A vida e suas lições... me impressiona como somos cabeçudos às vezes, e como que um pouco de "fé" não faz mal a ninguém!
Eu estou afastado do trabalho, havia mais de um mês que não ia à minha casa, naquele pitoresco recanto fronteiriço em que eu resido, então, tendo em vista que minha licença foi prorrogada, eu resolvi ir ver se meu apartamento ainda existia. Foi uma experiência bacana, preciso escrever sobre essa viagem, mas agora preciso "observar" algo que acabou por se tornar uma interessante lição.
De acordo com os planejamentos, eu iria na terça-feira pela manhã e voltaria na quarta-feira, minha mãe me acompanharia, pois além da companhia, ela poderia dar um passeio também, além é claro de termos todo o tempo da viagem para nosso esporte favorito, conversar!!! Eu moro em uma cidade de fronteira, soy fronteirizo, que diferentemente de outras cidades de fronteira, essa é conurbada com uma cidade paraguaia, por essa razão, os centros da cidade unidos, sendo cortados por uma avenida, com um largo canteiro central, que na verdade é a fronteira entre Brasil e Paraguai. Não há posto alfandegário, não há barreiras, e entramos e saímos do país como quem atravessa a rua - aliás, a gente só atravessa a rua mesmo!!! ;-)
Meu apartamento fica em uma avenida paralela a "linha de fronteira", literalmente "à uma quadra do Paraguas", como eu brinco. Na quarta-feira, fomos comprar algumas coisas nos hermanos... Tomamos café e fomos a pé, depois de algumas compras, fomos direto para o carro - que estava em frente ao meu prédio. Em uma parada no banco, minha mãe perdeu que perdera uma carteira que ela carregava, nada muito sério, mas lá estava seu RG, alguns cartões e um pouco de dinheiro. O valor era mais psicológico do que necessariamente monetário, mas é ruim perder as coisas... Voltamos à última loja, refizemos o trajeto e perguntamos na academia que funciona próximo ao prédio, quem sabe alguém teria encontrado, mas nada!!!
Minha mãe ficou meio chateada, ela nunca perde nada! Mas se vão os anéis, os dedos ficam, e dos males o menor. Cartões cancelados, a única chateação é que ela tem uma viagem próxima e precisa de um documento com foto. Imagino que assim como nós, você deve estar pensando que esses documentos nunca mais seriam vistos, afinal, carteira perdida em uma cidade estranha, grudada em um país hermano...
Mas não é que fomos surpreendidos pela danada hoje?! Uma pessoa, que mora próximo ao meu prédio, havia encontrado a carteira! Oi? Como assim?! Confere produção?! Confere, o tiozinho, viu o cartão do banco, foi até a agência e pegou o telefone da minha mãe e então ligou para avisar que estava com ele, e que ela podia ficar tranquila. E viva as cidades do interior!!!
Uma amiga deve passar por lá hoje para buscar a carteira e provavelmente me enviará aqui na Capitar, de qualquer forma, mais uma vez fica a lição de que ainda existem pessoas boas... e que às vezes, a gente só precisa ter fé nas coisas! Minha mãe inquieta, sempre repetia que sentia como se a carteira não tivesse perdida...
Mais uma lição para o meu caderninho!
No meio tempo, eu estou... por ai... preciso parar para escrever, mas não consigo parar! Várias coisas acontecem, e eu estou em meio a um torvelino de emoções! [ehehe] Mas ao mesmo tempo tudo está meio parado, um tempo estranho com certeza... mas, vamos que vamos... mais tarde quem sabe eu consigo aquietar a cabeça para escrever um pouco.
"...O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar..."