Um Sentir

Sábado, 13h37 é o horário que o laptop marcar quando eu comecei a escrever, entretanto há outros fusos a me interessar... estou sentado displicentemente na mesa, pés apoiados na cadeira da frente... brigando com o sono...

Olhando pela janela, lá fora, um belo dia com direito a céu azul, sol, calor, parece convidativo... Tudo parece ter um colorido diferente hoje... Um clima de calmaria se faz presente no ar, o que contribui para aumentar meu sono. Mas continuo guerreando com ele... não quero dormir, prefiro ficar a esperar... Enquanto meus olhos observam o vento brincar com as cortinas, revisito pensamentos e conversas na minha mente, dou risada sozinho... suspiro.

Me distraio com os passarinhos lá fora... com seu canto, parecem querer me contar algo, que eu não consigo compreender, imagino o que você estará fazendo, por onde estará?! E a briga continua... talvez os sonhos possam me levar até a "minha pasárgada".. 

Silêncio... tudo calmo, tudo quieto...

E assim, vejo a tarde avançar da minha janela... entre pensamentos e sonhos, ainda acordado, eu continuo manhoso... a brigar com o sono...
....

E assim, meu sábado vai indo... devagar...

Abração...

"...E essa tal felicidade anda por aí,
disfarçada, como uma criança traquina, brincando
de esconde-esconde..."

Tempo, tempo, tempo

Eu e o Tempo, uma relação esquisita desde muito tempo...

Eu sempre aparentei ser mais novo, o tempo parece que demorou mais para passar por mim. Certa vez, uma radiografia realizada durante a adolescência mostraria que minha idade cronológica não batia com a idade do meu corpo, ele era mais "novo". Lembro que quando fui me alistar, todo mundo me perguntava se eu era voluntário, perdido entre tantos "homens feitos", eu parecia um garoto! 

Na contra mão do corpo, o tempo passou mais rápido para minha cabeça, e logo, eu sempre pensei como alguém mais velho, e foi assim que eu me vi fora do meu tempo, como se tivesse achado a máquina do tempo e de repente estivesse em um tipo de futuro. O que nunca foi exatamente uma "questão" para mim, talvez tenha me permitido ver mais coisas que meus parceiros de jornada, mas ver não é tudo... é preciso vivê-las..

Mas, para algumas coisas, o tempo se congelou para mim, e por isso, vez por outra ainda encontro no espelho, o reflexo daquele garoto de cabelos fartos, ansioso aos seus 17 anos, orbitando ao redor daquela menina que na época era sua grande paixão. Ainda que o corpo tenha crescido, mas aquele garoto ainda está lá, com os mesmos cabelos que o vento teima bagunçar antes que a primeira esquina seja dobrada, ainda encantado... não mais por ela, é verdade. 

Para as outras coisas, parece ter brincado com o tempo... assim, conquistou coisas cedo, deixou outras batalhas para mais tarde, e com a ousadia dos que desconhecem o perigo das coisas, se perdeu brincando com o que desconhecia... e assim, quando parecia que não ia mais conseguir colocar o seu tempo em ordem... o tempo, lhe apresentou as saídas, lembrando sua avó que sempre dizia: Tudo com tempo tem tempo!

E assim, enquanto busca acertar o tempo de "seus relógios", também espera o tempo dele... para quem sabe juntos, possam aproveitar...
o tempo!


...Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Entro num acordo contigo
Tempo, tempo, tempo, tempo...
[ORAÇÃO AO TEMPO, Maria Bethania]

Ah! As segundas-feiras... boa semana!

As Franjas

[Clique na figura para aumentar]

Eu não sou exatamente um garoto de praia, para ser sincero, creio que cabe nos dedos de uma mão as vezes que fui à praia. Mas isso não significa que eu não goste de praia, em especial, adoro o mar... além de caminhar sentindo a espuma nos pés, me encanta poder observar o mar, onda após onda, quebrando na praia, isso me acalma.

As vezes me pego pensando na época das grandes navegações, na sensação de se jogar ao mar, sem ao certo saber o que iria encontrar...  O tempo passou, os portos não são mais os mesmos, os navios cederam lugar a veículos mais modernos, mas as vezes, tudo o que a gente carrega, ainda é um certo medo do inesperado e o desejo de encontrar nossa tão esperada terra prometida.


Essa foto eu tirei a última vez que vi as "franjas do mar"... manhã de sol, Terra de São Salvador, uma conversa só entre eu e o mar...



Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí

O Plano de não ter um plano.


Eu sempre fui de planejar as coisas, eu sempre gostei de ter controle sob as coisas, tanto é que na equipe, eu sempre sou aquele que tem tudo o que os outros precisam, ou sabe quem pode ajudar [kkk]... Meu caderno de anotações é/era famoso entre os meus colegas da Firma, adivinha quem era o único que sabia a data em que determinada ação começou, ou o quê foi discutido quando?! 

Ironicamente, na contra capa dele há uma anotação dizendo que "vida" é o que acontece enquanto estamos ocupados fazendo outros planos. Pior, com a minha letra, mas eu nem me lembro quando ou porque coloquei aquela anotação lá... guilty as charged!

Fato é, que meus planos estão mega bagunçados nesses últimos tempos, não sei se caso ou compro uma bicicleta, início de Agosto eu tinha alguns planos para esse segundo semestre, a essa altura do campeonato, não faço menor ideia do que vai acontecer. Para ser sincero, até tenho uma ideia do que acontece com alguns, mas isso de repente parece tão menor, que não importa.

De verdade, parece que eu estou vivendo... depois de muito tempo, parece que tenho vivido um pouco... e tem sido bom! O meu caderno está aqui, ao lado do computador, mas a dias não o abro... parece que agora estou ocupado vivendo!

Essa semana acho que começo a ter uma noção melhor dos "próximos passos", quem sabe alguns novos passos possam ser dados, enfim... respirar fundo, e como dizia minha abuela, tudo com tempo, tem tempo!

"Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas,
parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida
para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe.
E ele conta. Com a calma e a clareza que tem"
(CAIO FERNANDO ABREU)

Mea Culpa

Bom, eu estou de castigo por um tempo em casa por um tempo, e durante o final de semana, recebi o convite de uma amiga para que caso eu já pudesse sair, para visitá-la, uma paciente havia desmarcado e poderíamos conversar. Então, no dia combinado, lá fui eu... passei na minha padoca de eleição e fiz questão de comprar algumas coisas para animar a tarde. Na horário combinado, lá estava eu...

Foi um tarde muito boa, ela é aquela pessoa com quem podemos conversar abertamente, que nos faz bem conversar e desde minha mudança foram poucas as chances de uma "consulta" para mim... Como brincou um amigo, falei até dar caimbra na língua [kkk]. E foi nessas conversas, que acabei revisitando alguns pontos do meu passado, na verdade conversávamos, sobre o tempo das coisas e a dificuldade de ser um adolescente "passado".

Quando eu era criança, em Santo André mesmo (não em Barbacena), lembro que um dia um amigo da turma, não pode sair para brincar porque estava com caxumba, daquele dia em diante, bastava contar o tempo de incubação e todos os outros garotos foram "caindo"... na minha casa não foi diferente! Lembro de não poder sair da cama, tudo com muito cuidado! Mas eis que meu pai começa a reclamar de um pêlo engravado, minha mãe, de sombracelhas erguidas, decretou o veredito. Caxumba!

Meu pai fez graça, chamou-a de Maria Caxumba, e que tudo para ela era Caxumba! Lembro que ele foi jogar bola com os amigos, tomou sereno, tomou cerveja, enfim... se jogou!!! No outro dia, "o pêlo" havia inchado... de tal maneira que na primeira colherada de sopa, ele colocou as mãos na cabeça e saiu correndo de dor. Anos mais tarde, brincaríamos que a Caxumba "não desceu", porque não passou pelo pescoço... a coisa foi tão séria, que o médico não diagnosticou Caxumba, deixou em observação com receio que pudesse se tratar de algum tipo de abcesso. Meu pai perdeu a mãe muito cedo, ainda criança, e naquela época meu avô também já tinha falecido... e ninguém suspeitava que um burro velho não tinha tido caxumba quando era criança!.

Enfim, há coisas que são para ser vividas em determinadas épocas... conversando com ela, eu vi que na tentativa de fazer as coisas certas, mexi com a ordem de algumas coisas na minha vida... e assim como a ocorrência de uma doença infantil em um adulto, hoje eu tenho que descobrir coisas que supostamente já devia saber como lidar.

Por outro lado, fico pensando que foi justamente esse caminho, levemente tortuoso, que me tornou a pessoa que sou hoje. Será que se eu tivesse feito o dever de casa, eu seria diferente, ou estaria em algum "universo paralelo"?! Boa pergunta... mas não sei se as respostas me interessam, porque ao olhar ao meu lado, e ao meu redor, e ver todas as pessoas que me cercam... eu fico muito feliz por ter chegado até aqui...

E lá se foram os meus pontos... nem doeu! Confesso que estava, um tanto quanto cagado, oops, quero dizer apreensivo! Mas nem senti nada... cicatrização ocorreu de forma bacana e felizmente estamos indo bem. Hoje faz 15 dias que eu operei, estou aprendendo a entender os sinais que meu corpo tem dado, estou me acostumando a ideia de que agora sou uma pessoa que toma remédio para o resto da vida, mais que isso... tenho procurando entender o significado de todo esse "sacode" na minha vida...

Até por isso, ainda preciso escrever alguns emails de agradecimento... me assusto como as vezes podemos ser capazes de entrar em uma discussão ferrenha, mas como é difícil parar, olhar para quem nos é importante e dizer um agradecimento de coração... seja por timidez, seja por vergonha mundana, sei lá...  mas acho que agora já dou conta!

No meio tempo... eu fico por aqui, dançando com meus pensamentos!!! ;-)

Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem
(MACHADO DE ASSIS)

Reservismos Tolos

Eu gosto muito de assistir televisão, seja aberta ou a cabo, ambos atraem minha atenção, e não acredito muito na "manipulação das massas", "nem que a TV vai acabar com "a tradicional família mineira", na minha casa aprendemos desde cedo o "PODER" do botão de ligar e desligar. Ontem foi ao ar o último capítulo de Saramandaia, ao ler as primeiras notícias, eu confesso que não entendi as razões de ser fazer uma nova versão de "algo  tão velho" e surreal, como na minha casa eu não tenho TV a Cabo, previ a chegada de tempos difíceis  já que normalmente durmo mais tarde. Que bom que a gente erra, né?!

Passados 57 capítulos, dos quais devo ter assistido a quase todos, fiquei encantado com a riqueza da obra de Dias Gomes e, com o trabalho de adaptação feito por Ricardo Linhares nesta versão, sem mencionar é claro os recursos tecnológicos empregados em alguns efeitos especiais. Fiquei boquiaberto com a forma como a obra abordou diversos assuntos e temas tão atuais... discursos primorosamente construídos, permitiram abordar questões que estão em nosso dia-a-dia, aprender a lidar com as diferenças, aceitar nossas próprias diferenças, a hipocrisia, dentre outros - achei a mensagem muito bacana, sendo impossível não se identificar em um, ou vários, momentos.

Nos capítulos finais, me chamou a atenção o desfecho para uma personagem em especial, o Delegado Petronilio, bom moço, que não bebia, não fumava e que tinha feito votos de castidade! Considerado um bom partido, no final, ele faz um discurso muito bacana:

- Sabe eu perdi muito tempo com Reservismos Tolos, com a opinião dos outros, alias eu acho que fiz votos de castidade por medo de ser quem eu sou. Eu achava que ia estar a salvo das tentações. Mas eu fui pego no pulo! 

"Tamo junto, Neide!!!" (explicações da expressão aqui), eu pensei... quem nunca né?!
Quem quiser entender o contexto dessa frase, eu recomendo ver essas duas cenas:



No mais? Tempos de pensar... e de sonhar!!! /
Reza a lenda, que nós temos 7 corpos astrais, não sei se é verdade, mas com certeza tá difícil juntar os meus... sabe aquele dia muito legal que a gente não quer que termine nunca?! Pois é, tenho me sentido assim nos últimos tempos... 

No meio disso tudo, tem ganhado força um outro pensamento, durante um tempo eu fiz trabalho voluntário [LINK], o "sacode" e o carinho que eu recebi nesse último mês tem me levado a repensar a ideia de voltar a me dedicar novamente a algum tipo de trabalho...  meditar eu irei!!!

E o desafio?! É tudo novo de novo!!! ;-)

"A inspiração que vem de um
objetivo importante, de um projeto
extraordinário, faz as idéias brotarem,
a mente transcender as limitações e 
a consciência se expandir
em todas as direções, revelando um
mundo novo e maravilhoso.
Forças, capacidades e talentos
criam vida, e você se descobre uma
pessoa muito melhor do que
jamais pensou ser."
(PATANJALI)

Os Carneirinhos! Eu perdi a conta...

Essa é a primeira coisa que eu me lembro de ter dito, ainda meio dopado, ao começar a acordar de uma cirurgia que eu fiz essa semana. Engraçado é que três horas antes, minutos antes do início da cirurgia, a última coisa que eu me lembro é do médico anestesista me perguntando se eu já estava vendo os carneirinhos...  a mente da gente é uma coisa muito doida!

Eu tinha decidido levar isso meio que "discretamente", mas no fim a coisa saiu um pouco do meu controle e acho que acabei causando uma preocupação para algumas pessoas queridas. Foi mal gente...  Resumindo uma longa história, entre a viagem de São Paulo e Brasília, eu fiz alguns exames, de rotina, e na volta recebi aquela fatídica ligação da minha patologista me avisando que eu tinha uma consulta naquele mesmo dia com a minha médica.

Eu ainda ri, afinal... elas nem se conhecem, e como eu poderia ter consulta naquele mesmo dia, os outros exames nem tinha ficado prontos. Mas eu tinha, além do tom dela ao telefone, ao desligar, juntei os pontos... minha patologista ligou para a outra médica e elas querem me ver, "Acho que me ferrei!" - foi o que eu pensei!

Isso eu ainda conto com calma outro dia, por agora, eu quero mesmo deixar registrado que estou bem e mais que isso agradecer a todos aquele que estiveram junto comigo nesses dias. Matheus, Edu, Lucas (Ermão), Margot, "Dolouglas", são apenas alguns que eu vou citar que fizeram parte do bloco do "Tamo Junto Neide", e em nome de quem deixo meus sinceros agradecimento pelo apoio e amizade. Além da minha família, também há aquelas pessoas que são um presente na minha vida, algumas eu diria que são quase como um remédio milagroso! E acho que nunca terei como agradecer tamanho carinho.   ;-)

Mas, cá estou de volta!!! Por enquanto eu ainda estou no momento "paciente inglês" e não posso abusar muito, mas depois explico tudo com calma.  De qualquer forma, suponha que você tenha que passar por uma coisa chata em um momento muito legal da tua vida?! A gente deve ficar triste ou alegre?!  Talvez triste, porque a coisa chata vai te atrasar em algumas coisas que você queria muito fazer, mas talvez seja bom ficar Alegre também, porque apesar da coisa chata estar no teu caminho você tem tanta coisa legal para te esperando, que faz de tudo para ficar bom logo, né?!

Eu optei por ser grato por tudo e, simplesmente seguir em frente! Infelizmente, eu sei que causei alguns "abalos na força" no último mês, trazendo preocupação e angustia a pessoas muitos queridas a mim. Foi um período estranho, uma espera barulhenta que se faz dentro de um silêncio estranho, que vai se revelando a cada exame, a cada plano que somos obrigados a postergar, e olha que eu tenho uns planos tão bonitinhos! ehehe.

Tantas pessoas se preocuparam comigo, tantas pessoas rezaram por mim, que tenho por dever honrá-las e fazer bom uso dos meus diazinhos daqui para frente. É uma pena que um "muito obrigado" pareça tão pouco para agradecê-las...

Então... em breve, voltamos a nossa programação normal! ;-)


"Aprendi com a primavera; a deixar-me contar e voltar sempre inteira"
(CECILIA MEIRELES)

Uma Surpresa

Para quem ainda não sabia, hoje (12/09) é o dia do meu aniversário!!! Pois é...

Voltando para casa essa semana, enquanto eu diria, eu me lembrei de alguns 3 ou 4 anos atrás, quando por conta de uma situação muito delicada pela qual eu e minha família passamos alguns dias antes do meu aniversário, eu fiquei completamente devastado... sem ânimo para nada! Acho que foi o aniversário mais esquisito que já tive...

Alguns dias depois, uma amiga tentava de todas as formas me convencer a ir a uma jantarada com mais alguns amigos, e eu de todas as formas tentando escapar, esgotado o saco de desculpas esfarrapas, eu me vi obrigado a aceitar... e no dia combinado, lá fomos nós à jantarada na casa de um amigo. Passamos na casa dela para terminar de pegar as coisas e finalmente chegamos à casa. 

De repente, um barulho e estranho e quando me viro para olhar, vários amigos e toda a minha família estavam lá, era uma festa surpresa para mim! A primeira fez que realmente foi uma surpresa para mim! Acho que nem em muitos anos seria capaz de imitar minha cara de espanto, susto e "de paisagem", ao encontrar com todos ali... reunidos! A verdade é que nem eu sabia que tava tão para baixo naqueles dias e aquela festa foi uma mão estendida para mim. Devo essa a minha amiga!!!

E cá estamos novamente em mais um 12 de Setembro...

Normalmente eu sou meio blazè com esse lance de aniversário, não sou muito de comemorar, vez ou outra faço um jantar em casa para amigos, mas confesso que geralmente fico deveras sem graça e sem jeito. Mas esse ano em particular, tudo está um pouco diferente e achei por bem fazer o meu "outing" de aniversário.

Talvez a falsa certeza de que temos muitos aniversários a celebrar, nos tornem meio relapsos com tão importante data. Mais que isso essa displicência nos leva a muitas vezes deixar de dizer um "obrigado", um "eu te amo", para todos aqueles ou aquelas que enchem nossos dias de cores, e até mesmo de celebrar a vida. Como diz o ditado: Só damos valor ao que tínhamos! E muitas vezes precisamos de um "sacode" para dar conta disso.

Por ironia do destino, após todo essas conclusão "lógica e racional", eu vou passar meu aniversário sozinho, fisicamente sozinho é verdade, porque no fundo eu sei que várias pessoas queridas estão comigo em meu pensamento, enquanto eu estou no delas no dia de hoje. Faz parte!!!

Mas, no meio tempo, deixo aqui registrado os meus sinceros agradecimentos à todos que estão e que já passaram por aqui, e que de alguma forma se tornaram personagens no livro da minha vida!

Feliz Cumple para Eu!!! ehehehe


Aqui no Paraguai, um dos ritmos tradicionais é a Polca Paraguaya, e há uma em especial que é muito tocada em festas de aniversários, meu avô adorava essa polca e era costume dele, colocá-la bem cedinho para acordar o aniversariante... Já tem alguns anos que ele se foi, mas ninguém nunca se esqueceu desse gesto dele. Essa não é a melhor gravação, mas serve para quem quiser conhecer um pouco mais.



Felicidades, bien de mi vida
que tu destino te brinde siempre felicidades,
que un cielo hermoso de dicha eterna
alegre siempre tu corazón.
Sea un milagro toda tu vida
gloria enjoyada de realidad
y que en tus sueños también recibas
un tierno beso de felicidad.
(FELICIDADES, Cirilo Ramón Zayas)

Estranho mundo Estranho

Tem alguns dias que ando tentando escrever, e nada! Não que não tenha nada a dizer, talvez até o contrário, mas a verdade é que ando em um tempo meio de conflitos... nada muito sério, ou na verdade, algumas coisas sérias, outras nem tanto, mas a verdade é que está tudo meio bagunçado nos últimos tempos.

Agosto chegou e me atropelou, como um tsunami, não deixou nada no lugar, e mal sabia eu que aquelas "andanças" do início do mês, teriam um impacto tão significativo na minha vida. A sensação que tenho é tal qual alguém batesse embaixo de um tabuleiro de damas, pois é, a vida se encarregou de dar um pontapé embaixo do meu tabuleiro, e tudo o que aparentemente estava no lugar se esparramou por aqui.

Pode parecer que eu estou reclamando, ou me lamentando, não?! Pois é, exatamente o contrário, devo dizer que a tempos não me sentia tão vivo e animado. Contudo, não me lembro mais como tinha arrumado as peças da primeira vez e, descobrir um novo arranjo para o tabuleiro da minha vida, tem sido meu foco nesse último mês. Vem dai alguns desses conflitos que mencionei anteriormente, nada parece estar se encaixando, pelo menos não, no tabuleiro atual.

No meio desse torvelino de emoções, vou tendo que lidar com diversas coisas, algumas boas outras não tão boas assim... e assim, eu poderia citar pelo menos dois outros lugares onde gostaria de estar nesse momento, mas nenhum é aqui. Ainda que esteja fisicamente aqui, a cabeça e o coração tem andado por outros lugares... e devo confessar que eu também gostaria de estar em outro lugar.

De qualquer forma, como diz a música: "O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído", e assim... vamos nós. 

"Segura no leitão!"


"E afinal o que quero é fé, é calma
E não quero ter estas sensações confusas"
(Álvaro de Campos)

Um Agosto

De repente me dei conta de que não vi Agosto passar...

Me lembro de ainda no final de julho estar lendo o texto do Caio Fernando Abreu, falando sobre Agosto passar, me lembro de ter pensado em fazer um post brincando com isso e, cá estamos!!! Agosto passou... ou me atropelou, não sei direito, devo confessar.

Foram tantas coisas, que não saberia dizer se o saldo foi positivo ou negativo, como diriam meus nobres amigos advogados, in dubio pro reo, ou seja, na dúvida favorecemos o réu, e nesse caso é com alegria que eu declaro que o mês foi de mais de bão!

Fiz algo que há tempos não fazia, viajar!!! Ainda não foi exatamente a viagem que precisava fazer, apesar de não ter feito tudo o que planejara, foi bom revisitar lugares e pessoas que são queridas. 

Retomei algo que a tempos estava parado!!! É bem verdade que vou sofrer um atraso nos planos originais, mas é algo temporário que tenho certeza que em breve eu consigo por em dia, mas foi bom reencontrar um norte, uma direção.

Me senti como a tempos não me sentia!!! E como diria Osvaldo Montenegro: E sem que a gente perceba, a gente se encontra... e tem sido bacana me encontrar, reencontrar, ...  ;-)

No mais, ando em um tempo meio estranho, de espera... de paciência... mas ao mesmo tempo de pressa, queria um bocado de coisas, e assim... vamos que vamos, porque como diz a música: "O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraido!".

Acho que não volto mais em Agosto... mas sabe né, a qualquer momento podemos interromper a nossa programação normal! ;-)

Inté.


Tirei a foto dessa plaquinha, na época em que a Feira da Torre (em Brasília), ainda acontecia embaixo da torre, apesar de ter ficado intrigado na ocasião, mal sabia que precisaria de alguns anos para poder me encontrar... (Viajar, é bom!!!)

The Believer

Acreditar em algo não é algo simples, carregar em si uma certeza que ninguém mais consegue visualizar, ou que na grande maioria das vezes nem nós mesmos somos capazes de explicar e por vezes julgamos que, apesar de nossa crença, aquilo é algo tão distante ou inviável, requer um enorme esforço, e por assim dizer... muita crença!

Mas não deveríamos desfazer de nossos instintos, de nossos desejos e das coisas que acreditamos, se aquela certeza existe em seu peito, por alguma razão ela está ali... é bem verdade que quase sempre iremos enfiar os pés pelas mãos, criar regras, se perder nelas, outras vezes, as coisas não sairão exatamente do jeito que pensamos – ainda bem né?!

Mas isso também deve ser o que se chamam de viver! As vezes me assusto ao perceber que “apesar de tudo”, eu apenas sobrevivi durante muitos anos da minha vida... não que isso me chateie, foram graças a esses anos que talvez hoje eu possa ser capaz de reconhecer algumas coisas ao olhar, ao senti-las. Também não digo com isso que foi fácil, nem que é um caminho a ser seguindo, de forma alguma... provavelmente foi o caminho mais pesado ou penoso, mas foi o melhor que eu pude, ou achei que podia, fazer naqueles momentos.

Uma vez eu vi em um centro espirita, uma plaquinha simples, impressa em papel A4 onde se podia ler: “Tudo Passa!”... Intrigante aquela plaquinha, entre tantas mensagens tão maravilhosas, aquela me marcou. Tempos depois eu viria a entender que passa mesmo! Basta acreditar, ter uma pitada em fé em alguma coisa, e seguir em frente... mesmo quando temos vontade de parar, de voltar ou sequer sabemos para onde estamos indo...

Minha única reclamação se posso chamar assim, é que os momentos bons sempre parecem passar mais rápido que os “não-bons”, mas talvez seja justamente por isso que eles sejam bons, não é?! [hehehe]

E se tudo passa, é sinal que algo novo começa, ou recomeça, e por isso não podemos esquecer-nos de estar prontos e atentos a esse delicioso convite que é a vida...  e sem que a gente perceba a gente se encontra!


E cá estou de volta... Latinha Reloaded!!!

Este deveria ser um PPA (Puta Post Acumulado), mas acho que terei que ir contando aos poucos, vale registrar que a viagem à Brasília foi super show e o regresso me reservava mais uma grata surpresa, mas nem só de momentos bons vive um Latinha e algumas questões surgiram para disputar a atenção, mas como eu disse, tudo passa!

E assim... vamos indo... e a gente vai se falando! ;-)

Daylight

Hoje eu estava dando uma olhada nas atualizações de uma rede social, como diriam os jornalistas, quando uma amiga publicou uma versão legendada da música Daylight do Marron5, não sei porque, pode ter sido algo que eu tenha comido [kkk], mas boom!
Foi quase como uma viagem no tempo...

Confesso que foram raras as menções a esse "Ele" aqui no blogue, por enquanto, mesmo que algum tempo já tenha passado, tudo ainda é muito recente e vivo... então...

Mas, uma viagem, que por coincidência é a mesma que farei depois de amanhã (sexta-feira), o traria até aqui... seu voo, em um horário de certa forma inconveniente, o obrigaria pernoitar na cidade e como um bom samaritano, eu me ofereci para ajudá-lo, ele passaria a noite na minha casa, onde seu carro ficaria até sua volta.

Fui encontrá-lo após o trabalho, posso descrever a roupa que Ele usava, e lá fomos para minha casa... passariamos a noite conversando, assunto nunca faltou entre nós. Daria tudo para senti-lo novamente junto ao meu peito, enquanto conversavamos... meu reino por mais um daqueles beijos, que tantas vezes me inebriaram... Ninguém dormiu aquela noite, para ser sincero, nem vi as horas passarem... e como nos contos de fada, temi pela chegada do novo dia. Não foi uma noite de [cof cof cof] amor... mas foi uma noite em que duas pessoas, se permitem conhecer, em que compartilham um momento.

A madrugada seria a testemunha do último abraço naquele aeroporto... 
Vi seu avião decolar, em um céu que parecia ter sido pintado a mão, fiquei vendo até que ele se misturasse as estrelas que saudavam o novo dia... e o aperto no coração, parecia tentar me alertar para o que viria.

Mas a verdade é que aquela sempre foi, e pelo jeito será, a minha noite especial, e infelizmente foi como diz a música:

Isso é muito difícil, porque sei que
Quando o sol chegar, eu vou embora
Este é o meu último olhar
Isso em breve será uma memória.

Uma bela memória...


Business & Pleasure

Primeira fase das andanças foi completada com sucesso!

Terminada algumas reuniões que eu tinha na sexta-feira, podemos dizer que a viagem realmente começou, e creio que a palavra de ordem foi... Envelhecer!

Interessante ver a ação do tempo, sobre as pessoas, sobre as relações, sobre a vida em geral... como eu disse no outro post, uma das missões da viagem era "levar" meu pai para passear,  o que incluía vistar algumas pessoas amigas de longa data e que há tempos não víamos pessoalmente. Para muitos, isso pode parecer meio chato, mas confesso que eu até gosto... desde sempre, eu converso com os amigos do meu pai, então hoje, que a maioria deles já são "senhorezinhos", acho interessante conversar com eles.

O primeiro amigo que visitamos, ainda em São Paulo, fazia muitos anos que eu não o via, só tinha notícias pelo pai... confesso que fiquei surpreso ao reencontrá-lo... a visão que eu guardava dele, provavelmente de algum almoço em casa quando eu era criança, era a de um homem, "amigo do meu pai". E de repente, encontro um "senhorzinho", ainda ativo e bem disposto, cuidando de sua própria empresa, mas que já apresenta na pele as marcas do tempo e, cabelos bem branquinhos! Caraca, meu pai não tem os cabelos brancos, apesar da idade, ele ainda esta um pouco grisalho apenas e talvez seja por isso o meu espanto inicial.

Outro ponto alto da visita, foi a casa de um amigo de infância ele, dessa vez em Campinas, sabe aquela casa que você ia criança?! Foram várias festas de Natal, aniversários, almoços de domingo, casamentos, em que estivemos juntos. Cresci chamando-os de Tio e Tia, e lá me sinto tão a vontade, que já havia voltado outras vezes sozinho, e dessa vez, com o meu pai, a coisa foi como das outras vezes, é como se por uma tarde, eu tivesse a chance de voltar no tempo.

A casa, os móveis, a dinâmica da coisa toda... o café da tarde preparado, que apesar do delicioso bolo de chocolate que havia sido feito, parecia que a qualquer momento veria sob a mesa aquele "famoso" rocambole [com goiabada] que a Tia sempre fazia e que eu adorava!

Infelizmente, o tempo também tem seu preço... teria sido uma tarde igual aquelas de antigamente, não fosse a lembrança daqueles que já partiram ao longo desses anos e das histórias de doenças, e hospitais, que sem fazer cerimônia passaram a ganhar maior espaço nas conversas. 

De qualquer forma, fiquei feliz em vê-los conversando... além da certeza que quase sempre não somos capazes de reconhecer a sorte que tivemos [ou temos], serviu para reforçar a certeza que quando temos amigos de verdade, não importa a distância, ou os dias que se passaram, sempre é tempo de poder "viajar"! 

E agora, vamos a segunda fase... novos destinos, novas cores, novas histórias, novas conversas...

Este vento que está soprando as ondas
Continuará soprando depois que todos se forem
E o mar revolto e os sussurros do mar
Ainda estarão aqui quando outros dias vierem
A areia da praia, transformada em torres pelas crianças
Ainda estarão aqui, mesmo depois de crescermos
E este sol que desaparece tão de repente
Ainda irá iluminar outras vidas
Nem tudo o que existe é levado pelo vento
Nem tudo está morto e enterrado na areia
Banhado pelos oceanos
Melhor não saber tudo
Para seguir em frente, sem perguntar tanto
Para cair, para levantar, sem ter que lembrar
Para dar amor, dar amor

Augie Doggie & Doggie Daddy

É engraçado como em nossa vida podemos encontrar características "interessantes", uma das minhas... é viajar! Não que eu sonhasse em desbravar o mundo, ou coisa parecida, mas desde pequeno elas estão presentes na minha vida, fosse nas férias ou nas visitas ao meu avô.

Na época da facul, o campus onde eu estudava, era distante 40 km da cidade, o que pode ser interpretado como uma pequena viagem, apesar que para os padrões paulistanos, isso não é nada! Mas foram várias festas "rodoviárias" no fretado... ;-)

De qualquer forma, os estudos me levariam a outras viagens, durante um tempo, viajando semanalmente por mais de um ano, outro curso, praticamente me fez ter duas casas... e nada menos que mil quilômetros [kkk]. Mesmo quando eu achei que era tempo de sossegar, acabei na estrada, já que os amigos estavam, e ainda estão, distribuídos por esse mundão.

Hoje os tempos mudaram um pouco, tenho ficado mais preso por questões de trabalho, mas mesmo assim, sempre que possível, vira e mexe, é tempo de partir. E, é assim, que vou terminar essa semana na estrada... se as coisas se encaminharem conforme o planejado, os próximos meses podem me levar a um recomeço, e por consequência a novas viagens... E como eu dizia no começo, esse parece ser mesmo o "meu caminho"... andar por ai... gostava que fosse acompanhado, mas até o momento, além dos sonhos... só mesmo a companhia dos meus amigos imaginários. Mas, quem sabe...  ;-)

Augie Doggie & Doggie Daddy, ou Bob Pai & Bob Filho como eles ficaram conhecidos aqui no Brasil, é um desenho da Hanna-Barbera, que quando eu assistia, já era meio velho, por isso imagino que muita gente nem se lembre mais deles [kkk]. Mas eles também faziam parte da Turma do Zé Colmeia, alguém? Ninguém?! Enfim, me lembrei deles esses últimos dias... 

Essa viagem da semana que vem, me permitiria reencontrar alguns amigos, a quem há tempos venho devendo uma visita, mas também se apresentou como uma oportunidade de uma viagem no melhor estilo "Bob Pai & Bob Filho"... 

Amadurecer tem umas coisas interessantes, nos dá a capacidade de começar a ver coisas que não víamos e de retribuirmos coisas, que na época nem tínhamos noção que ganhávamos. Percebo que meu pai, que sempre foi ativo e determinado com as coisas, com o peso dos anos, começou a hesitar em alguns momentos e a destreza e agilidade de outrora já não é mais a mesma.

Enquanto começava a acertar detalhes e tudo mais, me passou a mente, que agora, não sou mais eu que vai viajar com ele, como tantas vezes fizemos. De fato, hoje é ele quem vai viajar comigo... e mesmo que sinta pelos amigos que não poder ver (dessa vez!), fico feliz por retribuir esse momento... 

E assim vamos nós, uma semana, três cidades... e seguuurraa peão! 

E, apesar do tempo eu não congelei... foi quase! Até ameaça de neve andou rolando por essas bandas, mas no fim, ficamos em uma geada "básica"... foi bacana, não fosse a voz de Pato Donald que eu fiquei por conta da minha garganta que #partiu

Inté!

23 de Julho

Véi, na boa, tá muito frio!!! Lá fora a temperatura está na casa dos 3 graus, nevou em uma cidade próxima, e tá frio bagarai... A maldição do Rudolph já me pegou novamente, mais uma vez eu estou igual a rena do nariz vermelho!

Visitas se foram, os dias foram muito bacanas e, em seu tempo, irão se transformar nos posts.

Mas hoje, é um daqueles dias em que a gente para por um minuto e de alguma forma precisa registrar, ainda que não saiba ao certo o que, nem porque, fato é que um ano se passou... e o melhor registro que eu encontrei foi a seguinte frase:

"Há um véu de silêncio entre nós.
Coisas não ditas que se pressentem. Não é um silêncio magoado ou ferido.
Apenas um receio de cruzar linhas por onde já fizemos equilibrismo.
Ambos sabemos que não vamos atravessá-las.
Mas os dois acarinhamos esse futuro que não tivemos, como memória intocável e pura".

Se eu não congelar, até o final da semana eu volto! ;-)

Inté.

Apenas Eu...



Alguns diriam que a cabeça é dura mesma, mas devo confessar que eu sempre gostei “da impossibilidade das coisas”, pessoalmente sempre observei que nossos pais não nos criam aceitando a possibilidade de desistir, ou mudar de opinião, eu mesmo já tive longas discussões “comigo mesmo” por conta disso, e sempre foi difícil aceitar que eu errei, ou então que eu mudei de ideia. Devo confessar que a coisa mais libertadora que fiz certa vez foi desistir de algo importante, quase no final. Para mim, foi algo quase como largar uma noiva na porta da igreja, mas era no campo profissional! ;-)

É bem verdade que levei alguns anos para me recuperar do baque e, não foi fácil aprender a lidar com as reverberações disso, pior que não foi pela reação dos outros, mas por conta das minhas próprias cobranças, pelos meus padrões que mesmo sem imaginar eu acabei me impondo em algum momento...

Eu não culpo só os pais, ainda que acredite que a maior parte deles tenha uma parcela de culpa, a verdade é que em alguns assuntos eu deveria ser um pouco mais esperto, mas..., confesso que eu também sempre gostei de jogar by the book. O que em linhas gerais é bom para minha profissão... mas na vida pessoal sempre me dá umas dores de cabeça.

De qualquer forma, a verdade é que otimista, ou tolo, eu nunca fui bom em largar algo para trás... anos atrás, um grande e querido amigo, me disse que eu precisava aprender a desapegar! E isso meio que ficou martelando na minha cabeça... mas como faz?! Toca um foda-se e manda para geral?

A questão é que eu nunca fui o cara da geral... assim, vamos colocar ali na prateleira e vez por outra a gente tira um pó, olha, lembra e devolve...A verdade é que muitas vezes, para mim, as impossibilidades sempre pareceram mais interessantes que as possibilidades... pronto falei!

E esse foi um post meio sem pé, nem cabeça, e que para ser bem honesto eu tava pensando em outra coisa quando comecei a escrever, mas... ele apareceu. E apesar de não ser o Kevin, acho que hoje foi dia de falar sobre mim...  ;-)


Me multiplicando em sol
Tento uma canção pra você
Trago flores, girassóis
Não me importa mal me querer

O que vai em mim vem
de um desejo imenso de ser outra vez
Um barco, um azul
Outra vez, de tarde, morrer

Céu sem naves espaciais
Flores, só naturais
Só nóis dois e as coisas banais
Mais não, pra quê.
Para que o mundo
Segue o mundo 
Sem o mar
Sem amar

De que vale o som sideral
Ou uma rima mais genial
Se o amor está aqui, neste sal
Nesse encontro franco e frontal

Nesse barco longe do mundo
Toda a nossa vida e um segundo
Pra dizer ao mar que voltei
Que sou do mar, sou do mar, do mar.
CARTA AO MAR - Elis Regina [para ouvir]