Aquela noite

Ele sabia que aquela não seria uma noite comum, apesar de não saber exatamente os desdobramentos, o inusitado da situação era o suficiente para garantir tamanho frisson. E foi assim que esperou a noite chegar, enquanto o dia parecia custar a findar o relógio brincava com sua ansiedade... Enquanto esperava pelo contato, em um exercício mental certificou-se de que tudo havia ficado em seu lugar para recebê-lo. Como manda a boa educação, uma cama foi preparada ao lado da sua, pensou tirar aquele enorme poster de criança, em que montado em seu famoso triciclo vermelho ostentava um largo sorriso de criança... 

O toque do telefone o trouxe de novo à realidade, do outro lado aquela voz que tanto o encantara, conforme combinado ele o esperaria em um shopping próximo "a Firma", ele veio! Ainda que não confessasse, no seu íntimo trazia dúvidas, não teria sido a primeira vez que ele cancelaria um compromisso, mas ele havia vindo. Alguns meses haviam se passado desde a última vez que se viram, até que uns dias antes ele ligara... por conta de uma viagem, pedia a indicação de um estacionamento onde pudesse deixar o carro, já que faria uma viagem curta e partiria em um voo nas primeiras horas da manhã.

No final, minha garagem foi a escolhida para guardar o carro, ele viria de sua cidade e assim poderia descansar algumas horas até o voo, ou não! 

E ninguém dormiu na verdade... 

Antes de partir para o banho, apresentou-lhe o quarto e cama preparada, no retorno o encontrou sentado em sua cama, lendo um de seus livros... e assim começaram a conversar, parecia natural que comentassem sobre os últimos meses, mas evitaram determinadas perguntas... Enquanto o ouvia falar sobre os planos profissionais, tentava disfarçar o encantamento pelo seu rosto, pela sua voz...

Não se sabe quem tomou a iniciativa, mas suas bocas "colidiram" delicada e suavemente em algum momento, as coisas entre eles pareciam ocorrer de uma forma muito natural e simples, era como se fossem passos de dança que só eles conheciam... foi assim no primeiro, naquele beijo e isso os acompanharia até o último beijo. Aquele fora um beijo de reencontro, de saudades, de incerteza... mas definitivamente um beijo com gosto de primeiro beijo...

Poderia ter passado a noite se amando, e passaram...  mas não da forma mais óbvia, recostado em sua cama, ele se aninharia em seu peito e assim, entre beijos, abraços e entrelaçando as mãos enquanto conversavam, nem perceberiam o passar das horas... Quando a noite começou a se despedir, sabiam que era chegada a hora de partir... O saguão ainda pouco movimentado do aeroporto denunciava que ainda era muito cedo, assim após os procedimentos de praxe, puderam se acomodar para uma xícara de café, enquanto ele ouvia atentamente as dicas de lugares para visitar. 

De um canto do terraço, assistiu à decolagem do avião emoldurado por uma magnifico nascer do Sol... só seu deu por vencido quando o avião desapareceu no horizonte, como quem acorda de um sonho bom, voltou para casa e nem sentiu o dia que se seguiu... ao 
retornar para casa, olhou para a cama novamente... e suspirou...


Tinha suspirado
Tinha beijado o papel devotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saia delas
Como um corpo ressequido
que se estira num banco tépido
Sentia um acréscimo de estima por si mesma!
E parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante...
Onde cada hora tinha seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase...
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações..."

(Amor I love you, Marisa Monte, [clique aqui para ouvir])



(Ciao (2008) - Filme completo: clique aqui)

Pois é, já tive Carnavais mais animados... mas vamos que vamos, estou aqui perdido em planejamentos e "incertezas", mas tudo caminha bem... Como eu gosto de dizer, eu poderia até reclamar, mas acho que não seria justo...

No meio tempo, vamos viajando e cantando! ehehee

Espero que todos estejam bem!

Hasta breve!

Eu não ia falar nada, mas enfim... uma confissão. No outro dia, entrei o carro dele, fechei a porta e por alguns instantes fiquei ali, de olhos fechados, apenas sentido o perfume dele que dominava o ambiente...  

Navegadores

Existem pessoas que nascem, crescem e vivem até o fim de suas vidas em um mesmo lugar, em uma mesma casa. Ano após ano são testemunhas das mudanças daquele lugar, das pessoas que chegam e saem e tal como as árvores daquela região, firmam raízes ali. Conheço pessoas assim, algumas após casarem continuaram na mesma rua, no mesmo bairro, inclusive.

Eu não sou uma dessas pessoas, nunca fui.

Minha primeira mudança acho que aconteceu aos 6 meses, quando meus pais deixaram Belo Horizonte (sim eu sou mineiro, uai!), para ir para São Paulo... acho que vale dizer, que minha família tão pouco era de Minas, eu pai estava lá trabalhando quando eu "cheguei", os anos seguintes trouxeram novas cidades, as vezes em um espaço maior de tempo, as vezes, não. Assim, eu não tem um "melhor amigo" desde o tempo do colégio, não tem aquela vizinha, já uma senhorinha, que a gente viu envelhecer e sequer me lembro se algum dia eu toquei campainha na casa de alguém e sai correndo. Há dias que penso nos "impactos" que isso teve na minha vida, se por um lado me levou a ser "adaptável", e talvez tolerante, a qualquer situação. Por outro pode ter contribuído para que fosse um pouco mais introspectivo, um pouco mais "velho" antes da hora. Quem já mudou de cidade, de escola, sabe o quão delicado são esses momentos. 

Não reclamo disso, mas tenho curiosidade de saber "quem eu seria" caso tivesse sido nascido e criado em um só local. Tanto não tenho problemas, que eu mesmo, com as minhas perninhas, não parei com as andanças após adulto... e por minha conta e risco já tenho lá minhas próprias mudanças. E nesses dias que me preparo para começar um novo movimento, que provavelmente vai me levar a uma grande mudança novamente, não consigo deixar de revisitar essas questões.  

Muitos dias me pego imaginando que não estou longe daquelas pessoas que partiram um dia em caravelas mundo a fora, aliás, chegar ou partir, seja de um aeroporto ou uma rodoviária, quase sempre me lembra desses navegadores. Alguns sortudos tem pessoas esperando, outros pessoas para se despedindo e tem aqueles que apenas observam... De qualquer, todos vão lançar-se ao mar, sem a certeza de voltar, de chegar e muitas vezes sem saber o que os espera...

Talvez meu espírito seja esse... o de um Navegador! 


"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal"!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu
(FERNANDO PESSOA, 1934)


Enfim... pensamentos soltos, e por falar em pensamento... me lembrei dessa música.



Hasta breve!!

São Valentim

E porque vai ser dia de São Valentim...
E porque eu achei esse vídeo de uma loja espanhola muito fofo...
E porque eu posso ter tomado um pouco a mais de vinho do que o juízo recomendaria... 

E porque eu queria levar umas flechadas... #prontoFalei

Enfim...






Acho que terei dor de cabeça amanhã! :P`

Hasta breve! ;)

Eu sou...

"Eu sou essa pessoa, a quem o vento chama,
a que não recusa a esse final convite,
em máquinas de adeus, sem tentação de volta.
Todo horizonte é um vasto sopro de incerteza.

Eu sou essa pessoa a quem o vento leva:
iá de horizonte libertada, mas sozinha.
Se a Beleza sonhada é maior que a vivente,
dizei-me: não quereis ou não sabeis ser sonho?

Eu sou essa pessoa a quem o vento rasga.
Pelos mundos do vento, em meus cílios guardadas
vão as medidas que separam os abraços.

Eu sou essa pessoa a quem o vento ensina:

Agora és livre, se ainda recordas."

(CECÍLIA MEIRELES, in Solombra)

Não sei bem onde li, ou mesmo se ouvi de alguém uma frase que dizia, entre outras palavras, que nossa salvação está em nos nossos maiores medos!

E foi assim, meio que com medo que comecei um processo alguns meses atrás, na verdade ele já era o resultado de alguns outros movimentos iniciados a pouco mais de um ano. Só sei que acabei novamente frente um velho conhecido, um local em que eu não fui exatamente "bem sucedido", pelo menos não no sentido mais "estreito" da palavra... Na verdade, eu sempre acreditei que ganhei muito mais do que perdi, mas no papel o desfecho não foi tão legal assim... De fato, eu encarei como uma derrota pessoal. Mais eis que, passado algum tempo, lá estava eu de novo, nos mesmos corredores. Vergonha, orgulho ou preconceito, ou mesmo um pouco de tudo, sempre me deram a certeza de que esse meu "passado" voltaria para me assombrar e pelo jeito, era chegado o momento. E foi assim, meio que "no vai doidão", que eu resolvi pagar para ver... 

Pois bem, foi um processo duro, rigoroso e de certa forma corrido, tenho certeza que em algum ponto minha capivara* foi levantada, mas... no final, eu havia sido escolhido, e ninguém sequer mencionou "o passado"! Confesso que ainda me sinto meio desconfiado, mas tenho que aceitar que... Houston, decolamos!

Não vai dar para escrever muito agora, mas vale dizer que talvez seja o próprio vento, que a Cecília Meireles menciona, e que me levou a esse momento, seja o mesmo que está a me levar para novos destinos, mudança à vista!!! 

Enquanto eu corro para poder me achar nesse "torvelino de emoções" e me perco em burocracias, formulários e incertezas, tento entender um pouco das coisas que vão passando pela minha janela estrada a fora.

*Capivara - é uma gíria usada para ficha criminal. :P

Até breve! :-)


 Não sou profundo conhecedor, mas sou fã confesso dos "Tugas" e gostei muito dessa música (Diogo Piçarra - Tu e Eu), vai ser com ela que me vou hoje... ;-)

Esta manhã...

"Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rastro de canções.

No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida

foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama

e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã."

(MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA, escritora portuguesa)


Minha abuela tinha uma frase que a cada dia tem se tornado "meu mantra", dizia ela que: "Tudo com tempo, tem tempo!". Hoje eu ganhei mais uma "peça" de um grande quebra-cabeça que estou tentando montar e talvez agora começa a ser possível ver que figura ele guarda. A semana foi meio morna, mas a sexta-feira trouxe fortes emoções, quase que como uma novela, teve correria, tensão, mas no último minuto, a notícia salvadora do dia chegou... Agora é hora de um "all in" e pagar para ver no que vai dar.

E como nem só de trabalho vive o homem, entre um dia e outro a gente sonha, e já que eu comecei com os escritos de uma portuguesa, para terminar na mesma "vibe", vou terminar com a voz da Teresa Salgueiro, quando ela ainda cantava com o Madredeus...


Amor que trago em segredo
Num sonho que não vou contar
E cada dia é mais sentido
Amor,
Eu tenho amor bem escondido
Num sonho que não sei contar
E guardarei sempre comigo

(MADREDEUS, O Sonho)


E que venha a semana!
Grande abraço.

Season Premiere - Four days

Em geral, na indústria, chamamos de tempo de setup o período em que a produção é interrompida para que os equipamentos sejam ajustados, de certa forma, é assim que tenho me sentido nesses primeiros dias de Janeiro. O ano dá mostras que pode ser bem movimentado, entretanto, por enquanto, a coisa segue um ritmo próprio meio que independente da minha vontade... Assim, até que as coisas começam a se desenrolar efetivamente, o jeito é [tentar] se preparar e é isso que tenho procurado fazer.

E "ontem" foi dia de reunião, mas foi uma daquelas bacanas, passei a manhã com mais duas pessoas que respeito e com quem gosto muito de trabalhar, além de serem pessoas que podemos confiar são aquele tipo de profissional que nos inspiram. Acredito que sempre fui muito sortudo no campo profissional, independentemente dos altos e baixos que a gente passa no trabalho, sempre encontrei um "guru", aquela pessoa geralmente mais experiente, muitas vezes mais velha, que de alguma forma vira um mentor. 

Enquanto isso, no campo pessoal... Acho que a frase que resume o período é: Manda o GPS que eu to perdido! :P Querer, poder, lutar, espernear, enfim, um monte de coisas a serem feitas e de repente parece que tem tão pouco tempo! Eu, que sempre fui "dos planejamento", tudo pensado nos mínimos detalhes, de repente tenho a sensação que nos últimos tempos eu ando desenhando sem rascunho. De qualquer forma, tem um texto que me ensinou um bocado de coisas e que de tempos em tempos eu gosto de reler, gosto bastante das publicações dessa coluna "Meu Erro" da revista Época, vou deixar o link aqui: "Não tive desapego". 

Mas, vamos falar de coisa boa... ;-)

Ontem de madrugada, lá estava eu zapeando quando acho o filme The Bridges os Madison County começando, já tem uns bons anos que vi esse filme pela primeira vez, na época ele me tocou muito. Uma grande amiga já havia me indicado, mas eu nunca tinha tido a curiosidade de vê-lo, até que um dia... deu certo!

Além da história do encontro entre pessoas mais maduras, Clint Eastwood e Merryl Streep arrasaram nas interpretações, e várias outras questões que o filme levanta, me pegou a forma como ele mostra que mesmo possuindo tudo aquilo que muitas pessoas julgariam o suficiente para sermos felizes, ainda assim, podemos nos sentir incompletos ou mesmo desejosos de "sabe-se lá o quê". Acho que "por muitas vezes", experimentei essa sensação... Enfim, é um filme que eu recomendo... 


(Doe Eyes - Michael Lang - Tema de As Pontes de Madison)



Há nas matas cerradas um prazer
Há nas encostas solitárias um arrebatamento,
Há sociedade, onde ninguém pode intrometer.
Pelo mar profundo e música em seu lamento
Eu não amo menos ao Homem, mas à Natureza mais.
Dessas nossas entrevistas, nas quais capturo
De tudo que eu possa ser, ou tenha sido tempos atrás, 
Para me misturar ao Universo, e sentir puro
O que nunca posso expressar, ainda que não possa esconder. ( - Byron)



That´s all folks! ;-)
E que comece o ano! 
Espero que todos estejam bem...

May I?!


Achei muito legal, e oportuna, essa imagem que recebi do Railer (do blog railer online)!!!

A matéria original pode ser acessada através do endereço:
https://www.behance.net/gallery/9633743/Flying-Mouse-Pop-Culture-2013-Batch-1

;-)

Just my imagination...

Então! Papo vai, papo vem e já estamos no dia 05 novamente... Como essa semana a gente já tem que colocar o "bloco na rua", acho que seria de bom tom fechar a conta do ano que passou. Antes eu costuma separar os anos em bons e "não bons"...  MAS, depois dos últimos anos, confesso que passei a rever minhas classificações, tudo anda meio confuso e tenho a sensação de que atualizaram o sistema operacional do mundo e não me avisaram, coisas que julgava funcionar, não funcionam mais... posturas que eu adotava, de súbito passaram a não mais me satisfazer... como diria Raul Seixas, me sinto uma metamorfose ambulante.

Assim, esse foi um ano "diferente" para mim... podia dizer "esquisito", mas sei lá, diferente acho que está bom! Acho que por não ter tido maiores expectativas no início, em muitos aspectos ele me surpreendeu, acho que tem duas palavras que podem resumir meu ano: Reencontro e Desapego. Sempre gosto de pensar na vida como um banco de três pernas: Família, Trabalho e Amor, justiça seja feita, devo reconhecer que meu banco sempre foi capenga, quase um banquinho daqueles que o pessoal da fazenda usa para tirar leite das vacas (entendedores, entenderão). Mas vamos lá...


Família. Essa sempre foi a perna mais forte do meu banquinho! Esse ano foi um ano bacana, há uma mudança "no ar", é como se tivéssemos saindo daquela coisa de pais e filhos, para "companheiros"... Há todo um respeito e os devidos protocolos é claro, mas tem rolado um clima de companheirismo na minha família, esse ano viajamos juntos, juntos também superamos algumas coisas que ocorreram, e para fechar com chave de ouro teve a chegada de mais um membro do clã, meu sobrinho. Uma cena, que foi bem bacana e que resume bem o espírito da coisa toda, aconteceu agora no final do ano... na cozinha da casa da minha irmã, uma noite enquanto fazíamos lanche e o papo corria solto, nos demos conta que tinha alguns anos que aquela cena não acontecia, todos nós [cinco] ao redor de uma mesa, rindo, falando e comendo, como nos velhos tempos! 

Trabalho. Boas surpresas vieram daqui e confesso que nem esperava muita coisa! Em 2014 eu voltei ao trabalho depois de um tempo afastado, tudo bem que remorso e culpa são ótimos para fazerem as pessoas melhorarem, mas acho que eu também estive mais "sociável" esse ano, assim o clima geral melhorou bastante. De qualquer forma, coisas boas aconteceram... eu andava me sentindo estagnado nos últimos tempos e ao longo dos meses, consegui construir pontes que podem me levar a oportunidades interessantes, novos horizontes se abriram! Para mim, o que foi mais legal, foi acompanhar que duas das coisas que estão rolando, foram ideias que nasceram "depois de muitas coisas pensantes na minha cabeça" [eheheh]! Me senti meio professor Pardal, o desafio agora é explorar todo o potencial que elas apresentam e creio que elas podem ter uma vida bem longa! 

Amor. Ah! Esse danado... pois é, estamos aí... Sempre a daminha, nunca a noiva! :P
Ainda que no geral grandes mudanças não tenham sido observadas, muitas coisas bacanas aconteceram, como sempre, eu vivo "encantado"... e dentro desses encantamentos acabo encontrando algumas respostas! Se ao longo dos últimos anos fui "perdendo" minhas paixões platônicas, passei a entender mais sobre as coisas que quero, as coisas que gosto e do que gostaria de viver. Ao longo da minha vida tive a sorte de encontrar pessoas bacanas, muito provavelmente apenas eu tenha "namorado" elas, mas aprendi um bocado de coisas com elas... Tenho certeza que elas nem imaginam o quanto me ajudaram!  Mas, estamos aí, quem sabe em 2015....


Lógico que coisas ruins também aconteceram, mas sei lá... ou eu ando tão esquisito que nem me importei mais do que devia na época, ou então realmente as coisas boas fizeram com que elas não pesarem no "computo" geral.

Hoje, enquanto voltava para casa, me lembrei dessa música e não sei bem por qual razão, achei que ela era boa para esse post...


The Cranberries - Just My Imagination


Acho que é isso, se não foi um ano "espetacular", também não posso dizer que foi ruim, importante é que foi um "vivido", onde plantei algumas sementes e agora é esperar para ver se elas germinam.

That´s all Folks!

I drove all night


(I DROVE ALL NIGHT, Roy Orbison)


Esse ainda não vai ser meu post de season finale, mas acho que já posso dizer que este foi um ano diferente, pessoalmente, foi um ano de retomada, de encontros, reencontros e descobertas, isso de certa forma se refletiu no meu final de ano, "tradicionalmente" passamos o final de ano juntos, entretanto, estamos naquele momento da vida em que novos ramos, na árvore da nossa família começam a crescer e por conta disso, ficou combinado que a "Sede do Natal" seria transferida.

Assim, os festejos exigiram uma pequena viagem de 1050 Km, contados porta - a - porta, nesta época meio maluca que é o final de ano. Felizmente foi uma viagem tranquila, a ida foi feira à noite e a volta durante o dia - havia um trecho meio esburacado pelas bandas do Goiás que eu não queria passar durante à noite. Como eu sou sempre meio tabajara, passei protetor solar, já que saímos no meio da tarde na ida, entretanto na volta, como saímos muito cedo, eu acabei esquecendo... ou seja, neste momento em que escrevo, estou com a cara besuntada de uma loção pós-sol para ver se fico "apresentável" amanhã! eheheh

Mas foi um bom Natal, ainda que alguns imprevistos tenham acontecido com um dos convidados, foi uma noite de mesa farta de risadas, alegrias e união! Espero que todos vocês tenham tido uma noite bem especial também... 

Tenho sido bem relapso com o bloguinho nestes tempos, um pouco de preguiça, um pouco de preocupação, talvez falta de inspiração, mas tudo caminha bem... Estou feliz com o final do ano, acho que foi um ano vivido, ainda tenho coisas a melhorar, mas... vamos que vamos!

Vou aproveitar o recesso para escrever um post de final de ano e começar a pensar o que fazer com meus dias de férias que chegam junto com o novo ano! ;-)

Hasta breve!


"...Those Christmas lights
Light up the street
Downn where the sea and city meet
May all your troubles soon be gone
Oh Christmas lights keep shining on..."
(CHRISTMAS LIGHTS, Coldplay)

Something Good

Buenas,

Bom, irei poupá-los de contar minha "nada mole vida", mas resumindo uma longa história, eu tenho trabalhado igual gente grande e no meio disso tudo, algumas coisas exigiram atenção full time! Mas hoje foi um daqueles dias mágicos em que alguns nós se desfazem e as coisas parecem caminhar bem, hoje pude encher os pulmões e dar aquela respirada aliviada!

Me sinto naqueles filmes de ação em que faltando 15 minutos para o fim, o mocinho ainda tem que salvar a mocinha, o mundo e fazer uma aparição triunfal na última cena do filme!

Mas estou feliz, acabado, mas feliz!


Hoje foi um daqueles dias que, apesar de chegarmos em casa moído, quando olhamos para os resultados no fim do dia, chegamos a conclusão de que "até devemos fazer algo certo", 


Não sei por que razão me lembrei dessa música...


A próxima semana vai ser de chegadas e partidas, aliás... ir e vir é o que mais tenho feito nestas últimas semanas, mas tento fazer um post "decente".


Abração a todos! 

Hasta breve.

Um "Presente" Precioso

Essa semana eu virei oficialmente, Tio! Pois é, agora posso ser considerado um genuíno Tio Sukita, é o que temos para o momento! :-)

Não estavamos todos na mesma cidade, assim foi aquele furdunço familiar: ansiedade, ligações, mensagens, sms´s, conferência pelo Skype, até que as primeiras fotos começaram a surgir, foi um dia e tanto, em que ninguém conseguia fazer nada direito. Como eu tenho um ótimo timing, justo no referido dia, eu estava alocado para trabalhar com uma equipe totalmente diferente da minha, daria um treinamento para eles! Assim, tive que me virar em uns 5!

Esse é o primeiro bebê da minha família, então ele foi muito esperado e curtido, foi uma sensação muito estranha ao olhar aquelas fotos e ver aquela pessoa pequenina, que é na verdade um pedacinho de nós. Dentre as fotos, as primeiras, uma me chamou mais a atenção, é uma foto fechada, onde se vê apenas a mão da mãe, momentos após o parto e aquela minuscula mão, segurando apenas o dedão daquela mão... apenas isso, uma foto simples, descuidada até certo ponto, provavelmente pela emoção, mas que dizia muito!

Acho que foi a foto que mais me emocionou neste dia, na hora, me ocorreu que dar a mão ou segurar a mão de alguém, talvez seja um dos gestos mais simples e encantadores que existam... principalmente porque é feito quase que de maneira instintiva, sem muito pensar. Simplesmente o fazemos... Ao olhar aquela foto, de repente me dei conta que passado e futuro se encontraram nesse "presente"... Mais do que a mão daquela mãe, ali estava um pouquinho da mão de todos nós, e ainda mais, foi um pouco da mão de todos os que vieram antes de nós, nossos avó, os pais e bisavós que já partiram, enfim, todos aqueles que já se foram, de certa forma se encontraram ali, naquele exato momento... naquele aperto de mão.

Aquela pequenina mão, por sua vez, segura mais que um dedo, na verdade se apega ao reencontro de quem volta ao seu clã depois de uma longa viagem, aquele que reencontra aos seus... aquele que está em família! Espero que de alguma forma, ele nunca se esqueça desse momento, da sensação de segurança que aquela pequena mão demonstrava...

Até o dia de hoje, nunca havia me dado conta que apesar de sermos o futuro, também somos um pedacinho do passado... Me lembrei de todos os que se foram e tive a certeza que em algum lugar, também havia uma grande festa acontecendo...

Hoje, de certa forma, me senti uma peça desse grande quebra-cabeça que é a vida!

Meus olhos quase transpiraram por diversas vezes ao longo do dia... mas aguentei firme, até ir para casa, devo confessar... Acho que ao longo dos anos, nos preocupamos muitas vezes em Recomeçar... mas às vezes é importante testemunharmos aqueles que na verdade vão Começar!

Pequenas Vitórias

Não sei, tenho a sensação que conforme vamos ficando mais velhos, desenvolvemos a competência para entender as coisas sob uma ótima mais ampla, compreender o que realmente importa, o problema é que tudo isso acontece enquanto "ficamos mais velho", ou seja, como dizemos na Firma... "é ter que trocar o pneu do carro, com o carro andando!" :P

Teve uma época em que eu queria lutar grandes batalhas, dominar o mundo, acho que até me preparei para isso, sempre me senti meio que um daqueles navegadores, se jogando ao mar aberto em busca de algo que nem se sabe o que é... Fico imaginando o que levaria um Tuga a deixar seu país (Portugal, no caso), a família, a sua vida e se lançar no Atlântico, sem garantias de voltar, muito menos de chegar... Com certeza alguns não tiveram escolha, mas dentre todos, também consigo imaginar que tiveram aqueles que foram de bom grado, talvez algum antepassado da Bisavó Maria, que me deixou de presente esse "gene da inquietação".

Aos poucos, fui entendendo que o único grande descobrimento que eu precisava realizar, era o meu próprio, que por si só já se constituía em uma grande oceano, cheio de perigos, incertezas, uma ou outra região de calmaria, mas quase sempre agitado... Espero que isso seja o que chamam de crescer, ou envelhecer! Nessa brincadeira, acabei percebendo a importância das pequenas vitórias, dos pequenos gestos... De repente, nos damos conta que uma vitória, seja ela grande ou pequena, será apenas uma vitória quando não temos com quem partilhá-la, com quem celebrá-la... Que a melhor comemoração, é na verdade sentir-se acolhido entre os braços de quem queremos bem, e se possível, ficar assim, quietinho... por um bom tempo!

Essa semana me peguei feliz e celebrando uma pequena vitória, nada "exótico" ou extraordinário, e nem foi "a guerra" ainda, mas foi apenas um momento daqueles que nos deixa com um sorriso no rosto e serve para a gente pensar nas coisas que importam, e principalmente nos alertam para o que precisamos melhorar, ou trabalhar. As vezes me sinto como um "greyhound", aqueles cachorros galgos, que participam de provas onde tentam a todo custo capturar um coelhinho que corre em sua frente. Fico imaginando o que aconteceria se um dia, o dog mais rápido pegasse o coelho,  ele ganhou ou perdeu?! Provavelmente partilharíamos da mesma cara de "e agora, Jose?!".

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Okay, esses "pensamentos soltos" eu comecei a escrever essa semana, no final de um dia, não deveria ser um texto "pesado", mas ao lê-lo novamente me pareceu que andei forçando  o grafite sobre o papel... Preciso pensar nisso!

Tenho um causo para contar, senta que lá vem a história...

Teve uma vez, em um Baile, que foi uma tragédia grega na minha vida! Foi um dia que eu quis pagar uma de descolado, essa história tem alguns anos já, o pessoal mais antigo deve se lembrar da Tarada da Écharpe (link para o post). 

Resumindo uma longa história... depois de uma confusão em um baile, onde eu ia ficar alguém e acabei ficando sem ninguém, uma amiga do meu primo encarnou o Pepe Le Beau, e começou a me "caçar" pelo salão do Baile. Para me safar eu grudei na minha irmã e nunca dancei tanto em um baile como aquele, mas o ponto alto da festa, foi quando ela me sacou e écharpe e começou a me "laçar" na festa! Hora de bater em retirada! 

Essa semana eu aceitei um convite para ir jantar com um amigo, quase sempre jantamos pelo menos uma vez por semana juntos, então, no restaurante, conversa vai, conversa vem, uma pessoa vem cumprimentá-lo, quando ela se vira... tchan tchan tchan, chuta quem era?! Quem? Quem? Pois é, a própria!!!  A diaba da garota tá morando na mesma cidade que eu e como se não bastasse, é a vizinha do meu amigo... Ay Caramba!

Depois dos tradicionais, "mas não acredito que você conhece...", cada um foi para sua mesa, ela estava em uma mesa cheia de mocinhas casadoiras! Medo define meu sentimento, creio que vou mandar blindar meu carro [ahuahuahuhaua]. Dizem que quando os santos querem nos castigar, eles atendem aos nossos pedidos, mas isso também já é sacanagem, nzé?! E a vida não tá fácil pra ninguém! :P

Espero que todos estejam bem, grande semana!

That´s all folks!

PS. Eu não queria ser um greyhound... 



Enfim, It had to be you...

E tudo caminha para que hoje seja um dia de "detalhes"... 

Não foi exatamente um "ótimo" dia, para ser sincero acho que terei que considerá-lo "perdido", tendo em vista um trabalho, que sobre a mesa, me encara enquanto escrevo esse post. Mas, ainda conto com um "lampejo" de inspiração nesse final da tarde, para me debruçar sobre ele... Coragem! Hoje, contrariando tudo o que eu sempre faço, estou usando o que eu chamo de "Filosofia do Bombeiro", salvando quem vai morrer primeiro! 

Em minha defesa, vale dizer que não esqueci de nada não... apenas estou abusando da arte de enrolar um pouco. Mas nos detalhes, talvez esteja sendo um bom dia, almocei com uma amiga, que fez um risoto matador, que eu comi em quantidades absurdas! Talvez deva culpá-la pela baixa produtividade do dia.. :P

Ao chegar na Firma, parei na guarita e o Guardinha me falou que o Romeu está melhorando, provavelmente ele vai ficar com alguma sequela, precisava de cuidados e alguém que fizesse fisioterapia nele... não dá para ganhar todas! Mas só de vê-lo andando novamente, ainda que manquitola, mas sem dor, já me deixou feliz... Vou comprar alguma ração para ele e sexta-feira tenho que levá-lo ao veterinário novamente.

E naquele momento em que começava a pensar em um bom cafezinho, vem o tiro de misericórdia na minha terça-feira, encontrar esse vídeo... 


Duro segurar o pensamento, fiquei pensando naquele salão iluminado, todos arrumados, olhares, gestos contidos, risadas tímidas, seria uma bela noite... ehehe

Enfim, It had to be you...

Enfim, deu vontade de sair dançando pela minha sala, mas acho melhor não, né?! ;-)

;-)

(Engraçado... fiquei imaginando que eu estaria de terno preto [como sempre], uma camisa azul bem clarinha, gravata lisa de preferência no mesmo tom da camisa [ou quem sabe mais escura], sapatos pretos envernizados (sou desses) e quem sabe um pouco de perfume estrategicamente colocado, caso alguém fosse procurar kkkk  Um Chanel (mais leve) ou um YSL (marcante), quem sabe...)  Definitivamente não comer risoto na hora do almoço! 

Uma do Romeu


Romeu é na verdade um dog que adotou a Firma onde eu trabalho, acredito que ele foi meu primeiro amigo, de verdade, quando eu cheguei aqui. Louco por cachorro, e ainda saudoso dos meus que ficaram na Capitar, nossa amizade estava fadada a acontecer!

Ele é aquele tipo de vira-lata que aceita o que a vida lhe oferece, em nada ele se parece com um cachorro de rua, muito pelo contrário, quem o vê passear faceiro pela "Firma", juraria que ele sempre foi nosso! Mas, reza a lenda que ele apareceu meio filhote por lá, foi ficando, o pessoal comeu a dar comida para ele, vários de nós tínhamos um pacote de ração no armário e assim ele ficou... Mais que isso, ele adotou aquele lugar como sendo dele! Acho engraçado vê-lo, quando alguns dos guardas sai da guarita para a ronda, "Romes" é o primeiro a sair na frente dele e acompanhá-lo, sem que ninguém precise falar nada. 
Às vezes ele sai sozinho e não foi uma nem duas vezes, que logo pela manhã, o via passar pelo corredor onde fica minha sala, como sempre deixo a porta aberta, era de praxe a paradinha dele, abanando o rabo! As faxineiras não gostavam muito, mas... 

Essa semana, estava viajando quando começo a receber mensagens no meu celular... Romeu havia sido atropelado! Notícias iniciais davam conta de que ele estava machucado e triste, viajando havia pouco o que eu pudesse fazer, e já era tarde! No outro dia, uma amiga que atualmente está em Salvador, me liga: Você está sabendo que o Romeu foi atropelado?! Pode contar comigo para as despesas, pois é, virei uma espécie de "pai adotivo" do Romeu!

Os meus estags desesperados tentavam se mobilizar para tentar fazer algo, mas sabe como é, tem que ter o danado do vil metal, então eu assumi as despesas (com a ajuda da amiga de Salvador) e assim Romeu foi parar em um veterinário! Confesso que não gostei do atendimento, mas enfim... eu estava longe. Quando voltei fui acompanhando e não via melhoras... Romes continuava deitado, quietinho...

Na sexta-feira eu não aguentei... e lá vou eu + estags + Romeu para um novo veterinário... Felizmente acho que dessa vez acertamos! Ele foi minuncioso, e diagnosticou que ele está com um nervo comprimido, por isso não coloca a patinha de trás no chão, e provavelmente sente muita dor, mas não há fraturas! O tratamento não é lá muito simples, mas estamos nos mobilizando para tratar do Romeu, esse final de semana mesmo eu fui levar comida para ele, e achei que ele estava mais "alegre"...

Queria poder fazer mais por ele... ontem quando parei o carro, ele veio manquitolando em 3 patas fazendo festa, mas tenho que aceitar que nem tudo pode ser como a gente quer na vida! Estou na torcida pelo Romeu, espero que ele se recupere plenamente ou que pelo menos possa viver sem dor,  e principalmente, ser o dog alegre que sempre foi. Final dessa semana, eu vou levá-lo para o retorno da consulta... 

No mais, eu devia estar trabalhando ao invés de dar uma de "Amigo dos Animais", mas quem resiste, né?! E assim, minha vida não está com grande acontecimentos, mas ando mexendo aqui, acolá, tentando arrumar um pedacinho aqui, outro alí, para ver se fim surge algo bacana.

Ando na correria por conta do final do ano que se aproxima, e tudo está meio "nebuloso", sei que terei algumas viagens ainda para fazer, mas não sei quando... queria fazer algo diferente no final do ano, mas não sei ainda exatamente o que... e assim as coisas vão indo... 

E, vamos que vamos, estou procurando ter paciência para deixar o tempo me trazer as respostas, os encontros, uns cafés, quem sabe...  ;-)

 Hasta breve!

Além do arco-íris

Dizem que no fim do arco-íris há um pote de ouro.

Acredito que todo mundo gostaria de ter um pote de ouro ou, quem sabe, muitas pessoas pensem que seja bom ter um pote de ouro, de qualquer forma, muitos de nós em algum momento desejamos muito encontrar esse tão falado potinho. E isso nos faz sair mundo a fora, buscando formas de chegar ao fim desse tão famoso arco-iris. Há dias que me pego pensando que o mais importante não seja achar o bendito pote de ouro, mas se assim fosse, então porque diabos todos ainda estamos enlouquecidos perseguindo-o pela vida?! 

Também já imaginei que a "pegadinha" não seja o pote de ouro exatamente, mas sim o caminho até chegar ao pote, e nessas horas me sinto como um greyhound, aqueles cachorros americanos que correm atrás de um coelhinho que nunca vão alcançar. Enfim, já vi pessoas que acharam o tal potinho e aparentemente são muito felizes com ele, também encontrei pessoas, que ao invés de ouro, encontraram um pote com alguma outra pedra, igualmente preciosa e ficaram felizes também... Tem até gente que ficou feliz só com o pote! Vai entender... 

Só sei que, tem dias que eu não sei a razão de estar correndo, para onde estou correndo e se devo continuar a correr... E se eu apenas parasse, em algum lugar e observasse, permitisse o tempo ser tempo e atento acompanhasse a vida, que sem minha permissão iria continuar seguindo... Daria resultado? Chegaria ao fim do arco iris de qualquer jeito?! Acho que não, devo reconhecer que minhas teorias nunca funcionam muito bem! [ehehe]


De qualquer forma, o jeito é caminhar... às vezes correndo, às vezes meio desanimado, outras vezes apenas chutando displicentemente uma pedrinha adiante, como quem empurra a vida... Mas tenho procurado ver a beleza das coisas e dos momentos, talvez seja esse o segredo, quem sabe se eu for coletando algumas pedrinhas pelo caminho, ao chegar lá no tal fim do arco-iris eu não descubra que elas eram de fato preciosas, não é?! 



Enfim, se você chegou até a esse ponto dessa postagem meio maluca e não entendeu bulhufas, tudo bem, acho que nem eu entendi direito :P, mas foi "um pensamento solto" que me passou pela cabeça e achei que devia registrar. 

Essa semana eu fiz uma viagem de carro, sai bem cedo (leia-se madrugada) e assim tive a chance de acompanhar o nascer do Sol... sempre belo! E a saga do horário de verão continua, apesar de gostar do danado, ainda continuo penando, se nessa semana consegui fazer café todos os dias direitinho, teve um dia que fiz a façanha de acordar, começar a me arrumar e, de repente, me dou conta que eu coloquei os sapatos antes da calça! Tá puxado... :P


E no meio de toda a maluquice do dia, ainda tive que tirar a poeira do meu francês, em um desses encontros meio estranhos da vida, em um papo informal, um conhecido de um amigo soltou uma expressão em francês, e eu respondi, surpreso, ele soltou um: "Parlez-vous français?!". Expliquei que estudei francês durante um tempo, por conta de um projeto, mas que por não poder praticar já tinha perdido muito do vocabulário, mas que se fosse preciso ainda conseguiu me "virar", pedir ajuda, orientações e que poderia cantar em algum cabaret! (Não sei porque na escola de inglês sempre ensinam aquelas musiconas!) kkk

Segundo ele, chegado a pouco tempo da França, meu francês é muito bom e nem parece que eu estou a tanto tempo se estudar, cof cof cof... Segundo ele, realmente é complicado se não praticar, a conversa seguiu e logo eu tive que voltar ao que estava fazendo, na despedida ele disse que tinha sido uma boa surpresa me encontrar e que agora poderíamos manter contato e aproveitar para desenferrujar a língua....

Oi?!

Então tá, né?! No meio tempo, o jeito é ir remando... ;-)


(J´ai cru entendre - Do filme: Les Chanson d´Amourtradução)

Um navio no porto é seguro, mas não é para isso que os navios foram feitos.
(William Shedd)

Rusty

E você se dá conta que pode estar exagerando um pouquinho, quando se dá conta que tá meio complicado de enxergar o teclado do computador porque está escurecendo e você passou o sábado inteiro trabalhando, com direito a tirar um cochilo de 15 minutos, "descangotado" em uma cadeira, após o almoço. Essas últimas semanas tenho trabalhado igual gente grande e acho que eu estava um pouco enferrujado, mas é o que tínhamos para o momento, e o pior de tudo, fiquei feliz porque eu consegui resolver uma treta maligna! ehehehe

Agora o ponto alto da semana foi o bendito do horário de verão, como fala uma frase que eu ouvi certa vez em uma reunião: Eu fiquei mais perdido que filho de puta no dia dos pais!

Confesso que não gosto muito da frase, meio machista, meio esquisita, mas enfim, ela define exatamente como eu me sinto nas primeiras semanas do horário de verão! blép :P
Só para ter ideia do meu estado, teve um dia dessa semana que eu acordei, tomei banho, me arrumei e fui para a cozinha preparar o café... como estava com fome, fiz ovos mexidos (que ficaram bem apetitosos por sinal), coloquei a mesa, me sentei, e.... Cadê o café?! Pois é, eu "só" esqueci de fazer café! PQP!.

Mas no fim, tudo dá certo, e a sexta chegou! 
No meio da confusão, às vezes precisamos parar e nos lembrar que nem só de trabalho vive o homem, a coisa foi decidida meio que em cima da hora, mas acho que era para ser,
tudo deu certo, o restaurante estava mais acolhedor naquela noite, ao redor da mesa rostos conhecidos, um bom vinho, boa comida e entre muitas histórias, planos e risadas, um café forte fecharia a noite!

Foi legal, um daqueles encontros que no final a gente sai com o ânimo renovado. E no mais, nada de muito novo na fronteira, continuo esperando que algumas sementes germinem, e assim, vamos que vamos! 



Hasta breve! :-)


My Oblivion

"A mensagem chegara com alguns anos de atraso, mas ainda assim o deixou feliz pelas palavras que ali encontrou, ao pensar por quantas vezes esperou por elas, se deu conta de que muito tempo passou desde a última vez que se falaram. Contudo, de forma alguma aquele fora um silêncio magoado ou ferido, era apenas o silêncio tranquilo daqueles que já resolveram, ou então, que não se resolveram, mas que escolheram soltar ao vento tudo aquilo que não mais pertencia a eles...

E talvez por isso mesmo, por terem sido cultivadas na sombra amiga da amizade, longe do calor do momento e com a calma e sabedoria que só o tempo trás, que aquelas poucas linhas pareciam ter um sabor tão adocicado. Sorrindo de canto de boca, balançou a cabeça para os lados, enquanto pela janela via as pessoas passando apressadas naquele dia quente, apesar de ter erguido umas das sobrancelhas, como costumeiramente faz, não disse nada. Apenas tomou o último gole de café, enquanto fechava o computador.

Por fim, lembrou-se que no final, a última palavra e por sinal a mais dura, havia sido dele, dele! Quem diria... Dureza que foi ao chão quando, em uma noite, reconheceu os números que chamavam em ligação pelo telefone, era um momento de grande perda e tristeza para o outro, e por isso mesmo fez o que pode, e que sabia que o outro também faria por ele, mas nunca mais se olhariam no fundo dos olhos.

Talvez um dia, quem sabe, sentem para um café, talvez não...  

Afinal é assim que os amigos fazem."



"...Dá-me tempo de acertar nossas distâncias"

(FERNANDO PESSOA)

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Espero que todos estejam bem e não tem sucumbido a esse calorão do demo que tem feito por aqui, início da semana vi o termômetro chegar aos 43 graus, coisa que a muito não via.

Então, entre mortos e feridos, ao final da semana parece que todos vão se salvar, por isso, aproveitando uns minutos antes de ir embora para casa, resolvi dar uma fuçada no bloguinho e achei esse post, ainda "não publicado" e meio incompleto, talvez seja um bom momento para deixá-lo "ir".

E assim vamos que vamos, Hasta breve!