tem me atropelado nestes últimos tempos, encontrei essa música enquanto estava perdido nos pensamentos...
Já que ontem foi Dia dos Pais, quero partilhar com vocês um dos meus "pequenos tesouros"... Meu Pai é daquela geração que não era para criada para ser pai, era para ser o provedor, o grande mentor, ter carreira, casar e aposentar, por isso que não temos o tipo de relacionamento que eu teria com os meus filhos, se por ventura viesse a ter algum. Se entre eu e minha mãe, sempre prevaleceu a amizade antes dos laços de sangue que nos unem, com meu pai sempre fomos "pai e filho"... nosso relacionamento sempre foi "burocrático", as coisas sempre são cheias de "protocolos" e há toda uma dancinha [ehehe]. O que não significa que o amor seja menor... Também tenho que levar em consideração que meu pai perdeu a mãe dele muito cedo, por volta dos 9 anos, imagino o quão duro deva ter sido para ele... Obviamente isso deixou marcas nele, marcas que por vezes são complicadas para nós, mas que não o impediu de tentar ser um pai amoroso (ainda que tenha imensa dificuldade em dizer ou se expressar), preocupado (muito) e "torcedor" (dos grandes) de nossas conquistas e vitórias. Tenho a certeza para ele que todos nós aqui em casa estamos congelados nos 14 anos e até hoje, seja na hora de trocar um pneu ou fazer alguma coisa "mais séria", ainda ouço: "Me dá isso aqui que você é muito atrapalhado!" Me lembro do dia que me mudei para minha casa, minha irmã me contou depois o quão arrasado ele ficou, chorando, se culpava pela minha "mudança" - afinal, segundo ele, eu havia tomado a decisão de aceitar aquele trabalho por insistência dele e agora ficaria longe de casa. Hoje em dia já não somos mais pequeninos e vez por outra algumas palavras mais fortes são trocadas também, creio que ele se esquece que foi ele mesmo que nos aguçou o senso crítico e que nos deu os genes "cabeçudos"... mas tudo sempre com respeito e carinho. Minha irmã tem mais acesso à ele e não raro, fico a observá-los conversando, ela puxando-lhe as orelhas... ehehe
Tudo bem que ela sempre foi o xodó dele... lembro de uma vez, em uma confraternização do trabalho dele, houve um jogo de futebol! Lá pelas tantas, alguém fez uma falta forte em meu pai e ele caiu ao chão... Minha irmã, do alto dos seus 6 anos mais ou menos, mais que depressa catou um pedaço de madeira que por lá estava jogado e invadiu o campo gritando: "Seu f* da p* quer matar meu pai!!!" (Uma mocinha de bons modos como bem se vê pelo linguajar) Isso virou lenda naquele ano, motivo de risadas por muitas festas! Entre nós já tivemos nossos altos e baixos, pensamos diferente em muitas coisas (ou não!), mas sempre estamos lá! E o que quero compartilhar um é "dos nossos momentos"... Antes mesmo de nascer e ainda quando eu era um bebê, ele tinha por hábito "me escrever", e é uma dessas cartinhas que partilho com vocês hoje...
Nessa época eu era um simpático garotinho de cabelos fartos (um capacetinho mesmo hehehe), que ensaiava os primeiros passos e estava passeando pela casa dos meu avô (pai dele)... Em casa, temos aquela famosa "pasta com documentos" e nela estão guardadas algumas dessas cartinhas, não são muitas e o envelope e o próprio papel denunciam que o tempo passou... Mas esse ano me deu vontade de visitá-las...
Gracias Papito!
Espero que todos tenham tido um bom dia ontem... seja abraçando seu pai, seja se lembrando de bons momentos que puderam compartilhar ao lado dele!
E para quem ainda não sabia (será que tinha gente que não sabia!?) nas horas vagas eu atendo pelo nome de Leonardo! (Léo) ehehehe
Lembro de uma vez ter assistido um filme que o personagem ficava "preso" em um certo dia da vida dele e aquele dia ia se repetindo, repetindo... Às vezes tenho a sensação de que estou igual aquele filme, estou sempre indo ou voltando (já não sei mais), em um rotina meio maluca. Nessa brincadeira, apesar da imensidão da "Selva de Pedra", já começo a reconhecer "as pessoas de sempre" no metrô, aprendi o bailado das calçadas e por ai vai... Mas eventualmente a gente quebra a rotina com algum fato novo ou alguma história nova... o fato dessa vez fica por conta de um almoço com uma grande amiga! Foi uma delícia, contei coisas minhas, ouvi coisas dela, é aquele tipo de (re)encontro que não importa o tempo que tenha passado desde a última vez, sempre vai parecer que foi "ontem". Por fim, enquanto vencíamos o trânsito nos arredores do Parque Villa-Lobos, fomos relembrando alguns causos da época em que dividíamos um apartamento naquela região... bons tempos!
O causo da semana fica por conta do mocinho que se sentou ao meu lado na viagem de volta, após tantas ida e vindas, eu meio que desenvolvi táticas para marcar meu assento, sempre procurando privilegiar uma situação em que eu viaje sozinho - sem ninguém ao lado (sou desses!).
Desta vez, tudo caminhava bem com meu super plano até que no último minuto apareceu um "cidadão" para sentar ao meu lado... Era um molecote, magrelo, skatista, com direito a mochila, boné e o skate embaixo do braço... Tá, pelo menos não era um daqueles velhinhos que no meio da viagem em nunca sei se ainda está vivo ou não! E pelo menos era magrelo e eu não teria problemas de espaço! Mais eis que algum tempo depois acordo com um "peso" no meu ombro... Ainda meio sem entender muito bem o que acontecia, olho e vejo "o referido garoto" aninhado no meu ombro, no melhor estilo "encosta sua cabecinha no meu ombro e chora". Oi?! Confere produção?! Meio incrédulo pelo inusitado da situação, ainda tentei dar aquele "toque" básico, mas devo ser bem confortável, porque o mocinho parecia dormir o sono dos justos. Enfim, aproveitando um solavanco, resolvi por ordem a casa... De qualquer forma cheguei com o pescoço todo torto, dor nas costas e pensando que já que ia me colocar nessa cilada, Deus podia ter mandado, pelo menos, um gajo um pouco mais velho e bem apessoado!!! [ehehe] :P
Momento fofo da viagem ficou por conta da mocinha da cafeteria onde sempre tomo café quando chego na Firma, havia alguns dias que eu não passava por lá e quando cheguei "no meio da multidão", ela virou e disse: "Oi Moço! Tá sumido hein...", foi mais ou menos como aquela piadinha: "Ando tão carente que se eu estiver jogando futebol e o juiz falar: Você fez falta! Eu vou lá e abraço ele!!!" [ehehehe]
No meio tempo... Alguns projetos do "juízo final" para entregar, um mês para salvar o mundo "das cáries", um caminhão de incertezas, mas no coração a certeza de que algum dia ainda encontro um motivo para ficar em algum lugar... ;-)
"Para atravessar Agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé.
Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; Fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará Setembro..."
Uma vez eu li, ou ouvi, já não me recordo direito, que na vida há algumas situações "teste", uma vez apresentado a elas, se somos bem sucedidos temos acesso a um novo "nível", com novas questões e desafios a serem enfrentados. Entretanto, se não nos sairmos bem, ninguém vai morrer obviamente, mas a própria vida se encarregará de nos apresentar aquela situação novamente... talvez uma nova oportunidade "de evolução".
Não sei se acredito muito nisso... reconheço que há um "Q" de esquisoterice, mas... quem sabe? Eu não resisto a tentação de encontrar ligações entre algumas coisas e eventos...
De qualquer forma, passei alguns dias pensando sobre o que postar nesse bloguinho... e dia desses, surgiu a ideia de aproveitar o tal do Throwback Thursday, onde você aproveita a quinta-feira para postar algo inspirado em alguma época da sua vida. E foi assim, que comecei a pensar sobre o que seria... talvez uma foto, uma memória, quem sabe revisitar um post do passado e escrever algo sobre ele... Foi assim que escolhi um post de alguns poucos anos atrás, vamos ler o danado do post!
Oops...
Então, nessas horas eu não sei se a vida é irônica mesmo ou se "tudo não passou de coincidência"... mas lá me esperava um desses testes da vida, de fato, nem foi assim "um testão", mas quem sabe uma pegadinha para ver se eu caia em contradição talvez...
E foi assim, que ao invés de um "throwback something", vocês estão lendo essa "nota de falecimento"! hehehehe.
De volta a nossa programação normal, eu aproveitei uma "pseudo-folga" para fazer uma viagem para descansar, pois é... eu viajo para trabalhar e para descansar um pouco eu também viajo, tem uma lógica meio maluca ai, mas eu me acho! Como quando a esmola é demais o santo desconfia, ar condicionado do avião + variação de temperatura + tudo mais que tá rolando, me renderam um resfriado com faringite, o que me deixou com uma voz sexy! #SQN.
Mas já estou de volta ao jogo, semana que vem... começam as viagens "de verdade"!
No mais, é só deixar o tempo passar e ver se "passei no teste" mesmo, se não... vai começar tudo de novo!!! ;-)
Newland: You gave me my first glimpse of a real life. Then you asked me to go on with the false on. No one can endure that. (Você me deu meu primeiro olhar para uma vida real. E agora você me pede para continuar com a falsa. Ninguém pode lidar com isso.)
Ellen: I´m enduring it. (Eu estou lidando.)
Estava eu procurando uma música, mas nenhuma "dava certo com o que eu estava pensando", então me lembrei dessa cena... O filme The Age of Innocence (A Época da Inocência) não é um dos meus favoritos, mas tenho um carinho especial por ele, eu li o livro (Edith Wharton) e adorei o filme, devo confessar que tenho uma queda por filmes de "tesão recolhido". Não é exatamente uma música, mas tem dias que me sinto como Newland Archer (Daniel Day-Lewis), que é o protagonista... Quem já assistiu o filme, vai entender "direitinho" o sentimento!
Cena 1: Chego para embarcar, dia de semana, final de uma tarde meio fria, poucas pessoas viajando. Estou quase no fundo do ônibus, geralmente aumenta a chance de não ter "companhia" do lado, não ando lá muito sociável para viajar conversando com ninguém. Algumas poltronas a minha frente se senta, também sozinho, um carinha... mais jovem do que eu provavelmente, logo passa por nós uma moça, definitivamente mais jovem que nós dois, mas não era nenhuma "novinha"...
Antes da viagem começar, percebo que o carinha olhou algumas vezes para trás, achei estranho, mas enfim...
Mal o ônibus deixa a Rodoviária, começa a busca pelas tomadas para carregar os celulares, ele se levanta, passa por mim e pergunta algo relacionado ao carregamento do celular para a moça, se desenrola então um daqueles "papinho de elevador"... Ele apoiado no banco da poltrona, ela sentada... Da minha poltrona, em diagonal a eles, mesmo que não quisesse era impossível deixar de acompanhar "a trama".
Mesmo assim, demorei a acreditar no que imaginava que se seguiria... Peguei meu livro e dediquei-lhe ainda mais atenção... Algumas horas depois, vejo que eles desceram juntos para um lanche, na volta, ele "se mudou" para a poltrona ao lado dela. Mais algumas horas, já era possível ouvir os beijos e sussurros... CORTA!
Cena 2: Essa semana, Terminal Rodoviário da Barra Funda em São Paulo, véspera de feriado já sabia que não seria uma viagem "fácil", para animar ainda mais, frio e chuva deixavam a noite "mais animada".
Foram duas longas horas esperando o meu ônibus, o último do dia, marcado para o início da última meia hora do dia, em meio aquela multidão de gente também esperando ônibus, me veio uma sensação estranha de "invisibilidade"... Nem tão estranha assim, confesso que ela me acompanha já tem tempo, pensei que muito provavelmente, se alguém perguntasse para algumas das várias pessoas que estavam ao meu redor, nenhuma delas "de fato" me viu, ou provavelmente se lembrará da minha pessoa... CORTA!
Pois bem...
Acho que eu estou me sentindo uma "Samambaia"... essa é a verdade! :P
Grande, "cabeluda", que só ocupa espaço kkkk
Uma "paixão rodoviária" nunca foi exatamente minha meta de vida, mas não posso deixar de pensar que a viagem deles deve ter sido muito mais legal que a minha, com as mãos entre as pernas para esquentá-las...
Não sei, as vezes eu acho que não foi "dessa vez" e tenho que aceitar o fato de que talvez eu seja uma pessoa que vai ficar sozinha mesmo... Bom, eu não seria o primeiro, na minha própria família tenho exemplo de pessoas, que por sinal são/foram muito bacanas mas..., que apenas não se encontram com ninguém ou se encontram em um momento não muito bom (famoso bad timing) e assim foram... Talvez eu tenha sido um desses sorteados, talvez não...
Enfim, nem sei se eu queria mesmo.... [ehehehe]
Mas acho que eu queria... confesso...
No fundo me assusta um pouco essa ideia de um dia eu venha a "desaparecer" mesmo... Tenho uma amiga que sempre brinca que não queria ser daquelas velhinhas que morre sozinha e as pessoas só vão achar depois de um tempo... :P
O Manny (Manfred) é um dos personagens do filme "A Era do Gelo / Ice Age (2002)", um mamute que no primeiro filme acredita ser o último da sua "espécie", por isso anda sozinho por ai na época do degelo. Felizmente, para ele e para mim, ele não era o último...
Definitivamente, acredito que viajar no frio e com chuva, é um saco... :P
"Todos nós já estivemos nessa encruzilhadas.
Da noite para o dia é preciso recomeçar.
Mas de onde? com quem?
É difícil esticar as assas, quando se passou a vida toda na gaiola".
A sexta-feira chegou e com ela algumas notícias boas, na verdade, foram melhores do que ele esperava, suspirou aliviado ainda que sentisse no corpo as dores das noites mal dormidas. Ainda que aquele não fosse o seu quarto "oficial", foi bom acordar em uma cama conhecida... se permitiu ficar deitado um pouco mais, em silêncio apenas ouvia o movimento pela casa, parecia que tinha acordado alguns bons anos atrás em seu quarto de criança, mas rendeu-se ao sentir o cheiro bom do café invadindo a casa.
O dia anunciava a chuva que ele já tinha encontrado na estrada no dia anterior, assim não foi surpresa quando ela chegou no começo daquela noite, cadenciada, era possível prever que tão cedo ela não irá embora, pela janela acompanhava o barulhinho bom... Aproveitou aquele "tempinho" para terminar o livro que escolhera para ler durante a viagem e agora olhando os pingos d´agua que dançavam pela janela, teve que encarar os pensamentos que durante todo o dia tentou fugir...
Aceitou que muitas vezes nem tudo precisa ser entendido, apenas sentido... "A chuva ouviu e calou, meu segredo à cidade. E eis que ela bate no vidro, trazendo a saudade"...
(CHUVA, Mariza)
Quem me acompanha a mais tempo sabe que eu tenho uma "pequena" queda por Portugal (e pelos portugueses, cof cof cof #meuPassadoMeCondena) e provavelmente já viu essa música outras vezes aqui no blogue, mas eu simplesmente a adoro! E as vezes ela diz muito para mim...
Tudo começou com esse vídeo, que muitos já devem ter visto...
(Sense 8 | What´s up | 4 non Blondes)
Tenho lido várias notícias sobre a série Sense8 (Netflix), que tem feito bastante sucesso tanto pela diversidade representada em seu elenco, como pela própria proposta da série, em que um grupo de pessoas desconhecidas, geograficamente dispersas, de alguma forma estão conectados.
Horas depois, já me preparando para dormir e cantarolando a bendita da música que grudou que nem chiclete, me peguei pensando que se olhasse com cuidado talvez esse enredo não fosse exatamente tão "inédito" ou inovador para mim.
Minha vida é uma sucessão de chegadas e partidas, sendo que algumas vezes mais de partidas do que de chegadas, mas enfim, a verdade é que nessa vida de "Cigano Igor", acabei criando laços com muitos amigos de longe, alguns de fato eu [ainda] não conheci fisicamente, entretanto, alguns deles estão mais presentes na minha vida do que muitas pessoas que caminham comigo no dia-a-dia. Claro que isso tudo sem desconsiderar os encantamentos... ;-)
Uma certa ocasião, conversando sobre os causos da vida com uma amiga psicóloga, ela "diagnosticou" que eu tinha a habilidade de criar "vínculos", mesmo meio digital que é considerado frio por muito. Talvez isso explique porque muitas vezes, ainda que fisicamente distantes, eu tenha partilhado das angústias e aflições de pessoas queridas, da mesma forma em que mãos "virtuais" me foram esticadas em momentos difíceis...
Pena que no meu caso nunca tocou "What's going on"...
Eu já estava indo dormir mas resolvi "registrar" esse pensamento solto...
Hoje enquanto eu vinha dirigindo para casa, pensando nas n coisas que andam rolando e nas outras y coisas que também deveriam estar na mesa, me veio essa música na cabeça... Acho que ela é um bom resumo dos meus dias!
(UNDER PRESSURE (1981) - Queen)
But, Not today Satan! Not today!
Hoje foi uma segunda-feira diferente, em que me surpreendi de fato! Tá perdi a hora de manhã, mas assim eu não tinha nenhuma reunião mesmo, mas fiz valer o período que trabalhei! "Chutei umas bundas" e encaminhei um projeto que estava meio parado, fui para uma conversa cara a cara com meu diretor (o que não é lá algo que eu goste muito de fazer), socializei com os coleguinhas... e, como último ato do dia, fui fazer uma caminhada.
Bem verdade que eu tinha que ter lido e estudado um artigo "cabeludo", mas fiquei feliz por ter feito as outras coisas. No meio de tanta coisa acontecendo, foi bom sentir que eu ainda posso por ordem na casa... bem verdade que o quintal e a varanda foram para o saco, mas enfim... não dá para ganhar todas.
Bom, banho quentinho tomado, já em casa, enquanto adianto algumas coisas para amanhã, resolvi clicar em um link e acabei ouvindo uma música que tocava como pano de fundo para a cena de um filme... A cena era simpática e acho que me deixei envolver, fui atrás e achei a música... não sei bem porque razão, mas gostei dela...
Espero que todos possam fazer dessa uma boa semana! ;-)
A gente mal se conhece e eu sei que não somos (não se assuste! rs), nem se vamos ser algum dia, mas hoje, você é o mais próximo de um namorado que eu tenho.
... a tarde já ia caminhando para o seu desfecho, ainda que de forma tímida, seus olhos atentos já notava que aos poucos o movimento das ruas começava a ficar diferente, como era passageiro e não motorista ele se colocou a observar a vida, o vai e vem das pessoas, dentro de si sempre se questiona quais as histórias que estão "caminhando" ao seu redor... o rapaz olhando sorridente para seu celular teria recebido uma mensagem de alguém que lhe é especial? Uma boa notícia quem sabe? Que pensamentos ocupariam a mente da moça de testa franzida e que olhava sem realmente ver o movimento que passava pela rua?
Perdido em "suas análises" e aproveitando um semáforo fechado, resolveu olhar mais ao longe e pode observar a cidade ao fundo... Olhou atentamente os prédios ao longe, como se por um instante não os reconhecesse. Foi então que se deu conta que aquela era a primeira vez, em algum tempo, que ele olhava de fato a cidade, sem esperar nada, sem esperar por ninguém, era como se a cidade voltasse a ser sua! Era como se um véu lhe tivesse sido arrancado dos olhos, é bem verdade que antes tudo parecia ser mais colorido e cheio de vida, mas olhava tranquilamente a paisagem.
Desceu do carro e passou a caminhar entre as pessoas, sem a expectativa de encontrar a qualquer momento um rosto conhecido ou de ser encontrado e foi assim, caminhando, que se perdeu entre a multidão, aquele "marzão" de gente que apressadamente ia e vinha... sabe-se lá para onde, sabe-se lá por quê.
(Há uma versão dessa música com a Ana Carolina e a Maria Bethania que eu adoro e que casava perfeitamente com esse trecho de um post que eu havia começado a escrever e não tinha terminado. Ele está no DVD da Ana Carolina, mas é quase impossível encontrar esse vídeo na internet, nele... Ana Carolina e seu violão junto com a Bethania cantam essa música em uma praça, só elas o violão e imagens da cidade... adoro esse clipe).
Então... tempos estranhos... eu não precisei viajar nessa semana, o que foi bom! Mas já começo a planejar mais um ciclo de viagens, vai começar tudo de novo! Confesso que estou um pouco receoso, estou cansado, estou preocupado, vem uma longa batalha à frente, mas... vamos que vamos!
Como gosto de dizer, eu poderia até reclamar das coisas, mas não seria justo! Isso é verdade, mas algumas coisas meio "tensas" andam a rondar pessoas que me são queridas e próximas, isso de certa forma me preocupa...
E de repente você está lá, no meio de uma viagem, dirigindo em uma manhã fria, chuvosa, em meio a neblina quando resolve fazer uma parada técnica (se é que vocês me entendem). E ao voltar para o carro, você encontra um recado no celular... o recado em si, quase um tweet já que eram poucas linhas, na verdade nem era tão importante, mas algo lhe faz brotar um sorriso no rosto... Daqueles que a gente não consegue esconder, ou disfarçar, por mais que queria e assim, a outra metade da viagem de repente parece mais interessante e se você olhar bem, até que dá para ver que tem um solzinho querendo aparecer... ;-) E Maio foi embora...
Apesar de um bocado de coisas acontecendo, no balanço geral acho que foi um mês bem bacana, o ponto alto fica por conta de uma reunião de família, no melhor estilo Família Buscapé, em que além de nós estiveram presentes a irmã casada, uma amiga "meio paraguaia meio alemã" e um casal de amigos de São Paulo. Com o dobro da "população normal" na casa dos meus pais, não é difícil imaginar a festa que foi! Dias de dar risadas, contar os causos, de muita conversa e principalmente de celebrar a amizade. Como nem só de coisas boas vive o homem, algumas coisas chatinhas vão se desenrolando em paralelo, infelizmente pouco pode ser feito e só nos resta dar tempo ao tempo... E Junho chega... Trazendo sorrisos, novos desafios e quem sabe novas histórias para serem contadas. Abração Grande!
Eu recém tinha completado 18 anos quando entrei na faculdade, se hoje eu ainda sou meio "bicho da goiaba", pensa naquela época, mas enfim, lá estou trabalhando, quietinho, quando "intercepto" uma conversa torta entre os estagiários, não sei se eles não perceberam minha nobre presençaou não estavam ligando a mínima mesmo (o que não é muito difícil kkk), de qualquer forma, comentavam animadamente sobre suas aventuras amorosas na faculdade.
Caraca, eu acho que até já tinha me esquecido "do fato", mas devo confessar que eu passei o tempo inteiro da graduação sem beijar ninguém... Pois é, fui desses!!! O que me leva a concluir que eu era praticamente uma Samambaia, praticamente um dos caras do The Big Bang Theory eolha que eu acho que as mocinhas do Curso de Psicologia tinha um certo apreço pela minha pessoa, mas podia ser interesse também, já que eu sempre ia ser cobaia na clínica-escola de psicologia! :P Não que isso em algum momento foi um "problema", mas sei lá né?! Aqueles anos na faculdade foram divertidos, teve o truco, que eu nunca aprendi a jogar direito diga-se de passagem e havia as festinhas que rolavam no ônibus fretado que nos levava para casa no final das aulas. Aliás, as festinhas foram o ponto alto da minha vida social acadêmica, além de render "ótimas" fotos, meus pileques mais homéricos foram nas festas do busão. Vale registrar que apesar de toda a minha timidez, eu alcancei certa influência na ordem social "do busão", chegando ao posto de "sub-monitor" e, claro, era o responsável pela parte do buffet das festinhas (Vai Gordinho!).
Mas, contrariando as expectativas, eu fui acompanhado ao Baile de Formatura!!! Parem as prensas!!! LOL
Na verdade, era esperado que eu não estivesse mais na cidade na data do Baile, por isso não participei dos festejos oficiais da minha turma, colando grau na Diretoria da Faculdade. Mas a mudança atrasou, assim meus amigos me intimaram a ir pelo menos como convidado na festa. O baile foi em um famoso clube da cidade de Jundiaí (SP), uma noite muito bonita, com todos muito bem arrumados, excelente música, como eu já era um hominho naquela época, meu pai emprestou o carro e eu fui dirigindo. Só não sei como alguém me deixou sair de casa usando aquele terno, que eu nem vou comentar a respeito, ainda bem que só tem duas fotos do dito cujo. Não consigo lembrar como aconteceu exatamente, mas lembro que fui acompanhado... HO HO HO. Ela era minha amiga e cursava Psicologia (não falei!), aquela noite ela estava com um vestido longo, sendo que a parte de cima do seu vestido era preta, com um generoso decote em V que contrastava com a pele branquinha que ela tinha e também dava uma generosa valorizada no... cof cof cof... volume. O seu longo cabelo castanho escuro estava displicentemente "meio" preso, o que deixava aquele leve ondulado ainda mais charmoso... Resumindo, ela era bonita!
Não sei se era esperado que eu a beijasse em algum momento... ou não! De qualquer forma, espero não ter causado nenhum trauma na garota, mas me lembro que foi uma noite muito legal, dançamos, rimos muito, foi uma noite e tanto! Engraçado, ainda posso me lembrar do pai de uma amiga, "animado" no fim da festa, nos ensinando o caminho para que acertássemos a entrada na Rodovia Anhanguera e frisando para que não fizessemos "nenhuma parada" na volta!
Como um bom cavalheiro, deixei-a em casa sã e salva, antes do sol nascer... E como mandava o figurino, liguei no outro dia para agradecer a companhia! Pior que ainda ia demorar um tempinho para quebrar o jejum da faculdade, mas essa é uma outra história... com outro cenário e personagens, que ficam para um outro dia [ehehe].
Eu costumava caminhar por uma estrada de tijolos amarelos, curioso por encontrar algumas respostas. Elas vieram, mas me levaram a novos questionamentos... E foi assim que um dia a estrada acabou, e eu entendi que o mais importante não eram as respostas, mas sim, ser feliz! Por isso, "disfarçado" de homem com cara de menino criado pela avó, eu tenho caminhado entre pessoas e carros, tentando decifrar os enigmas que a vida me apresenta. Fã confesso de Fernando Pessoa, já fiz vários amigos nessa caminhada e esse é o meu diário de bordo! Seja bem-vindo!
e-mail: algernon.br@gmail.com
Tin Man (é o Homem de Lata), um cara de 32 anos, que está a procura de um coração. Assim, ele tem andando na estrada de tijolinhos amarelo da vida, na esperança de encontrar um Mágico de Oz que lhe dê um coração. Nesse caminho, já houveram algumas Dorothy's, alguns Leões Covardes e alguns Espantalhos. Mas na prática ele ainda continua sozinho... ainda não se sabe muito bem a razão... Por ora bem vindo ao seu diário de bordo!!! ;-)
In the middle (2008)
O Latinha era um menino que começou a caminhar na estrada de tijolos amarelos a cerca de 1 ano atrás. Hoje, está mais perto de se tornar um Homem. Ele ainda caminha sozinho pela estrada, não se sabe ao certo por quanto tempo ou o porquê, mas na busca por respostas, fez muitos amigos pela estrada dourada. Já descobriu possuir um coração, mas talvez ainda precise encontrar o Mágico de Oz para que este lhe diga como amar alguém. Bem-vindo ao seu diário de bordo, com suas incertezas e inseguranças.
Quem sou eu?! (2009)
Um jovem balzaquiano para quem há tempos atrás o Mágico deu um coração. Como ele não disse como usá-lo, desde então, cheio de dúvidas e com poucas respostas, eu tenho caminhado pela estrada de tijolos amarelos tentando descobrir como viver com esse coração. Fã confesso de Fernando Pessoa, já fiz vários amigos nessa caminhada e esse é o meu diário de bordo! Seja bem-vindo!