É bem verdade que levei alguns anos para me recuperar do baque e, não foi fácil aprender a lidar com as reverberações disso, pior que não foi pela reação dos outros, mas por conta das minhas próprias cobranças, pelos meus padrões que mesmo sem imaginar eu acabei me impondo em algum momento...
Eu não culpo só os pais, ainda que acredite que a maior parte deles tenha uma parcela de culpa, a verdade é que em alguns assuntos eu deveria ser um pouco mais esperto, mas..., confesso que eu também sempre gostei de jogar by the book. O que em linhas gerais é bom para minha profissão... mas na vida pessoal sempre me dá umas dores de cabeça.
De qualquer forma, a verdade é que otimista, ou tolo, eu nunca fui bom em largar algo para trás... anos atrás, um grande e querido amigo, me disse que eu precisava aprender a desapegar! E isso meio que ficou martelando na minha cabeça... mas como faz?! Toca um foda-se e manda para geral?
A questão é que eu nunca fui o cara da geral... assim, vamos colocar ali na prateleira e vez por outra a gente tira um pó, olha, lembra e devolve...A verdade é que muitas vezes, para mim, as impossibilidades sempre pareceram mais interessantes que as possibilidades... pronto falei!
E esse foi um post meio sem pé, nem cabeça, e que para ser bem honesto eu tava pensando em outra coisa quando comecei a escrever, mas... ele apareceu. E apesar de não ser o Kevin, acho que hoje foi dia de falar sobre mim... ;-)
Me multiplicando em sol
Tento uma canção pra você
Trago flores, girassóis
Não me importa mal me querer
O que vai em mim vem
de um desejo imenso de ser outra vez
Um barco, um azul
Outra vez, de tarde, morrer
Céu sem naves espaciais
Flores, só naturais
Só nóis dois e as coisas banais
Mais não, pra quê.
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Para que o mundo
Segue o mundo
Sem o mar
Sem amar
De que vale o som sideral
Ou uma rima mais genial
Se o amor está aqui, neste sal
Nesse encontro franco e frontal
Nesse barco longe do mundo
Toda a nossa vida e um segundo
Pra dizer ao mar que voltei
Que sou do mar, sou do mar, do mar.
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