Segunda Chance

Logo que eu vim trabalhar por essas bandas, encontrei um grupo de estagiários, um pessoal muito bacana, contentes pela atenção que recebiam, alguns acabaram se envolvendo em diversas atividades que desenvolvíamos, e foi natural que um laço de amizade fosse estabelecido. Era possível notar que alguns deles tem um grande potencial, por isso sempre procuramos estimular que eles procurassem novos horizontes e desafios.

Um em especial era “filho” de uma colega, responsável pelo projeto, ela praticamente o adotou, procurando orientar e encaminhar. Ele não é exatamente um “adolescente”, tá meio passado já, mas tem a aparência física de um, e segundo eu soube a mãe já é falecida e ele mora a irmã e o cunhado, o cara é bom mesmo, mas parece meio perdido, meio solto...

Quando essa colega foi transferida, como nós (eu e uma outra amiga) estavamos meio ligados a ele e aos colegas dele, herdamos "as crianças"... Nessa altura, ele já estava concluindo a faculdade e, por acreditar no potencial dele, nos empenhamos em garantir que ele pudesse continuar estudando, fazendo um mestrado – que em nossa cabeça seria um passaporte para ele ir para outros lugares, poder conquistar novas oportunidades.

E nos conseguimos! O cara foi aceito fazer mestrado na Unicamp! Óbvio que as indicações contaram pontos, mas o trabalho do cara contou muito mais, afinal, em um programa como o deles, ninguém tá a fim de fazer caridade.  Apesar de ter consciência dos riscos envolvidos, nós tínhamos esperança que os ares “do novo mundo” fossem suficientes para estimulá-lo a lutar, e como ele não tinha condições de se manter, nós “patrocinamos” a viagem e a hospedagem até que ele começasse a receber uma bolsa, e a partir daí o voo era por conta dele!

Mas de boa intenção esse mundo tá cheio, e é difícil fazer uma coisa andar direito quando ela sempre caminhou capenga... apesar de todos os predicados, o cara deu umas pisadas de bola e pior, por alguns pontos ficou com o desempenho abaixo da média exigida para manutenção da bolsa de estudos dele... ou seja... água! Ele voltou...

Nessa época eu já estava me afastando para minha cirurgia, e não cheguei a encontrá-lo, ele também passou a evitar aparecer aqui na Firma,  mas sempre tínhamos notícias por meio dos outros “estags”. Eu sempre fui da ideia de que só não peleja quem tá morto, então eu confesso que eu queria esfolar ele vivo, não por ele ter perdido a bolsa - isso era parte do jogo, mas por não ter lutado, esperneado, se agarrado, vendido o corpo, feito qualquer coisa para tentar se manter "na luta".

[Alguns meses depois... ]
Hoje eu o vi online “em uma rede social”, resolvi puxar papo, terminei a conversa muito chateado ao percebê-lo meio perdido, segundo as suas próprias palavras!  Ele está trabalhando em uma pequena empresa, nada muito desafiador ou estimulante, ainda mais que ele é aquele tipo de pessoa que poderia se destacar em tantas coisas!

Durante a conversa, ele praticamente me pediu ajuda, disse que precisava conversar... que precisava de uns conselhos. No post anterior eu escrevi que não sabia a razão de ter voltado para cá, talvez eu esteja começando a encontrar enxergar alguns motivos... me senti por mal, por ter querido esfolar ele vivo quando soube que ele havia desistido, ao invés de tê-lo convidado para um conversa... mas também acho que esse era o tempo que ele precisava para começar a entender e amadurecer.


Na verdade, tenho que reconhecer que as vezes o apoio da família, ou mesmo dos amigos, é importante para que em momentos decisivos encontremos força para superar algumas batalhas... eu sempre tive a sorte de contar com pessoas bacanas por perto, e reconheço que talvez não seja o caso dele. Ainda acho que ele podia ter se esforçado mais, mas também acredito que a essa altura ele já entendeu bem a consequência dos atos dele... e mais do que uma crítica, eu penso que ele está precisando de uma segunda chance... então...

Lá vamos nós de novo... 

"Você fez o que pensou ser melhor.
É o que sabia na época.
A vida mostrou a verdade e você aprendeu"
(ZIBIA GASPARETTO)

Sépia


E cá estamos nós "no velho oeste"!!! Uma das coisas que eu acho interessante aqui é um efeito que acontece em algumas noites, como a de hoje por exemplo, depois de alguns dias de calor, hoje ficou nublado, choveu boa parte do dia e agora a noite uma neblina baixou sob a cidade.

Se por um lado a tal neblina complica nossa vida, pois vira uma aventura sair do trabalho e chegar em casa, por outro, ela confere um ar muito bacana à cidade. Na rua em que moro, a iluminação é fixada nos postes em uma espécie de globo, fazendo com que em noites como a de hoje, tudo tenha uma tonalidade sépia, da janela do meu apartamento, enquanto escrevo, eu posso ver parte da rua com esse tom. 

Estou em falta, e preciso responder aos comentários do último post, também quero "olhar a vizinhança", mas tenho aproveitado esses dias para por em ordem alguns pensamentos, tentar entender outros e por fim, fazer as pazes com minha casa. Só para registro, a volta ao trabalho tem corrido bem, confesso que não tinha a intenção de voltar para cá, mas se eu voltei, deve haver uma razão... então, tenho procurado aceitar as coisas (ainda que não entenda tudo) e seguir em frente.

E agora... deixa eu me enfiar quietinho embaixo do meu edredon, curtir o ar fresquinho que brinca displicentemente com a cortina, enquanto meus pensamentos me levam a passear por ai... ;-)


Não sei a razão, mas essa música me pegou hoje... 

Inté.

On the Road


"Tudo o que eu vi,

Estou a partilhar contigo
O que não vivi, hei-de inventar contigo
Sei que não sei
Às vezes entender o teu olhar
Mas quero-te bem,
Encosta-te a mim."
(Encosta-te a mim, JORGE PALMA)



Que possamos fazer dessa uma boa semana! ;-)
Inté.

Galopeiraaa!!!

Bom, após um longo e tenebroso inverno! É tempo de voltar para casa, a minha casa! Por conta disso, além de não estar conseguindo finalizar as postagens que eu tenho feito, tenho estado meio enrolado, preciso  me organizar! Entre idas e vindas, devo confessar que não tinha a intenção de voltar, mas... segura no leitão e vamos que vamos.

Voltar à fronteira, me dá aquela sensação de estar voltando ao "velho oeste"! A cidade que eu moro é conurbada com uma outra cidade paraguaia, ou seja, as duas cidades são de fato uma única cidade, separadas apenas por uma avenida - algo como pegar a Avenida Paulista, em São Paulo, e imaginar que de um lado é Brasil e do outro lado Paraguai, é bem isso.

Isso garante algumas confusões bem legais, e outras nem tanto! O trânsito é uma zona, visto que todo mundo anda por todo lugar, bater em um carro paraguaio aqui no Brasil, ou então se envolver em um acidente de carro no lado paraguaio, é dor de cabeça na certa. Em contra partida, apesar de morar em uma cidade pequena (70 000 habitantes no lado brasileiro) temos acesso a produtos que mesmo nas grandes cidades não são tão fáceis de se encontrar, e assim, o bom e velho "Sangão de Boi" do domingo, pode ser substituído por vinhos chilenos premiados, pelos quais, em alguns casos pagamos 5 dólares na garrafa! (E nem é falsificado!!! ehehe).

Agora, um dos aspectos mais interessante para mim é a mistura cultural que existe, as famílias acabam se misturando e quase todo mundo, independentemente de onde nasceu, fala português, espanhol e o guarani! Apesar da pobreza que existe, a cultura paraguaia é muito rica, e não é feita só de Perla não! 

Há um folclore muito rico, o que eu conheço um pouco mais é a Polca Paraguaya, música tradicional - muito boa de dançar por sinal. Apesar da gravação não ser boa, o vídeo abaixo, mostra música muito conhecida, tocada em uma harpa paraguaia, eu a escolhi por me lembrar de uma oportunidade em que tive a chance de ver um harpista tocar assim... cara-a-cara.


Pajaro Campaña é uma polca tradicional, é sobre um pássaro que emite um som muito característico, que é imitado pela harpa... Além de muito legal de assistir é impossível não se encantar pelo som.

Então é isso... acho que o próximo post, eu já faço de mí casita!

Arriba, arriba, andale, andale! ;-)


"A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre
por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente"
(MACHADO DE ASSIS)

Lições de um Coelho

Eu ainda era um garoto cabeludinho naquela época, daqueles que usavam camiseta, short e bota ortopédica com aquela famosa meia vermelha com uns detalhes brancos que eu nunca entendi porque as mães compravam! Acho que tinha menos de 5 anos, já que ainda não ia na escola, conta minha mãe que era época de Páscoa, com lojas e supermercados abarrotados de chocolates e ovos de páscoa! 

Meus pais provavelmente estavam no antigo Sé Supermercado, da Praça Panamericana em São Paulo... eram uma época meio complicada em casa e as vacas andavam meio anoréxicas, conta minha mãe que eu me encantei por um coelhinho de chocolate, segundo ela, meus olhos brilhavam vendo o danado do coelho. Mas, comprar o coelhinho implicava em gastar o dinheiro que estava previsto para outras coisas... então ela se virou e apenas me disse que naquele dia não podia levar o coelhinho. Eu era um bom garoto naqueles tempos [hehehe], ela conta que eu apenas falei um "Tá bom, Mamy!" e, continuei faceiro pelo supermercado. Meu pai ficou extremamente chateado aquele dia, sentia-se mal por não poder comprar um simples coelho para mim... 

No sábado seguinte ao final de semana da Páscoa, meus pais foram visitar um casal de amigos, engraçado que posso me lembrar do barulho daquele elevador que para mim era antigo, e do piso com umas lajotinhas brancas e pretas daquele prédio no centro de São Paulo. Chegando lá, entre cumprimentos e abraços, eles me disseram que o Coelho da Páscoa havia deixado uma lembrança para mim... embrulho desfeito, era um Coelho de Chocolate, maciço, moldado em quinhentos gramas de chocolate... Devo ter comido chocolate por um bom tempo! ;-)

Apesar de não me lembrar de nada, eu guardo esse episódio como uma valiosa lição de que as vezes tudo o que precisamos ter é um pouco de paciência... e acreditar! ;-)

Vale ressaltar que:

  • Eu não fiquei traumatizado com coelhos, nem com a Páscoa ou Chocolate!
  • O Supermercado Sé virou estrelinha a muitos anos, hoje ainda há um supermercado na Praça Panamericana, não sei dizer se é no mesmo lugar, mas sempre que passo por ali fico com um sorriso de saudade no rosto.
  • Nunca pude esquecer como era complicado desfazer aquela costura branca que vinha no pacote de açucar União, e
  • Até hoje, sempre que entro em um supermercado, eu me lembro "que no passado" ao invés de sacolinhas usávamos sacos de papel pardo... o do sé tinha uma logo vermelha bem no meio!

Essa semana era suposto eu ganhar um "coelho de chocolate", mas a vida me falou que não ainda não era a hora... ainda que o garotinho cabeludo me diga que vai ficar tudo bem,  e eu acredite no "Coelhão" no final do túnel, aquele garotinho se esqueceu de me contar como a gente faz para não ficar um tiquinho chateado até lá...

"...Recria tua vida,
sempre, sempre.
Remove pedras e 
planta roseiras e
faz doces.

Recomeça

Faz de tua
vida mesquinha
um poema..."
(CORA CORALINA)

Um [último] beijo...


Como eu ando sem muita inspiração para escrever e já que o tema do momento é: Beijo! Vou aproveitar uma postagem que eu tinha feito algum tempo atrás e que não tinha publicado ainda. 

Alguns meses atrás eu acabei me perdendo em uns pensamentos que acabaram por me levar ao último beijo dado, não que tenha sido "o" beijo, até porque no fundo, ele tinha o gostinho amargo de despedida. Mas foi um daqueles beijos de filmes, onde mesmo sabedores de que aquele será o marco derradeiro daquela história, os personagens se entregam a um último momento... em nome de tudo o que a partir daquele momento se tornará passado.

Devo confessar que eu até queria, mas nunca fui exatamente um beijoqueiro! Gosto dos beijos "esperados", que são conquistados, sonhados, que vão sendo construídos a cada gesto, em cada troca de olhares. Engraçado que sou econômico até mesmo com os beijos escritos, lembro de um amigo que certa vez me interpelou por eu não "retribuir" os beijos ao final das mensagens dele... Quem lida comigo cotidianamente já sabe das minhas "Saudações" ao final das menagens, aos mais chegados, um abraço é simbolo de grande deferência... Os beijos, apesar de serem "dados", são valiosos e por isso mesmo, precisam de cuidados e faço questão de usá-los com cuidado.

A data do beijo eu nem me lembro mais, só sei que faz um bom tempo! Mas nunca pude deixar de esquecer a ironia guardada por aquele momento, afinal... aquela mesma sala havia testemunhado alguns meses antes, o esperado primeiro beijo que diferente daquele, foi cheio de expectativas! Este por sua vez, aconteceu de maneira natural, calmamente, ao final daquele abraço que selava definitivamente o destino daquela história...

Independentemente se a novela foi boa ou não, eu achei muito interessante a forma como a história dos personagens foi conduzida, admiro quem sabe brincar com as palavras, e o autor conseguiu fazer com todos entrassem na torcida pelo casal e mais do que o preconceito, venceu a constatação de que os personagens mereciam aquele beijo. Confesso que já estava preparado para ler muitas asneiras e bobeiras "nas redes sociais", mas a chiadeira foi mínima!  Gosto de pensar que tenho escolhido bem meus amigos, e espero que isso seja sinal de que novos tempos estão chegando... mesmo que lentamente.

E amanhã acho que começo a ter mais algumas definições sobre os rumos que 2014 vai ter para mim... Independente de qualquer coisa, espero ansiosamente por alguns besitos!
cof cof cof


;-)

Grande semana para todos!


Teoria e Prática

Foi uma bela manhã com certeza, a claridade que invadia as amplas janelas do salão, conferiam um belo efeito às fotos e a todo o ambiente decorado com muitas flores brancas, ao fundo, a vista do lago por uma grande área envidraçada, dava asas aos pensamentos, aos sonhos. De repente se deu conta da ironia que estava implícita naquele momento, logo ele que durante muitos anos duvidou da existência do amor, seria o fiel escudeiro daquele casal que dentro de poucos momentos iriam trocar seus votos.

Quase eu seu lado, o noivo esperava, tentando disfarçar a emoção que seus olhos insistiam em denunciar, foi então que se deu conta que também gostaria de estar naquela posição. Abriria mão dos convidados e do buffet, mas não da música e da dança, deixaria por testemunha apenas as rosas.

Mas nem sempre fora assim, houve um tempo que pensava ser imune a esse sentimento, tentava entender que "força" era aquela que levava os seus amigos a chorarem, terem crises de ciúmes, a quererem passar o resto de seus dias junto de outra pessoa... Como eles sabiam?! De onde vinha tamanha certeza? Aproveitando-se do seu talento para a pesquisa, coletou dados e formulou teorias, cuidadosamente amparadas por fatos e exemplos... Que obviamente foram caindo por terra nas poucas vezes que teve a chance de ser exposto a tamanha força.

Tentou em vão disfarçar as lágrimas que lhe umedeceram os olhos conforme a noiva se aproximava, tantas coisas passaram pela sua mente... Ao final, entre abraços e sorrisos, sentiu falta Dele, gostava de poder se aninhar em seus braços e naquele desejado abraço poder sentir-se protegido... Abraço que em breve espera poder receber! cof cof cof.

-- X --

Então, como todo começo de "temporada", o primeiro episódio foi meio tumultuado, algumas incertezas e dúvidas, fizeram de janeiro um mês um tanto quanto diferente, mas a essa altura algumas coisas começam a acalmar e tudo parece começar a fluir normalmente ...

O ano promete, ainda que a longo prazo eu não saiba exatamente o que me espera, neste momento eu já começo a entender as direções a serem seguidas e com quem quero estar. Agora, é trabalhar, e se preparar, para que as coisas possam acontecer no momento certo. Para variar, estou viajando... uns dias para pensar, para sonhar e de certa forma para me preparar, semana que vem... é tempo de voltar tentar a dominar o mundo! ;-)

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível,
e de repente você estará fazendo o impossível!

(SÃO FRANCISCO DE ASSIS)

Inté!

Series Cast: The Stubborn Hero

"Reza a lenda que toda criança nasce com alguns "reflexos", que se não estimulados vão se perdendo após o parte, chegando ao ponto de termos que reaprender anos depois a fazer algo que naturalmente sabíamos, é o caso de nadar, supostamente, todos nós nascemos sabendo nadar, ou acostumados com a água, visto que vivemos alguns meses no líquido amniótico."

"Eu já disse outras vezes aqui que a maioria de nós gosta de pensar que somos serem muito autônomos, mas a grande verdade é que, assim como os ratinhos de laboratório, nosso comportamento é meio "previsível". A ideia da Inteligência Artificial assusta muito as pessoas, por conta da ideia de que um dia os computadores irão assumir o controle - o mundo das máquinas. Via de regra, isso pode acontecer, mas só se alguém ensinar o computador como fazer, a vantagem de um computador é apenas fazer contas e processar informação mais rápido que qualquer outro ser vivo... Como eles não conseguem tomar decisões sozinhos, é preciso que alguém o "ensine", ou o treine mostrando como ele deverá escolher a alternativa que deverá seguir para realizar determinada tarefa. (Isso em linhas bem gerais)."

Fatos Relevantes:

Em uma conversa com um amigo, se lembrará de sua infância, e dará conta que quando era "garoto pequeno lá em São Paulo", em seus 6 anos, saia-se muito bem ao resolver e aceitar as coisas que não podia ter ou fazer, aceitando as coisas com uma tremenda simplicidade que faria inveja ao marmanjão que posteriormente se tornaria.

Tal qual um computador as voltas com suas regras para tentar dominar o mundo, enquanto ele também se apega a isso ou aquilo, provavelmente o garoto lá de trás, apenas iria sorrir e balançar os ombros, seguindo seu caminho sorridentemente. Algo supostamente deve ter levado ele a perder "esse reflexo".

"Problemas com autoridade", o diagnóstico certeiro de uma amiga, o pegaria desprevenido, fazendo-o voltar ao assunto poucos dias depois, e enquanto questionava sua amiga como aquilo seria possível, defendendo as razões pelas quais não concordava, se deu conta que pelo sorriso de canto de boca da amiga, ela só faltava ela lhe erguer uma placa onde se poderia ler:  "Como queríamos demonstrar"!

Não ter a certeza do que nos espera é algo angustiante, mas nos deveria servir de alerta sobre o "agora", o "presente". Da mesma forma, desejar algo e não saber ao certo como chegar lá, ou o que fazer para conquistar, poderia servir como um norte e não como uma corda que usamos para tentar prender as coisas. 

"As vezes tenho saudades, daquele garoto que lá pelos seis anos sabia ouvir um não, e ainda que não conseguisse entender todas as implicações, apenas sorria, balançava os ombros e continuava seu caminho. Como é que ele sabia que mais a frente tudo daria certo?!". Ao ouvir essa pergunta, um outro personagem, um amigo muito querido, apenas decreta: "Não sabia!!!".

Segundo ele, cujo personagem eu chamarei John Gibbon, saber ou não, era irrelevante, pois aquele garoto vivia no "aqui e agora" com muito mais propriedade que qualquer adulto, que quase sempre está pensando no futuro. A maturidade - inclusive biológica - nos habilita com a capacidade de abstração, e isso não quer dizer que vamos usá-la pra fazer um desenho bonito de algum lugar que não existe, certamente vamos querer saber se o desenho vai ser considerado belo ou aceitável, antes mesmo de tocar no papel.

"Quem ama dá liberdade!!!"*

* Dia desses eu ia passando pela sala de casa, quando ouvi essa frase... além de ter chamado minha atenção, não porque razão, ela ficou ecoando na minha cabeça por um bom tempo. Bom, na verdade eu até o motivo, mais isso provavelmente é coisa de um outro "episódio"...  ;-)


"I don´t know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can´t react..."
(FALLING SLOWLY, Josh Groban)

Season Premiere

No último episódio:

O final de ano estava chegando e nosso protagonista estava cheio de esperanças e expetativas para o ano que então se aproximava. Depois de alguns dias internado, ele se sentia novamente livre e pronto para retomar diversas coisas que foram deixadas em stand by, durante os últimos meses. Por mais que não seja exatamente "o mais animado", sentia-se feliz pelo final de ano e pela possibilidade de estar entre pessoas que gosta muito. Nem tudo caminhava como planejado, mas até aquele momento, tudo parecia caminhar bem, até que... 

Cenas da Próxima Temporada - contém spoilers.

Se existisse um trailer para a próxima temporada, ele começaria com as cenas do Ano Novo, risadas, abraços, uma mesa e várias pessoas conversando e rindo, até que de repente um ar mais sóbrio tomaria  conta do nosso protagonista. O ar preocupado passaria a predominar, a mão passando por entre os cabelos, entre cenas recortadas, veríamos cenas de um casamento, reuniões e quem sabe uma mudança.

A temporada começa com nosso protagonista em meio a turbulência, na espera por algumas definições, sente-se atropelado pelo Ano Novo, indefinições começam a cercá-lo criando uma zona de turbulência que parece desorientá-lo. Recuperado de um problema de saúde, nosso protagonista agora se vê com o desafio de fazer a vida girar novamente. Retomar o projeto que começou a esboçar antes da doença, esperar que as boas surpresas do ano que acabou, possam permanecer e continuar crescendo nesta temporada... e ainda, saber se precisa voltar ao local de trabalho que não o interessa mais, ou se conseguirá sua transferência para outro departamento - em outra cidade, são cenários para essa temporada.

Em meio a tudo isso, pelo menos um episódio mais leve... um casamento nos próximos dias rouba a atenção e promete grandes emoções, nosso protagonista se ressente, porque ele não sairá da forma que ele planejou, esperava encontrar dentre tantos olhares, um olhar em especial, mas ao mesmo tempo fica feliz por ser testemunha daquele momento, e espera que ele também em breve possa ter a sua dança também.

[Continuação...]

Apesar de estar postando esse texto agora, manhã do dia 13, eu o escrevi de madrugada, uma madrugada de chuva mansa, onde era possível ouvir apenas o barulho do teclado e da chuva que deixava tudo com aquele ar prateado do lado de fora.  O ventinho frio que passou a invadir o quarto pela janela, era capaz de eriçar os pelos... mas não de afastar os pensamentos que iam e voltavam... as dúvidas, os receios...

No meio disso tudo, me lembrei de um filme francês... em especial de uma música, e de uma cena que sempre encantaram...  Então, que comece o ano! 


A bientôt mes amis!

Connected

Uma noite especial, mais que pelo seu significado, pelas pessoas se que juntam ao redor daquela mesa, pelas risadas altas e pelo riso aberto que ilumina seus rostos, naquela que não chega a ser uma tradição, mas sim o desejo de pouco mais de dez pessoas de estarem juntas. De fato, uma ausência, física, é sentida, mas está presente em pensamento, nos pedidos e na lembrança daqueles que importam, outras noites especiais hão de vir e, com sorte, em seu tempo essa pessoa poderá ocupar o lugar que já conquistou entre eles.

Na vida, muitas vezes as coisas parecem como um monte de pontos desconexos, mas ao findar de 2013, ao olhar as pessoas que me cercam nessa mesa, chego a conclusão de que nestes dias, cada vez mais eu acredito que às vezes precisamos dedicar um tempo a descobrir as conexões entre esses tais pontos... No final, poderemos descobrir que estamos todos conectados! E, além de muito bacana, isso é bom!

Talvez eu dissesse que 2013 não foi um ano bom para mim, por n+1 razões que já não precisam mais, nem merecem serem lembradas, mas confesso que ainda assim, não poderia terminar esse post e dizer que 2013 foi um ano ruim...  Talvez o principal motivo para isso, seja porque ao olhar no rosto de cada uma das pessoas que me cercam nesta noite, eu possa ser capaz de dizer um obrigado, de coração, por algo de muito bom que elas me tenham feito ao longo desse ano, à todas sem exceção!!! E não há o que eu possa dizer ou fazer, que pague por isso... espero um dia ser digno de retribuir, a altura, tamanha generosidade recebida, provavelmente, não será a elas... mas o farei com gosto por quem precisar.

E vai ser assim, que vou esperar 2014, vestindo azul, com o coração cheio de esperança, de gratidão e com uma plantinha nova, ainda germinando, ainda frágil, que a muito tempo não florescia por essas bandas... mas que mesmo, com o aparecimento das primeiras folhas, já me trouxe imensa alegria. 

Não sei o que 2014 me reserva, mas tenho certeza que estou pronto e vou querer experimentar!  ;-)

Apesar de estar mencionando diretamente algumas pessoas no post, eu preciso registrar aqui o carinho e a importância que vários outros amigos, distantes ou não, blogueiros ou não, tiveram no meu ano. Eu não vou cometer a deselegância de citar nomes, mas tenham a certeza de que vocês foram muito importante para mim, e para minha recuperação. 2014 vem chegando e posso afirmar que estou praticamente novo! Gracias por tudo!

Com este post, eu me despeço de 2013... e, espero reencontrá-los felizes e com as energias recarregadas em 2014.

Um Feliz Ano Novo a todos!



Viver com Fé

Tem coisas e assuntos que eu não gosto de discutir por aí, seja por falta de paciência, seja por preguiça das pessoas, seja porque Mamãe já dizia que religião, futebol e política não se discute. Pessoalmente, eu tenho algumas visões que são muito particulares sobre alguns assuntos, que não raro se chocam com as minhas próprias crenças ou princípios das crenças que eu simpatizo.

Mas, ultimamente, um assunto tem me rodeado bastante, a fé!
Que não necessariamente tem a ver com religião A ou B, mas como algo que como eu vi alguém definir outro dia,  está ligada a nos despertar o gosto de viver, ao que nos faz seguir adiante perante as adversidades da vida, ou ainda, atrás de uma explicação.

Tem um tempo que eu venho namorando esse livro, Viver com Fé (Cissa e Patricia Guimarães), não me pergunte a razão para eu ter resistido por tanto tempo a lê-lo, não há um motivo em especial, ou quem sabe, talvez ele exista e eu não tenha confessado nem a mim mesmo. De qualquer forma, da última vez que nos encontramos, em uma livraria alguma horas antes de uma viagem, eu me rendi a ele... Algumas horas de viagem pela frente, a cabeça um tanto inquieta, pareciam um bom momento para essa aproximação.

O livro nasceu da experiência pessoal das autoras com um programa de televisão, exibido na tv a cabo, a princípio pode parecer um tanto piegas, mas confesso que eu gostei do livro e gostei de tê-lo lido. Seus relatos soaram quase que como uma terapia em grupo, e perceber as pessoas de diferentes origens e perfis, que além de compartilharem algo comum, no caso a fé, ainda expõe sua visão sobre ela e de sua influência em suas vidas ou em importantes momentos, foi algo bastante interessante.

A fé me parece ser algo inerente ao ser humano, acredito que nascemos com ela, talvez por isso seja tão difícil para alguns acreditar, para outros explicar... eu sempre me achei um homem de fé, talvez inspirado pelo exemplo da minha mãe, e pela linhagem de mulheres fortes do qual ela descente.

Ter fé não significa que as coisas serão mais fáceis, ou um "passe livre",  mas significa uma certeza, ainda que sem nenhuma base científica, ou mesmo quando a razão aponta para outras direções, de que tudo no final vai ficar bem, que vamos conseguir sair do outro lado. Piegas?! Talvez sim, talvez não, quem sabe?! 


Mas no final, "os ventos que levam, também são os ventos que trazem..."



"São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, defendei-nos com o vosso 
escudo contra os embustes e as ciladas do demônio. Deus o submeta
instantemente o pedimos, e vós, ó Príncipe da Milícia celeste, pelo Divino 
poder, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos que 

andam pelo mundo procurando perder as almas."
("diz a lenda"... que a crença na verdade do bem, que S. Miguel tinha,
o moveu a travar sem medo um embate com Lúcifer, o Mal).
 

Que possamos de alguma forma nos encontrar, ou reencontrar, com a nossa fé... e vencer os embates nosso de cada dia.

Até! ;-)

Abafando!!! ;-)

Então, eu ando meio sumido, eu sei, guilty as charged
Na verdade eu estou fazendo um tratamento de saúde e, as vezes, isso tem sido um tanto quanto complicado para mim, apesar da seriedade exigida pela coisa toda, vale registrar que não estou correndo nenhum risco de morte - pelo menos não maior do que qualquer um de nós está exposto. Mas, rola uns efeitos colaterais e dai a coisa fica meio puxada, isso tem me levado a ficar mais quieto, por esses dias. Mas estou por ai...

O Ro Fers, do blogue Desabafo, havia me indicado para um Selo algumas semanas atrás, e outras pessoas também acabaram me indicando como os blogues: TPM de Macho (do Fred), Outtakes (do Edu Paiva), Homem, Homossexual e Pai, ambos que eu gosto muito de ler... Assim, além de deixar registrado aqui meu pedido de desculpas pela demora na resposta, vou aproveitar para cumprir a missão (tudo bem que ao invés de desabafar, ultimamente eu ando mais naquela de que a gente tem mais é que Abafar! [hehehe]).

Vamos ver no que vai dar:

1. Linkar a pessoa que indicou o selo.
Correndo o risco de ser injusto, vou citar as três pessoas que me lembro: Ro Fers (Desabafo), Du Paiva (Outtakes), (Pai Gay) Homem, Homossexual e Pai e Fred (TPM de Macho).
2. Vida? "Espere o melhor, prepare-se para o pior, aceite o que vier!"
3. Relacionamento? Uma parceria.
4. Tecnologia? Uma ferramenta de trabalho.
5. Dinheiro? Importante, mas não é tudo!
6. Um Defeito? Ser idealista. 
7. Uma Qualidade? Ser idealista.
8. Amizade? "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" (Vinicius de Morais).
9. Ambição? Parte de nós que não precisa ser ruim.
10. O que você não suporta em uma pessoa? Falsidade.
11.Dois objetos que não podem faltar no seu dia? Celular e uma caneca (de café, é claro)! ;-)
12.O que você pensava em ser quando crescer? Motorista de Caminhão eu dizia quando criança, depois Médico (Pediatra).
13.Qual sua profissão atual? Professor Universitário na área de tecnologia. :P
14. O que você não aprendeu ainda e tem vontade de aprender? Olha que tem um bocado de coisas ainda para aprender, viu...
15. Qual a história favorita de infância?
A Menina dos Fósforos (Hans Christian Andersen), não sei se é a favorita, mas foi uma história que marcou, porque me lembro de começarmos a ver a história, todos animados e, no final - que não é exatamente feliz... foi uma choradeira só em casa... até minha mãe chorou no final.
16. Qual desenho animado favorito na infância? O Pirata do Espaço! (Groizer X) - [Link]
17. Tem saudades de que? De um bocado de coisas, e pessoas! 
18. O que te deixa de mau humor? Acordar com o telefone tocando ou alguém gritando, me dá um sustão!
19. Qual a pior tarefa doméstica? Passar roupa, com certeza!
20. Qual parte do seu corpo julga ser mais atraente? Então, quem já viu, diz que a minha boca tem potencial!!! kkk
21. Qual o nome que gostaria de ter? Eu poderia ter me chamado Diego.
22. Qual gíria mais usa durante o dia? Via de regra, não uso gírias! Mas adoro frases célebres e citações!
23. Um recado para as pessoas que você convive?! "Tamo junto, Neide!!!"
24. O que você faz primeiro quando acorda? Uma prece.
25. Qual o seu mês favorito? Acho que não tenho um...
26. Quantos namorados você já teve? Ah! Então... vamos ver... Nenhum! :P
27. Qual pecado capital mais pratica? Gula.
28. Qual parte do corpo masculino mais te chama a atenção? As mãos.
29. Uma imagem que te pertence.
[Em Brasília/DF]
30. Indicar este selo para mais 05 blogueiros.
Ah! Então, pelos poderes a minha investidos, ao invés de indicar, vou convidar a quem quiser participar da brincadeira para responder e deixar o aviso aqui no blogue! Que tal?! Pode produção?!
Feito?! ;-)

Abração a todos, e aos poucos vamos tentando colocar o bloco na rua de novo!
Inté.

"Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa.
Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo,
o tempo todo, me conformo, me dou força.
Mas a sensação de estar sozinho não me larga.
Algumas paranoias, mas nada de grave.
O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação,
esse contentar-se com quase nada. "
(CAIO FERNANDO ABREU)

O que precisa ser feito!

Se represamos algo por muito tempo, vamos acumulando, acumulando, até que um dia, seja por força das circunstâncias, ou pela própria pressão exercida, algo terá que ceder... às vezes, ao surgir das primeiras rachaduras, ainda é possível tenta um "remendo", paliativo é verdade, porque no fundo, todos sabemos que é tudo uma questão de tempo!

Mais complicado ainda, é uma vez decidido tentar remover a represa, o fazê-lo de fato... Tudo o que calmamente repousava até aquele momento, em segundos pode alcançar uma proporção absurda, e, desconhecendo o poder de sua força e sem saber controlá-la tende expandir aquela energia, de  forma forte e violenta. E o que supostamente deveria ser bom, acaba por se tornar mau.

O desafio está em remover a represa, com calma, no tempo certo, pedaço a pedaço, permitindo que tudo o que sempre esteve represado, preencha novamente o seu lugar de direito. Coisa difícil, é ter paciência, é saber esperar e saber admirar a beleza desse momento, até que as coisas cheguem ao seu devido lugar e, possam então ser aproveitadas, em todo seu esplendor e plenitude. 

Acho que era isso... Patience my young padawan

-- x --

No meio tempo... amanhã é dia de partir! A primeira de algumas viagens, que eu adoraria fazer por outros motivos, mas que as vou fazer porque é o que precisa ser feito! No bolso, vão: saudades, desejos, esperanças, encontros e reencontros.

Por isso, pode ser que eu desapareça por alguns dias... e já sabem... [kkk]

Se alguém perguntar por mim

Diz que fui por aí! ;-)


Set up

Na indústria, é comum falarmos em tempo de set up, que seria o tempo empregado na configuração de uma máquina. ou processo. até que ela efetivamente possa começar a produzir o trabalho. Em uma analogia meio tosca... sabe aquelas folhinhas que você fica sapateando lá na impressora até acertar e imprimir, é mais ou menos por ai. Também não é muito minha área, mas eu "meio" que aprendi de ficar zoreiando a conversa dos coleguinhas da Administração.

Essa semana acho que finalmente comecei a ajustar meu tempo de set up depois dos dias parados, na verdade, acho que não foi bem eu... [kkkk]  A vida deve ter achado que eu tava meio paradão e resolveu por um pouco de emoção na minha pacata vidinha dos últimos tempos. Foi assim que uma pessoa conhecida me liga, por volta das 09h30, e a primeira coisa que me fala é... Te Acordei?! 

Oi, como assim?! O meu "não", omitiria o pensamento de que meu dia tinha começado às 07h00, naquele momento eu já tinha lido dois relatórios, respondido alguns e-mails e naquele momento já estava pensando que além de matá-la eu podia fazer um post sobre isso! ;-)

Fato é que não sei se já podia, nem se devia... mas é bom para dar uma "acordada"...
Mas, assim como a impressora do meu exemplo tosco, acho que ainda estou engasgando um pouco e puxando algumas folhas a mais de papel... Então, preciso achar o ritmo das coisas, ontem foi um dia de mega adrenalina - e eu nem estou efetivamente trabalhando!

Mas, sendo bem literal neste caso... Meditar eu irei!!!
Acho que estou precisando dar uma acalmada na mente... 

E que venha a nova semana, que promete ser cheia de novidades e possibilidades!

Inté!


Recados Esquisotéricos

Eu sempre fui um daqueles garotos que ficava intrigado com algumas "coincidências" que acontecem em nosso dia-a-dia, é o encontro inesperado, a desistência de sair no último minuto, aquela ansiedade estranha, enfim, aquele "improvável" que nos surpreende em algum momento e que parece nos dar um recado, uma pista. Eu já não sou mais exatamente um garoto, mas essas coisas ainda me chamam a atenção.

Dia desses, lá estou eu no metrô, dia já ia pela metade, n+1 coisas passando pela minha cabeça, quando meu olhar acha um daqueles monitores que ficam passando notícias dentro dos vagões, naquele exato momento, meu signo estava sendo mostrado... Mais que isso, se o texto, fosse um recado escrito por alguém para mim, não faria tanto sentido naquele momento!! Confesso que fiquei sem ação por alguns segundos, reli rapidamente para me certificar que não estava enganado, pensei em registrar com o celular, mas não havia tempo hábil... minha estação se aproximava.

Sempre que estou em São Paulo, faço uso do metrô e não tenho lembrança de conseguir ver meu signo naqueles monitores, nunca tinha visto, justamente porque os trajetos são curtos, coisa e tal. Mas aquele dia... profeticamente, lá estava ele!!!

Outro dia, em um dos poucos momentos que usei o computador, momento de dar aquela conferida nas redes sociais, como gostam de dizer os jornalistas, junto com meu perfil surge uma daquelas mensagens xeretas, Which city do you live in?! Não feliz, ainda apresentava algumas sugestões... 

Oi?! Como assim?! Poucos dias antes em uma conversa, um assunto relacionado vinha a tona e de certa forma desde então, o assunto vem sendo gestado... A inocente pergunta foi como um cutucão naquele machucado ainda dolorido... Touchè!

Essa semana, recebo o pedido de ajuda com um amigo, às voltas com vários documentos em inglês para ler e entender, ele me pedia ajuda, já que não domina a língua... Como eu não posso ver defunto sem chorar, e aproveitando que andava meio "desocupado"... rolou aquele Momento Super Mouse o seu amigo, vai salvá-lo do perigo. Combinamos que eu o ajudaria a traduzir o que fosse possível.

Seria tudo lindo, não fosse o documento ter mais de 20 páginas e de uma área não relacionada a minha... Ser amigo não é fácil! [ehehehe] Mas depois de umas 15 horas de trabalho, quando estava quase terminando... me veio a mente aquele "segundo de lucidez"... e me dei conta, que há dias venho me amarrando para fazer um processo semelhante para um projeto que venho negociando... ou seja, acho que o recado foi bem claro dessa vez! Mas para não restar dúvidas, ainda tenho dois outros documentos para "pensar" direito.  ;-)

E no meio tempo... também me dei conta de quantos "recados", eu atropelei vida a fora, por simplesmente não estar "atento", devo confessar que não foram poucos... em minha defesa, posso dizer que estes, em sua maioria, eram mais sensíveis para mim... o que não exime a minha culpa.

E assim minha semana tem ido... entre recados, reflexões e traduções!  :P
Amanhã, pelo poderes a mim investidos, eu decreto dia de tomar café... sobre o presente de "grego" que ganhei de um amigo, algo do tipo como balancear a equação:



That´s all folks! ;-)


"Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica
Dá sempre para tirar um coelho da cartola."
(CAIO FERNANDO ABREU)

O Acaso vai...

A vida  e suas lições... me impressiona como somos cabeçudos às vezes, e como que um pouco de "fé" não faz mal a ninguém!

Eu estou afastado do trabalho, havia mais de um mês que não ia à minha casa, naquele pitoresco recanto fronteiriço em que eu resido, então, tendo em vista que minha licença foi prorrogada, eu resolvi ir ver se meu apartamento ainda existia. Foi uma experiência bacana, preciso escrever sobre essa viagem, mas agora preciso "observar" algo que acabou por se tornar uma interessante lição.

De acordo com os planejamentos, eu iria na terça-feira pela manhã e voltaria na quarta-feira, minha mãe me acompanharia, pois além da companhia, ela poderia dar um passeio também, além é claro de termos todo o tempo da viagem para nosso esporte favorito, conversar!!! Eu moro em uma cidade de fronteira, soy fronteirizo, que diferentemente de outras cidades de fronteira, essa é conurbada com uma cidade paraguaia, por essa razão, os centros da cidade unidos, sendo cortados por uma avenida, com um largo canteiro central, que na verdade é a fronteira entre Brasil e Paraguai. Não há posto alfandegário, não há barreiras, e entramos e saímos do país como quem atravessa a rua - aliás, a gente só atravessa a rua mesmo!!! ;-)

Meu apartamento fica em uma avenida paralela a "linha de fronteira", literalmente "à uma quadra do Paraguas", como eu brinco. Na quarta-feira, fomos comprar algumas coisas nos hermanos... Tomamos café e fomos a pé, depois de algumas compras, fomos direto para o carro - que estava em frente ao meu prédio. Em uma parada no banco, minha mãe perdeu que perdera uma carteira que ela carregava, nada muito sério, mas lá estava seu RG, alguns cartões e um pouco de dinheiro. O valor era mais psicológico do que necessariamente monetário, mas é ruim perder as coisas... Voltamos à última loja, refizemos o trajeto e perguntamos na academia que funciona próximo ao prédio, quem sabe alguém teria encontrado, mas nada!!!

Minha mãe ficou meio chateada, ela nunca perde nada! Mas se vão os anéis, os dedos ficam, e dos males o menor. Cartões cancelados, a única chateação é que ela tem uma viagem próxima e precisa de um documento com foto. Imagino que assim como nós, você deve estar pensando que esses documentos nunca mais seriam vistos, afinal, carteira perdida em uma cidade estranha, grudada em um país hermano... 


Mas não é que fomos surpreendidos pela danada hoje?! Uma pessoa, que mora próximo ao meu prédio, havia encontrado a carteira! Oi? Como assim?! Confere produção?!  Confere, o tiozinho, viu o cartão do banco, foi até a agência e pegou o telefone da minha mãe e então ligou para avisar que estava com ele, e que ela podia ficar tranquila. E viva as cidades do interior!!!

Uma amiga deve passar por lá hoje para buscar a carteira e provavelmente me enviará aqui na Capitar, de qualquer forma, mais uma vez fica a lição de que ainda existem pessoas boas... e que às vezes, a gente só precisa ter fé nas coisas! Minha mãe inquieta, sempre repetia que sentia como se a carteira não tivesse perdida... 


Mais uma lição para o meu caderninho!

No meio tempo, eu estou... por ai... preciso parar para escrever, mas não consigo parar! Várias coisas acontecem, e eu estou em meio a um torvelino de emoções! [ehehe] Mas ao mesmo tempo tudo está meio parado, um tempo estranho com certeza... mas, vamos que vamos...  mais tarde quem sabe eu consigo aquietar a cabeça para escrever um pouco.

"...O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar..."

Um Sentir

Sábado, 13h37 é o horário que o laptop marcar quando eu comecei a escrever, entretanto há outros fusos a me interessar... estou sentado displicentemente na mesa, pés apoiados na cadeira da frente... brigando com o sono...

Olhando pela janela, lá fora, um belo dia com direito a céu azul, sol, calor, parece convidativo... Tudo parece ter um colorido diferente hoje... Um clima de calmaria se faz presente no ar, o que contribui para aumentar meu sono. Mas continuo guerreando com ele... não quero dormir, prefiro ficar a esperar... Enquanto meus olhos observam o vento brincar com as cortinas, revisito pensamentos e conversas na minha mente, dou risada sozinho... suspiro.

Me distraio com os passarinhos lá fora... com seu canto, parecem querer me contar algo, que eu não consigo compreender, imagino o que você estará fazendo, por onde estará?! E a briga continua... talvez os sonhos possam me levar até a "minha pasárgada".. 

Silêncio... tudo calmo, tudo quieto...

E assim, vejo a tarde avançar da minha janela... entre pensamentos e sonhos, ainda acordado, eu continuo manhoso... a brigar com o sono...
....

E assim, meu sábado vai indo... devagar...

Abração...

"...E essa tal felicidade anda por aí,
disfarçada, como uma criança traquina, brincando
de esconde-esconde..."

Tempo, tempo, tempo

Eu e o Tempo, uma relação esquisita desde muito tempo...

Eu sempre aparentei ser mais novo, o tempo parece que demorou mais para passar por mim. Certa vez, uma radiografia realizada durante a adolescência mostraria que minha idade cronológica não batia com a idade do meu corpo, ele era mais "novo". Lembro que quando fui me alistar, todo mundo me perguntava se eu era voluntário, perdido entre tantos "homens feitos", eu parecia um garoto! 

Na contra mão do corpo, o tempo passou mais rápido para minha cabeça, e logo, eu sempre pensei como alguém mais velho, e foi assim que eu me vi fora do meu tempo, como se tivesse achado a máquina do tempo e de repente estivesse em um tipo de futuro. O que nunca foi exatamente uma "questão" para mim, talvez tenha me permitido ver mais coisas que meus parceiros de jornada, mas ver não é tudo... é preciso vivê-las..

Mas, para algumas coisas, o tempo se congelou para mim, e por isso, vez por outra ainda encontro no espelho, o reflexo daquele garoto de cabelos fartos, ansioso aos seus 17 anos, orbitando ao redor daquela menina que na época era sua grande paixão. Ainda que o corpo tenha crescido, mas aquele garoto ainda está lá, com os mesmos cabelos que o vento teima bagunçar antes que a primeira esquina seja dobrada, ainda encantado... não mais por ela, é verdade. 

Para as outras coisas, parece ter brincado com o tempo... assim, conquistou coisas cedo, deixou outras batalhas para mais tarde, e com a ousadia dos que desconhecem o perigo das coisas, se perdeu brincando com o que desconhecia... e assim, quando parecia que não ia mais conseguir colocar o seu tempo em ordem... o tempo, lhe apresentou as saídas, lembrando sua avó que sempre dizia: Tudo com tempo tem tempo!

E assim, enquanto busca acertar o tempo de "seus relógios", também espera o tempo dele... para quem sabe juntos, possam aproveitar...
o tempo!


...Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Entro num acordo contigo
Tempo, tempo, tempo, tempo...
[ORAÇÃO AO TEMPO, Maria Bethania]

Ah! As segundas-feiras... boa semana!