Brinquedos de Natal

Garotos e seus brinquedos! Dia desses tava dando uma geral no maleiro do guarda-roupas e acabei encontrando alguns poucos brinquedos que eu ainda guardo. Tem uma coisa que eu sempre tive uma grande dó, foi minha coleção de carrinhos de ferro, os famosos Matchbox, toda vez que meu avô paterno ia ao Paraguai ele trazia para mim, assim cheguei a ter quase 30 carrinhos! Não me lembro deles na verdade, mas nunca pude esquecer de um laranjinha não sei por que razão! Eu era muito pequeno na época, e muitos dos meus coleguinhas nunca devolveram os carrinhos que "emprestaram" de mim... 

É uma pena, queria ter tido a ideia de guardá-los!

Mas meu primeiro presente de Natal, foi um Xereta, um brinquedo da Estrela que imitava um cachorro e pasmem, tinha movimento! Era igualzinho esse da foto, você puxava uma corda que imitava uma guia e o cachorro andava conforme a corda ia sendo recolhida, meus pais contam que eu pequeno ficava muito brabo, porque queria que o cachorro andasse do meu lado e obviamente não dava! :P

Um dos brinquedos mais caro que tive foi um Ferrorama XP 300, me lembro que era todo um protocolo para podermos montar "e tinha que ter cuidado para brincar!" :-)   Eu já era "maiorzinho" na época do Ferrorama, então ele ainda existe, eu até hoje ele repousa em uma pratileira no famoso "quartinho" lá de casa. Já que os carrinhos não sobreviveram, a intenção era deixar o tremzinho para os filhos, mas na atual conjuntura estou achando que meu sobrinho vai ser o herdeiro oficial. Mas me lembro com carinho, de ficar horas e horas deitado no chão do quarto ou da sala brincando.

Acho essa bicicleta foi um dos últimos presentes "brinquedo" de Natal que eu efetivamente ganhei, eu já era um Latinha entrando na adolescência e essa, bicicleta era minha fiel escudeira nas "missões". Levei um tombo homérico uma vez com ela, tenho uma cicatriz na parte posterior da coxa por conta desse tombo... Mas que era bom, era! 


Como dizia minha avó, "A Ordem é rica, mas os Frades são muitos!". Na verdade, minha família não é rica, e além de mim havia minhas duas irmãs, mas nunca tive nenhum "trauma" por não ter ganhado isso ou aquilo (tinha o Pégasus - um carrinho de controle remoto, e claro, o Autorama!). Mamita e Papito nesse aspecto sempre conseguiram nos ensinar desde cedo que o lance não era ganhar o presente, mas o momento.

Olhando daqui para atrás, como eu gostava da expectativa daquela noite... lembro de um Natal, acho que foi um dos último em que eu ainda acreditava em Papai Noel, em que depois da ceia, meus pais nos chamaram para ir ver a rua, ver o movimento... Minha irmã, se preocupou em deixar uma rabanada, fomos caminhando até a esquina de casa, vendo o movimento. Ao voltarmos, encontrei meu caminhão "da Super Máquina" embaixo da árvore, não é que ele tinha passado enquanto a gente saiu?! Quase o pegamos!!! ;-)

A maior parte dos meus brinquedos eu fui me desfazendo ao longo dos anos, crianças carentes, filhos de faxineiras, foram ficando com eles... espero que aqueles brinquedos tenham feito eles tão felizes quanto me fizeram. O Ferrorama eu nunca tive coragem de dar, agora que meu sobrinho se prepara para chegar, penso que vai ser um bom momento de vê-lo partir também... (Porém, para todos os efeitos, ainda tem um ônibus que anda sozinho e que está mocado no fundo do maleiro! Para quando der um momento de saudades!) [ehehehe]

Às vezes eu gosto de fuçar nas gavetas, nos maleiros e ver o que eu acho "de antigamente"... É sempre uma fonte de ótimas "viagens". Vocês sabem qual foi o primeiro presente de Natal de vocês?!

Uma grande semana! 

"A maior parte da nossa vida, é uma série de imagens.
Elas passam pela gente como cidades numa estrada.
Mas algumas vezes, um momento se congela, e algo acontece.
E nós sabemos que esse instante é mais do que uma imagem.
Sabemos que esse momento, e todas as partes dele...
irão viver para sempre."

Adelante

Essa é a minha visão no exato momento em que escrevo esse post.


Estou aguardando um amigo e como ele gentilmente me avisou que está uns 30 minutos atrasado, resolvi tentar escrever algo pelo celuleco mesmo. Como dá para ver, estou "en Paraguay", pode até soar "xiqui", mas não necessariamente é algo extraordinário, quase todos os dias costumamos almoçar em um shopping que há aqui - na verdade é uma mega loja, onde é possível comprar di um tudo, e onde há uma praça de alimentação muito bacana.  

Tinha vindo almoçar, aliás, já almocei com meus amigos imaginários, dai ele me ligou pedindo uma carona, então aguarda-lo-ei para o café e retornarmos para "a Firma". 

Meu planejamento semanal foi para as cucuias, maior parte do que imaginei fazer, não rolou. Primeiro tive que ajudar uma amiga a recorrer de um parecer desfavorável e depois, quando achei que a coisa ia engrenar, fui "convidado" para em uma reunião do juízo final, daquelas em que a única coisa que me lembro hoje é que quem fez o café, devia ser mandado embora! Oh trem ruim, mas a danada da reunião durou uma tarde inteira!

Mas surpresas bacanas aconteceram, uma reposta que eu aguardava chegou e foi bem "auspiciosa", agora é correr para fazer o que foi pedido, mas, se minhas perspectivas continuarem a se confirmar, eu penso que será bem bacana e ainda me ajuda a dar um norte para minha carreira - eu estava meio que voando no que costumo chamar de "vai doidão". 

Além de bonita, a quinta-feira está meio preguiçosa por aqui e como eu vou ficar até mais tarde, já dá para prever que vai ser uma longa tarde... :P

E o amigo fanfarrão ainda não chegou... Tecnicamente eu posso matá-lo, não é!? Mas, considerando que vou ficar sem lugar para almoçar, então, melhor aguardar mais um pouco

Inté!

(21AGO - 13h30)

Enquanto isso...


Domingo, né?! Era para eu escrever algo interessante, na verdade eu comecei a escrever "algumas coisas", mas nenhuma delas vingou adequadamente, por isso, vou aceitar a derrota e dar o dia por perdido. Mas vou tentar voltar a postar com maior regularidade, tenho umas coisas que andam me rondando, espero que elas tomem corpo nos próximos dias.

Tem sido uma época de bastante trabalho, que conste dos autos, que na última sexta-feira eu sai "da Firma" perto das 23h00 inclusive, entretanto, o mais legal é que foi, com o perdão da palavra, um puta de um dia! Daqueles em que temos a certeza que fizemos bem o nosso trabalho! Mas, como alegria de pobre dura pouco, faltou aquele alguém esperando quando eu chegasse em casa, para ganhar um colinho especial. Por isso, tive que me contentar com uma caneca de vinho mesmo, pois é, sou desses que bebe vinho em caneca. :P

Na proa, algumas viagens à vista, vai que... ;-)

Abração e uma grande semana! 

Um Nós!

Acredito que como na maioria das casas, na minha também existe uma pasta em que se guardam vários documentos importantes, lá é possível encontrar a minha primeira carteira do convênio médico, do clube, meu cartão de vacinação (ele ainda existe!), certidão de nascimento, escrituras e tudo mais, vale registrar, que também há uma outra pasta, quase uma "malinha", com as famosas fotos de família... ehehe

Dentre os diversos documentos, há um pequeno envelope branco e nele repousa uma carta, escrita de próprio punho por aquele que dentro de pouco mais de um mês se tornaria meu pai! É uma carta bem bacana... quem sabe um dia eu compartilho ela aqui. 


Meu pai, é um daqueles caras que saiu a luta pelo o que queria, venceu as adversidades, que não foram poucas, construiu uma família, uma carreira bacana e soube me transformar "em gente", tenho muita admiração por tudo isso!!! Nosso relacionamento nem sempre foi fácil, muitas vezes ele foi bastante duro e exigente, mas no fim tudo deu certo, nunca houve falta de respeito e principalmente de amor.

Ele tem muita dificuldade de lidar com questões mais emocionais, talvez pela própria geração dele, talvez pelo fato de ter crescido sem a minha avó (que faleceu quando ele tinha apenas 9 anos), mas ele sempre procurou ser um pai presente, preocupado e amoroso, meio que do jeito dele. Até hoje, ele sempre está lá quando preciso e como bom pai e filho, quase sempre discordamos de tudo [ehehe], já trocamos palavras mais fortes em algumas ocasiões, mas nada realmente sério, às vezes gostaria de sentar e conversar mais, mas... ele nunca entende as coisas! (rs)

O importante é que o amor e o carinho estão lá, com o passar do tempo parece que temos ficado mais próximos, tem sido estranho perceber que o peso da idade está chegando para ele, hoje já percebo que muitas vezes ele me espera para decidir algumas coisas, também noto alguma hesitação em alguns momentos. Mas isso nunca o impediu de me dizer que eu não sei trocar o pneu do carro direito, ou que preciso prestar mais atenção nas coisas, porque eu sou "bobinho". :P 

Eu provavelmente não vou ser pai nessa "encadernação", pelo menos não "no sentido clássico", mas acho que acabamos exercitando a paternidade de muitas formas ao longo da vida, e por isso mesmo, na minha profissão, eu acabo sendo um pouco pai em alguns momentos, de qualquer forma fico feliz por ter tido um bom modelo de pai!


"...Que apesar de termos 
Feito tudo o que fizemos 

Ainda somos os mesmos 
E vivemos 
Ainda somos os mesmos 
E vivemos 
Como os nossos pais..."
(COMO NOSSOS PAIS, Elis Regina)


Três coisas que meu pai já fez comigo... (fun facts)

  • Quando eu era bebê, meu pai foi trocar minha fralda e prendeu meu pipi com o alfinete, obviamente após a troca de fraldas eu não parava de chorar. Minha mãe saiu tirando toda a minha roupa, até que chegamos na fralda... Ele quase morreu de culpa! 

  • Na adolescência, ele me dava carona na volta para casa, e me esqueceu "algumas vezes" no cursinho. Segundo minha mãe, ele chegava, guardava o carro e ao entrar em casa, bastava ela perguntar por mim, que ele rodava no calcanhar e saia que nem um louco. A lembrança que eu tenho é a de uma vez, minha aula acabou... eu fiquei esperando, esperando, esperando, os alunos do noturno começavam a chegar, quando vejo o carro dele virando que nem um louco. :P

  • A maior pérola foi uma vez que nós saímos juntos para passear com os cachorros de casa, eu já era um mocinho crescido na época, e de repente o cachorro disparou... Ele mais que depressa, gritou meu o nome!!! Eu, que estava do lado dele, olhei sem entender nada, e ele mais que sem graça me olhou com uma cara que foi hilária!!! 

Pensando bem, acho que eu podia ter alguns "traumas" (rs).

Espero que todos vocês possam ter tido um bom dia dos pais, e aqueles que por alguma razão não estão com seu pai por perto, que possam ter tido uma boa e querida lembrança para aquecer este dia! 

Abração. Um 

Minhas Férias (Que eu não tive...)

Na minha cabeça, tudo acontecia de um outro ritmo, o clima parecia não ser o mesmo, as cores estavam mais vivas e havia um ar diferente pairando por aquela cidade tradicionalmente cinza. O relógio insistia em brincar com as horas, ao mesmo tempo, o desejo que elas passassem mais rápido desafiava a ansiedade pela vivência de cada fração daqueles minutos... Discursos ensaiados, gestos contidos, tudo organizado em meio ao caos que reinava entre os pensamentos naquele momento. Mas ainda assim, o sorriso de canto de boca, evidenciava a alegria que imperava naqueles dias.

Na realidade, nem tudo esteve colorido naqueles dias, primeiro o frio, seguido por uma garoa leve, e por fim, a chuva forte acabou por ditar o ritmo das coisas. As cores aos poucos foram se revelando em meio às conversas, os blocos de notas e um, ou outro, ou vários cafés. Regados pela chuva, planos e ideias, certezas e incertezas, brotaram da mesma forma como o sorriso no canto da boca, acabou por sempre estar lá.

Ao fim, do caminho, constatou-se o que talvez alguém já tivesse selado em algum outro plano, não haveria de ser a viagem planejada, mas sim, a viagem necessitada.



E cá estamos... após um longo e tenebroso inverno!

Eu na verdade não tive férias, pelo contrário, foi uma época bem agitada, para não falar que eu não aproveitei nada, um compromisso de trabalho me levou à São Paulo e daí, por sorte, eu me divirto trabalhando e com bons parceiros posso afirmar que foi uma ótima viagem. Entre um café e outro, além de por a conversa em dia, foi possível almoçar com uma velha amiga.

Já de volta, um mal estar associado à reação da vacina contra a gripe, me deixaram levemente baleado essa semana, mas... vamos que vamos...

Aos poucos vou colocando as visitas e as postagens em dia! 

E que venha o final de semana! :-)

“Todo jardim começa com um sonho de amor.
Antes que qualquer árvore seja plantada ou qualquer
lago construído é preciso que as árvores e os lagos
tenham nascido dentro da alma.
Quem não tem jardins por dentro,
não planta jardins 
por fora,
e nem passeia por eles.”
(RUBEM ALVES)

Um Amigo, Um Parabéns

Eu me considero um cara de muita sorte quando o assunto é amigos! Eu, que nunca fui "o popular", muito pelo contrário, tenho um baita orgulho quando olho ao meu redor e vejo as pessoas que me cercam. Por conta do trabalho do meu pai, acabei mudando de cidade algumas vezes enquanto crescia, o que aliado com minha timidez, não ajudou muito para que eu fosse de me enturmar muito fácil, por isso, eu não tenho aquele(s) amigo(s) de infância, ou então, aqueles amigos do tipo que se conhecem "de uma vida".

Mas eu sempre tive a sorte de conhecer pessoas bacanas e, principalmente, pessoas que me inspiram e estimulam a ser uma pessoa melhor. Seja pela postura, seja pelo conhecimento que possuem, seja pela própria pessoa, sempre encontrei apoio e o respaldo de bons amigos ao longo do meu caminho - tanto no âmbito profissional, quando no pessoal.

De verdade, verdade, eu não sei exatamente como tudo começou! [kkk]  Lembro que de alguma forma fui parar no seu antigo blogue, se bem o conheço, o primeiro comentário deve ter sido meu, pessoalmente, eu o conheceria algum tempo depois, em um almoço (Naquele famoso restaurante grego, que de grego não tem nada e onde a gente sempre escolhe comer o bacalhau! ahuahuahua).

Mas a verdade é que isso também pouco importa, o legal de tudo isso, é que desde então, os assuntos foram se multiplicando, e qualquer dia, é dia de celebrar a amizade com um bom papo e, sempre que possível, um bom café (em alguma boa padoca, de preferência)! 

E é isso que eu adoraria fazer hoje, já que é seu aniversário!!!


O Lucas, Ermão famoso do Edu, é aquele tipo de pessoa que tudo sabe... e o mais legal, não tem preguiça e nem soberba para ensinar e compartilhar o que sabe, isso inclui sua igualmente famosa listinha de cantores - o que ajudou a melhorar deveras os meus parcos conhecimentos musicais. Amigo como poucos, ele é aquele cara sempre disposto a conversar, a ouvir e mais que isso, em que podemos confiar! Dono de um espírito jovem, que talvez ele próprio não acredite possuir, é um parceirão de primeira hora - desde que tudo marcado e planejado. De qualquer forma, não tenho a menor dúvida que o mais velho nessa amizade, com certeza sou eu! 

Bom, discreto que só, ele vai me xingar um bocado por essa exposição!

Mas não poderia deixar passar essa data em branco, e mais que isso, não poderia deixar de registrar aqui os mais elevados protestos de estima por sua amizade, agradecendo por toda a paciência pelas consultas, e principalmente, por ser uma dessas pessoas especiais, capazes de inspirar aqueles que estão ao seu redor.

Que a vida lhe mantenha a saúde, lhe traga muitas alegrias e a força necessária para que encontre tudo aquilo que você deseja! 

Parabéns meu amigo! 

(Happy Birthday - Sufjan Stevens)

(Já que mesmo que tivesse um presente, seria difícil de entregar [kkk], vou deixar uma música de um cantor que eu aprendi contigo, espero passar "na prova"! Felicidades!!!)

Here You Come Again #nowplaying

Eu ia escrever, mas estou meio enrolado, então... no meio do "enrolamento", depois de literalmente me debruçar em cima de um artigos que estou estudando, fui fuçar em uns arquivos, duplo clique para tudo o que lado, achei um arquivo de música... Era Here You Come Again, da Jessica Andersson... dai estou aqui, com ela "no zuvido"...



Preciso escrever, mas ainda não tive sossego para sentar e deixar a coisa toda rolar... Sábado tive que fazer um curso, super legal! (#SQN), e no mais, passei o final de semana "comigo mesmo", boa companhia até! 

Por essas bandas, o tempo melhorou, voltamos a ter sol! (Ufa!) Apesar de ainda estar meio frio, o que me faz sair de casa que nem um velhote, vestido com meu super cardigã. Mas, domingão deu para sair e curtir o tempo e o sol na pele... duas quadras tem casa há uma praça, em frente ao quartel. De lá, devidamente instalado em um banco... eu fiquei "quarando" por um tempo, confere a tarde que fez na foto abaixo.


Então é isso, That´s all Folks!!!
Que possamos fazer dessa uma boa semana.

Na multidão,
um homem pontapeou disfarçadamente uma pomba
muitas vezes antes de recolhê-la.
Há uma só vida e envolvê-la-emos com escamas,
há uma só vida e cobri-la-emos com palavras de outros,
apalpá-la-emos dissimuladamente várias vezes, 
antes de decidir que a queremos.
(A VITÓRIA DOS DESOBEDIENTES, Omar Peréz)

(Mariza) Chuva

Ainda na vibe weather channel, tenho que dizer que ando com saudade do Sol, os últimos dias o frio, a chuva, a neblina e o cinza tem imperado por aqui... tem lá seu charme é verdade, mas todo dia meio que me cansa... :P

Para variar, hoje amanheceu chovendo, despertei às 05h30 sem o relógio, apenas com o barulho da chuva do lado de fora [sacanagem, né?!]. Mas não me fiz cerimônia, me aninhei novamente e me dei mais uns 40 minutos de lambuja, depois disso não teve perdão, eu tinha reunião cedo hoje... E vindo para o trabalho, resolvi dar um descanso para o rádio e vim, eu mesmo, resmungando alguma coisa... e foi assim, que me lembrei dessa música.

Algumas músicas me encantam de primeira... e os acordes iniciais dessa música nunca me deixaram esquecê-la, como deste lado da ponte chove um bocado... sempre me pego olhando a chuva pela janela, e automaticamente me lembro da música... 


"A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade"


Eu ouvi Mariza pela primeira vez por conta de um amigo Tuga, fã incondicional dela uma vez que nos encontramos no Nordeste ele me deu dois cd´s de fado, um era da Mariza. Aliás, devo a ele muitas dicas de bons cantores portugueses!!! 

E no momento "faixa bônus", vai um momento ibérico: Pablo Alborán (cantor espanhol gato, cof cof cof) e Carminho (outra cantora portuguesa maravilhosa), a música é Perdóname.


Se o frio deixar, eu posto mais depois... ehehe

Inté.

(Update) Pouco tempo depois de postar, fui surpreendido por dois dos meus quase-ex-estagiários, que vieram me agradecer por ter sido um bom supervisor, ganhei uma lembrança deles... 

Dia salvo! E como já dizia Fernando Pessoa: Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem: cada um como é.   :-)

Fim do Dia

Ao sair do trabalho, eu percorro uns 3 ou 4 kilometros por uma rodovia que dá acesso à cidade onde eu moro, já é um trecho duplicado, que geralmente no fim do dia, rende ótimas (e inspiradoras) fotos. Pessoalmente, sempre me encanta ver o nascer e o por-do-sol, acho que sempre é um momento bom para dar uma repensada no dia, fazer um pensamento legal ou mesmo rezar, durante a época do mestrado, eu normalmente chegava no sábado bem cedinho... e não raro, eu acordava ainda faltando alguns kilometros para chegar, ainda que tivesse viajado a noite toda, era gostoso assistir pela janela a brincadeira do sol e da lua...

Mas hoje, diferente do tom dourado, quase sépia dos outros dias, o céu tinha um tom "rosado", um fucsia - para ser mais exato, que deixava um forte contraste no céu, um tom um pouco mais forte que o do vídeo abaixo... Normalmente eu não me furto a parar o carro e tirar uma foto, bom, às vezes eu tiro com o carro andando mesmo! (Guilty as charged! Não façam isso em casa). Mas hoje resolvi ser egoísta e guardá-lo só para mim, na minha memória, havia algo de diferente, enfim... tantas coisas andam diferentes nos últimos tempos que acho que o sol também pode aproveitar, não?! 

De qualquer forma, o dia soube se despedir em grande estilo.

(SPIEGEL IM SPIEGEL, Arvo Part, 1978)

Chegando em casa me lembrei desse vídeo, além de lembrar o céu, ele é de uma música que eu gosto... Muitas pessoas não gostam de música erudita, eu não sou profundo conhecedor e também não acredito que seja para ouvir a todo momento, mas tem dias que como hoje, é bom poder chegar, tomar um bom banho quente (com meu patinho amarelo :P), depois ficar quieto só ouvindo e se deixando levar pelo som do piano e violino. 

Me lembrei de uma época em que havia um programa no rádio, Clássicos ao Amanhecer, como eu entrava bem cedo, quase todo dia eu ia trabalhar ao som de música erudita.

Enfim... um post meio sem pé nem cabeça, apenas para dar uma atualizada no bloguinho! ;-)

Inté.

"Acordar para quem você é, requer desapego de quem você imagina ser."
(ALLAN WATTS)

Dolores

Eu estava lá, sentada, olhando as pessoas irem e voltarem, até que ela passou, pode ser o cabelo, poderia ter sido a roupa, um tanto extravagante é verdade, mas ela estava alegre e resolvi acompanhá-la, fui até a porta daquele prédio, várias pessoas entravam e saiam. Poxa, pessoal bacana, eles foram legais comigo... ganhei alguns afagos, ganhei água, eles vinham me ver e conversavam... o que será que falavam?! 

Foi ai que eu o vi pela primeira vez... ele estava de costas, eu fiquei sentadinha na porta olhando, e então, ele se virou. Me abanei toda feliz e, funcionou! Parece que ele tentou resistir, mas veio me ver, ensaiei alguns passinhos, e então ele não resistiu e ganhei alguns afagos, ele parecia legal! 

Mas depois ele entrou novamente, de qualquer forma, resolvi ficar por ali, o pessoal era bacana. Segui algumas pessoas, mas acabei voltando, parecia um bom lugar para ficar mais um pouco. Ainda o vi entrar e sair mais uma vez, sempre brincando comigo... Mas, ele entrou e parecia que não ia sair mais... Fui descendo a rua novamente, fui cheirando um ou outro portão, as vezes me assustava com os carros, acho que estava um pouco cansada! Brincar com aquele pessoal me cansou... então resolvi me sentar um pouco naquele gramado, já estava chegando a noite...

Olhei meio assustada quando um carro parou, tava me preparando para sair quando a porta se abriu, ué... eu conheço... era ele que estava lá dentro! Mas olha! Fui me aproximando com cuidado, mas era ele mesmo! Quando parei do lado do carro, ele se deitou por cima do banco e me puxou para dentro... E agora?! 
Ele foi falando comigo... Todo mundo olhou para nós quando entrei no colo dele naquele lugar cheio de coisas e de comida, sei não, acho que ele estava meio fedido... 

Tive a sensação que ele estava me escondendo quando chegou em um outro lugar, mas era um luga simpático, foi meio chato quando ele me enfiou embaixo de uma chuva quentinha... que estranho! Mas foi legal quando ele me enrolou em uma coisa estranha... 

Como já estava escuro, eu achei uma caixa e subi para dormir... ele veio e me pegou no colo, e me colocou em um lugar diferente para eu dormir... macio, quentinho, gostei! Ele é meio grudento, mas gostei dele... acho que vou dar uma chance para ele... 

Vou tentar!!!

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Bom... dizem que "os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...", isso meio que resume meus últimos dias, entre alguns dias meio complicados nessas últimas semanas, fui obrigado a me despedir de um dos meus cachorros...  

Mas eis que nessa semana, o vento me trouxe algo novo... algo para aprender a amar... Como eu tenho, ou melhor, tinha dois cachorros, e eles cresceram juntos, o que ficou estava bastante agitado, por isso estávamos cogitando adotar um outro cachorro... Apesar de sempre criar cães da raça Boxer, e eu os adoro, estávamos com a intenção de adotar um "vira-lata"... tem tantos cães precisando de um lar, nzé?!

Nosso plano era ir a uma feira de filhotes no próximo domingo, por isso, quando vi aquela cachorrinha sentada na porta daquele prédio, onde nunca tem um cachorro por perto, bem na hora que eu estava ali, me pareceu difícil de acreditar que não havia um dedinho de alguém lá de cima. Fiquei pensando como ela tão pequenina sobreviveria, sem falar que é uma avenida movimentada, ou seja...  

Tentei resistir, "combinei comigo mesmo", que se ao terminar a reunião ela ainda estivesse lá, eu a levaria! Bom, tenho que confessar que eu fiz uma certa trapaça, quando eu sai, ela não estava mais lá... Por isso, dei uma olhada ao redor, fui até a esquina, espichei o pescoço um pouco, até que a vi, sentadinha algumas quadras a diante... não tive dúvidas, peguei o carro e fui atrás... 

"Pai" de primeira viagem é meio complicado né?! Mas, apesar de parecer que passou um tsunami na minha casa, já estamos na casa dos meus pais. Hoje fui com ela no veterinário, aparentemente está tudo bem, pela dentição ela deve ter uns 4 meses, mas vamos aguardar o resultado do hemograma para ver o que vai ser necessário... vacinas, castração e por ai vai.

Legal vê-la correndo pela casa toda faceira, fiquei pensando por onde ela andou nesses meses, o que já deve ter passado pela rua, interessante ver como os animais, ainda que filhotes, lutam para sobreviver... apesar da falta que o outro dog faz, é bacana perceber que a vida se renova... e assim a roda vai girando...

E assim, eu apresento a vocês... Dolores!!!

"Se fui pobre, não me lembro!"
(DOLORES)

Presente do Dia dos Namorados

Então, eu podia estar fazendo um bocado de coisas e eu DEVIA estar lendo uma pilha de artigos que eu trouxe para fundamentar um projeto, mas.... em funções das condições climáticas lá fora, eu estou aqui, na cama, enfiado no meio de um edredom, tentando trazer comida da cozinha com a força do pensamento e fuçando na Internet atrás de bobeira.

Como vocês podem ver eu sobrevivi ao Dia dos Namorados, blèp! :P

Mas é impossível não pensar sobre ele, devido ao bombardeio a que nós mero mortais somos submetidos diante de tal data... talvez por isso eu tenha me lembrado de um "causo".

Uma vez, eu contei aqui no blogue sobre o primeiro presente de dia dos namorados que eu ganhei (infelizmente, ele também continua sendo o único, mas isso é outra história). Eu estava querendo virar um mocinho, acho que eu tinha uns 12 anos... e estava morando no Interior de São Paulo. Saído de um apartamento em São Paulo, foi um termo de descobertas para mim, finalmente eu podia andar de bicicleta pela rua, jogar bola, tinha um cachorro!!!  Esse mundo de aventuras me custaria uma clavícula quebrada e alguns tombos de bicicleta - eu tenho uma cicatriz na coxa, por conta de um desses tempos, em que eu literalmente fiquei "ralado" por quase um mês. 

Ela era minha colega na escola... mas eu só fui notá-la nas aulas de catecismo! Pois é, fui desses! E foi assim, que todas as minhas táticas para escapar da missa no domingo de manhã, foram por terra abaixo... No fim, eu acabaria virando coroinha por conta dela, pois ela ajudava na igreja. Bem magrinha, mais ou menos da minha altura na época, ela tinha olhos grandes e o seu grande terror eram os cabelos, que eram mais crespos. 

Ah! detalhe importante, a mãe dela era a carola mais carola da cidade e o pai, bem... o pai tinha sido Padre naquela paróquia - tendo abandonado a batina, ele se casou e desde então, trabalhava naquela igreja. Ela teve duas filhas, a mais velha tocava órgão nas missas e nos casamentos, me lembro de um dia, enquanto conversávamos em um sábado a noite "na praça", ela muito nervosa e constrangida, me contaria que tinha sido adotada... (Bom, se hoje, saber que a pessoa por quem estou interessado foi adotada não faria a menor importância para mim, naquela época então.)

E assim, minha primeira namorada foi, "A filha do Padre!". 
(Acho que isso explica muito coisa... rs).

Nunca houve um pedido formal, e devo reconhecer que eu sempre fui muito lerdo para essas coisas - até hoje, mas naquele dia de junho, em um distante oitenta e qualquer coisa, eu vinha descendo a rua e quando virei na esquina a encontrei. Nervosa, ela me entregaria um embrulho, ali mesmo, e logo partiria embora... Era um presente que eu não consiga entender muito bem porque estava ganhando... Foi tudo muito estranho para mim... mas, okay! Obrigado!!! (Que burro que eu era/sou/sei lá...)

Não muito tempo depois, eu mudaria daquela cidade... e lá ficaria ela. 

O presente em questão... e que foi objeto de muita risada pelo Fred, do TPM de Macho uma vez, era um talco da linha "infantil", "juvenil", sei lá... da Avon. Era um talco jogador de futebol que a tampa era um apito! Eu não sei que fim levou o meu bendito presente, em alguma mudança eu devo tê-lo perdido... e quando mais velho, quando finalmente comecei a entender todo o significado daquilo, não mais achei para comprar. Nem na internet eu achava foto, até que hoje, fuçando... eis que eu encontro uma imagem de um catálogo da Avon de mil novecentos e bola... e quem estava lá, todo pimpão?!


Caraca, do jeitinho que eu me lembrava dele... fui obrigado a rir sozinho!

Só para constar... alguns poucos anos atrás, olhando as fotos do casamento de uma grande amiga da minha mãe, quem aparece em uma das fotos?! Exato! Os mesmos olhos grandes e escuros estavam lá, praticamente o mesmo rosto, ela se tornou uma bela mulher!!! E pelo o que pude ver, finalmente tem o cabelo que sempre desejou, junto dela uma garotinha.

Ela já era mãe! As fotos seguintes me "apresentariam" seu esposo e a filha, que se parece muito com ela quando era pequena... Olhando as fotos era nítido que formavam uma bela família, confesso que foi estranho revê-la, como assim casou?! [kkkk] Passado o susto, de coração eu espero que ela seja muito feliz. 

Acho que nessa altura dos acontecimentos já é meio tarde para agradecer pelo presente e dizer que ela seria muito importante na história da minha vida, e que mal sabia ela que muitos anos depois eu ainda estaria falando do presente que ela me deu aquela tarde!
(E que eu, muito topeira, nem sabia a razão direito).

Quem sabe no ano que vem, né?! kkk

O 163.º dia do ano [2]

Demoraria um bocado tempo até ele ter noção do que se tratava gostar de alguém. Diferente dos poucos amigos que teve ao longo do caminho, precisou aguardar alguns longos anos até que pudesse começar a entender o que de fato, se tratavam as tais coisas do coração. Durante esse tempo, fora apenas o espectador de um estranho fenômeno que acontecia ao seu redor, contagiando pouco a pouco seus amigos. Mas que ele próprio parecia ser imune, uma vez que tudo indicava que nunca seria afetado por tal “mágica”.

Talvez por isso nem tenha se dado conta quando foi tocado por aquele sentimento a primeira vez, a consciência da existência de toda uma nova dimensão, totalmente desconhecida para ele até então, alertou-o que havia algo a buscar, algo que ele não aprendeu a reconhecer quando jovem, mas que passou a sentir dentro de si o desejo de um dia encontrar.  

Também, sempre ouviu que contos de fada não existiam, mas acredita que os príncipes existem, não aqueles que chegam em lindos cavalos, trajando impecáveis uniformes... No mundo real, muitas vezes, os encontramos à beira do caminho, vindo de suas batalhas, muitas vezes machucados, muitas vezes feridos de morte. Mas ainda assim, Príncipes.

Em suas buscas, teve a sorte de encontrar com alguns... já não esperava ser exatamente "salvo", e também já compreendia que nenhum deles lhe traria o tal esperado coração - que um dia julgou não ter. Ao contrário, de todos eles, apenas esperou que aceitassem o convite para caminhar com ele, enquanto buscava respostas de como preencher o coração, tão novo e aparentemente tão grande que ele sabia possuir. 

Cada um deles, lhe deu de presente, peças miúdas de um grande quebra-cabeças, que com a ajuda do tempo aos poucos ele descobriu como montar, a ponto de reconhecer que de fato, tal quebra cabeça, é na verdade, um espelho...  daqueles grandes, onde ele pode se ver por inteiro, com seus medos e suas inseguranças... Também pode ver que apesar de inexperiente e imaturo, o ansioso coração que as vezes bate descompassado, aos poucos vem sendo preenchido, ciente de que mais que ser cuidado, também anseia por cuidar de alguém... 

Até lá...


(ON MY OWN, Les Miserablès - Cena de Dawson´s Creek)
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Em tempo... informamos a quem possa interessar que amanhã é dia de Santo Antônio!!! 

Fica a Dica! :P

Fragmentos - Um Sábado a Tarde...

... Enquanto boceja, se lembra de que realmente não deveria ter aceitado aquela terceira taça de vinho, o gosto ainda amargo em sua boca, apesar de meio dia já ter passado desde que começou o dia, parece lembrá-lo que deixar o bom senso de lado tem seu preço. Apesar das taças a mais, acordou cedo, banhou-se e após fazer seu café foi ao trabalho – que rendeu como nunca.

Agora, recostado em sua cama, deveria estar lendo alguns dos vários artigos que precisa ler para embasar um projeto, mas se perde em pensamentos, se perde espreitando a vista externa que a cortina displicentemente aberta deixa transparecer. Não pode ver muito, mas encanta-se com a copa das árvores ao longe, o tom mais amarelado de uma delas, denuncia os dias frios que se passaram, mas algumas ainda resistem com seu tom verde escuro.

O barulho do vai e vem dos carros na, anuncia um movimento atípico para uma tarde de sábado, menos para ele... que na penumbra do seu quarto, aproveita o silêncio que se faz presente na casa, pensou em escolher uma música para ouvir... mas continuou perdido, encantado com fresta da cortina.

O piscar mais lento e o súbito peso das pálpebras parecem convidá-lo a um cochilo, bastaria escorregar um pouco mais em sua cama, e terminar de puxar o edredon que estrategicamente foi colocado sob suas pernas... mas mais uma vez os artigos, pensa no supermercado que deveria visitar, mas considera seriamente o convite para sonhar.

Sua maior dúvida neste momento, continuar a sonhar acordado ou render-se e permitir fechá-los...



"Apenas seguirei como encantado
Ao lado teu"

(TODO O SENTIMENTO - Maria Bethânia)

E se eu morrer?!

Este post foi inspirado por este post do Edu, do blogue O Livro dos Meus Dias, estava eu dando aquela navegada básica pós almoço, quando me deparei com esse texto dele... conforme eu fui lendo, fui me "revisitando" no ano passado, quando me fiz essa pergunta. 

Ano passado, eu precisei fazer uma cirurgia...  estive "por ai" durante 3 horas, anestesia geral, camisolinha com direito a bundinha de fora, dreno e tudo mais que se tem direito. Naqueles dias, conforme a data da cirurgia foi se aproximando, essa questão começou a me inquietar... E se eu morrer?!

Tudo bem que eu posso morrer daqui a meia hora quando estiver indo para o trabalho, mas naquela hora, várias variáveis pesavam na equação e uma cirurgia é sempre uma cirurgia... Minha avó paterna, faleceu aos trinta e poucos anos, por conta de um choque anafilático ocorrido durante um tratamento... meu pai, uns dos filhos mais velhos ficou órfão de mãe aos 9 anos. 

Não tive medo de morrer em sí, mas foi doloroso pensar que eu poderia "voltar", sem ter vivido uma história de amor [de verdade], tal qual quem se prepara para uma grande viagem, foi chatinho imaginar as pessoas que nas pessoas que ficariam... 

Mas havia uma questão... e sobre todas as coisas que "ninguém" sabe sobre mim... e o meu blogue!? Confesso que comecei a escrever as tais cartas... pensei em deixá-las em uma prateleira no meu guarda roupa, fáceis de serem encontradas. Eram duas cartas, na primeira, além das diretrizes para que minha irmã achasse meu blogue, havia também instruções para ela postar alguma coisa avisando. A outra, era na verdade uma carta de agradecimento para uma pessoa, que já naqueles dias me era especial. 

No fim, acabei rasgando todas elas... resolvi deixar que a vida seguisse seu fluxo, apenas conversei com a minha mãe e expliquei que precisava que ela fizesse algumas coisas por mim, independentemente do resultado da cirurgia. 

E assim, foi feito... 

Bom, agora é correr atrás do prejuízo, para poder riscar mais alguns itens da minha listinha de coisas a fazer/viver.

E agora, de volta a nossa programação normal! ;-)

Salão Pomba´s

Nos primeiros anos de vida, eu tinha uma bronquite muito severa, o que fazia com que eu fosse habitué a um pronto-socorro infantil que existia na Angélica (em São Paulo), outro efeito colateral é que em função dos remédios que eu tinha que tomar, eu precisei fazer tratamento dentário muito cedo, ainda com dentes de leite.

[Na época] Meu dentista, era um Japa, me lembro do nome dele até hoje, só não sei dizer se ele contribuiu para o meu medo de dentistas, mas conta minha mãe que ele tinha a maior paciência comigo, e que assim que eu chegava, ele ficava horas "conversando" comigo e mostrando todos os "ferrinhos"... 

Em uma dessas "visitas", eu havia cortado o cabelo... e, se seguiu o seguinte diálogo: - Nossa "Pequeno Latinha", cortou o cabelo?!

Enquanto eu escalava a famosa cadeira, diz minha Mãe que eu sentei todo animado e feliz  da vida, respondi: Foi sim, meu pai falou que seu Manoel coçou a b***** antes de cortar meu cabelo!!! 

Logo se vê que o corte não havia resultado bem. Segundo minha mãe, ela quase cavou um buraco para se enfiar, tamanha a vergonha que passou...  Dr Japa, apenas deu um sorriso e foi que foi! kkk

Eu sou cabeludo até hoje... sempre tive cabelos pretos e fartos, quando mais "grande" os fios são levemente ondulados, resumindo, pensa em um dos Beatles, pois é... naquele naipe! Minha irmã me chamava de "capacete da guarda real britânica" quando ela não estava muito contente comigo... De qualquer forma, meu cabelo é supostamente fácil de cortar, entretanto, se não souber cortá-lo... ele arrepia! 

Sábado foi dia de encontrar o PeluqueroSupostamente devíamos manter o mesmo corte, que havia funcionado bem nos últimos meses. Bem curto nas laterais e na nuca (odeio sentir cabelo na nuca)... fios um pouco mais longos na parte de cima, o que supostamente daria um jogo legal, já que eu uso cabelo penteado para o lado! (Estilo menino criado pela avó!)

Mas, por alguma conjunção de fatores, advinha o que aconteceu?! Pois é, arrepiou... uma tesourada a mais, e tchan!!! Resumo da história, por pouco eu não sai de lá, parecendo que tinha ido na "Ação Global".... e lá se foram os meus fios "mais longos". 

Mais um pouco e eu saia de lá só com as orelhas mesmo! [hauahua] Tá, não ficou tão ruim... e assim, corte militar nunca sai de moda, né?! Enquanto manobrava o carro, acabei me lembrando dessa história... cheguei em casa rindo sozinho!




E para esperar o sono chegar nessa segundona fria... uma musiquinha..


"...E às vezes tudo que eu preciso é algo para se acreditar
Uma lufada de ar mais quente para me ajudar a continuar respirando..."
(A LITTLE BIT - Nicholas Wells)

Ser amigo é... [2]

Ter que trocar um sonoro "eu te disse", por um abraço, um café e uma boa conversa! 

Dia desses um amigo se viu as voltas com um "conhecimento", eu juro que não queria, gostaria de ser uma pessoa descolada e com a mente aberta, mas tem coisas que simplesmente eu não vejo com bons olhos. Todos nós temos consciência, ou deveríamos ter, de que preconceito não é uma coisa boa e talvez por isso mesmo é que tenhamos muita dificuldade em assumir que sim, somos preconceituoso - pelo menos eu sou. 

Enfim, quando ele comentou comigo sobre "as conversas iniciais"... um grande sinal de alerta piscou na minha testa! Há coisas que para mim são como uma "vaca na árvore", eu não sei bem como acontece, mas tenho certeza de que vai cair. E, assim como a gente perde um amigo, mas não perde a piada, ainda que tivesse consciência de que ele tinha bastante expectativas em relação as possibilidades envolvidas, me vi compelido a comentar algumas coisas - ou pelo menos tentar mostrar os pontos que me despertavam preocupação.

Óbvio que de certa forma fui chamado de preconceituoso (o que diga-se que tem sido meio "moda" nas últimas semanas, nzé?), ouvi que a vida tem que ser vivida e que supostamente deveríamos tentar as possibilidades que surgem, ainda que estas fujam um pouco do "tradicional". Fiquei tentando digerir aquilo, talvez ele também tenha razão, mas, ainda assim... continuei não conseguindo ver as coisas com bons olhos. Me preocupei muito com as possibilidades que eu enxergava para o desenrolar de tudo aquilo.

Não vou dizer que eu estava certo ou errado, mas as coisas não evoluíram da forma que meu amigo esperava (como eu previa!), na verdade, tenho para mim que ele projetou tudo o que esperava na pessoa errada... Me solidarizei com ele, é duro quando queremos algo e pensamos ter encontrado, a sensação de que aquilo está escapulindo entre seus dedos não é boa. Enfim, a coisa não resultou bem, e ele optou por beber até a última gota, escorrida lentamente dentro daquela taça de veneno...

Ser amigo é... esticar a mão e amparar o outro quando este leva um trupicão da vida! Ainda que eu queria ser mais descolado e mente aberta, confesso que nessas horas me pergunto seriamente se vale a pena aceitar determinadas situações... 

Minhas últimas semanas andam meio... diferentes! No meio disso eu tenho tentando pegar o ritmo das coisas,mas... vamos que vamos! =D

(Michele Grandinetti -  (Cover) Lea Michele - Battlefield)

Musiquinha para aquela manhã fria, mas que tem um solzinho bom de ficar "lagarteando".

Inté!

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais,
há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante 
que nem eu mesma compreendo. 
Sou uma alma intensa, uma alma que não se sente bem onde está, 
que tem saudade... Sei lá de que!"
(FLORBELA ESPANCA)

Lei do Retorno (e Contorno) :P

Isso era para ter sido um comentário, mas eu acho que vai acabar virando um post... 

Lendo o blogue Refugiados do Facebook, eu me deparei com umas observações que faziam todo o sentido para mim, talvez até porque eu tenha uma ideia de onde elas surgiram [kkk]. Enfim, de qualquer forma, acho que lá vai o meu mea culpa...

Pois é, antigamente eu ouvia as conversas sobre "a tal lei do retorno", mas sempre me parecia algo tão distante, tão longe, que você precisava acreditar em reencarnação para poder "pagar os débitos". Atualmente não, o castigo vem à cavalo - como dizemos por essas bandas. Aqui se faz, aqui se paga, e aceita-se todos os cartões, boleto, moedas e o que tiver.

Tal qual aquele espertalhão que, naqueles dias de congestionamento na estrada, pega o acostamento e sai "bonito", passando por todo mundo, muito cedo eu fiz algumas escolhas e deliberadamente ignorarei alguns alertas que foram surgindo no caminho, seguindo em frente com força total. Não que me orgulhe disso, mas devo admitir que fui muito bem sucedido no meu propósito inicial, as coisas correram como o planejado por um bom tempo... Mas, a vida, essa fanfarrona, manja dos "paranauê" e eis que um dia, eu nem sei como direito, acabaria por me render diante daquilo que até então tinha fugido!

Acho que até que fui espertinho, ao invés de me debater e lutar contra à mare, aceitei a "derrota" sem maiores resistências.. Mas tem sido um processo relativamente longo, dizer que me arrependo me parece um tanto quanto forte e dramático, até para mim! Eu fiz o que podia naquela época... podia ter sido mais esperto, mas... não dá para ganhar todas!

Diferente do post do Lucas, eu acho que não tenho ainda um "único consolo", talvez o que me assuste mais seja a sensação de não ter nada, esse o preço que eu esteja pagando - com juros diga-se de passagem. Espero não ter sido como a formiga, na fábula da Formiga e da Cigarra, no fundo, ainda tenho esperança de que não seja tarde e, por fim, possa descobrir que no fundo era só o meu tempo...

Enquanto isso, na sala de justiça... hora de fechar o boteco...

Levantar cedo para vir trabalhar sábado de manhã não é exatamente o que eu chamaria de motivador, mas bem lá no fundo, no fundo mesmo, eu até que gosto... Não tem ninguém por aqui, o silêncio impera e posso falar sozinho à vontade [hehehe]. Só preciso me libertar dessa mania de chegar cedo no trabalho, como dá para ver pela foto, estava um tanto "vazio" o corredor que leva até minha sala.

Mas, veja que, havia uma luz no fim do túnel, ou do corredor, enfim...

De qualquer forma, hoje está um dia bem simpático, apesar dos 20 graus há um céu azul bacanudo e um solzinho maroto para a gente lagartear no sol, acho que vou fazer um mate quando chegar em casa! (tchê)

Hora de sincronizar os dados para ir para casa. E que comece o final de semana!


"... os problemas só existem enquanto nós não somos capazes de os enfrentar..."
(Ouvi essa frase ontem, por alguma razão ela ficou martelando na minha cabeça...)