Quem quiser entender o contexto dessa frase, eu recomendo ver essas duas cenas:
Reservismos Tolos
Eu gosto muito de assistir televisão, seja aberta ou a cabo, ambos atraem minha atenção, e não acredito muito na "manipulação das massas", "nem que a TV vai acabar com "a tradicional família mineira", na minha casa aprendemos desde cedo o "PODER" do botão de ligar e desligar. Ontem foi ao ar o último capítulo de Saramandaia, ao ler as primeiras notícias, eu confesso que não entendi as razões de ser fazer uma nova versão de "algo tão velho" e surreal, como na minha casa eu não tenho TV a Cabo, previ a chegada de tempos difíceis já que normalmente durmo mais tarde. Que bom que a gente erra, né?!
Passados 57 capítulos, dos quais devo ter assistido a quase todos, fiquei encantado com a riqueza da obra de Dias Gomes e, com o trabalho de adaptação feito por Ricardo Linhares nesta versão, sem mencionar é claro os recursos tecnológicos empregados em alguns efeitos especiais. Fiquei boquiaberto com a forma como a obra abordou diversos assuntos e temas tão atuais... discursos primorosamente construídos, permitiram abordar questões que estão em nosso dia-a-dia, aprender a lidar com as diferenças, aceitar nossas próprias diferenças, a hipocrisia, dentre outros - achei a mensagem muito bacana, sendo impossível não se identificar em um, ou vários, momentos.
Nos capítulos finais, me chamou a atenção o desfecho para uma personagem em especial, o Delegado Petronilio, bom moço, que não bebia, não fumava e que tinha feito votos de castidade! Considerado um bom partido, no final, ele faz um discurso muito bacana:
- Sabe eu perdi muito tempo com Reservismos Tolos, com a opinião dos outros, alias eu acho que fiz votos de castidade por medo de ser quem eu sou. Eu achava que ia estar a salvo das tentações. Mas eu fui pego no pulo!
"Tamo junto, Neide!!!" (explicações da expressão aqui), eu pensei... quem nunca né?!
Quem quiser entender o contexto dessa frase, eu recomendo ver essas duas cenas:
Quem quiser entender o contexto dessa frase, eu recomendo ver essas duas cenas:
No mais? Tempos de pensar... e de sonhar!!! /
Reza a lenda, que nós temos 7 corpos astrais, não sei se é verdade, mas com certeza tá difícil juntar os meus... sabe aquele dia muito legal que a gente não quer que termine nunca?! Pois é, tenho me sentido assim nos últimos tempos...
No meio disso tudo, tem ganhado força um outro pensamento, durante um tempo eu fiz trabalho voluntário [LINK], o "sacode" e o carinho que eu recebi nesse último mês tem me levado a repensar a ideia de voltar a me dedicar novamente a algum tipo de trabalho... meditar eu irei!!!
E o desafio?! É tudo novo de novo!!! ;-)
"A inspiração que vem de um
objetivo importante, de um projeto
extraordinário, faz as idéias brotarem,
a mente transcender as limitações e
a consciência se expandir
em todas as direções, revelando um
mundo novo e maravilhoso.
Forças, capacidades e talentos
criam vida, e você se descobre uma
pessoa muito melhor do que
jamais pensou ser."
(PATANJALI)
Os Carneirinhos! Eu perdi a conta...
Essa é a primeira coisa que eu me lembro de ter dito, ainda meio dopado, ao começar a acordar de uma cirurgia que eu fiz essa semana. Engraçado é que três horas antes, minutos antes do início da cirurgia, a última coisa que eu me lembro é do médico anestesista me perguntando se eu já estava vendo os carneirinhos... a mente da gente é uma coisa muito doida!
Eu tinha decidido levar isso meio que "discretamente", mas no fim a coisa saiu um pouco do meu controle e acho que acabei causando uma preocupação para algumas pessoas queridas. Foi mal gente... Resumindo uma longa história, entre a viagem de São Paulo e Brasília, eu fiz alguns exames, de rotina, e na volta recebi aquela fatídica ligação da minha patologista me avisando que eu tinha uma consulta naquele mesmo dia com a minha médica.
Eu ainda ri, afinal... elas nem se conhecem, e como eu poderia ter consulta naquele mesmo dia, os outros exames nem tinha ficado prontos. Mas eu tinha, além do tom dela ao telefone, ao desligar, juntei os pontos... minha patologista ligou para a outra médica e elas querem me ver, "Acho que me ferrei!" - foi o que eu pensei!
Isso eu ainda conto com calma outro dia, por agora, eu quero mesmo deixar registrado que estou bem e mais que isso agradecer a todos aquele que estiveram junto comigo nesses dias. Matheus, Edu, Lucas (Ermão), Margot, "Dolouglas", são apenas alguns que eu vou citar que fizeram parte do bloco do "Tamo Junto Neide", e em nome de quem deixo meus sinceros agradecimento pelo apoio e amizade. Além da minha família, também há aquelas pessoas que são um presente na minha vida, algumas eu diria que são quase como um remédio milagroso! E acho que nunca terei como agradecer tamanho carinho. ;-)
Mas, cá estou de volta!!! Por enquanto eu ainda estou no momento "paciente inglês" e não posso abusar muito, mas depois explico tudo com calma. De qualquer forma, suponha que você tenha que passar por uma coisa chata em um momento muito legal da tua vida?! A gente deve ficar triste ou alegre?! Talvez triste, porque a coisa chata vai te atrasar em algumas coisas que você queria muito fazer, mas talvez seja bom ficar Alegre também, porque apesar da coisa chata estar no teu caminho você tem tanta coisa legal para te esperando, que faz de tudo para ficar bom logo, né?!
Eu tinha decidido levar isso meio que "discretamente", mas no fim a coisa saiu um pouco do meu controle e acho que acabei causando uma preocupação para algumas pessoas queridas. Foi mal gente... Resumindo uma longa história, entre a viagem de São Paulo e Brasília, eu fiz alguns exames, de rotina, e na volta recebi aquela fatídica ligação da minha patologista me avisando que eu tinha uma consulta naquele mesmo dia com a minha médica.
Eu ainda ri, afinal... elas nem se conhecem, e como eu poderia ter consulta naquele mesmo dia, os outros exames nem tinha ficado prontos. Mas eu tinha, além do tom dela ao telefone, ao desligar, juntei os pontos... minha patologista ligou para a outra médica e elas querem me ver, "Acho que me ferrei!" - foi o que eu pensei!
Isso eu ainda conto com calma outro dia, por agora, eu quero mesmo deixar registrado que estou bem e mais que isso agradecer a todos aquele que estiveram junto comigo nesses dias. Matheus, Edu, Lucas (Ermão), Margot, "Dolouglas", são apenas alguns que eu vou citar que fizeram parte do bloco do "Tamo Junto Neide", e em nome de quem deixo meus sinceros agradecimento pelo apoio e amizade. Além da minha família, também há aquelas pessoas que são um presente na minha vida, algumas eu diria que são quase como um remédio milagroso! E acho que nunca terei como agradecer tamanho carinho. ;-)
Mas, cá estou de volta!!! Por enquanto eu ainda estou no momento "paciente inglês" e não posso abusar muito, mas depois explico tudo com calma. De qualquer forma, suponha que você tenha que passar por uma coisa chata em um momento muito legal da tua vida?! A gente deve ficar triste ou alegre?! Talvez triste, porque a coisa chata vai te atrasar em algumas coisas que você queria muito fazer, mas talvez seja bom ficar Alegre também, porque apesar da coisa chata estar no teu caminho você tem tanta coisa legal para te esperando, que faz de tudo para ficar bom logo, né?!
Eu optei por ser grato por tudo e, simplesmente seguir em frente! Infelizmente, eu sei que causei alguns "abalos na força" no último mês, trazendo preocupação e angustia a pessoas muitos queridas a mim. Foi um período estranho, uma espera barulhenta que se faz dentro de um silêncio estranho, que vai se revelando a cada exame, a cada plano que somos obrigados a postergar, e olha que eu tenho uns planos tão bonitinhos! ehehe.
Tantas pessoas se preocuparam comigo, tantas pessoas rezaram por mim, que tenho por dever honrá-las e fazer bom uso dos meus diazinhos daqui para frente. É uma pena que um "muito obrigado" pareça tão pouco para agradecê-las...
Então... em breve, voltamos a nossa programação normal! ;-)
Tantas pessoas se preocuparam comigo, tantas pessoas rezaram por mim, que tenho por dever honrá-las e fazer bom uso dos meus diazinhos daqui para frente. É uma pena que um "muito obrigado" pareça tão pouco para agradecê-las...
Então... em breve, voltamos a nossa programação normal! ;-)
"Aprendi com a primavera; a deixar-me contar e voltar sempre inteira"
(CECILIA MEIRELES)
Uma Surpresa
Para quem ainda não sabia, hoje (12/09) é o dia do meu aniversário!!! Pois é...
Voltando para casa essa semana, enquanto eu diria, eu me lembrei de alguns 3 ou 4 anos atrás, quando por conta de uma situação muito delicada pela qual eu e minha família passamos alguns dias antes do meu aniversário, eu fiquei completamente devastado... sem ânimo para nada! Acho que foi o aniversário mais esquisito que já tive...
Alguns dias depois, uma amiga tentava de todas as formas me convencer a ir a uma jantarada com mais alguns amigos, e eu de todas as formas tentando escapar, esgotado o saco de desculpas esfarrapas, eu me vi obrigado a aceitar... e no dia combinado, lá fomos nós à jantarada na casa de um amigo. Passamos na casa dela para terminar de pegar as coisas e finalmente chegamos à casa.
De repente, um barulho e estranho e quando me viro para olhar, vários amigos e toda a minha família estavam lá, era uma festa surpresa para mim! A primeira fez que realmente foi uma surpresa para mim! Acho que nem em muitos anos seria capaz de imitar minha cara de espanto, susto e "de paisagem", ao encontrar com todos ali... reunidos! A verdade é que nem eu sabia que tava tão para baixo naqueles dias e aquela festa foi uma mão estendida para mim. Devo essa a minha amiga!!!
E cá estamos novamente em mais um 12 de Setembro...
Normalmente eu sou meio blazè com esse lance de aniversário, não sou muito de comemorar, vez ou outra faço um jantar em casa para amigos, mas confesso que geralmente fico deveras sem graça e sem jeito. Mas esse ano em particular, tudo está um pouco diferente e achei por bem fazer o meu "outing" de aniversário.
Talvez a falsa certeza de que temos muitos aniversários a celebrar, nos tornem meio relapsos com tão importante data. Mais que isso essa displicência nos leva a muitas vezes deixar de dizer um "obrigado", um "eu te amo", para todos aqueles ou aquelas que enchem nossos dias de cores, e até mesmo de celebrar a vida. Como diz o ditado: Só damos valor ao que tínhamos! E muitas vezes precisamos de um "sacode" para dar conta disso.
Por ironia do destino, após todo essas conclusão "lógica e racional", eu vou passar meu aniversário sozinho, fisicamente sozinho é verdade, porque no fundo eu sei que várias pessoas queridas estão comigo em meu pensamento, enquanto eu estou no delas no dia de hoje. Faz parte!!!
Mas, no meio tempo, deixo aqui registrado os meus sinceros agradecimentos à todos que estão e que já passaram por aqui, e que de alguma forma se tornaram personagens no livro da minha vida!
Feliz Cumple para Eu!!! ehehehe
Aqui no Paraguai, um dos ritmos tradicionais é a Polca Paraguaya, e há uma em especial que é muito tocada em festas de aniversários, meu avô adorava essa polca e era costume dele, colocá-la bem cedinho para acordar o aniversariante... Já tem alguns anos que ele se foi, mas ninguém nunca se esqueceu desse gesto dele. Essa não é a melhor gravação, mas serve para quem quiser conhecer um pouco mais.
Felicidades, bien de mi vida
que tu destino te brinde siempre felicidades,
que un cielo hermoso de dicha eterna
alegre siempre tu corazón.
Sea un milagro toda tu vida
gloria enjoyada de realidad
y que en tus sueños también recibas
un tierno beso de felicidad.
(FELICIDADES, Cirilo Ramón Zayas)
Estranho mundo Estranho
Tem alguns dias que ando tentando escrever, e nada! Não que não tenha nada a dizer, talvez até o contrário, mas a verdade é que ando em um tempo meio de conflitos... nada muito sério, ou na verdade, algumas coisas sérias, outras nem tanto, mas a verdade é que está tudo meio bagunçado nos últimos tempos.
Agosto chegou e me atropelou, como um tsunami, não deixou nada no lugar, e mal sabia eu que aquelas "andanças" do início do mês, teriam um impacto tão significativo na minha vida. A sensação que tenho é tal qual alguém batesse embaixo de um tabuleiro de damas, pois é, a vida se encarregou de dar um pontapé embaixo do meu tabuleiro, e tudo o que aparentemente estava no lugar se esparramou por aqui.
Pode parecer que eu estou reclamando, ou me lamentando, não?! Pois é, exatamente o contrário, devo dizer que a tempos não me sentia tão vivo e animado. Contudo, não me lembro mais como tinha arrumado as peças da primeira vez e, descobrir um novo arranjo para o tabuleiro da minha vida, tem sido meu foco nesse último mês. Vem dai alguns desses conflitos que mencionei anteriormente, nada parece estar se encaixando, pelo menos não, no tabuleiro atual.
No meio desse torvelino de emoções, vou tendo que lidar com diversas coisas, algumas boas outras não tão boas assim... e assim, eu poderia citar pelo menos dois outros lugares onde gostaria de estar nesse momento, mas nenhum é aqui. Ainda que esteja fisicamente aqui, a cabeça e o coração tem andado por outros lugares... e devo confessar que eu também gostaria de estar em outro lugar.
De qualquer forma, como diz a música: "O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído", e assim... vamos nós.
"Segura no leitão!"
Agosto chegou e me atropelou, como um tsunami, não deixou nada no lugar, e mal sabia eu que aquelas "andanças" do início do mês, teriam um impacto tão significativo na minha vida. A sensação que tenho é tal qual alguém batesse embaixo de um tabuleiro de damas, pois é, a vida se encarregou de dar um pontapé embaixo do meu tabuleiro, e tudo o que aparentemente estava no lugar se esparramou por aqui.
Pode parecer que eu estou reclamando, ou me lamentando, não?! Pois é, exatamente o contrário, devo dizer que a tempos não me sentia tão vivo e animado. Contudo, não me lembro mais como tinha arrumado as peças da primeira vez e, descobrir um novo arranjo para o tabuleiro da minha vida, tem sido meu foco nesse último mês. Vem dai alguns desses conflitos que mencionei anteriormente, nada parece estar se encaixando, pelo menos não, no tabuleiro atual.
No meio desse torvelino de emoções, vou tendo que lidar com diversas coisas, algumas boas outras não tão boas assim... e assim, eu poderia citar pelo menos dois outros lugares onde gostaria de estar nesse momento, mas nenhum é aqui. Ainda que esteja fisicamente aqui, a cabeça e o coração tem andado por outros lugares... e devo confessar que eu também gostaria de estar em outro lugar.
De qualquer forma, como diz a música: "O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído", e assim... vamos nós.
"Segura no leitão!"
"E afinal o que quero é fé, é calma
E não quero ter estas sensações confusas"
(Álvaro de Campos)
Um Agosto
De repente me dei conta de que não vi Agosto passar...
Me lembro de ainda no final de julho estar lendo o texto do Caio Fernando Abreu, falando sobre Agosto passar, me lembro de ter pensado em fazer um post brincando com isso e, cá estamos!!! Agosto passou... ou me atropelou, não sei direito, devo confessar.
Foram tantas coisas, que não saberia dizer se o saldo foi positivo ou negativo, como diriam meus nobres amigos advogados, in dubio pro reo, ou seja, na dúvida favorecemos o réu, e nesse caso é com alegria que eu declaro que o mês foi de mais de bão!
Fiz algo que há tempos não fazia, viajar!!! Ainda não foi exatamente a viagem que precisava fazer, apesar de não ter feito tudo o que planejara, foi bom revisitar lugares e pessoas que são queridas.
Retomei algo que a tempos estava parado!!! É bem verdade que vou sofrer um atraso nos planos originais, mas é algo temporário que tenho certeza que em breve eu consigo por em dia, mas foi bom reencontrar um norte, uma direção.
Me senti como a tempos não me sentia!!! E como diria Osvaldo Montenegro: E sem que a gente perceba, a gente se encontra... e tem sido bacana me encontrar, reencontrar, ... ;-)
No mais, ando em um tempo meio estranho, de espera... de paciência... mas ao mesmo tempo de pressa, queria um bocado de coisas, e assim... vamos que vamos, porque como diz a música: "O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraido!".
Acho que não volto mais em Agosto... mas sabe né, a qualquer momento podemos interromper a nossa programação normal! ;-)
Inté.
Tirei a foto dessa plaquinha, na época em que a Feira da Torre (em Brasília), ainda acontecia embaixo da torre, apesar de ter ficado intrigado na ocasião, mal sabia que precisaria de alguns anos para poder me encontrar... (Viajar, é bom!!!)
The Believer
Acreditar em algo não é algo
simples, carregar em si uma certeza que ninguém mais consegue visualizar, ou
que na grande maioria das vezes nem nós mesmos somos capazes de explicar e por
vezes julgamos que, apesar de nossa crença, aquilo é algo tão distante ou inviável, requer um
enorme esforço, e por assim dizer... muita crença!
Mas não deveríamos desfazer de
nossos instintos, de nossos desejos e das coisas que acreditamos, se aquela
certeza existe em seu peito, por alguma razão ela está ali... é bem verdade que
quase sempre iremos enfiar os pés pelas mãos, criar regras, se perder nelas,
outras vezes, as coisas não sairão exatamente do jeito que pensamos – ainda bem
né?!
Mas isso também deve ser o que se
chamam de viver! As vezes me assusto ao perceber que “apesar de tudo”, eu
apenas sobrevivi durante muitos anos da minha vida... não que isso me chateie,
foram graças a esses anos que talvez hoje eu possa ser capaz de reconhecer
algumas coisas ao olhar, ao senti-las. Também não digo com isso que foi fácil, nem que
é um caminho a ser seguindo, de forma alguma... provavelmente foi o caminho mais pesado ou penoso, mas foi o melhor que eu pude,
ou achei que podia, fazer naqueles momentos.
Uma vez eu vi em um centro espirita,
uma plaquinha simples, impressa em papel A4 onde se podia ler: “Tudo Passa!”... Intrigante aquela plaquinha, entre tantas mensagens tão maravilhosas, aquela me marcou. Tempos depois eu viria a entender que passa mesmo! Basta acreditar, ter uma pitada em fé em alguma coisa, e seguir
em frente... mesmo quando temos vontade de parar, de voltar ou sequer sabemos
para onde estamos indo...
Minha única reclamação se posso chamar assim, é que os momentos bons sempre parecem passar mais rápido que os “não-bons”,
mas talvez seja justamente por isso que eles sejam bons, não é?! [hehehe]
E se tudo passa, é sinal que algo
novo começa, ou recomeça, e por isso não podemos esquecer-nos de estar prontos
e atentos a esse delicioso convite que é a vida... e sem que a gente perceba a gente se encontra!
E cá estou de volta... Latinha
Reloaded!!!
Este deveria ser um PPA (Puta
Post Acumulado), mas acho que terei que ir contando aos poucos, vale registrar que a viagem à Brasília foi super show e o regresso me reservava mais uma grata surpresa, mas nem só de momentos
bons vive um Latinha e algumas questões surgiram para disputar a atenção, mas
como eu disse, tudo passa!
E assim... vamos indo... e a gente vai se falando! ;-)
Daylight
Hoje eu estava dando uma olhada nas atualizações de uma rede social, como diriam os jornalistas, quando uma amiga publicou uma versão legendada da música Daylight do Marron5, não sei porque, pode ter sido algo que eu tenha comido [kkk], mas boom!
Foi quase como uma viagem no tempo...
Foi quase como uma viagem no tempo...
Confesso que foram raras as menções a esse "Ele" aqui no blogue, por enquanto, mesmo que algum tempo já tenha passado, tudo ainda é muito recente e vivo... então...
Mas, uma viagem, que por coincidência é a mesma que farei depois de amanhã (sexta-feira), o traria até aqui... seu voo, em um horário de certa forma inconveniente, o obrigaria pernoitar na cidade e como um bom samaritano, eu me ofereci para ajudá-lo, ele passaria a noite na minha casa, onde seu carro ficaria até sua volta.
Fui encontrá-lo após o trabalho, posso descrever a roupa que Ele usava, e lá fomos para minha casa... passariamos a noite conversando, assunto nunca faltou entre nós. Daria tudo para senti-lo novamente junto ao meu peito, enquanto conversavamos... meu reino por mais um daqueles beijos, que tantas vezes me inebriaram... Ninguém dormiu aquela noite, para ser sincero, nem vi as horas passarem... e como nos contos de fada, temi pela chegada do novo dia. Não foi uma noite de [cof cof cof] amor... mas foi uma noite em que duas pessoas, se permitem conhecer, em que compartilham um momento.
A madrugada seria a testemunha do último abraço naquele aeroporto...
Vi seu avião decolar, em um céu que parecia ter sido pintado a mão, fiquei vendo até que ele se misturasse as estrelas que saudavam o novo dia... e o aperto no coração, parecia tentar me alertar para o que viria.
Mas a verdade é que aquela sempre foi, e pelo jeito será, a minha noite especial, e infelizmente foi como diz a música:
Mas a verdade é que aquela sempre foi, e pelo jeito será, a minha noite especial, e infelizmente foi como diz a música:
Isso é muito difícil, porque sei que
Quando o sol chegar, eu vou embora
Este é o meu último olhar
Isso em breve será uma memória.
Uma bela memória...
Business & Pleasure
Primeira fase das andanças foi completada com sucesso!
Terminada algumas reuniões que eu tinha na sexta-feira, podemos dizer que a viagem realmente começou, e creio que a palavra de ordem foi... Envelhecer!
Interessante ver a ação do tempo, sobre as pessoas, sobre as relações, sobre a vida em geral... como eu disse no outro post, uma das missões da viagem era "levar" meu pai para passear, o que incluía vistar algumas pessoas amigas de longa data e que há tempos não víamos pessoalmente. Para muitos, isso pode parecer meio chato, mas confesso que eu até gosto... desde sempre, eu converso com os amigos do meu pai, então hoje, que a maioria deles já são "senhorezinhos", acho interessante conversar com eles.
O primeiro amigo que visitamos, ainda em São Paulo, fazia muitos anos que eu não o via, só tinha notícias pelo pai... confesso que fiquei surpreso ao reencontrá-lo... a visão que eu guardava dele, provavelmente de algum almoço em casa quando eu era criança, era a de um homem, "amigo do meu pai". E de repente, encontro um "senhorzinho", ainda ativo e bem disposto, cuidando de sua própria empresa, mas que já apresenta na pele as marcas do tempo e, cabelos bem branquinhos! Caraca, meu pai não tem os cabelos brancos, apesar da idade, ele ainda esta um pouco grisalho apenas e talvez seja por isso o meu espanto inicial.
Outro ponto alto da visita, foi a casa de um amigo de infância ele, dessa vez em Campinas, sabe aquela casa que você ia criança?! Foram várias festas de Natal, aniversários, almoços de domingo, casamentos, em que estivemos juntos. Cresci chamando-os de Tio e Tia, e lá me sinto tão a vontade, que já havia voltado outras vezes sozinho, e dessa vez, com o meu pai, a coisa foi como das outras vezes, é como se por uma tarde, eu tivesse a chance de voltar no tempo.
A casa, os móveis, a dinâmica da coisa toda... o café da tarde preparado, que apesar do delicioso bolo de chocolate que havia sido feito, parecia que a qualquer momento veria sob a mesa aquele "famoso" rocambole [com goiabada] que a Tia sempre fazia e que eu adorava!
Infelizmente, o tempo também tem seu preço... teria sido uma tarde igual aquelas de antigamente, não fosse a lembrança daqueles que já partiram ao longo desses anos e das histórias de doenças, e hospitais, que sem fazer cerimônia passaram a ganhar maior espaço nas conversas.
De qualquer forma, fiquei feliz em vê-los conversando... além da certeza que quase sempre não somos capazes de reconhecer a sorte que tivemos [ou temos], serviu para reforçar a certeza que quando temos amigos de verdade, não importa a distância, ou os dias que se passaram, sempre é tempo de poder "viajar"!
E agora, vamos a segunda fase... novos destinos, novas cores, novas histórias, novas conversas...
Este vento que está soprando as ondas
Continuará soprando depois que todos se forem
E o mar revolto e os sussurros do mar
Ainda estarão aqui quando outros dias vierem
A areia da praia, transformada em torres pelas crianças
Ainda estarão aqui, mesmo depois de crescermos
E este sol que desaparece tão de repente
Ainda irá iluminar outras vidas
Nem tudo o que existe é levado pelo vento
Nem tudo está morto e enterrado na areia
Banhado pelos oceanos
Melhor não saber tudo
Para seguir em frente, sem perguntar tanto
Para cair, para levantar, sem ter que lembrar
Para dar amor, dar amor
Augie Doggie & Doggie Daddy
É engraçado como em nossa vida podemos encontrar características "interessantes", uma das minhas... é viajar! Não que eu sonhasse em desbravar o mundo, ou coisa parecida, mas desde pequeno elas estão presentes na minha vida, fosse nas férias ou nas visitas ao meu avô.
Na época da facul, o campus onde eu estudava, era distante 40 km da cidade, o que pode ser interpretado como uma pequena viagem, apesar que para os padrões paulistanos, isso não é nada! Mas foram várias festas "rodoviárias" no fretado... ;-)
De qualquer forma, os estudos me levariam a outras viagens, durante um tempo, viajando semanalmente por mais de um ano, outro curso, praticamente me fez ter duas casas... e nada menos que mil quilômetros [kkk]. Mesmo quando eu achei que era tempo de sossegar, acabei na estrada, já que os amigos estavam, e ainda estão, distribuídos por esse mundão.
Hoje os tempos mudaram um pouco, tenho ficado mais preso por questões de trabalho, mas mesmo assim, sempre que possível, vira e mexe, é tempo de partir. E, é assim, que vou terminar essa semana na estrada... se as coisas se encaminharem conforme o planejado, os próximos meses podem me levar a um recomeço, e por consequência a novas viagens... E como eu dizia no começo, esse parece ser mesmo o "meu caminho"... andar por ai... gostava que fosse acompanhado, mas até o momento, além dos sonhos... só mesmo a companhia dos meus amigos imaginários. Mas, quem sabe... ;-)
Augie Doggie & Doggie Daddy, ou Bob Pai & Bob Filho como eles ficaram conhecidos aqui no Brasil, é um desenho da Hanna-Barbera, que quando eu assistia, já era meio velho, por isso imagino que muita gente nem se lembre mais deles [kkk]. Mas eles também faziam parte da Turma do Zé Colmeia, alguém? Ninguém?! Enfim, me lembrei deles esses últimos dias...
Essa viagem da semana que vem, me permitiria reencontrar alguns amigos, a quem há tempos venho devendo uma visita, mas também se apresentou como uma oportunidade de uma viagem no melhor estilo "Bob Pai & Bob Filho"...
Amadurecer tem umas coisas interessantes, nos dá a capacidade de começar a ver coisas que não víamos e de retribuirmos coisas, que na época nem tínhamos noção que ganhávamos. Percebo que meu pai, que sempre foi ativo e determinado com as coisas, com o peso dos anos, começou a hesitar em alguns momentos e a destreza e agilidade de outrora já não é mais a mesma.
Enquanto começava a acertar detalhes e tudo mais, me passou a mente, que agora, não sou mais eu que vai viajar com ele, como tantas vezes fizemos. De fato, hoje é ele quem vai viajar comigo... e mesmo que sinta pelos amigos que não poder ver (dessa vez!), fico feliz por retribuir esse momento...
E assim vamos nós, uma semana, três cidades... e seguuurraa peão!
E, apesar do tempo eu não congelei... foi quase! Até ameaça de neve andou rolando por essas bandas, mas no fim, ficamos em uma geada "básica"... foi bacana, não fosse a voz de Pato Donald que eu fiquei por conta da minha garganta que #partiu.
Inté!
23 de Julho
Véi, na boa, tá muito frio!!! Lá fora a temperatura está na casa dos 3 graus, nevou em uma cidade próxima, e tá frio bagarai... A maldição do Rudolph já me pegou novamente, mais uma vez eu estou igual a rena do nariz vermelho!
Visitas se foram, os dias foram muito bacanas e, em seu tempo, irão se transformar nos posts.
Mas hoje, é um daqueles dias em que a gente para por um minuto e de alguma forma precisa registrar, ainda que não saiba ao certo o que, nem porque, fato é que um ano se passou... e o melhor registro que eu encontrei foi a seguinte frase:
"Há um véu de silêncio entre nós.
Coisas não ditas que se pressentem. Não é um silêncio magoado ou ferido.
Apenas um receio de cruzar linhas por onde já fizemos equilibrismo.
Ambos sabemos que não vamos atravessá-las.
Mas os dois acarinhamos esse futuro que não tivemos, como memória intocável e pura".
Coisas não ditas que se pressentem. Não é um silêncio magoado ou ferido.
Apenas um receio de cruzar linhas por onde já fizemos equilibrismo.
Ambos sabemos que não vamos atravessá-las.
Mas os dois acarinhamos esse futuro que não tivemos, como memória intocável e pura".
Se eu não congelar, até o final da semana eu volto! ;-)
Inté.
Apenas Eu...
Alguns diriam que a cabeça é dura mesma, mas devo confessar
que eu sempre gostei “da impossibilidade das coisas”, pessoalmente sempre
observei que nossos pais não nos criam aceitando a possibilidade de desistir,
ou mudar de opinião, eu mesmo já tive longas discussões “comigo mesmo” por conta disso, e
sempre foi difícil aceitar que eu errei, ou então que eu mudei de ideia. Devo
confessar que a coisa mais libertadora que fiz certa vez foi desistir de algo
importante, quase no final. Para mim, foi algo quase como largar uma noiva na porta da
igreja, mas era no campo profissional! ;-)
É bem verdade que levei alguns anos para me recuperar do baque e, não foi fácil aprender a lidar com as reverberações disso, pior que não foi pela reação dos outros, mas por conta das minhas próprias cobranças, pelos meus padrões que mesmo sem imaginar eu acabei me impondo em algum momento...
Eu não culpo só os pais, ainda que acredite que a maior parte deles tenha uma parcela de culpa, a verdade é que em alguns assuntos eu deveria ser um pouco mais esperto, mas..., confesso que eu também sempre gostei de jogar by the book. O que em linhas gerais é bom para minha profissão... mas na vida pessoal sempre me dá umas dores de cabeça.
De qualquer forma, a verdade é que otimista, ou tolo, eu nunca fui bom em largar algo para trás... anos atrás, um grande e querido amigo, me disse que eu precisava aprender a desapegar! E isso meio que ficou martelando na minha cabeça... mas como faz?! Toca um foda-se e manda para geral?
A questão é que eu nunca fui o cara da geral... assim, vamos colocar ali na prateleira e vez por outra a gente tira um pó, olha, lembra e devolve...A verdade é que muitas vezes, para mim, as impossibilidades sempre pareceram mais interessantes que as possibilidades... pronto falei!
E esse foi um post meio sem pé, nem cabeça, e que para ser bem honesto eu tava pensando em outra coisa quando comecei a escrever, mas... ele apareceu. E apesar de não ser o Kevin, acho que hoje foi dia de falar sobre mim... ;-)
É bem verdade que levei alguns anos para me recuperar do baque e, não foi fácil aprender a lidar com as reverberações disso, pior que não foi pela reação dos outros, mas por conta das minhas próprias cobranças, pelos meus padrões que mesmo sem imaginar eu acabei me impondo em algum momento...
Eu não culpo só os pais, ainda que acredite que a maior parte deles tenha uma parcela de culpa, a verdade é que em alguns assuntos eu deveria ser um pouco mais esperto, mas..., confesso que eu também sempre gostei de jogar by the book. O que em linhas gerais é bom para minha profissão... mas na vida pessoal sempre me dá umas dores de cabeça.
De qualquer forma, a verdade é que otimista, ou tolo, eu nunca fui bom em largar algo para trás... anos atrás, um grande e querido amigo, me disse que eu precisava aprender a desapegar! E isso meio que ficou martelando na minha cabeça... mas como faz?! Toca um foda-se e manda para geral?
A questão é que eu nunca fui o cara da geral... assim, vamos colocar ali na prateleira e vez por outra a gente tira um pó, olha, lembra e devolve...A verdade é que muitas vezes, para mim, as impossibilidades sempre pareceram mais interessantes que as possibilidades... pronto falei!
E esse foi um post meio sem pé, nem cabeça, e que para ser bem honesto eu tava pensando em outra coisa quando comecei a escrever, mas... ele apareceu. E apesar de não ser o Kevin, acho que hoje foi dia de falar sobre mim... ;-)
Me multiplicando em sol
Tento uma canção pra você
Trago flores, girassóis
Não me importa mal me querer
O que vai em mim vem
de um desejo imenso de ser outra vez
Um barco, um azul
Outra vez, de tarde, morrer
Céu sem naves espaciais
Flores, só naturais
Só nóis dois e as coisas banais
Mais não, pra quê.
|
Para que o mundo
Segue o mundo
Sem o mar
Sem amar
De que vale o som sideral
Ou uma rima mais genial
Se o amor está aqui, neste sal
Nesse encontro franco e frontal
Nesse barco longe do mundo
Toda a nossa vida e um segundo
Pra dizer ao mar que voltei
Que sou do mar, sou do mar, do mar.
|
CARTA AO MAR - Elis Regina [para ouvir]
Love is in the Air
E pelo jeito a primavera chegou por essas bandas, não sei porque, mas sempre tenho a sensação que é na primavera que as histórias de amor acontecem... pode ser porque no inverno, seja complicado enxergar o verdadeiro amor embaixo de tanto casaco, né?! Enfim, fato é que, pode ser alguma coisa na água, mas várias pessoas conhecidas estão falling in love.
Enquanto isso, na sala de justiça, lá estou eu... Still Fighting!!!
E, a luta contra o crime nunca acaba, é bem verdade que fez por outra gosto de fazer uns exercícios de futurologia e imaginar o desenrolar das coisas, tentar fazer um plano... obviamente, quase nunca funciona do jeito que eu imaginei, Graças ao bom Deus!!! A pouco mais de um ano, quando eu achava que estava preso em uma situação profissional que não me fazia feliz, nunca imaginaria que estaria "aqui", escrevendo esse texto, em um panorama completamente diferente e, inclusive já pensando que é hora de partir...
De certa forma, é isso que "me consola"... Mas há aquelas probabilidades que eu acerto, e essas as vezes me assustam, mas como eu disse para um amigo hoje ao telefone... Em último caso, pelo menos eu vou poder jogar minha dentadura nele no asilo! Já que ele anda querendo personificar esse lance do Forever Alone [kkkkk].
Talvez eu devesse seguir o conselho de uma pessoa amiga, que sempre me dizia:
De qualquer forma, esse final de semana me sobraram mesmo, meus amigos imaginários, os demais estavam aproveitando algumas peculiaridades da vida à dois!
E mais uma vez minha casa, e cama, serão invadidas pelas mulheres de mi vida... na falta de uma, e por uma coincidência, três amigas passar pela minha casa até o final da próxima semana. Confesso, que ainda estranho dividir minha cama, e uma "fronteira" não está de todo descartada, sim sou desses... Mas acho que vai ser legal, eu espero! [kkk]. Meus vizinhos não devem entender muita coisa, mas quem sou para explicar, garanto que a imaginação deles é bem mais divertida que a realidade! ;-)
Enquanto isso, na sala de justiça, lá estou eu... Still Fighting!!!
E, a luta contra o crime nunca acaba, é bem verdade que fez por outra gosto de fazer uns exercícios de futurologia e imaginar o desenrolar das coisas, tentar fazer um plano... obviamente, quase nunca funciona do jeito que eu imaginei, Graças ao bom Deus!!! A pouco mais de um ano, quando eu achava que estava preso em uma situação profissional que não me fazia feliz, nunca imaginaria que estaria "aqui", escrevendo esse texto, em um panorama completamente diferente e, inclusive já pensando que é hora de partir...
De certa forma, é isso que "me consola"... Mas há aquelas probabilidades que eu acerto, e essas as vezes me assustam, mas como eu disse para um amigo hoje ao telefone... Em último caso, pelo menos eu vou poder jogar minha dentadura nele no asilo! Já que ele anda querendo personificar esse lance do Forever Alone [kkkkk].
Talvez eu devesse seguir o conselho de uma pessoa amiga, que sempre me dizia:
Para esquecer uma paixão Platônica, só mesmo uma trepada Homérica.
De qualquer forma, esse final de semana me sobraram mesmo, meus amigos imaginários, os demais estavam aproveitando algumas peculiaridades da vida à dois!
E mais uma vez minha casa, e cama, serão invadidas pelas mulheres de mi vida... na falta de uma, e por uma coincidência, três amigas passar pela minha casa até o final da próxima semana. Confesso, que ainda estranho dividir minha cama, e uma "fronteira" não está de todo descartada, sim sou desses... Mas acho que vai ser legal, eu espero! [kkk]. Meus vizinhos não devem entender muita coisa, mas quem sou para explicar, garanto que a imaginação deles é bem mais divertida que a realidade! ;-)
Como bom anfitrião, tenho essa semana para me preparar e ajeitar tudo para a chegada delas... nessas horas me sinto meio como o Tatoo, da Ilha da Fantasia... O avião, o avião... [kkk]
Grande semana para todos! ;-)
A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre
por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente
por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente
(Machado de Assis, em “Dom Casmurro”)
Das coisas que eu quero...
E as vezes a gente quer tanto uma coisa, que somos capazes de tentar encontrá-la nos mais diferentes, e longínquos lugares. Algum tempo, e muitas cabeçadas depois, não raro, nos damos conta de que ela sempre estivera ali, bem próximo de nós o tempo todo, bastaria ter tido os chamados "olhos de ver", mas talvez resida ai, um dos grandes desafios da vida! Saber ver!!!
Enquanto isso, no meio tempo, nos resta um sentimento de ausência, daqueles que não se sabe bem do que, nem por que, mas que apenas constata que em algum ponto, nos afastamos de alguma coisa... Tem dias que me sinto meio como aquelas tartaruguinhas, que eclodem na areia da praia, e que confundem o brilho das luzes da cidade, com o do luar nas águas do mar, e assim acabam saindo em busca de algo que nunca irão encontrar.
Por esses dias, tenho me lembrado da frase de Camille Claudel que diz: "Il y a toujours quelque chose d'absent qui me tourmente", algo do tipo: Há sempre alguma coisa "ausente" que me atormenta.
E essa foi uma semana de ausências, algumas esperadas outras inesperadas, mais que isso, de se confrontar com os meus moinhos de vento...
Mas, apesar de tudo..., não poderia dizer que foi uma semana ruim! ;-)
Por esses dias, tenho me lembrado da frase de Camille Claudel que diz: "Il y a toujours quelque chose d'absent qui me tourmente", algo do tipo: Há sempre alguma coisa "ausente" que me atormenta.
E essa foi uma semana de ausências, algumas esperadas outras inesperadas, mais que isso, de se confrontar com os meus moinhos de vento...
Mas, apesar de tudo..., não poderia dizer que foi uma semana ruim! ;-)
Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça
Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.
Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.
Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
(DOM QUIXOTE, Eng. do Hawai)
IntéAo vencedor...
"Aquela fora a segunda vez que se pegava contemplando aquela tela em branco, enquanto o cursor ansiosamente esperava pelas palavras que nunca vinham, foi difícil não se lembrar que outrora elas haviam sido abundantes entre eles, cuidadosamente escolhidas e alinhadas, como quem cifra uma mensagem que somente olhos atentos poderiam posteriormente entender. Essa fora a característica que os aproximou, o doce jogo de sedução das palavras não ditas, em que ambos habilmente sempre praticaram tão bem.
Teriam as palavras entre eles chegado a um final?! Ainda que fosse prematuro prematuro dizer algo, era sabido e esperado que esse momento um dia chegaria, até tardou, muitos diriam. A maior ironia foi ter sido junto com a chegada do inverno, já que tantas vezes foram as palavras que o aqueceu em muitos dias frios.
Apesar do temor que intimamente sempre sentiu desse dia, hoje, calmamente se permitia contemplar o branco daquela tela, com quem tentasse decifrar um enigma que só ele era capaz de visualizar..."
-- x --
Apesar do temor que intimamente sempre sentiu desse dia, hoje, calmamente se permitia contemplar o branco daquela tela, com quem tentasse decifrar um enigma que só ele era capaz de visualizar..."
-- x --
Esse texto tava no "limbo", e em um desses dias frios, a impossibilidade de colocar o nariz para fora de casa me permitiu reencontrá-lo, e vamos deixá-lo ir... ;-)
Enquanto isso, no meio tempo, eu tive a oportunidade de por em prática um dos meus ditos favoritos: "Um dia a gente ganha, no outro a gente deixa o outro achar que ganhou!". Acho interessante esses jogos sociais, como eu costumo chamar, mais que isso, [para mim] é muito estranho ver como as pessoas brigam por migalhas.
Engraçado, é que de longe é que podemos perceber que quanto mais se aperta a mão na tentativa de se agarrar em algo, mais ele nos escapa por entre os dedos. De qualquer forma, fico feliz por ter conseguido, aparentemente, ter revertido uma situação que não era exatamente desfavorável, mas era desgastante para mim.
E no mais, é curtir meu dia de "velho" e ir tomar um sol na pracinha, depois de longos dias de frio, chuva e neblina. Ah! Como eu sinto falta do sol!!!
Inté!
Enquanto isso, no meio tempo, eu tive a oportunidade de por em prática um dos meus ditos favoritos: "Um dia a gente ganha, no outro a gente deixa o outro achar que ganhou!". Acho interessante esses jogos sociais, como eu costumo chamar, mais que isso, [para mim] é muito estranho ver como as pessoas brigam por migalhas.
Engraçado, é que de longe é que podemos perceber que quanto mais se aperta a mão na tentativa de se agarrar em algo, mais ele nos escapa por entre os dedos. De qualquer forma, fico feliz por ter conseguido, aparentemente, ter revertido uma situação que não era exatamente desfavorável, mas era desgastante para mim.
E no mais, é curtir meu dia de "velho" e ir tomar um sol na pracinha, depois de longos dias de frio, chuva e neblina. Ah! Como eu sinto falta do sol!!!
Inté!
A consciência de uma planta no meio do inverno
não está voltada para o verão que passou, mas para a primavera que irá chegar.
A planta não pensa nos dias que já foram, mas nos dias que virão.
Se as plantas estão certas de que a primavera virá, por que nós - os humanos
não acreditamos que um dia seremos capazes de
atingir tudo o que queríamos?
(KALIL GIBRAN)
Deixando a poeira baixar...
O tempo é algo interessante, a semana retrasada eu estive fora "da Firma", por conta de um projeto que eu faço em parceria e, assim, passei uma semana na Capitar. Lógico que foi muito bacana, pude fazer uma série de coisas que a tempos não fazia e também deixei de fazer outras que gostaria de ter feito, faz parte.
O trabalho correu como o esperado e foi muito proveitoso, mas, pessoalmente falando foi um tempo muito bom, ao voltar para o "mundo mágico" onde eu vivo, foi como se eu tivesse ficado fora por muito tempo! É bem verdade que os cabeçudos continuavam lá, e continuavam os mesmos, mas é como se eu tivesse mudado... e quem sabe mudei! ;-)
Acho que estamos chegando a uma época de acomodação, de deixar a poeira baixar... espero que sim, por mais que eu queria mandar todo mundo para um lugar lindo e encantado, nunca foi minha intenção prejudicá-los e se dependesse de mim, a convivência era bem mais legal... mas enfim...
E, de repente, lá está você de madrugada a dentro, só você e o silêncio da noite, quebrado apenas pelo barulho da chuva que cai mansa... e você se deixa levar pelos pensamentos, que vão e voltam, pode mesmo que isso possa até soar como algo meio "deprê", você sabe, que de um jeito só seu, está simplesmente aproveitando aquele momento.
O trabalho correu como o esperado e foi muito proveitoso, mas, pessoalmente falando foi um tempo muito bom, ao voltar para o "mundo mágico" onde eu vivo, foi como se eu tivesse ficado fora por muito tempo! É bem verdade que os cabeçudos continuavam lá, e continuavam os mesmos, mas é como se eu tivesse mudado... e quem sabe mudei! ;-)
Acho que estamos chegando a uma época de acomodação, de deixar a poeira baixar... espero que sim, por mais que eu queria mandar todo mundo para um lugar lindo e encantado, nunca foi minha intenção prejudicá-los e se dependesse de mim, a convivência era bem mais legal... mas enfim...
E, de repente, lá está você de madrugada a dentro, só você e o silêncio da noite, quebrado apenas pelo barulho da chuva que cai mansa... e você se deixa levar pelos pensamentos, que vão e voltam, pode mesmo que isso possa até soar como algo meio "deprê", você sabe, que de um jeito só seu, está simplesmente aproveitando aquele momento.
E por falar em simples, me lembrei de uma música, quase uma poesia que eu ouvi uma vez durante um show do Almir Sater, a música é do Renato Teixeira, mas eu gosto da interpretação da Gisele Sater. A primeira vez que eu ouvi essa música foi no show, e ainda que não saiba explicar o por que, ela me tocou profundamente naquele dia...
"...
Da alma depende a calma
E a calma é irmã do simples
E o simples resolve tudo
Mas tudo na vida às vezes
Consiste em não e ter nada."
E, na ausência de maiores novidades, vou deixar o vídeo da música para quem tiver curiosidade de conhecê-la, essa não é a interpretação mais bonita, mas foi a melhor gravação que eu achei no momento.
Inté.
Three of us
Durante o feriado e acabei assistindo ao filme independente Eu te amo Renato [http://vimeo.com/63818812], além de um projeto interessante, um longa metragem pensado para a Internet, tem uma história bacana com cenas muito bem feitas, confesso que me surpreendi com o filme, que mostra o envolvimento de três jovens, nos anos 90, em uma cidade do interior do Rio de Janeiro (Valença) e cujo o final é marcado pela notícia da morte do Renato Russo.
Como todo bom triângulo amoroso que se preze, o final não é exatamente aquele que a gente gostaria, dia desses vi alguém comentado que triângulos são uma delícia enquanto estão rolando, mas assim como uma vaca na árvore, a gente pode não saber direito como aconteceu, mas a única certeza é a de que vai cair. Fora isso, eu adorei a forma como as coisas se desenrolam... e enquanto esperava o sono chegar, me peguei pensando porque as coisas, em geral, nunca terminam bem.
Lembro que na escola nós eramos 3, eu e mais duas meninas, sempre juntos! Não era exatamente um triângulo, estava mais para uma esfera [kkk], onde todos corríamos em volta, eu corria pela Menininha A, seria possível que a Menininha B corresse atrás de mim?! Há quem diga que sim... Por mais que eu critique a falta de criatividade e ousadia das pessoas ao decidirem os finais dos triângulos no cinema, devo reconhecer que a própria vida não é lá muito criativa. Todos nós temos amigos que viveram situações assim, e no meu "suposto caso", a vida se encarregou de nos separar... mudanças de cidade e de colégio, se encarregaram de nos separar.
De qualquer forma, eu gostei do filme e "fica a dica", no endereço abaixo é possível assistir e baixar livremente o filme:
E começa a semana e o mês, cheio de aniversariantes importantes!!!
Abração a todos!
Faithfully
"... a verdade é que durante muito tempo, ele escrevia por medo de ser esquecido... aquelas mensagens, com as palavras cuidadosamente escolhidas, eram como o último fio em que ele se agarrava na esperança de não ser dragado pelo mar do esquecimento. Mas, no fundo, sempre soube que tudo aquilo parecia inútil... e assim, quando chegou o tempo, em um gesto final, simplesmente abriu os dedos e se viu distanciar de tudo aquilo que ele acreditava amar...
Na imensidão do azul, conforme o tempo foi passando, teve a chance de perceber várias coisas, dentre elas, talvez a mais perturbadora, foi que mesmo após tanto tempo, ainda podia senti-lo sob seus dedos... e assim entendeu, que nada adiantara se debater, ou tentar se agarrar, tudo sempre esteve consigo, ainda que não o visse nunca mais, poderia senti-lo... poderia amá-lo, como aquele amor libertário que ele tanto havia lido nos livros, e essa ainda era a sensação mais forte, e intrigante, para ele...
Se ele estivesse contando o tempo, teria consciência de vários meses se passaram, mas de fato... isso não era importante, afinal... a quem importava o tempo?! Talvez, um dia, ainda possam se esbarrar nas curvas e desvios da vida, talvez não, mas por agora, valia a certeza de que guardou o que de melhor construiu da história deles, se nem tudo é da forma que gostaria, aceitou o fato de as coisas são da forma que sentimos, e assim, se sentia conectado aquela história... não preso, mas ligado, a aqueles momentos que o definiram para o resto de seus dias.
Lançou uma última carta, dentro de uma garrafa, talvez ela retorne com notícias, talvez não, a verdade é que nestes dias pouco importava a resposta, pois trás dentro de si, quase todas as sensações do mundo..."
E é tempo de festa! Pessoas importantes, e queridas, celebram seus aniversários por esses tempos, e isso é muito bom! O último final de semana reservou um período daqueles de muita festa e felicidade, foi tão bom, que nem as caras de "furão", dos meus colegas de trabalho, foram capazes de arranhar o sorriso em minha face.
Dentre as várias surpresas preparadas para o aniversário de uma pessoa querida, o ponto alto ficou por conta de um casal contratado para fazer uma apresentação de dança árabe, aniversariante e convidados foram surpreendidos pelo apagar as luzes e o som da música invadindo o ambiente. Não teve quem não ficou impressionado com a beleza da dança, da música e dos dançarinos... cof cof cof
E por fim, eu tenho andado meio sumido né?! Em partes, isso é culpa de algumas questões [boas] do trabalho, a possibilidade de um projeto me levou de volta "a prancheta"... e, naquela linha: uma ideia na cabeça e uma folha de papel na mão, fiquei muito feliz quando eu vi as coisas tomarem forma. Agora vamos esperar as avaliações, mas a verdade é que me deu um grande bem estar vê-lo pronto!
E assim vão se passando os dias na estrada de tijolos amarelos... ;-)
Abração a todos...
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma
outra razão para amar senão amar.
Que queres que te diga, além de que te amo,
se o que quero dizer-te é que te amo?"
(FERNANDO PESSOA)
Assinar:
Postagens (Atom)



