Reabilitação
Em geral, ao capturar um animal silvestre, ele deve permanecer um tempo em um centro de reabilitação, para que ele novamente possa aprender a se virar sozinho na natureza e a livre. De certa forma, eu acho que estou nesse período de reabilitação, justiça seja feita, eu nunca tive problemas na minha casa, nunca me senti preso ou deixei de fazer coisas por que estava lá, mas agora, eu tenho uma "liberdade" diferente...
Posso passar o dia de cueca e camiseta! Ninguém vai me perguntar, por curiosidade ou cuidado, que horas eu cheguei ou sai, enfim, posso fazer o que quiser [kkk]... isso é bom! É claro... mas ao mesmo tempo, para mim, é estranho... Eu cresci em São Paulo, com todas aquelas neuras de sair e não saber se iria chegar, se foi sequestrado, se chegou bem ou teve algum problema, então sempre foi um hábito em casa a gente avisar por onde andava. Exagero?! Bom, eu também pensava, até o dia que eu cheguei na casa de uma amiga - as 16h00 - e encontrei ela e a mãe amarradas e dois caras assaltando a casa! Enquanto meus pais achavam que eu estava na faculdade, eu estava chegando em casa de camburão, após ter ficado um tempão amarrado com elas...
Enfim... cá estou experimentando um novo viver! Tentando criar uma rotina que seja minha, tentando criar regras para um mundo que seja meu, tem sido bacana, esse final de semana mesmo sai com alguns colegas para uns copos! No meio tempo, essa coisa de viver só, também é ótima para a gente revistar uns esqueletos no armário né?! Andei dando uma geral em alguns que por lá estavam meio empoeirados.
Nessa brincadeira, tem um que ainda não consegui jogar fora por completo, mas, como diz um amigo, estou tentando não cultivar rituais... é apenas um revisitar, como alguém que acha um livro com uma história que um dia a gente leu e curtiu muito. E por isso, o pensamento da semana ficou por conta de uma questão... Por que raios eu ainda me importo com algumas coisas?!
Enfim... esses dias são muito complicados para alguém que um dia me foi muito caro, são dias doloridos, pois um ano se completa da perda de uma pessoa de grande importante na vida dele... Há um tempo que não nos falamos, sem culpados, mas no início do mês eu lhe respondi um e-mail que estava alguns meses no limbo da minha caixa postal. Nenhuma resposta até o momento... queria tocar um "foda-se" bem sonoro, mas eu não consigo...
E não é porque sinto ou espero algo em troca... já tenho essa questão resolvida para mim, mas sei lá... queria vê-lo bem, talvez por imaginar a dor que ele deve estar passando, eu me preocupo... E fico rodando em círculos, se devo escrever, se devo tentar manifestar minha solidariedade de alguma forma ou, se devo simplesmente, me recolher ao lugar em que sempre tive em relação a ele, do lado de fora.
Enfim...
Ainda estou sem internet em casa, o que ainda vai me deixar louco! [kkk] Mas acho que semana que vem consigo resolver isso...
No mais, tempos de descobertas, de planos e de torcida pelos planos dos amigos...Esse final de semana eu tentei tirar o atraso e passar pelos blogues amigos, bom ver a vida fluindo... acho que a partir de agora as coisas começam a entrar nos eixos e a ganhar um ritmo mais interessante...
Hasta luego!
Hola! Qué tal?
Cá estou! Literalmente após um longo e tenebroso inverno!
Do último episódio para cá, muitas mudanças... Eu hoje tenho uma casinha, alguns móveis e, sabe com é, a primeira geladeira a gente nunca esquece. Mudei! Confesso que foi estranho sair de casa, enquanto me dirigia em direção à rodovia, com o carro cheio de caixas e de expectativas, foi impossível não lembrar do último episódio de Six Feet Under - vou deixar o vídeo no final do post.
Parece coisa de bebê chorão, dizer que sentiu sair de casa... na verdade pode até ser, mas sei lá, aquele sempre fora meu porto seguro. Ao longo dos anos e das trocentas viagens que eu fiz, no final, sempre voltava para lá... além do carinho da família, tinha os meus cachorros, as minhas coisas... Sempre fomos unidos, no melhor estilo mosqueteiros e, apesar de saber que isso não muda com a distância, eu confesso que senti...
Minha casa é meio como a casa dos Walkers em Brothers and Sisters, "apesar de tudo", no final sempre estávamos todos lá... vale a ressalva que minha mãe, não chega a ser uma Norah Walker, ela está mais para Lorelai Gilmore com certeza... Nessas horas é que percebemos o quão sortudos podemos ser...
Minha casa é meio como a casa dos Walkers em Brothers and Sisters, "apesar de tudo", no final sempre estávamos todos lá... vale a ressalva que minha mãe, não chega a ser uma Norah Walker, ela está mais para Lorelai Gilmore com certeza... Nessas horas é que percebemos o quão sortudos podemos ser...
E cá estou, em meu primeiro voo solo oficial...
Estou morando a 300km da cidade que morava, o que é relativamente perto e me permitirá vez por outra recarregar as baterias. Uma cidade de 80 mil habitantes, fronteira com um país hermano, é agora meu novo lar, e assim tenho vivido entre novos sons e costumes. E o frio também, estou mais perto do Sul, o que me fez ir trabalhar em alguns dias com temperatura cravada nos 6 graus às 08h00 da manhã... Apesar de pequena, a cidade até que oferece alguns recursos interessantes, como um mega centro comercial de fazer inveja a qualquer grande metrópole, bons restaurantes, ...
Ainda estou penando sem um conexão de internet em casa, mas isso está na lista de coisas a fazer para a próxima semana... Internet e TV a Cabo, porque estou sofrendo só com a tv aberta, sem falar que minha televisão agora fala espanhol kkk - Me sinto vivendo em uma novela mexicana! ;-)
E aos poucos estou me achando nesse novo mundo... Agradeço aos comentários, e pela força, e assim que der, vou respondendo à todos vocês...
Inté!
Inté!
Chegadas e Partidas
E é tempo de despedidas...
Essa semana eu saio de casa... a bem da verdade, para ser sincero, devo dizer que já sai, semana passada deixei uma "humilde residência" a minha espera, com alguns poucos móveis e cheia de incertezas ainda... De volta a casa que me abrigou nos últimos anos, me assustei com a constatação de que, de súbito, meu quarto parece não ser mais meu quarto e, que assim como tantas coisas em nossa vida, sem o menor aviso, eu havia mudado!
Achei que seria mais fácil... essa não é a primeira vez que saio de casa, para ser sincero, morei algum tempo em São Paulo por conta do doutorado, além disso, seja por conta do trabalho ou das viagens, uma piada comum entre meus amigos "locais" era a de que: se alguém não quisesse me encontrar, bastaria vir até minha casa.
Mas não sei, dessa vez tudo parece tão definitivo... meus cachorros parecem sentir o que virá e, desde o dia em que cheguei, vivem ao meu redor, pedindo um carinho, querendo brincar...
Uma daquelas histórias de família, que são compartilhadas naqueles momentos de reunião ao redor da mesa, é sobre meu primeiro dia na escola... São Paulo, Vila Madalena, anos 80, EEPG Brasílio Machado... eu era um garoto, de cabelos lisos negros e fartos, usando aquele famoso agasalho azul-marinho com as listras na lateral da calça, ao longo da perna.
D. Mercedes era a "tia" que me guiaria no início daquela jornada... minha mãe receosa pela separação, acompanhou-me até o encontro da professora, no início da aula, nos despedimos e ela disse que eu deveria acompanhar e, obedecer, a "tia".
Diz ela, que no derradeiro momento, eu simplesmente dei a mão para a professora e depois de um "Tchau Mummy", fui embora... Essa independência renderia algumas lágrimas até o momento em que nos reencontraríamos.
Alguns bons anos depois, cá estou eu novamente! Sinto falta da coragem daquele garotinho de cabelos lisos negros e fartos, tudo parecia bem mais simples naquela época...
Essa semana eu saio de casa... a bem da verdade, para ser sincero, devo dizer que já sai, semana passada deixei uma "humilde residência" a minha espera, com alguns poucos móveis e cheia de incertezas ainda... De volta a casa que me abrigou nos últimos anos, me assustei com a constatação de que, de súbito, meu quarto parece não ser mais meu quarto e, que assim como tantas coisas em nossa vida, sem o menor aviso, eu havia mudado!
Achei que seria mais fácil... essa não é a primeira vez que saio de casa, para ser sincero, morei algum tempo em São Paulo por conta do doutorado, além disso, seja por conta do trabalho ou das viagens, uma piada comum entre meus amigos "locais" era a de que: se alguém não quisesse me encontrar, bastaria vir até minha casa.
Mas não sei, dessa vez tudo parece tão definitivo... meus cachorros parecem sentir o que virá e, desde o dia em que cheguei, vivem ao meu redor, pedindo um carinho, querendo brincar...
Uma daquelas histórias de família, que são compartilhadas naqueles momentos de reunião ao redor da mesa, é sobre meu primeiro dia na escola... São Paulo, Vila Madalena, anos 80, EEPG Brasílio Machado... eu era um garoto, de cabelos lisos negros e fartos, usando aquele famoso agasalho azul-marinho com as listras na lateral da calça, ao longo da perna.
D. Mercedes era a "tia" que me guiaria no início daquela jornada... minha mãe receosa pela separação, acompanhou-me até o encontro da professora, no início da aula, nos despedimos e ela disse que eu deveria acompanhar e, obedecer, a "tia".
Diz ela, que no derradeiro momento, eu simplesmente dei a mão para a professora e depois de um "Tchau Mummy", fui embora... Essa independência renderia algumas lágrimas até o momento em que nos reencontraríamos.
Alguns bons anos depois, cá estou eu novamente! Sinto falta da coragem daquele garotinho de cabelos lisos negros e fartos, tudo parecia bem mais simples naquela época...
Ó mar salgado, quando do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
(MAR PORTUGUÊS, FERNANDO PESSOA)
Agosto em Abril
Reza a lenda que Agosto é o mês do cachorro louco, creio que até existam algumas superstições sobre pragas e tudo mais... Confesso que nunca parei para pensar muito a respeito, faço mais a linha de que quando as coisas tem que acontecer, elas acontecem!!! Mas não consegui deixar de notar que essa primeira quinzena de Abril foi meio tumultuada para muitas pessoas que eu conheço, inclusive para mim.
Eu mesmo já tive lá meus momentos, felizmente, no meu caso, as coisas nem foram assim "tão" pesadas, eu diria que foi mais um aprendizado do que um "percalço", mas nem todos puderam dizer isso... De qualquer forma, duas coisas ficaram para mim... a primeira é a dificuldade em tentar ajudar alguém e não saber como, já a segunda, é a fé, de que muitas vezes, ainda que no último minuto, a cavalaria chega para nos salvar.
E, é tempo de despedidas...
Essa é minha última semana no meu atual emprego... jurei que o dia que pedisse demissão, "sambaria" na cara do meu chefe, mas da teoria a prática vai um longo caminho... eu podia ter feito "a louca" e saído como um vendaval, mas não o fiz. Primeiro porque Papai e Mamãe ensinaram que a gente sempre deve sair pela porta da frente, sem deixá-la fechada, e, ainda que não goste da essência corporativa da empresa, as pessoas daquele lugar me cativaram.
E, foi por elas, que continuei trabalhando como "se não houvesse amanhã", fui às todas as reuniões, fiz tudo como se tivesse que prestar contas na próxima semana... Mas eu não mais estarei na próxima semana...
Os empregos e suas lições... tirando os estágios, até hoje eu tive 3 empregos.
No início da minha carreira eu aprendi que muitas vezes, aquelas coisas que aparentemente não lhe renderão nada, são as que se mostram mais "lucrativas". Até hoje, isso teria profundas influências na minha carreira. Meu segundo emprego, foi o emprego dos sonhos, aquele que me ensinou a ser um profissional... adoro aquela empresa, eu gosto da filosofia e confesso que achei que um dia me aposentaria lá, como vi tantos outros colegas fazerem... Ainda que não tenha construído maiores laços pessoais, a não ser por alguns poucos colegas, ainda sinto o peito apertado a cada vez lá retorno... é bom andar por aqueles corredores... Foi um tempo muito bom!
E agora, ao terminar esse ciclo, no meu terceiro emprego, eu levo comigo as pessoas... De fato, se não fosse por eles eu talvez tivesse saído mais cedo, foi lá que encontrei os parceiros para as dificuldades, encontrei pessoas que conseguem nos fazer querer ser melhores e, encontrei amigos... Acho que até então, nunca tinha valorizado as pessoas, sempre busquei lugares em que pudesse "me construir"... hoje, eu sei que é muito bom se construir junto com os outros.
Amanhã tenho que fazer meu outing... até agora, poucas pessoas sabiam que essa é minha última semana... mas amanhã, pelo script, preciso fazer um e-mail "anunciando" minha saída, afinal, não posso ser abduzido de uma semana para outra.
Ah! O exercício do desapego... Amanhã, deixo "minha" mesa e passo para a cadeira do lado - já tenho um sucessor. Amanhã começo a encher as caixas que separei essa semana e que ficaram estrategicamente esquecidas no canto do meu cúbico...
E vamos a minha travessia...
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,
que já tem a forma do nosso corpo, e
esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos)
(FERNANDO PESSOA)
que já tem a forma do nosso corpo, e
esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos)
(FERNANDO PESSOA)
O dia que eu sentei e chorei...
As vezes a vida tem o poder de nos surpreender...
Hoje eu tive mais um prova de que alguém, em algum lugar deve olhar por nós... eu vinha dirigindo e pensando em como me sair de uma questão que aparentemente não tinha uma saída muito fácil. As opções de solução eram "cascudas" e não me agradavam, ainda hoje, eu fiz uns telefonemas visando dar os encaminhamentos para aquela solução que a princípio me parecia mais adequada - o que não significa que era a melhor para mim.
E foi assim, que quando sair para o almoço... ia pensando no que fazer...
Ao chegar, recebo o recado de que tinha uma mensagem para mim.
A mensagem trazia um alento e um solução para o meu problema, alguém a quem um dia eu ajudei, chegou aos 45 minutos do segundo tempo para me salvar dessa vez... e foi um salvamento digno. Um daqueles gestos que eu nunca vou esquecer na vida.
Por um série de razões, eu ando meio sensível esses dias... e por mais que eu tentasse e quisesse, não conseguiria segurar as lágrimas que começaram a brotar e rolar pela minha face...
Nunca um obrigado foi tão cheio de amor e carinho!
"A gratidão de quem recebe um benefício
é bem menor do que o prazer daquele que o faz!"
é bem menor do que o prazer daquele que o faz!"
(MACHADO DE ASSIS)
Happy Anniversary!!!
Frente aos anos que cada um deles já havia vivido quando se conheceram, poderiamos dizer que são amigos a poucos anos, mas tamanha é a cumplicidade e afinidade entre eles que não há quem duvide que não foram colegas de berçário. E vale registrar que a amizade nasceu porque "Ele" assim o quis, afinal, segundo suas próprias palavras, ele não faz nada que não queria.
O tempo é algo engraçado... ainda que vários anos tenham se passado desde o dia em que aceitei o convite para ir visitá-lo, ainda parece que foi ontem que estivemos juntos pela primeira vez e, ao final daqueles dias, carregavam a certeza de que apesar dos caminhos distintos que cada um percorrerá até aquele momento, eram no fundo elos de uma mesma corrente... E, assim, o tempo foi passando...
Entre vários cafés e algumas caipirinhas de grappa, as histórias e percalços foram sendo compartilhados, não tardou para que se tornassem parceiros de viagens, que sempre renderam ótimas histórias e causos. Sem dúvida alguma, Ele se tornou uma das pessoas que mais me conhece nos dias de hoje e, mesmo assim, ainda caminha comigo! ahuahuhauha.
Com o tempo, foi natural que os amigos de um se tornassem também amigos do outro... E é por isso, que todos nós neste dia 10, estaremos unidos para agradecer ao presente que Papai do Céu nos deu ao colocá-lo em nossas vidas... ora pela diversão de vê-lo emburrado ao fazer algo que normalmente não faria, ora por carregarmos a certeza de que sempre poderemos contar com Ele, em todas as horas que precisarmos...
Parabéns! E sucesso, sempre!!!
Ao meu amigo. [10/04/2012]
Não estamos aqui apenas para viver
e sobreviver por muito tempo...
Estamos aqui para conhecer a vida
em suas múltiplas dimensões,
em sua riqueza e variedade.
E quando um homem vive
multidimensionalmente,
explora todas as possibilidades;
não recua diante de qualquer desafio
aceita, encara e mostra-se à altura.
A vida então se torna chama
e floresce.
e sobreviver por muito tempo...
Estamos aqui para conhecer a vida
em suas múltiplas dimensões,
em sua riqueza e variedade.
E quando um homem vive
multidimensionalmente,
explora todas as possibilidades;
não recua diante de qualquer desafio
aceita, encara e mostra-se à altura.
A vida então se torna chama
e floresce.
(BHAGWAN SHREE RAJNEESH)
O Último Nó...
Tem um tempinho que eu falei que precisava desatar um último nó, para ver livre de uma situação onde me sentia preso entre dois mundos... pois bem, a partir de amanhã, eu começo a desatar este último nó... vamos ver no que vai dar...
Nessa brincadeira, duas coisas me passaram pela cabeça.... a primeira delas é the price of admission, em determinadas situações, assumir o papel de vitima tem lá suas vantagens, é tão bom ter planos, opiniões, decisões e, não precisar pagar por elas. Eu queria tanto aquele romance, mas o outro (ou a outra) é que não quis... Eu faria tantas coisas, mas ninguém me deu a oportunidade... sempre a culpa é do outro! Bacana isso, não?!
Pois bem, agora, por conta e risco, eu estou no comando e todas as faturas são a partir de agora, são minhas! Todos os sucessos e fracassos, serão creditados a minha arrogância talvez, ou mesmo a falta de vontade... olhando de perto, isso as vezes parece ainda mais assustador do que realmente temos que fazer.
A segunda, veio ao longo da semana, durante uma ida à Brasília, uma cidade "estranha" que eu aprendi a conhecer e a me reconhecer nela... durante a viagem, me peguei pensando nas transformações pelas quais passamos, então, talvez não seja exatamente uma nova questão, quem sabe uma subseção da primeira questão.
E foi assim que as borboletas surgiram... gostando ou não, todos reconhecemos a beleza delas, suas cores, formas, tamanhos de asas e tudo mais... Mas, não pude deixar de pensar que aquela borboleta um dia foi uma lagarta, que durante um tempo dentro de um casulo acabou mudando completamente.
Ainda que a maioria das pessoas as reconheça como belíssimas, será que aquela lagarta "sabia" tudo o que a esperava pela frente?! Será que ela "sabia" que tudo terminaria bem?!
De qualquer forma... ao ver a cidade se aproximando, a única coisa que eu meio a mente é que as vezes apenas precisamos deixar a vida seguir seu fluxo, parar de lutar contra "a natureza"... ainda que, aceitar o resultado desses processos seja um desafio, visto que nunca sabemos o que poderá sair do casulo...
Mas gosto da ideia de alguém, em algum lugar ou dimensão, possa saber que ao final tudo terminará bem... ;-)
-- x --
Estar entre pessoas amigas, boa comida, boa conversa é sempre muito bom! E já que tenho a sorte de ter pessoas especiais espalhadas por esse mundão de meu Deus, só me resta atender ao chamado do vento, para ter o prazer de dividir algumas linhas do livro da minha vida com eles...
"Eu sou essa pessoa, a quem o vento chama,
a que não se recusa a esse final convite,
em máquinas de adeus, sem tentação de volta.
Todo horizonte é um vasto sopro de incerteza.
Eu sou essa pessoa a quem o vento leva:
iá de horizonte libertada mas sozinha.
Se a Beleza sonhada é maior que a vivente,
dizei-me: não quereis ou não sabeis ser sonho?
Eu sou essa pessoa a quem o vento rasga.
Pelos mundos do vento, e meus cílios guardadas
vão as medidas que separam os abraços.
Eu sou essa pessoa a quem o vento ensina:
Agora és livre, se ainda recordas."
(CECÍLIA MEIRELES, in Solombra)
2 em 1
Bom, para começar quero fazer um agradecimento ao Carlos Roberto, do De Cara no Armário, que me agraciou com dois selos muito bacanas! "Não mereço, mas agradeço!"... valeu mesmo!!! E como um dos selinhos exige um certo protocolo a ser seguindo... então vamos lá:
E no mais... cá estamos... (ainda) não matei meu chefe, mas ele que não abuse... kkk.
Complicado quando a gente não acredita mais no chefe, na empresa... Confiança para mim é uma questão séria! Essa para mim seja talvez uma das coisas mais importantes e, por mais clichê que possa parecer, para mim confiança é como o vidro, uma vez quebrado não há mais o que fazer.
Já me afastei de pessoas que me eram muito próximas em algum momento da vida, por ter perdido a confiança nelas. Não se trata de perdão, do fundo do coração, eu não guardo nenhuma mágoa, mas isso não significa que eu vá me aproximar novamente... é como se a pessoa fosse colocada em uma redoma de vidro, eu vejo, mas não consigo tocar!
É um saco, mas estou em uma daquelas fases em que a gente parece um hamster naquelas rodinhas, trabalho, trabalho e, parece que não saio do lugar... De fato, elas estão acontecendo, só que a mim, cabe esperar... e como é duro conter a ansiedade!!!
No meio-tempo...
Tem algumas coisas que são meio "esquisitas", né?! Há um garoto, somos amigos, mas não muito chegados... já tivemos a chance de trabalhar juntos em algumas ocasiões... devo confessar que já tive uns pensamentos impuros para com ele.... Ele já aceitou alguns convites meus para teatro, café, ... mas nunca cruzamos "aquela linha".
Não sei o por quê... tenho a sensação de que se alguém disser algo, o outro negará... Mas lá estamos, ontem de madruga, ao ligar o computador, encontrei um recado dele.... "Te vi no shopping, na loja da Vivo..." e agradecia uns links que eu havia enviado para ele, enquanto conversávamos em uma noite dessas. Oh, Deus... por que as pessoas não vem com manual de instruções.... kkk (Inclusive o meu ajudaria muito! hauhauhau).
Enfim, ... como ele chegou aqui, porque estou falando dele?! kkkk
Okay, agora voltamos com a nossa programação, "normal!"!!!
| Nome: Latinha (uai!) Uma música: Caraca... podia citar algumas... mas fico com Secretamente da Rita Guerra. 10 coisas sobre mim: Poutz... isso é complicado... podia ter feito umas perguntas para ajudar, mas vamos tentar:
Humor: Sempre que possível!! (O que dificilmente inclui a segunda de manhã) Uma frase dita por mim: "Mas, isso não é nada! Uma vez... " (kkk) O que achou dos selos: Eu adoro ganhar os selos! Além de muito simpático é legal saber que alguém se lembrou de nós! |
E no mais... cá estamos... (ainda) não matei meu chefe, mas ele que não abuse... kkk.
Complicado quando a gente não acredita mais no chefe, na empresa... Confiança para mim é uma questão séria! Essa para mim seja talvez uma das coisas mais importantes e, por mais clichê que possa parecer, para mim confiança é como o vidro, uma vez quebrado não há mais o que fazer.
Já me afastei de pessoas que me eram muito próximas em algum momento da vida, por ter perdido a confiança nelas. Não se trata de perdão, do fundo do coração, eu não guardo nenhuma mágoa, mas isso não significa que eu vá me aproximar novamente... é como se a pessoa fosse colocada em uma redoma de vidro, eu vejo, mas não consigo tocar!
É um saco, mas estou em uma daquelas fases em que a gente parece um hamster naquelas rodinhas, trabalho, trabalho e, parece que não saio do lugar... De fato, elas estão acontecendo, só que a mim, cabe esperar... e como é duro conter a ansiedade!!!
No meio-tempo...
Tem algumas coisas que são meio "esquisitas", né?! Há um garoto, somos amigos, mas não muito chegados... já tivemos a chance de trabalhar juntos em algumas ocasiões... devo confessar que já tive uns pensamentos impuros para com ele.... Ele já aceitou alguns convites meus para teatro, café, ... mas nunca cruzamos "aquela linha".
Não sei o por quê... tenho a sensação de que se alguém disser algo, o outro negará... Mas lá estamos, ontem de madruga, ao ligar o computador, encontrei um recado dele.... "Te vi no shopping, na loja da Vivo..." e agradecia uns links que eu havia enviado para ele, enquanto conversávamos em uma noite dessas. Oh, Deus... por que as pessoas não vem com manual de instruções.... kkk (Inclusive o meu ajudaria muito! hauhauhau).
Enfim, ... como ele chegou aqui, porque estou falando dele?! kkkk
Okay, agora voltamos com a nossa programação, "normal!"!!!
"Há um véu de silêncio entre nós.
Coisas não ditas que se pressentem.
Não é um silêncio magoado ou ferido. Apenas um receio de cruzar linhas por onde já fizemos equilibrismo.Ambos sabemos que não vamos atravessá-las.
Coisas não ditas que se pressentem.
Não é um silêncio magoado ou ferido. Apenas um receio de cruzar linhas por onde já fizemos equilibrismo.Ambos sabemos que não vamos atravessá-las.
Mas os dois acarinhamos esse futuro que não tivemos,
como memória intocável e pura".
Resumão - Estilo Twitter
Então... ;-)
Tô trabalhando igual gente grande. Quero matar meu chefe, mas ainda não posso. Ganhei um selo, aliás, dois!!! Vou viajar de novo! E, no meio tempo estou mega enrolado com uns relatórios pentelhos.
Acho que essa semana ponho a vida em ordem de novo! #fui.
One way
Essa semana me deparei com uma situação que me levou a resgatar uns pensamentos que vez por outra me visitam... eu, particularmente, como cantaria Ana Carolina, "gosto de Homens e de Mulheres, e você o que prefere?"!
De fato, é justo dizer que hoje em dia eu ser um tiozinho casado, com uma bela esposa, casa, cachorro e filhos nipo-gordinhos correndo pela casa - e não, não teria feito isso por pressão, medo ou ainda para disfarçar qualquer suspeita sobre uma possível homossexualidade. Eu realmente gostei de uma mulher, nos conhecemos ainda na escola e até hoje ainda nos falamos e reencontramos... a vida se encarregou que nossas vidas se cruzassem ao longo de todos esses anos...
Por que eu não casei? Bad timing, acho que seria a melhor resposta... quando eu queria, ela não quis [medo de estragar uma bela amizade]. Quando eu tentei de novo, ela não podia. Quando ambos podíamos, uma mudança de cidade se encarregou de nos afastar. Quando ela quis, eu estava envolvido com questões profissionais. Quando nos reencontramos anos mais tarde, dai eu acreditava que já não podia mais.... nessa época, era um tempo de novas descobertas...
Julguei não ser justo me envolver com ela, sabendo que podia sentir algo mais por outra pessoa... e dito isso, não estou apontando o dedo para acusar ninguém, estou apenas tentando me acertar comigo mesmo. Minha mãe sempre disse: "Não faça aos outros o que você não quer que façam com você"... e não queria carregar essa culpa comigo...
Mas vamos aos fatos... long story short...
Você tem um conhecido, apesar de não ser declaro, você e mais uma galera sabem que esse conhecido é gay e, até bem pouco tempo tinha um namorado. Ele se mudou para uma cidade do interior em função do trabalho, e, de súbito, todos começam a vê-lo a cantar pelos quatro cantos as maravilhas do amor. Todos se preocuparam, pelas razões óbvias, cidade do interior [bem interior] + gay, geralmente não são palavras que aparecem nas notícias mais felizes nos jornais dessas localidades... e para surpresa geral da nação, o objeto do afeto do mocinho, é uma menina. Muito bela por sinal... mas, e agora José?!
Então... sendo bem sincero, para mim, aquilo é como uma vaca em cima da árvore, ninguém sabe como foi acontecer, mas todo mundo sabe que vai cair... Mas não estou negando as possibilidades, aceito que isso pode acontecer... porque não ate comigo, vai saber...
Mas, vendo o burburinho e especulações causados por tal fato, não pude deixar de pensar que ao se assumir gay, há um caminho sem volta... "faz sentido" que alguém já tenha tido uma mulher e se relacione com um homem hoje... mas ainda causa estranheza alguém que tenha se relacionado com um homem, ter um relacionamento com uma mulher...
Confesso que eu mesmo não sei ao certo o que pensar... o que dizer... Mesmo acreditando que no final, o que importa é amar e ser amado, acredito que essa é uma pergunta um tanto quanto "amarrada"...
"Quando o amor o chamar.
Se guie.
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados
E quando ele vos envolver com suas asas.
Cedei-lhe.
Embora a espada oculta na sua plumagem possa feri-vos
E quando ele vos falar.
Acreditai nele.
Embora a sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim
Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica
E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento
Trabalha para vossa poda
E da mesma forma que alcança vossa altura e
acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol
Assim também desce até vossas raízes e a sacode no seu apego à terra
..."
Entre dois mundos...
"... um dia a gente entende, que é sempre tempo de Recomeçar"
O Ano Novo trouxe para mim a oportunidade de participar de um novo projeto, aliás... mais que isso, a chance de iniciar uma nova fase da minha vida e, para isso, tive que enfrentar um processo de seleção "daqueles"... fora o desgaste físico e psicológico, devo confessar que poucas vezes me vi em uma situação tão "apertada". Estranho como as porradas que a vida nos dá, por vezes tem a capacidade de nos levar a duvidar de nós mesmos, a deixar de acreditar em nós.
Talvez por isso não tenha conseguido segurar algumas lágrimas que teimavam em rolar pelo rosto quando ao final da tarde do último dia, encontrei meu nome em primeiro lugar na lista de aprovados. Eu consegui! Em momentos assim, a gente redescobre que pode, entra em contato com forças que as vezes estavam adormecidas ou mesmo esquecidas! De certa forma, ao fim de todo o estresse e desgaste, acho que me reencontrei, com um Eu que andava meio perdido nos últimos tempos... as vezes tudo o que precisamos é ter fé, paciência e continuar trabalhando!
Mas o tempo é caprichoso, e as mudanças que virão nos próximos meses, chegam em um momento em que estou encerrando um capítulo no livro da minha vida, fechando algumas histórias que a algum tempo careciam de um desfecho. E para que eu possa partir, tendo por companhia apenas o vento e uma mala cheia de novos sonhos, ainda preciso desatar um último nó... hoje ele ainda me prende a uma rotina que já não tem mais meu coração nem mente, mas, até que eu possa estar com os dois pé nesse novo mundo... fico preso entre dois mundos!
Recomeçar é dar uma nova
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
Acreditar em você de novo!
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
Acreditar em você de novo!
(FERNANDO PESSOA)
Entre linhas...
"Segunda-feira é mais difícil porque é sempre a tentativa do começo de vida nova.
Façamos cada domingo de noite um reveillon modesto,
pois se meia noite de domingo não é começo de Ano Novo é começo de semana nova,
o que significa fazer planos e fabricar sonhos.
Façamos cada domingo de noite um reveillon modesto,
pois se meia noite de domingo não é começo de Ano Novo é começo de semana nova,
o que significa fazer planos e fabricar sonhos.
Meus planos se resumem, para esta semana nova,
em arrumar finalmente meus papéis,
já que a governanta eu não vou ter mesmo.
já que a governanta eu não vou ter mesmo.
Quanto aos sonhos, desculpem, guardo-os para mim,
como vocês guardam, o olhar pensativo,
de quem tem direito, os próprios".
de quem tem direito, os próprios".
(CLARICE LISPECTOR, in A Descoberta do Mundo)
Então, trabalho, novos projetos e, uns sonhos, vão exigir um pouco de dedicação nos próximos dias... Assim, é bem provável que durante Fevereiro eu mais comente do que escreva.
Volto logo! ;-)
Paciência...
Esse post não é novo, estava condenado "ao limbo" - que é onde ficam alguns textos perdidos que eu já escrevi, mas não sei por que me lembrei dele hoje, então, na falta de algo mais excitante... vamos libertá-lo...
Abração!
-- x--
Na ânsia de encontrar um coração, eu pulei o capítulo que dizia o que fazer quando o amor acaba, de como seguir em frente...
Apagar contatos, bloquear, maldizer, rasgar fotos e cartas, sumir com qualquer vestígio da existência de tal pessoal sobre a terra, tudo isso passou pela minha mente... Mas, como?! Por quê?! Para que?! Justiça seja feita, além de qualquer uma dessas opções também implicaria em me machucar [mais um pouco], pois também significaria renegar algumas páginas, muitos importantes por sinal, do livro da minha própria vida.
Isso sem é claro mencionar, que também devo fazer um mea culpa e assumir minha responsabilidade... What a mess!
Isso sem é claro mencionar, que também devo fazer um mea culpa e assumir minha responsabilidade... What a mess!
Pensei então em simplesmente renegá-lo e, quem sabe, deixá-lo à sorte... [como diz o verso que ouvi outro dia na televisão]:
O amor que não é cuidado
O amor que não é tratado
Com o tempo
Vai dando flores cada vez mais fracas a cada verão
Até que um dia a gente olha para a roseira
e não vê rosa nenhuma
só uma planta com espinhos...
Mas, enfim, a vida segue seu rumo... e, ainda que eu não saiba ao certo como, o tempo de seguir em frente chegou. Assim, me resta agradecer por tudo e, ainda que em um gesto simbólico, abrir as mãos e deixar o ventos passar por entre meus dedos... levando embora os poucos grãos de areia que eu ainda tentava segurar...
Afinal, eles nunca foram realmente meus mesmo...
Afinal, eles nunca foram realmente meus mesmo...
Quero ser teu amigo
Nem demais e nem de menos
Nem tão longe e nem tão perto
Na medida mais precisa que eu puder
Mas amar-te como próximo, sem medida,
E ficar sempre em tua vida
Da maneira mais discreta que eu souber
Sem tirar-te a liberdade
Sem jamais te sufocar
Sem forçar a tua vontade
Sem falar quando for a hora de calar
E sem calar quando for a hora de falar
Nem ausente nem presente por demais,
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo,
Mas confesso,
É tão difícil aprender,
Por isso, eu te peço paciência
Vou encher este teu rosto
De alegrias, lembranças!
Dá-me tempo
De acertar nossas distâncias !!!
(FERNANDO PESSOA)
Inté...
One Day
Férias é época de colocar a
leitura em dia e, dentre os livros selecionados para este ano, teve um que foi
uma espécie de blind date. Eu estava em um aeroporto, prestes a embarcar e lá
estava ele, flertando comigo a partir de uma prateleira, One Day de David
Nicholls – clichê, eu sei, mas fazer o que... eu havia lido algumas criticas e
confesso que estava intrigado pelo “tema”.
E, assim, fui lendo o livro que
está longe de ser meu livro favorito, mas confesso que ao final estava mexido.
Há sempre aquele tipo de filme ou livro, que me faz remexer na cadeira quando
termina e, foi assim que me vi encurralado por ele.
Um dia...
Tive medo de ser aquela pessoa
que durante toda a sua existência está fadado a ter apenas “um dia” para se
aquecer nos dias frios... É complicado quando a gente tenta achar diferenças
entre a sua história e a que está lendo – afinal, é ficção, mas no final, você
percebe que o caminho percorrido não é importante e sim o ponto de chegada, e neste caso o seu e o do personagem do livro poderia ser exatamente o mesmo.
Na volta para casa, me apressei em
ver o filme, quem sabe, com um pouco de sorte eu havia entendido errado alguma passagem e, por mais eu critique o filme por não faz justiça à riqueza
do livro, para minha angústia a constatação foi a mesma. Um dia!
Não sei se o que me assusta é ser
confrontado por uma situação, que uma vez exposta parece tomar
forma e tornar-se real, um sonho premonitório?! Rota de
colisão com o futuro? Ah, a vida e seus mistérios...
Não sei, foi impossível não me lembrar das brincadeiras
dos meus amigos, dizendo que eu, e a minha Emma, seriamos como aqueles casais
de idosos, que se conhecem na adolescência, passam
a vida inteira separados e apenas na terceira idade é que vão viver aquele
amor... A verdade é que eu tenho minha Emma, nos conhecemos ainda na escola e desde então "estamos juntos"... Mesmo que cada um tenha seguido seu caminho, superamos os desencontros da vida e nos encarregamos de fazer com que nossos caminhos se cruzassem ao longo desses anos...
Minha família a adora, as sobrinhas dela me chama de tio e não tenho dúvidas que ela poderia ter sido a mãe dos filhos que eu pensei um dia ter... Mas ainda hoje, no final das festas, em que sempre vamos juntos, somos Eu e Ela... e tudo ainda se parece como era nos tempos de escola...
--- x ---
Eu tinha ensaiado fazer a estreia de 2012 com algum post legal, animado, cheio de novidades, mas sabe como é... No final, entre uma ideia e outra quem ganhou foi um pensamento solto de uma quarta-feira chuvosa.
E 2012 chegou bem, estou feliz... estou aprendendo algumas coisas e tenho umas perspectivas interessantes para esses meses iniciais, dentre elas, uma viagem nos próximos dias para não perder o costume...
No mais... que venha o Ano Novo, com vida nova... ;-)
Minha família a adora, as sobrinhas dela me chama de tio e não tenho dúvidas que ela poderia ter sido a mãe dos filhos que eu pensei um dia ter... Mas ainda hoje, no final das festas, em que sempre vamos juntos, somos Eu e Ela... e tudo ainda se parece como era nos tempos de escola...
--- x ---
Eu tinha ensaiado fazer a estreia de 2012 com algum post legal, animado, cheio de novidades, mas sabe como é... No final, entre uma ideia e outra quem ganhou foi um pensamento solto de uma quarta-feira chuvosa.
E 2012 chegou bem, estou feliz... estou aprendendo algumas coisas e tenho umas perspectivas interessantes para esses meses iniciais, dentre elas, uma viagem nos próximos dias para não perder o costume...
No mais... que venha o Ano Novo, com vida nova... ;-)
"Há um véu de silêncio entre nós.
Coisas não ditas que se pressentem.
Não é um silêncio magoado ou ferido.
Apenas um receio de cruzar linhas por onde já fizemos equilibrismo.
Ambos sabemos que não vamos atravessá-las.
Mas os dois acarinhamos esse futuro que não tivemos,
como memória intocável e pura".
Feliz Ano Todo!
O barulho da chuva me fazia lembrar aquelas limpezas antes de alguma festa... e não resisti, me permiti arrancar a camiseta e o short e ir espantar o calor sob a chuva gelada que caia forte e abundante. Adoro banho de chuva!
E lá se vai 2011, não posso dizer que é um ano que me deixa saudades, mas não seria justo maldizê-lo por um tudo, foi um ano de aprendizados importantes... Então, "pelos poderes a mim investidos", declaro empate!
Se em outros anos eu já tinha listas e planos traçados, neste me permitirei apenas escolher uma direção, e seguir em frente! Chamarei de um "ajuste de prioridades", escolhida uma direção, eu vou cuidar de mim e, conforme as situações forem surgindo eu às resolverei... ;-)
Agradeço aos amigos que continuaram me acompanhando no bloguinho, agradeço aos que chegaram ao longo desse ano, espero que fiquem por muitos tempo! E, desejo a todos, um belo ano de 2012, cheio de conquistas e vitórias.
Abraço grande a todos! Cheers...
I pray you'll be our eyes, and watch us where we go,
And help us to be wise, in times when we don't know
Let this be our prayer, as we go our way
Lead us to a place, guide us with your grace
To a place where we'll be safe...
(THE PRAYER, Josh Groban)
The Blue Fairy
E quando você acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas...
Okay, minha vida é meio clichê, vou fazer o quê?! As vezes tenho a sensação de que com um punhado de citações e poemas de Fernando Pessoa, Maria do Rosário Pedreira, Drummond e uma pitada de Clarice Lispector - para "aqueles" dias, eu poderia fazer um bom resumão dela. Enfim, eu gosto dela assim... foi o melhor que eu puder fazer, até o presente!
E cá estou, a frente com uma escolha, na verdade a escolha foi feita, mas não entendo porque sempre temos que nos agarrar aos "mas" que existem pelo caminho. Talvez, por essa razão, meu estômago esteja tão revolto... "... um pequeno passo para a vida dos outros, mas um grande passo para a minha vidinha".
Natal foi bom, diferente, mas bom! Tivemos visitas em casa, segui o roteiro e falei com a maioria dos meus amigos, matei saudades, promessas de reencontros foram feitas... Meu Natal foi meio atropelado, uma viagem ao Nordeste me deu a chance de ir ver as "franjas do mar" pela última vez neste ano... adoro sentir a energia do mar.
Nada como acordar em uma manhã de sábado e assistir ao sol mostrar sua força enquanto o mar nos brinda com a espuma a bater em nossas pernas...
Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar (Vanessa da Mata, Música)
E agora é esperar o ano novo... bom, eu não ia postar, mas para não perder "a regularidade", resolvi fazer um post "extraordinário", mas essa semana eu ainda vou fazer uma outra postagem para fechar o ano...
Inté.
From the sketch
E com a proximidade do final do ano, chega aquele momento de dar aquela revisada na lista de resoluções, escrita e pensada no final do ano passado... no meu caso, devo confessar que nem sei ao certo por onde anda a minha lista, uma vez que o ano tomou rumos que nem nos meus mais inspirados delírios eu podia imaginar.
Se no trabalho foi um ano "amarrado", e olha que eu reclamei bastante por aqui, pessoalmente foi um ano de conhecimento e reconhecimento - o que não significa que foi um mar de rosas. Engraçado como mudanças importantes ocorrem de forma sutil, quase que de forma imperceptível, enquanto os mais desatentos podem achar que nada mudou, no fundo... decisões importantes foram tomadas, projetos abandonados e conflitos solucionados.
Para 2012, uma coisa é certa... (re)começo algumas coisas do esboço, do rascunho, para isso, abro mão de coisas que já me machucaram bastante e pelas quais bebi até a última gota do cálice, fazendo questão de sentir o queimar garganta a dentro... não me perguntem o por quê?! Provavelmente as respostas, estão trancafiadas e escondidas em lugares que não me atreveria mexer neste momento. Mas tenho consciência que o fiz porque queria, e por isso não posso, e nem tenho o direito de aqui reclamar de quem quer que seja... até poderia, mas não seria justo.
E já que é época de Natal, e no Natal todos devemos ser bons, a resposta é sim! Estou falando de amor e de paixão, de uma história que talvez um dia eu conte aqui... de qualquer forma, passei o ano esperando por alguém que não mais virá, ainda que o tenha procurado em outras bocas e corpos, neste momento me vejo compelido a entregar os pontos e aceitar a minha derrota! Ele não virá, pelo menos não por mim.... Inês é morta!
Mas, falo também de projetos profissionais, cuja essa mesma linha de raciocínio também se aplica. Ainda não entendo porque é tão difícil se libertar de algo que não deu certo, aceitar que fizemos uma péssima escolha, ou que simplesmente não era para ser... tentei reescrever uma história que já nasceu errada, ... mas talvez seja o momento de escrever uma nova história! E, é com esse espírito que vou para 2012! Lembrando de Fernando Pessoa, chegou o tempo da minha travessia: e, se não ousar fazê-la, corro o risco de ficar para sempre à margem de mim mesmo...
Enfim, leve de corpo e alma, volto à prancheta!
E duas coisas ficaram martelando minha cabeça essa semana... a primeira foi que em relação ao Natal, eu sinto falta da magia, do acreditar que algo mágico acontecia... me parece que acabou ficando a impressão errada de que eu meio que era ligado na coisa do presente, coisa e tal. Bom, se você embrulhar uma pedra e me entregar, pode ter certeza que ela vai ganhar um lugar de destaque no meu quarto!
E a segunda, foi um comentário do Anônimo... no melhor estilo, quem é você?! Oi?!
Caraca... quem sou eu?! Bom, eu nunca gostei de falar de mim... e manter um blogue, por tanto tempo é uma vitória pessoal, ainda que ele seja quase que uma carta enigmática para muitos. Pensei em me apresentar por músicas, por poemas, por uma descrição... mas nada disso deu muito certo...
Acho que vou pedir para o povo que me conhece dar uma ajuda... mas vou precisar de mais tempo Anônimo, espero que até lá, você não me abandone! kkk No meio tempo, se quiser, pergunte o que quiser saber, mande e-mail, sei lá... mas aguenta ai... ;-) (Valeu pelo comentário!)
E assim, o tempo gira... fui...
Se no trabalho foi um ano "amarrado", e olha que eu reclamei bastante por aqui, pessoalmente foi um ano de conhecimento e reconhecimento - o que não significa que foi um mar de rosas. Engraçado como mudanças importantes ocorrem de forma sutil, quase que de forma imperceptível, enquanto os mais desatentos podem achar que nada mudou, no fundo... decisões importantes foram tomadas, projetos abandonados e conflitos solucionados.
Para 2012, uma coisa é certa... (re)começo algumas coisas do esboço, do rascunho, para isso, abro mão de coisas que já me machucaram bastante e pelas quais bebi até a última gota do cálice, fazendo questão de sentir o queimar garganta a dentro... não me perguntem o por quê?! Provavelmente as respostas, estão trancafiadas e escondidas em lugares que não me atreveria mexer neste momento. Mas tenho consciência que o fiz porque queria, e por isso não posso, e nem tenho o direito de aqui reclamar de quem quer que seja... até poderia, mas não seria justo.
E já que é época de Natal, e no Natal todos devemos ser bons, a resposta é sim! Estou falando de amor e de paixão, de uma história que talvez um dia eu conte aqui... de qualquer forma, passei o ano esperando por alguém que não mais virá, ainda que o tenha procurado em outras bocas e corpos, neste momento me vejo compelido a entregar os pontos e aceitar a minha derrota! Ele não virá, pelo menos não por mim.... Inês é morta!
Mas, falo também de projetos profissionais, cuja essa mesma linha de raciocínio também se aplica. Ainda não entendo porque é tão difícil se libertar de algo que não deu certo, aceitar que fizemos uma péssima escolha, ou que simplesmente não era para ser... tentei reescrever uma história que já nasceu errada, ... mas talvez seja o momento de escrever uma nova história! E, é com esse espírito que vou para 2012! Lembrando de Fernando Pessoa, chegou o tempo da minha travessia: e, se não ousar fazê-la, corro o risco de ficar para sempre à margem de mim mesmo...
Enfim, leve de corpo e alma, volto à prancheta!
E duas coisas ficaram martelando minha cabeça essa semana... a primeira foi que em relação ao Natal, eu sinto falta da magia, do acreditar que algo mágico acontecia... me parece que acabou ficando a impressão errada de que eu meio que era ligado na coisa do presente, coisa e tal. Bom, se você embrulhar uma pedra e me entregar, pode ter certeza que ela vai ganhar um lugar de destaque no meu quarto!
E a segunda, foi um comentário do Anônimo... no melhor estilo, quem é você?! Oi?!
Caraca... quem sou eu?! Bom, eu nunca gostei de falar de mim... e manter um blogue, por tanto tempo é uma vitória pessoal, ainda que ele seja quase que uma carta enigmática para muitos. Pensei em me apresentar por músicas, por poemas, por uma descrição... mas nada disso deu muito certo...
Acho que vou pedir para o povo que me conhece dar uma ajuda... mas vou precisar de mais tempo Anônimo, espero que até lá, você não me abandone! kkk No meio tempo, se quiser, pergunte o que quiser saber, mande e-mail, sei lá... mas aguenta ai... ;-) (Valeu pelo comentário!)
E assim, o tempo gira... fui...
xx
Letra traduzida, aqui.
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