Um Agosto
De repente me dei conta de que não vi Agosto passar...
Me lembro de ainda no final de julho estar lendo o texto do Caio Fernando Abreu, falando sobre Agosto passar, me lembro de ter pensado em fazer um post brincando com isso e, cá estamos!!! Agosto passou... ou me atropelou, não sei direito, devo confessar.
Foram tantas coisas, que não saberia dizer se o saldo foi positivo ou negativo, como diriam meus nobres amigos advogados, in dubio pro reo, ou seja, na dúvida favorecemos o réu, e nesse caso é com alegria que eu declaro que o mês foi de mais de bão!
Fiz algo que há tempos não fazia, viajar!!! Ainda não foi exatamente a viagem que precisava fazer, apesar de não ter feito tudo o que planejara, foi bom revisitar lugares e pessoas que são queridas.
Retomei algo que a tempos estava parado!!! É bem verdade que vou sofrer um atraso nos planos originais, mas é algo temporário que tenho certeza que em breve eu consigo por em dia, mas foi bom reencontrar um norte, uma direção.
Me senti como a tempos não me sentia!!! E como diria Osvaldo Montenegro: E sem que a gente perceba, a gente se encontra... e tem sido bacana me encontrar, reencontrar, ... ;-)
No mais, ando em um tempo meio estranho, de espera... de paciência... mas ao mesmo tempo de pressa, queria um bocado de coisas, e assim... vamos que vamos, porque como diz a música: "O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraido!".
Acho que não volto mais em Agosto... mas sabe né, a qualquer momento podemos interromper a nossa programação normal! ;-)
Inté.
Tirei a foto dessa plaquinha, na época em que a Feira da Torre (em Brasília), ainda acontecia embaixo da torre, apesar de ter ficado intrigado na ocasião, mal sabia que precisaria de alguns anos para poder me encontrar... (Viajar, é bom!!!)
The Believer
Acreditar em algo não é algo
simples, carregar em si uma certeza que ninguém mais consegue visualizar, ou
que na grande maioria das vezes nem nós mesmos somos capazes de explicar e por
vezes julgamos que, apesar de nossa crença, aquilo é algo tão distante ou inviável, requer um
enorme esforço, e por assim dizer... muita crença!
Mas não deveríamos desfazer de
nossos instintos, de nossos desejos e das coisas que acreditamos, se aquela
certeza existe em seu peito, por alguma razão ela está ali... é bem verdade que
quase sempre iremos enfiar os pés pelas mãos, criar regras, se perder nelas,
outras vezes, as coisas não sairão exatamente do jeito que pensamos – ainda bem
né?!
Mas isso também deve ser o que se
chamam de viver! As vezes me assusto ao perceber que “apesar de tudo”, eu
apenas sobrevivi durante muitos anos da minha vida... não que isso me chateie,
foram graças a esses anos que talvez hoje eu possa ser capaz de reconhecer
algumas coisas ao olhar, ao senti-las. Também não digo com isso que foi fácil, nem que
é um caminho a ser seguindo, de forma alguma... provavelmente foi o caminho mais pesado ou penoso, mas foi o melhor que eu pude,
ou achei que podia, fazer naqueles momentos.
Uma vez eu vi em um centro espirita,
uma plaquinha simples, impressa em papel A4 onde se podia ler: “Tudo Passa!”... Intrigante aquela plaquinha, entre tantas mensagens tão maravilhosas, aquela me marcou. Tempos depois eu viria a entender que passa mesmo! Basta acreditar, ter uma pitada em fé em alguma coisa, e seguir
em frente... mesmo quando temos vontade de parar, de voltar ou sequer sabemos
para onde estamos indo...
Minha única reclamação se posso chamar assim, é que os momentos bons sempre parecem passar mais rápido que os “não-bons”,
mas talvez seja justamente por isso que eles sejam bons, não é?! [hehehe]
E se tudo passa, é sinal que algo
novo começa, ou recomeça, e por isso não podemos esquecer-nos de estar prontos
e atentos a esse delicioso convite que é a vida... e sem que a gente perceba a gente se encontra!
E cá estou de volta... Latinha
Reloaded!!!
Este deveria ser um PPA (Puta
Post Acumulado), mas acho que terei que ir contando aos poucos, vale registrar que a viagem à Brasília foi super show e o regresso me reservava mais uma grata surpresa, mas nem só de momentos
bons vive um Latinha e algumas questões surgiram para disputar a atenção, mas
como eu disse, tudo passa!
E assim... vamos indo... e a gente vai se falando! ;-)
Daylight
Hoje eu estava dando uma olhada nas atualizações de uma rede social, como diriam os jornalistas, quando uma amiga publicou uma versão legendada da música Daylight do Marron5, não sei porque, pode ter sido algo que eu tenha comido [kkk], mas boom!
Foi quase como uma viagem no tempo...
Foi quase como uma viagem no tempo...
Confesso que foram raras as menções a esse "Ele" aqui no blogue, por enquanto, mesmo que algum tempo já tenha passado, tudo ainda é muito recente e vivo... então...
Mas, uma viagem, que por coincidência é a mesma que farei depois de amanhã (sexta-feira), o traria até aqui... seu voo, em um horário de certa forma inconveniente, o obrigaria pernoitar na cidade e como um bom samaritano, eu me ofereci para ajudá-lo, ele passaria a noite na minha casa, onde seu carro ficaria até sua volta.
Fui encontrá-lo após o trabalho, posso descrever a roupa que Ele usava, e lá fomos para minha casa... passariamos a noite conversando, assunto nunca faltou entre nós. Daria tudo para senti-lo novamente junto ao meu peito, enquanto conversavamos... meu reino por mais um daqueles beijos, que tantas vezes me inebriaram... Ninguém dormiu aquela noite, para ser sincero, nem vi as horas passarem... e como nos contos de fada, temi pela chegada do novo dia. Não foi uma noite de [cof cof cof] amor... mas foi uma noite em que duas pessoas, se permitem conhecer, em que compartilham um momento.
A madrugada seria a testemunha do último abraço naquele aeroporto...
Vi seu avião decolar, em um céu que parecia ter sido pintado a mão, fiquei vendo até que ele se misturasse as estrelas que saudavam o novo dia... e o aperto no coração, parecia tentar me alertar para o que viria.
Mas a verdade é que aquela sempre foi, e pelo jeito será, a minha noite especial, e infelizmente foi como diz a música:
Mas a verdade é que aquela sempre foi, e pelo jeito será, a minha noite especial, e infelizmente foi como diz a música:
Isso é muito difícil, porque sei que
Quando o sol chegar, eu vou embora
Este é o meu último olhar
Isso em breve será uma memória.
Uma bela memória...
Business & Pleasure
Primeira fase das andanças foi completada com sucesso!
Terminada algumas reuniões que eu tinha na sexta-feira, podemos dizer que a viagem realmente começou, e creio que a palavra de ordem foi... Envelhecer!
Interessante ver a ação do tempo, sobre as pessoas, sobre as relações, sobre a vida em geral... como eu disse no outro post, uma das missões da viagem era "levar" meu pai para passear, o que incluía vistar algumas pessoas amigas de longa data e que há tempos não víamos pessoalmente. Para muitos, isso pode parecer meio chato, mas confesso que eu até gosto... desde sempre, eu converso com os amigos do meu pai, então hoje, que a maioria deles já são "senhorezinhos", acho interessante conversar com eles.
O primeiro amigo que visitamos, ainda em São Paulo, fazia muitos anos que eu não o via, só tinha notícias pelo pai... confesso que fiquei surpreso ao reencontrá-lo... a visão que eu guardava dele, provavelmente de algum almoço em casa quando eu era criança, era a de um homem, "amigo do meu pai". E de repente, encontro um "senhorzinho", ainda ativo e bem disposto, cuidando de sua própria empresa, mas que já apresenta na pele as marcas do tempo e, cabelos bem branquinhos! Caraca, meu pai não tem os cabelos brancos, apesar da idade, ele ainda esta um pouco grisalho apenas e talvez seja por isso o meu espanto inicial.
Outro ponto alto da visita, foi a casa de um amigo de infância ele, dessa vez em Campinas, sabe aquela casa que você ia criança?! Foram várias festas de Natal, aniversários, almoços de domingo, casamentos, em que estivemos juntos. Cresci chamando-os de Tio e Tia, e lá me sinto tão a vontade, que já havia voltado outras vezes sozinho, e dessa vez, com o meu pai, a coisa foi como das outras vezes, é como se por uma tarde, eu tivesse a chance de voltar no tempo.
A casa, os móveis, a dinâmica da coisa toda... o café da tarde preparado, que apesar do delicioso bolo de chocolate que havia sido feito, parecia que a qualquer momento veria sob a mesa aquele "famoso" rocambole [com goiabada] que a Tia sempre fazia e que eu adorava!
Infelizmente, o tempo também tem seu preço... teria sido uma tarde igual aquelas de antigamente, não fosse a lembrança daqueles que já partiram ao longo desses anos e das histórias de doenças, e hospitais, que sem fazer cerimônia passaram a ganhar maior espaço nas conversas.
De qualquer forma, fiquei feliz em vê-los conversando... além da certeza que quase sempre não somos capazes de reconhecer a sorte que tivemos [ou temos], serviu para reforçar a certeza que quando temos amigos de verdade, não importa a distância, ou os dias que se passaram, sempre é tempo de poder "viajar"!
E agora, vamos a segunda fase... novos destinos, novas cores, novas histórias, novas conversas...
Este vento que está soprando as ondas
Continuará soprando depois que todos se forem
E o mar revolto e os sussurros do mar
Ainda estarão aqui quando outros dias vierem
A areia da praia, transformada em torres pelas crianças
Ainda estarão aqui, mesmo depois de crescermos
E este sol que desaparece tão de repente
Ainda irá iluminar outras vidas
Nem tudo o que existe é levado pelo vento
Nem tudo está morto e enterrado na areia
Banhado pelos oceanos
Melhor não saber tudo
Para seguir em frente, sem perguntar tanto
Para cair, para levantar, sem ter que lembrar
Para dar amor, dar amor
Augie Doggie & Doggie Daddy
É engraçado como em nossa vida podemos encontrar características "interessantes", uma das minhas... é viajar! Não que eu sonhasse em desbravar o mundo, ou coisa parecida, mas desde pequeno elas estão presentes na minha vida, fosse nas férias ou nas visitas ao meu avô.
Na época da facul, o campus onde eu estudava, era distante 40 km da cidade, o que pode ser interpretado como uma pequena viagem, apesar que para os padrões paulistanos, isso não é nada! Mas foram várias festas "rodoviárias" no fretado... ;-)
De qualquer forma, os estudos me levariam a outras viagens, durante um tempo, viajando semanalmente por mais de um ano, outro curso, praticamente me fez ter duas casas... e nada menos que mil quilômetros [kkk]. Mesmo quando eu achei que era tempo de sossegar, acabei na estrada, já que os amigos estavam, e ainda estão, distribuídos por esse mundão.
Hoje os tempos mudaram um pouco, tenho ficado mais preso por questões de trabalho, mas mesmo assim, sempre que possível, vira e mexe, é tempo de partir. E, é assim, que vou terminar essa semana na estrada... se as coisas se encaminharem conforme o planejado, os próximos meses podem me levar a um recomeço, e por consequência a novas viagens... E como eu dizia no começo, esse parece ser mesmo o "meu caminho"... andar por ai... gostava que fosse acompanhado, mas até o momento, além dos sonhos... só mesmo a companhia dos meus amigos imaginários. Mas, quem sabe... ;-)
Augie Doggie & Doggie Daddy, ou Bob Pai & Bob Filho como eles ficaram conhecidos aqui no Brasil, é um desenho da Hanna-Barbera, que quando eu assistia, já era meio velho, por isso imagino que muita gente nem se lembre mais deles [kkk]. Mas eles também faziam parte da Turma do Zé Colmeia, alguém? Ninguém?! Enfim, me lembrei deles esses últimos dias...
Essa viagem da semana que vem, me permitiria reencontrar alguns amigos, a quem há tempos venho devendo uma visita, mas também se apresentou como uma oportunidade de uma viagem no melhor estilo "Bob Pai & Bob Filho"...
Amadurecer tem umas coisas interessantes, nos dá a capacidade de começar a ver coisas que não víamos e de retribuirmos coisas, que na época nem tínhamos noção que ganhávamos. Percebo que meu pai, que sempre foi ativo e determinado com as coisas, com o peso dos anos, começou a hesitar em alguns momentos e a destreza e agilidade de outrora já não é mais a mesma.
Enquanto começava a acertar detalhes e tudo mais, me passou a mente, que agora, não sou mais eu que vai viajar com ele, como tantas vezes fizemos. De fato, hoje é ele quem vai viajar comigo... e mesmo que sinta pelos amigos que não poder ver (dessa vez!), fico feliz por retribuir esse momento...
E assim vamos nós, uma semana, três cidades... e seguuurraa peão!
E, apesar do tempo eu não congelei... foi quase! Até ameaça de neve andou rolando por essas bandas, mas no fim, ficamos em uma geada "básica"... foi bacana, não fosse a voz de Pato Donald que eu fiquei por conta da minha garganta que #partiu.
Inté!
23 de Julho
Véi, na boa, tá muito frio!!! Lá fora a temperatura está na casa dos 3 graus, nevou em uma cidade próxima, e tá frio bagarai... A maldição do Rudolph já me pegou novamente, mais uma vez eu estou igual a rena do nariz vermelho!
Visitas se foram, os dias foram muito bacanas e, em seu tempo, irão se transformar nos posts.
Mas hoje, é um daqueles dias em que a gente para por um minuto e de alguma forma precisa registrar, ainda que não saiba ao certo o que, nem porque, fato é que um ano se passou... e o melhor registro que eu encontrei foi a seguinte frase:
"Há um véu de silêncio entre nós.
Coisas não ditas que se pressentem. Não é um silêncio magoado ou ferido.
Apenas um receio de cruzar linhas por onde já fizemos equilibrismo.
Ambos sabemos que não vamos atravessá-las.
Mas os dois acarinhamos esse futuro que não tivemos, como memória intocável e pura".
Coisas não ditas que se pressentem. Não é um silêncio magoado ou ferido.
Apenas um receio de cruzar linhas por onde já fizemos equilibrismo.
Ambos sabemos que não vamos atravessá-las.
Mas os dois acarinhamos esse futuro que não tivemos, como memória intocável e pura".
Se eu não congelar, até o final da semana eu volto! ;-)
Inté.
Apenas Eu...
Alguns diriam que a cabeça é dura mesma, mas devo confessar
que eu sempre gostei “da impossibilidade das coisas”, pessoalmente sempre
observei que nossos pais não nos criam aceitando a possibilidade de desistir,
ou mudar de opinião, eu mesmo já tive longas discussões “comigo mesmo” por conta disso, e
sempre foi difícil aceitar que eu errei, ou então que eu mudei de ideia. Devo
confessar que a coisa mais libertadora que fiz certa vez foi desistir de algo
importante, quase no final. Para mim, foi algo quase como largar uma noiva na porta da
igreja, mas era no campo profissional! ;-)
É bem verdade que levei alguns anos para me recuperar do baque e, não foi fácil aprender a lidar com as reverberações disso, pior que não foi pela reação dos outros, mas por conta das minhas próprias cobranças, pelos meus padrões que mesmo sem imaginar eu acabei me impondo em algum momento...
Eu não culpo só os pais, ainda que acredite que a maior parte deles tenha uma parcela de culpa, a verdade é que em alguns assuntos eu deveria ser um pouco mais esperto, mas..., confesso que eu também sempre gostei de jogar by the book. O que em linhas gerais é bom para minha profissão... mas na vida pessoal sempre me dá umas dores de cabeça.
De qualquer forma, a verdade é que otimista, ou tolo, eu nunca fui bom em largar algo para trás... anos atrás, um grande e querido amigo, me disse que eu precisava aprender a desapegar! E isso meio que ficou martelando na minha cabeça... mas como faz?! Toca um foda-se e manda para geral?
A questão é que eu nunca fui o cara da geral... assim, vamos colocar ali na prateleira e vez por outra a gente tira um pó, olha, lembra e devolve...A verdade é que muitas vezes, para mim, as impossibilidades sempre pareceram mais interessantes que as possibilidades... pronto falei!
E esse foi um post meio sem pé, nem cabeça, e que para ser bem honesto eu tava pensando em outra coisa quando comecei a escrever, mas... ele apareceu. E apesar de não ser o Kevin, acho que hoje foi dia de falar sobre mim... ;-)
É bem verdade que levei alguns anos para me recuperar do baque e, não foi fácil aprender a lidar com as reverberações disso, pior que não foi pela reação dos outros, mas por conta das minhas próprias cobranças, pelos meus padrões que mesmo sem imaginar eu acabei me impondo em algum momento...
Eu não culpo só os pais, ainda que acredite que a maior parte deles tenha uma parcela de culpa, a verdade é que em alguns assuntos eu deveria ser um pouco mais esperto, mas..., confesso que eu também sempre gostei de jogar by the book. O que em linhas gerais é bom para minha profissão... mas na vida pessoal sempre me dá umas dores de cabeça.
De qualquer forma, a verdade é que otimista, ou tolo, eu nunca fui bom em largar algo para trás... anos atrás, um grande e querido amigo, me disse que eu precisava aprender a desapegar! E isso meio que ficou martelando na minha cabeça... mas como faz?! Toca um foda-se e manda para geral?
A questão é que eu nunca fui o cara da geral... assim, vamos colocar ali na prateleira e vez por outra a gente tira um pó, olha, lembra e devolve...A verdade é que muitas vezes, para mim, as impossibilidades sempre pareceram mais interessantes que as possibilidades... pronto falei!
E esse foi um post meio sem pé, nem cabeça, e que para ser bem honesto eu tava pensando em outra coisa quando comecei a escrever, mas... ele apareceu. E apesar de não ser o Kevin, acho que hoje foi dia de falar sobre mim... ;-)
Me multiplicando em sol
Tento uma canção pra você
Trago flores, girassóis
Não me importa mal me querer
O que vai em mim vem
de um desejo imenso de ser outra vez
Um barco, um azul
Outra vez, de tarde, morrer
Céu sem naves espaciais
Flores, só naturais
Só nóis dois e as coisas banais
Mais não, pra quê.
|
Para que o mundo
Segue o mundo
Sem o mar
Sem amar
De que vale o som sideral
Ou uma rima mais genial
Se o amor está aqui, neste sal
Nesse encontro franco e frontal
Nesse barco longe do mundo
Toda a nossa vida e um segundo
Pra dizer ao mar que voltei
Que sou do mar, sou do mar, do mar.
|
CARTA AO MAR - Elis Regina [para ouvir]
Love is in the Air
E pelo jeito a primavera chegou por essas bandas, não sei porque, mas sempre tenho a sensação que é na primavera que as histórias de amor acontecem... pode ser porque no inverno, seja complicado enxergar o verdadeiro amor embaixo de tanto casaco, né?! Enfim, fato é que, pode ser alguma coisa na água, mas várias pessoas conhecidas estão falling in love.
Enquanto isso, na sala de justiça, lá estou eu... Still Fighting!!!
E, a luta contra o crime nunca acaba, é bem verdade que fez por outra gosto de fazer uns exercícios de futurologia e imaginar o desenrolar das coisas, tentar fazer um plano... obviamente, quase nunca funciona do jeito que eu imaginei, Graças ao bom Deus!!! A pouco mais de um ano, quando eu achava que estava preso em uma situação profissional que não me fazia feliz, nunca imaginaria que estaria "aqui", escrevendo esse texto, em um panorama completamente diferente e, inclusive já pensando que é hora de partir...
De certa forma, é isso que "me consola"... Mas há aquelas probabilidades que eu acerto, e essas as vezes me assustam, mas como eu disse para um amigo hoje ao telefone... Em último caso, pelo menos eu vou poder jogar minha dentadura nele no asilo! Já que ele anda querendo personificar esse lance do Forever Alone [kkkkk].
Talvez eu devesse seguir o conselho de uma pessoa amiga, que sempre me dizia:
De qualquer forma, esse final de semana me sobraram mesmo, meus amigos imaginários, os demais estavam aproveitando algumas peculiaridades da vida à dois!
E mais uma vez minha casa, e cama, serão invadidas pelas mulheres de mi vida... na falta de uma, e por uma coincidência, três amigas passar pela minha casa até o final da próxima semana. Confesso, que ainda estranho dividir minha cama, e uma "fronteira" não está de todo descartada, sim sou desses... Mas acho que vai ser legal, eu espero! [kkk]. Meus vizinhos não devem entender muita coisa, mas quem sou para explicar, garanto que a imaginação deles é bem mais divertida que a realidade! ;-)
Enquanto isso, na sala de justiça, lá estou eu... Still Fighting!!!
E, a luta contra o crime nunca acaba, é bem verdade que fez por outra gosto de fazer uns exercícios de futurologia e imaginar o desenrolar das coisas, tentar fazer um plano... obviamente, quase nunca funciona do jeito que eu imaginei, Graças ao bom Deus!!! A pouco mais de um ano, quando eu achava que estava preso em uma situação profissional que não me fazia feliz, nunca imaginaria que estaria "aqui", escrevendo esse texto, em um panorama completamente diferente e, inclusive já pensando que é hora de partir...
De certa forma, é isso que "me consola"... Mas há aquelas probabilidades que eu acerto, e essas as vezes me assustam, mas como eu disse para um amigo hoje ao telefone... Em último caso, pelo menos eu vou poder jogar minha dentadura nele no asilo! Já que ele anda querendo personificar esse lance do Forever Alone [kkkkk].
Talvez eu devesse seguir o conselho de uma pessoa amiga, que sempre me dizia:
Para esquecer uma paixão Platônica, só mesmo uma trepada Homérica.
De qualquer forma, esse final de semana me sobraram mesmo, meus amigos imaginários, os demais estavam aproveitando algumas peculiaridades da vida à dois!
E mais uma vez minha casa, e cama, serão invadidas pelas mulheres de mi vida... na falta de uma, e por uma coincidência, três amigas passar pela minha casa até o final da próxima semana. Confesso, que ainda estranho dividir minha cama, e uma "fronteira" não está de todo descartada, sim sou desses... Mas acho que vai ser legal, eu espero! [kkk]. Meus vizinhos não devem entender muita coisa, mas quem sou para explicar, garanto que a imaginação deles é bem mais divertida que a realidade! ;-)
Como bom anfitrião, tenho essa semana para me preparar e ajeitar tudo para a chegada delas... nessas horas me sinto meio como o Tatoo, da Ilha da Fantasia... O avião, o avião... [kkk]
Grande semana para todos! ;-)
A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre
por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente
por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente
(Machado de Assis, em “Dom Casmurro”)
Das coisas que eu quero...
E as vezes a gente quer tanto uma coisa, que somos capazes de tentar encontrá-la nos mais diferentes, e longínquos lugares. Algum tempo, e muitas cabeçadas depois, não raro, nos damos conta de que ela sempre estivera ali, bem próximo de nós o tempo todo, bastaria ter tido os chamados "olhos de ver", mas talvez resida ai, um dos grandes desafios da vida! Saber ver!!!
Enquanto isso, no meio tempo, nos resta um sentimento de ausência, daqueles que não se sabe bem do que, nem por que, mas que apenas constata que em algum ponto, nos afastamos de alguma coisa... Tem dias que me sinto meio como aquelas tartaruguinhas, que eclodem na areia da praia, e que confundem o brilho das luzes da cidade, com o do luar nas águas do mar, e assim acabam saindo em busca de algo que nunca irão encontrar.
Por esses dias, tenho me lembrado da frase de Camille Claudel que diz: "Il y a toujours quelque chose d'absent qui me tourmente", algo do tipo: Há sempre alguma coisa "ausente" que me atormenta.
E essa foi uma semana de ausências, algumas esperadas outras inesperadas, mais que isso, de se confrontar com os meus moinhos de vento...
Mas, apesar de tudo..., não poderia dizer que foi uma semana ruim! ;-)
Por esses dias, tenho me lembrado da frase de Camille Claudel que diz: "Il y a toujours quelque chose d'absent qui me tourmente", algo do tipo: Há sempre alguma coisa "ausente" que me atormenta.
E essa foi uma semana de ausências, algumas esperadas outras inesperadas, mais que isso, de se confrontar com os meus moinhos de vento...
Mas, apesar de tudo..., não poderia dizer que foi uma semana ruim! ;-)
Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça
Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.
Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.
Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
(DOM QUIXOTE, Eng. do Hawai)
IntéAo vencedor...
"Aquela fora a segunda vez que se pegava contemplando aquela tela em branco, enquanto o cursor ansiosamente esperava pelas palavras que nunca vinham, foi difícil não se lembrar que outrora elas haviam sido abundantes entre eles, cuidadosamente escolhidas e alinhadas, como quem cifra uma mensagem que somente olhos atentos poderiam posteriormente entender. Essa fora a característica que os aproximou, o doce jogo de sedução das palavras não ditas, em que ambos habilmente sempre praticaram tão bem.
Teriam as palavras entre eles chegado a um final?! Ainda que fosse prematuro prematuro dizer algo, era sabido e esperado que esse momento um dia chegaria, até tardou, muitos diriam. A maior ironia foi ter sido junto com a chegada do inverno, já que tantas vezes foram as palavras que o aqueceu em muitos dias frios.
Apesar do temor que intimamente sempre sentiu desse dia, hoje, calmamente se permitia contemplar o branco daquela tela, com quem tentasse decifrar um enigma que só ele era capaz de visualizar..."
-- x --
Apesar do temor que intimamente sempre sentiu desse dia, hoje, calmamente se permitia contemplar o branco daquela tela, com quem tentasse decifrar um enigma que só ele era capaz de visualizar..."
-- x --
Esse texto tava no "limbo", e em um desses dias frios, a impossibilidade de colocar o nariz para fora de casa me permitiu reencontrá-lo, e vamos deixá-lo ir... ;-)
Enquanto isso, no meio tempo, eu tive a oportunidade de por em prática um dos meus ditos favoritos: "Um dia a gente ganha, no outro a gente deixa o outro achar que ganhou!". Acho interessante esses jogos sociais, como eu costumo chamar, mais que isso, [para mim] é muito estranho ver como as pessoas brigam por migalhas.
Engraçado, é que de longe é que podemos perceber que quanto mais se aperta a mão na tentativa de se agarrar em algo, mais ele nos escapa por entre os dedos. De qualquer forma, fico feliz por ter conseguido, aparentemente, ter revertido uma situação que não era exatamente desfavorável, mas era desgastante para mim.
E no mais, é curtir meu dia de "velho" e ir tomar um sol na pracinha, depois de longos dias de frio, chuva e neblina. Ah! Como eu sinto falta do sol!!!
Inté!
Enquanto isso, no meio tempo, eu tive a oportunidade de por em prática um dos meus ditos favoritos: "Um dia a gente ganha, no outro a gente deixa o outro achar que ganhou!". Acho interessante esses jogos sociais, como eu costumo chamar, mais que isso, [para mim] é muito estranho ver como as pessoas brigam por migalhas.
Engraçado, é que de longe é que podemos perceber que quanto mais se aperta a mão na tentativa de se agarrar em algo, mais ele nos escapa por entre os dedos. De qualquer forma, fico feliz por ter conseguido, aparentemente, ter revertido uma situação que não era exatamente desfavorável, mas era desgastante para mim.
E no mais, é curtir meu dia de "velho" e ir tomar um sol na pracinha, depois de longos dias de frio, chuva e neblina. Ah! Como eu sinto falta do sol!!!
Inté!
A consciência de uma planta no meio do inverno
não está voltada para o verão que passou, mas para a primavera que irá chegar.
A planta não pensa nos dias que já foram, mas nos dias que virão.
Se as plantas estão certas de que a primavera virá, por que nós - os humanos
não acreditamos que um dia seremos capazes de
atingir tudo o que queríamos?
(KALIL GIBRAN)
Deixando a poeira baixar...
O tempo é algo interessante, a semana retrasada eu estive fora "da Firma", por conta de um projeto que eu faço em parceria e, assim, passei uma semana na Capitar. Lógico que foi muito bacana, pude fazer uma série de coisas que a tempos não fazia e também deixei de fazer outras que gostaria de ter feito, faz parte.
O trabalho correu como o esperado e foi muito proveitoso, mas, pessoalmente falando foi um tempo muito bom, ao voltar para o "mundo mágico" onde eu vivo, foi como se eu tivesse ficado fora por muito tempo! É bem verdade que os cabeçudos continuavam lá, e continuavam os mesmos, mas é como se eu tivesse mudado... e quem sabe mudei! ;-)
Acho que estamos chegando a uma época de acomodação, de deixar a poeira baixar... espero que sim, por mais que eu queria mandar todo mundo para um lugar lindo e encantado, nunca foi minha intenção prejudicá-los e se dependesse de mim, a convivência era bem mais legal... mas enfim...
E, de repente, lá está você de madrugada a dentro, só você e o silêncio da noite, quebrado apenas pelo barulho da chuva que cai mansa... e você se deixa levar pelos pensamentos, que vão e voltam, pode mesmo que isso possa até soar como algo meio "deprê", você sabe, que de um jeito só seu, está simplesmente aproveitando aquele momento.
O trabalho correu como o esperado e foi muito proveitoso, mas, pessoalmente falando foi um tempo muito bom, ao voltar para o "mundo mágico" onde eu vivo, foi como se eu tivesse ficado fora por muito tempo! É bem verdade que os cabeçudos continuavam lá, e continuavam os mesmos, mas é como se eu tivesse mudado... e quem sabe mudei! ;-)
Acho que estamos chegando a uma época de acomodação, de deixar a poeira baixar... espero que sim, por mais que eu queria mandar todo mundo para um lugar lindo e encantado, nunca foi minha intenção prejudicá-los e se dependesse de mim, a convivência era bem mais legal... mas enfim...
E, de repente, lá está você de madrugada a dentro, só você e o silêncio da noite, quebrado apenas pelo barulho da chuva que cai mansa... e você se deixa levar pelos pensamentos, que vão e voltam, pode mesmo que isso possa até soar como algo meio "deprê", você sabe, que de um jeito só seu, está simplesmente aproveitando aquele momento.
E por falar em simples, me lembrei de uma música, quase uma poesia que eu ouvi uma vez durante um show do Almir Sater, a música é do Renato Teixeira, mas eu gosto da interpretação da Gisele Sater. A primeira vez que eu ouvi essa música foi no show, e ainda que não saiba explicar o por que, ela me tocou profundamente naquele dia...
"...
Da alma depende a calma
E a calma é irmã do simples
E o simples resolve tudo
Mas tudo na vida às vezes
Consiste em não e ter nada."
E, na ausência de maiores novidades, vou deixar o vídeo da música para quem tiver curiosidade de conhecê-la, essa não é a interpretação mais bonita, mas foi a melhor gravação que eu achei no momento.
Inté.
Three of us
Durante o feriado e acabei assistindo ao filme independente Eu te amo Renato [http://vimeo.com/63818812], além de um projeto interessante, um longa metragem pensado para a Internet, tem uma história bacana com cenas muito bem feitas, confesso que me surpreendi com o filme, que mostra o envolvimento de três jovens, nos anos 90, em uma cidade do interior do Rio de Janeiro (Valença) e cujo o final é marcado pela notícia da morte do Renato Russo.
Como todo bom triângulo amoroso que se preze, o final não é exatamente aquele que a gente gostaria, dia desses vi alguém comentado que triângulos são uma delícia enquanto estão rolando, mas assim como uma vaca na árvore, a gente pode não saber direito como aconteceu, mas a única certeza é a de que vai cair. Fora isso, eu adorei a forma como as coisas se desenrolam... e enquanto esperava o sono chegar, me peguei pensando porque as coisas, em geral, nunca terminam bem.
Lembro que na escola nós eramos 3, eu e mais duas meninas, sempre juntos! Não era exatamente um triângulo, estava mais para uma esfera [kkk], onde todos corríamos em volta, eu corria pela Menininha A, seria possível que a Menininha B corresse atrás de mim?! Há quem diga que sim... Por mais que eu critique a falta de criatividade e ousadia das pessoas ao decidirem os finais dos triângulos no cinema, devo reconhecer que a própria vida não é lá muito criativa. Todos nós temos amigos que viveram situações assim, e no meu "suposto caso", a vida se encarregou de nos separar... mudanças de cidade e de colégio, se encarregaram de nos separar.
De qualquer forma, eu gostei do filme e "fica a dica", no endereço abaixo é possível assistir e baixar livremente o filme:
E começa a semana e o mês, cheio de aniversariantes importantes!!!
Abração a todos!
Faithfully
"... a verdade é que durante muito tempo, ele escrevia por medo de ser esquecido... aquelas mensagens, com as palavras cuidadosamente escolhidas, eram como o último fio em que ele se agarrava na esperança de não ser dragado pelo mar do esquecimento. Mas, no fundo, sempre soube que tudo aquilo parecia inútil... e assim, quando chegou o tempo, em um gesto final, simplesmente abriu os dedos e se viu distanciar de tudo aquilo que ele acreditava amar...
Na imensidão do azul, conforme o tempo foi passando, teve a chance de perceber várias coisas, dentre elas, talvez a mais perturbadora, foi que mesmo após tanto tempo, ainda podia senti-lo sob seus dedos... e assim entendeu, que nada adiantara se debater, ou tentar se agarrar, tudo sempre esteve consigo, ainda que não o visse nunca mais, poderia senti-lo... poderia amá-lo, como aquele amor libertário que ele tanto havia lido nos livros, e essa ainda era a sensação mais forte, e intrigante, para ele...
Se ele estivesse contando o tempo, teria consciência de vários meses se passaram, mas de fato... isso não era importante, afinal... a quem importava o tempo?! Talvez, um dia, ainda possam se esbarrar nas curvas e desvios da vida, talvez não, mas por agora, valia a certeza de que guardou o que de melhor construiu da história deles, se nem tudo é da forma que gostaria, aceitou o fato de as coisas são da forma que sentimos, e assim, se sentia conectado aquela história... não preso, mas ligado, a aqueles momentos que o definiram para o resto de seus dias.
Lançou uma última carta, dentro de uma garrafa, talvez ela retorne com notícias, talvez não, a verdade é que nestes dias pouco importava a resposta, pois trás dentro de si, quase todas as sensações do mundo..."
E é tempo de festa! Pessoas importantes, e queridas, celebram seus aniversários por esses tempos, e isso é muito bom! O último final de semana reservou um período daqueles de muita festa e felicidade, foi tão bom, que nem as caras de "furão", dos meus colegas de trabalho, foram capazes de arranhar o sorriso em minha face.
Dentre as várias surpresas preparadas para o aniversário de uma pessoa querida, o ponto alto ficou por conta de um casal contratado para fazer uma apresentação de dança árabe, aniversariante e convidados foram surpreendidos pelo apagar as luzes e o som da música invadindo o ambiente. Não teve quem não ficou impressionado com a beleza da dança, da música e dos dançarinos... cof cof cof
E por fim, eu tenho andado meio sumido né?! Em partes, isso é culpa de algumas questões [boas] do trabalho, a possibilidade de um projeto me levou de volta "a prancheta"... e, naquela linha: uma ideia na cabeça e uma folha de papel na mão, fiquei muito feliz quando eu vi as coisas tomarem forma. Agora vamos esperar as avaliações, mas a verdade é que me deu um grande bem estar vê-lo pronto!
E assim vão se passando os dias na estrada de tijolos amarelos... ;-)
Abração a todos...
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma
outra razão para amar senão amar.
Que queres que te diga, além de que te amo,
se o que quero dizer-te é que te amo?"
(FERNANDO PESSOA)
Turbulências
"Ainda que Ele até hoje relute um pouco a aceitar os fatos, a verdade é
que eles nunca foram, de fato, amigos. Nos momentos em que é tomado pela lucidez, sem qualquer chance de perdão, se vê forçado a admitir que são grandes as chances de que nunca tenham sido nada
mais do que dois estranhos que se esbarram em uma noite inspirada.Uma bela noite com certeza...
Daquelas em que tudo parece ter sido pensado para encantá-lo, daquelas que acreditamos existir somente em sonhos, e no caso dele, aquele era um sonho que Ele ainda não havia tido a chance de
sonhar... A suposta amizade entre os dois, nascera do cuidado
e da insistência que Ele, devotadamente despendeu com aquela
sementinha. Mas de fato, nunca foram amigos...
E foi assim, no seu tempo, que ele se afastou...
primeiro, tentando disfarçar., como se andasse de costas, na tentativa
de ainda se manter no campo de visão do Outro, depois, aceitando a derrota, rodopiou sobre seus calcanhares e decidiu seguir... Em
frente?! Ele não sabe... em si, só sabia que precisava caminhar, e assim o fez.
Mas, ainda em seus bolsos, leva algumas sementes
daquela amizade, que de um jeito só seu, Ele aprendera a
cultivar. Talvez por isso, ainda se lembre - mesmo que não nada seja dito, que
os próximos dias marcam um período difícil para o Outro... queria Ele
poder estender-lhe a mão e dar um abraço "de força"... mas Ele também
sabe, que a armadura usada pelo Outro, poderia ainda ferí-lo.
Assim, restou a Ele fazer a única coisa possível, e de
olhos fechados, sentindo a brisa em seu rosto, pediu em seus pensamentos
que, do jeito que o Outro escolheu, alguém lhe possa oferecer o
abraço que Ele próprio não poderá dar.
Ao mesmo tempo, sentia a mesma brisa, levar de seus bolsos, mais um pouco daquelas sementinhas que ainda restam por lá.
---
Então, depois de um longo e tenebroso inverno, eu tenho andado em um tempo meio "esquizofrênico"... ao mesmo tempo que
coisas bacanas acontecem, algumas coisas chatas também estão rolando...
e eu me sinto meio que como um equilibrista. Se por um lado, o clima com alguns colegas de trabalho tem se deteriorado, por outro, tenho encontrados bons parceiros para desenvolver alguns projetos, o que me abre alguns horizontes interessantes.
O fator complicador é que eu tinha que arrumar enguiço justo com os coleguinhas que são os chefes, né?! Nada pode ser fácil... Mas o pior é que eu nem fiz nada, se eu tivesse feito, eu até fazia um mea culpa, mas dessa vez eu estou brigando com o que eles acham que eu fiz, ou pior, com o que eles pensam que eu posso fazer.
No baixo clero, damos risada dizendo que agora eu vou ser eleito o "Dalit do Ano"! Os Dalits são considerados os impuros no sistema de castas indiano, os intocáveis! [kkk] Pois é, esse cara sou eu! Acho que o que deixa eles com mais raiva é que eu continuo no meu MDU (Movimento Defecatório Continuo) em relação à eles... mas confesso que isso é chato! Enfim, mas não quero perder tempo falando desses pentelhos... Vamos falar de coisa boa... hauhauha
No mais... ando meio "desinspirado" para escrever... mas estou na área! Os próximos dias preciso tirar um plano de dominação mundial da manga, contudo, passo para por as visitas em dia...
Saudosos Abraços, ;-)
«Quando amamos alguém,
não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta
para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro,
com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz, outras,
regressa feito numa bola da de trapos, é preciso reconstruí-lo com
paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta.
Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar do nosso
lado.»
Je t´embrasse
Ontem, aproveitando o feriado e a dica de um amigo, estava assistindo a
um filme, quando a protagonista, em uma conversa com o mocinho do filme,
vira e diz: "Eu acho que nós devíamos nos abraçar". E meio que sem
jeito, meio que sem querer demonstrar o interesse que mutuamente vinham
nutrindo um pelo outro, eles se abraçam... e foi um daqueles abraços em
que a gente fica com inveja, porque parece que foi tão bom!
Aquilo foi como que disparasse um processo em minha mente
e, rapidamente, tentei me lembrar de um abraço como aquele, apesar do
sorriso de canto de boca ao me lembrar, não pude deixar de pensar que um
bom tempo se passou desde "aquele abraço". Observei também que não sou
lá o maior abraçador da galera... God save the hand shake! Não que eu
tenha nada contra em abraçar o povo, longe disso, mas acolher alguém em
seu peito é algo "sério" para mim.
Mas confesso que senti saudades daquele abraço,
cheio de intenções não reveladas mas que por alguns segundos nos
permitem sonhar com um futuro ainda incerto, que nos dão "um colo" e
onde nos sentimos seguros.
A quem interessar o filme é Liberal Arts (2012) e eu achei bem bacaninha... [trailer]
No
mais, "Estranho Mundo Estranho" but who cares?! Eu provavelmente tenho
motivos para estar muito puto ou chateado, mas não estou... confesso que
estou ansioso e empolgado com algumas perspectivas que tem se delineado
no horizonte, talvez eu tenha achado um "norte" que a tempos vinha
procurando... então, hora de arregaçar as mangas e "se jogar".
E como eu estou facinho hoje, um abraço bem apertado à todos! ;-)
Até abraçar desaprendemos.
Ninguém mais abraça com vontade. Com sinceridade de velório. Odeio abraço falso, como aquele beijo de frígida, no qual a face bate na face e os lábios se transformam em beiço. Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. Aperto suave, que pode virar colo. Alento tenso, que pode virar despedida. É pelo abraço que testo o caráter do outro. Não confio em quem logo dá tapinhas nas costas. A rapidez dos toques indica a maldade da criatura. Não sou porta para bater. Nem madeira para espantar azar. Abraço com toquinho é hipócrita. É abraço de Judas. De traidor. O sujeito mal encosta a pele e quer se afastar. Pede espaço porque não suporta os pecados dos pensamentos.Devemos fechar os olhos no abraço, respirar a roupa do abraçado, descobrir o perfume e a demora no banho. Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho. Abraço é para atravessar o nosso corpo. Ir para a margem oposta. Nadar para ilha e subir ao topo da pedra pela gratidão de sopro. Sou adepto a inventar abraços. Criar abraços. Inaugurar abraços. Realizar um dicionário de abraços. Um idioma de abraços. O meu é o de cadeira de balanço. Giro nas pontas dos pés. Não largo, os primeiros minutos são para sufocar, os demais servem para o enlaçado se recuperar do susto. Não entendo onde terminará o abraço. Se a pessoa vai chorar ou vai rir. Abraço é confissão. Dez minutinhos de sol e de liberdade.
Ninguém mais abraça com vontade. Com sinceridade de velório. Odeio abraço falso, como aquele beijo de frígida, no qual a face bate na face e os lábios se transformam em beiço. Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. Aperto suave, que pode virar colo. Alento tenso, que pode virar despedida. É pelo abraço que testo o caráter do outro. Não confio em quem logo dá tapinhas nas costas. A rapidez dos toques indica a maldade da criatura. Não sou porta para bater. Nem madeira para espantar azar. Abraço com toquinho é hipócrita. É abraço de Judas. De traidor. O sujeito mal encosta a pele e quer se afastar. Pede espaço porque não suporta os pecados dos pensamentos.Devemos fechar os olhos no abraço, respirar a roupa do abraçado, descobrir o perfume e a demora no banho. Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho. Abraço é para atravessar o nosso corpo. Ir para a margem oposta. Nadar para ilha e subir ao topo da pedra pela gratidão de sopro. Sou adepto a inventar abraços. Criar abraços. Inaugurar abraços. Realizar um dicionário de abraços. Um idioma de abraços. O meu é o de cadeira de balanço. Giro nas pontas dos pés. Não largo, os primeiros minutos são para sufocar, os demais servem para o enlaçado se recuperar do susto. Não entendo onde terminará o abraço. Se a pessoa vai chorar ou vai rir. Abraço é confissão. Dez minutinhos de sol e de liberdade.
(FABRICIO CARPINEJAR)
Dois Tempos
Silêncio. Nos últimos dias tenho experimentado o poder do silêncio, principalmente do meu silêncio. Impressionante como as pessoas reagem quando não entendem o que está acontecendo e, também me espanto com a minha capacidade de, às vezes, ser pentelho! Essa semana eu pude assistir a expressão de toda a mediocridade de um colega que supostamente deveria me avaliar em uma situação, apesar da avaliação englobar um período razoavelmente longo, tudo o que ele fez, foi externar o recalque dele por uma situação que aconteceu alguns meses, mas obviamente, todos os comentários dele, não foram pessoais!
O silêncio que tantas vezes pode ser entendido como uma "permissão", sinal de franqueza ou até concordância, também pode ser visto como um gesto de desafio e de força, ofendendo mais do que qualquer outra palavra dita. Talvez essa última percepção tenha sido o que aconteceu, ainda que a tentação de "bater uma real" seja tentadora, preferi deixar que a vida se encarregue de mostrar as coisas e, ao invés de perder tempo com ele(s), sinceramente prefiro dedicar a outras coisas que, neste momento, me parecem mais interessantes.
Verdade ou Consequência. E tem aquele momento em que coerência e ações precisam se encarar... tenho uma amiga, daquelas com quem podemos conversar abertamente e sobre tudo. Enquanto ela me confidenciava uma situação que aparentemente está se delineando em um horizonte próximo dela, eu não pude deixar de pensar no famoso "É cilada, Bino!"... e externei essa preocupação para ela, no melhor estilo advogado do diabo, pontuei todas as questões que me preocupavam... Eu sei que a situação é extramente tentadora para ela, por isso fui muito cauteloso e cuidadoso na escolha das palavras, ela ouviu atentamente minhas considerações, compreendeu todas, mas... sabe como é a briga entre razão e coração.
Mas a ironia fica no fato de que, enquanto eu preocupado, pontuava as razões para que ela tomasse cuidado, me dei conta de que talvez não esteja em uma situação tão diferente da dela, como diz aquele velho ditado: "... enquanto apontamos um dedo, há 3 três outros apontando para nós". No fim, assim como ela, "estou atento", mas será?! Faça o que eu falo, mas não o que eu faço?! Ser amigo, não é fácil...
"Quando o amor acenar, siga-o,
ainda que por caminhos
íngremes e acidentados.
Quando as asas do amor
envolverem você, renda-se a ele,
mesmo que a espada que traz
oculta possa lhe provocar dor.
E, quando o amor falar, acredite,
mesmo que sua voz possa destruir
os seus sonhos, como faz
ao jardim o vento norte."
(KAHLIL GIBRAN)
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