Geralmente quando eu estou trabalhando em casa, a cena é mais ou menos essa... eu na minha super "mesa de controle", acima de mim há uma TV que constantemente está ligada e embaixo da mesa geralmente está o meu cachorro - isso quando ele não aproveita minha distração e se adona da minha cama. E foi assim, uma madrugada dessa que eu lá estava eu quebrando pedrinhas, quando ouço alguém na TV dizer:
Bom, eu sempre fui um "gordinho envergonhado", mas não me sinto com auto-estima baixa, é bem verdade que ao longo dos anos, espero que eu era, eu fui usando de alguns subterfúgios para evitar ter que analisar essa questão mais profundamente. É bem mais que verdade que esses recursos que funcionaram tão bem em outros tempos, me custam bem caro hoje e eu preciso aprender a lidar com uma série de coisas.
Mas quando olho ao meu redor eu vejo como essa questão afeta as pessoas... tenho amigos que são muito bonitos que não conseguem se ver belos, tenho amigos que são verdadeiras fortalezas mas que preferem acreditar que não são tão fortes assim, vejos amigos que são magros e ainda assim se sentem o último dos mortais e assim a lista segue... é o nariz, a cabeça, o jeito disso ou daquilo e por fim, há sempre as questões de medida... ;-)
De qualquer forma, cheguei a conclusão de que o entrevistado estava certo... não somos criados de forma a reforçar nossa auto-estima ou pelo menos com recursos que nos permitam enfrentar as agruras do dia-a-dia. A bem pouco tempo, eu vivi uma situação que reforçou esse pensamento em mim... um affair mal resolvido, uma bela história interrompida e lá estava eu me questionando o que poderia ter saido de tão errado...
Teria feito algo de errado? Dito algo? Foi o peso? Desempenho?! Todas as anteriores? Pouco tempo depois a vida me mostraria que eu não fizera nada de errado e que eu era apenas um coadjuvante, era o outro que não está pronto... mas durante um tempo eu resolvi puxar para mim a culpa!
Tudo em que minha auto-estima é meio epilética, tem horas que ela tá de pé, há horas que ela está uns dois metros abaixo do nível do mar. Mas admito que não sei lidar com todas as questões...
Enfim, já que é época de ressugir, que possamos renascer e nos compreender e, principalmente, nos amar mais! Afinal, se nós não nos amarmos, quem é que vai! ;-)
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E a Páscoa foi meio parada, por conta de um projeto acabei trabalhando durante o feriado, nada que me impedisse de exercer meu direito ao ócio, mas foi de lerê lerê também. Tempos de observar!
Abração a todos!
que as coisas mudem precisamos mudá-las e,
nem sempre,
queremos assumir esta
resposabilidade.
Se nada fizemos,
viveremos nas sombras das
frustrações e instatisfações,
esperando que alguma magia faça
as mudanças de que precisamos"
(FAY WELDON)





