Crescer é uma coisa complicada... fato!
Essa semana foi literalmente um carrossel de emoções para mim, praticamente uma novela mexicana... drama, comédia, terror, faltou as lágrimas... mas devo confessar que foi porque eu segurei, do contrário acho que tinha sentado e literalemente chorado pelo caminho.
Às vezes me assusta a velocidade que as coisas acontecem e a enorme sorte de situações que temos que encarar. Não sei se é com todo mundo, mas no meu caso o "lado pessoal" sempre é uma coisa a ser vista e analisada - tem sempre um "mas" no final da frase. É o preço que se paga.
No começo eu decidi que não iria sentir nada e que seria imune as armadilhas que a vida prepara.
Assim, eu consegui ficar por bons anos... bem verdade que tive lá meus escorregões... poderia estar casado hoje, ter filhos nipo-gordinhos, uma casa e cachorro. Vale ressaltar que não seria por conveniência, nem para me esconder... nós realmente nos gostavámos e existia algo lá, mas... não há atalhos na vida... e por diferentes razões e situações, nunca encontramos o nosso timing. Quanto eu estava pronto, ela não estava... quando podiamos, a vida se encarregou de nos separar... quando finalmente estavamos novamente juntos e ela estava pronta... era eu que não podia mais...
Nessa brincadeira um novo caminho surgiu... como se o outro tivesse sido fácil, esse era ainda mais dificil... e lá estava eu mais uma vez invisível. Tentei enquanto pude manter as coisas "nos trilhos" e estabelecer uma zona de conforto... mas é como tentar segurar areia, sempre escapa entre os dedos. Lutei e resisti bravamente, mas acabei sendo vencido por um belo sotaque.
E foi assim que tudo se perdeu... crenças foram derrubadas, valores foram revistos e no final... o óbvio se tornou claro! Eu estava em rota de colisão com tudo aquilo que havia jurado não procurar, com todas as suas cores e nuances.... quem diria.
E o medo se foi... mas ficaram as faturas a serem quitadas por anos de invisibilidade.
E como em um intensivo, as lições a aprender são duras e muitas! E da mesma forma que aquelas doenças de crianças quando acontecem em adultos são mais complicadas e as vezes até letais, situações que deveriam ter sido vivenciadas provavelmente em algum tempo passado hoje são motivo de dor e angústia.
Mas a cada novo tropeço, apesar da dor... há um crescimento, um amadurecimento...
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
(O amor é uma companhia, ALBERTO CAEIRO)










