It Gets Better

25/NOV/2010

Tirando minhas próprias neuras e preconceitos, eu não tive maiores crises de aceitação em relação a minha sexualidade, tive sim, preocupações de que minhas escolhas pudessem ser usadas para magoar as pessoas que eu amo - isso sim, sempre foi uma questão muito delicada para mim. Não vou negar que dói muito saber que alguém falou de "você"... queria dizer que não me importo e que estou em MDU - Movimento Defecatório Uniforme, mas não é verdade... e dói mais quando você acreditava que essas pessoas eram amigas.

Mas imagino o que várias pessoas passam, pessoas que não tiveram a sorte de conhecer pessoas boas, que talvez não tiveram a sorte de pais um pouco mais esclarecidos... De certa forma, eu sei como é, porque sempre um "gordinho" e isso meus amigos... não é para qualquer um... talvez sejamos "gordinhos" para poder aguentar o tranco de ouvir poucas e boas que ouvimos. Ainda não me acostumei a ouvir que sou muito legal, mas que é um pena que seja gordo.

De qualquer forma... eu vejo que a sexualidade está diretamente ligada a quem somos... e na minha escala, dói mais do que ser taxado de gordo! Outro dia, lendo um blogue eu vi um comentário sobre esse projeto "It Gets Better" [It Gets Better][The Trevor Project], achei-o fantástico.... definitivamente se tivesse oportunidade eu trabalharia como voluntário em um projeto desse tipo...

Ontem eu vi um vídeo feito pela Pixar, que eu acredito ter alguma conexão com o projeto... o que mais ficou para mim e algo que as vezes eu digo a amigos, é que em algum momento tudo melhora. Se tiverem um tempo, assistam o vídeo... muito bacana...

Enquanto isso, no meiotempo....

Eu ando sumido, né?! Pois é... duas razões principais para isso... a primeira é a ausência de novidades, estou tocando a vida, trabalhando igual a um doido e viajando vez ou outro... tive a chance de andar lá pelas bandas de Goiás e em breve uma passagem por São Paulo deve dar uma oxigenada para chegar ao final do ano.

A segunda razão, eu acho que é reflexo de uma fase... estou meio que em um momento de "Descobre a ti mesmo"... e finalmente estou trabalhando algumas questões que a tempos eu fugia de encarar seriamente. Ainda não sei qual vai ser o resultado, ainda não sei quais fantasmas irão voltar... mas já era tempo.

No mais... o Latinha tem sofrido uma mutação.... eu sempe brinco que tenho 2 alter-egos, até nisso eu sou bi... kkk Um deles vocês conhecem como Latinha, o outro, que fica mais quieto na maior parte do tempo é praticamente o Grinch - lembra? Do filme, How the Grinch stole christmas. Mas vale destacar que o Grinch também achava que não tinha um coração... kkk

Mas essa história eu deixo para outro dia, por ora... deixo o video dos funcionários da PIXAR, espero que gostem!

As visitas continuam e qualquer hora eu deixo um comentário... abração e saudades de todos!




Inté

Perguntas e Respostas

17-OUT-2010

"E quando você acha que já sabe todas as respostas,
vem a vida, e muda todas as perguntas"

Isso é meio que uma constante na minha vida, sempre tenho lá na manga algumas boas questões a serem respondidas, o problema é que quase sempre, a velocidade com que eu chego a alguma resposta é inversamente proporcional ao surgimento das perguntas.

Mas, eis que de tempos em tempos, algumas respostas vem... de modo simples... um trecho de uma música, um capítulo de livro, uma frase ou mesmo durante uma conversa. E foi assim, que hoje eu encontrei uma impotante resposta, talvez a mais importante dos últimos tempos. Ainda não foi o famoso plano de dominação mundial e ainda vou ter que trabalhar essa noite em algum plano para tentar conquistar o mundo.

De qualquer forma, o prognóstico para o final de semana era mais ou menos o de sempre nos últimos tempos, trabalhar em um projeto que estamos para entregar. Só que em uma pausa, durante uma conversa, eis que eu ouço uma frase que acabou chamando minha atenção... "uma pessoa não pode ser o objetivo".

A frase não era nem para mim, mas ao ouvi-la um filme se passou na minha cabeça...

Uma pessoa não pode ser o objetivo, ela tem que estar ao seu lado caminhando junto, rumo aos objetivos... ao ver "a pessoa" como um objetivo, o erro maior estar em pressupor que ela esteja a sua frente, e nós não devemos andar atrás de ninguém, devemos sim andar junto com alguém!

E foi assim... que a luz se fez e algumas coisas fizeram sentido...

Que essa seja uma ótimo semana a todos nós!


"e então aconteceu: do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa pra mim. Eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la.[...]no meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanto perfume..."
(CLARICE LISPECTOR)


Inté.

Bananas Carameladas

Escrito dia 03/10, publicado dia 07/10/2010 - 23h42

É bem verdade que meu bloguinho anda meio ácido nas últimas postagens, mas não é proposital, e nem eu ando de mal do mundo, na verdade isso é até meio paradoxal, porque no geral as coisas tem andado até que calmas na minha vida. Mas sempre há aquele "mas"... talvez isso é que esteja fazendo toda a diferença, ou então, tenho dado mais importância do que as coisas merecem

E hoje eu tive uma prova de como é dificil exercer o tal do perdão...ainda por conta das decepções da postagem "esquisita", eu confesso que andei me afastando de algumas pessoas, não porque eu quis, ou melhor foi porque eu quis, mas a coisa meio que funciona de modo instintivo, eu não consigo fingir que nada aconteceu. Não vou tomar satisfações, nem vou virar a cara, nem quero revanche, nada disso... simplesmente se faz uma parede de vidro entre as pessoas. Os assuntos antes abundantes e fartos, agora minguam entre o papo de elevador e as amenidades gerais, Tenho medo desse meu dark side...

Enquanto isso, na sala de justiça, um amigo chora as pitangas comigo...

A namorada ruminante, está fazendo do cara gato e sapato... judiando mesmo. E ele, que poderia ter a menina que quisesse está lá, pequeno, fraco, acuado... pior que não há nada fazer, na briga entre razão e coração, é igual aos filmes do Rocky Balboa, a razão até ganha, mas depois de ter apanhado mais do que não sei o que.

Pior que conversando com ele, tentando mostrá-lo "a luz"!!! Me dei conta de que também estive na mesma situação a um tempo atrás...apesar de algumas diferenças e se não fosse o pudor que me impediu de desmorronar, poderiamos sentar os dois e chorar muitas pitangas juntos. Mas, foi então que surgiu uma questão... As escolhas!!!

A plantação é opcional, mas a colheira é obrigatória... fiquei pensando na minha colheita, na colheita dele... será um dia iremos acordar e nos dar conta que estivemos anos a fio presos a um fiapo de relacionamento que se não fosse nossa teimosia, ou perserverança para ficar mais bonito, nunca teria existido?! Será mesmo que no final tudo dá certo?!

Será que se eu, me achando sabedor do destino que julgo me aguardar, abandonasse hoje a batalha e fosse procurar novos caminhos não seria considerado um fraco? Aquele que desiste facilmente do que quer? Será que tudo vale a pena se a alma não é pequena?!

Isso ficou martelando em minha cabeça... e ainda martela... e talvez seja isso que me impeça de responder ao singelo email, carregado de boas intenções que sorrateiramente aparece em minha caixa de entrada de tempos em tempos...

Mas uma coisa é certa.... no fim, só restam as bananas carameladas... ;-)

Um encontro no saguão de desembarque de um aeroporto e a frase acima, proferida sabiamente por um amigo, seria a frase que resumia bem o espírito do dia... uma hora conto melhor a história...


"Despedir-se de um amor, é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou, externamente,
sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente."
(MARTHA MEDEIROS)


Inté

As 7 faces do Dr. Lao

Escrito em 20/SET/2010, publicado sem correções.

Eu particularmente já "paguei" minha boca algumas vezes, mesmo não sendo dado a querer julgar os outros, eu devo confessar que já andei trupicando na lista de coisas que já critiquei ou disse que nunca faria. Nada efetivamente grave, mas ainda me assombro em determinadas situações onde descubro uma nova faceta minha.

Houve coisas que mesmo não gostando, eu repeti outras vezes, também houve outras que o "juízo" me impediu de repetir novamente, seja por pudor ou por entender que os benefícios foram muito aquém dos custos. Mas no fim, lá estamos nós de novo, infelizmente em muitos desses momentos os sonhos e a visão romântica sobre determinados assuntos são relegados a um segundo plano e prevalece o senso comum... enfim, "era o que tinha para hoje".

E assim, o gesto de fraqueza para alguns ou de falta de fé para outros, pode ser classificado como uma experiência, mais uma. Mas, apesar de toda a simplificação dos sentimentos e pragmatismo, ainda é duro olhar nos olhos vazios do outro e encarar a si próprio, junto ao reflexo desnudo dos nossos sonhos... ou seja, no final, tudo volta à nós.

Nessas horas, além de algumas dúvidas e incertezas, fica a certeza que são muitas as faces que podemos apresentar...

E a vida segue...

Tempos estranhos eu diria... andei me decepcionando com algumas pessoas próximas e até então queridas, impressionante como desperdiçamos votos de confiança com quem não merece, ou então, como lutamos contra os fatos e evidências que apontam ao verdadeiro caráter das pessoas.

Mas faz parte, o que não nos mata nos fortalece... e como eu li uma vez, o que doí mais em uma calúnia é o fato de que toda calúnia guarda em si um fundo de verdade. Nesse caso, nem foi a "calunia" nem a verdade que me aborreceram, foi talvez o fogo amigo em si.... baixei a guarda!

O mais triste é que eu sou um péssimo mentiroso e por mais que me esforce não dá para disfarçar o desconforto de reencontrar a pessoa e não poder chutar a cara da referida com os dois pés sem cair no chão.

E por falar em reencontros...

Impressionante como algumas pessoas são "práticas"... poucos caracteres em um SMS e voilá! Começa tudo de novo...

E a semana segue...


"Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu.
Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil.
Minha experiência maior seria ser o outro dos outros:
e o outro dos outros era eu". (CLARICE LISPECTOR)


Inté

A brand new day!

12/SET/2010

60 dias sem chuva! Eu já fiz tudo o que sabia e podia para ver se volta a chover, mas nada... já mandei lavar o carro, já comecei a caminhar, eu mesmo já lavei o carro por duas vezes (o que em condições normais seria suficiente para um novo dilúvio) e nada até agora, dar banho no São Benedito está em análise, mas será isso pode gerar retaliações "celestiais"?

Enfim, preciso de água... eu até consegui aguentar firme mas nos últimos dias minha garganta se entregou e lá fui eu para a cama com uma virose. Aliás, está todo mundo com "uma virose" em função da falta de chuva... que dureza, mas tirando a tosse de cachorro até que já estou bem.

No mais as últimas semanas tem sido de bastante trabalho, dois relatórios mega cabeludos acabaram por me absorver integralmente nos últimos dias e agora as coisas parecem querer voltar aos trilhos. Espero que eles sejam aprovados, do contrário, estou na roça!!!

E, em especial, as últimas semanas tem sido de um intenso aprendizado... talvez não devesse, as vezes acho que já era tempo de ter aprendido minhas lições, mas de fato não posso deixar de notar como a vida tem lá suas ironias. A cada situação percebo como nada sei e como parece haver tanto ainda para aprender...

De qualquer forma, seja a surpresa preparada por amigos do trabalho, seja a surpresa de reconhecer as iniciais no cartão deixado junto a caixa sob a sua mesa do escritório, ambas tem o seu doce sabor, quando estamos prontos para sermos surpreendidos... E a cada palavra lida e a cada linha deixada para trás, velhos e novos caminhos se misturam e quem sabe novas nuances são descobertas.

E que venha mais um novo dia!


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

(Alberto Caeiro)

Para P.

20/AGO/2010

[1] Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

[2] Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

[3] A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

[4] Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.


[5] Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

[6] E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

[7] E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia

(Eros e Psique, FERNANDO PESSOA)





Bom final de semana! ;-)

Inté.

The Bachelor

15/AGO/2010

E hoje, além de um dia frio, foi Dia do Solteiro! E me dei conta que sempre fui solteiro... e talvez o pior, isso nunca foi um problema para mim. Não vou apelar ao famoso, "sou um espírito livre", "posso fazer o que quiser" e por ai vai para justificar essa opção até porque não acredito que apesar das negociações envolvidas em um relacionamento, eu deixaria de viajar com um amigo ou ir a um determinado lugar, por não ser solteiro. Na verdade, eu creio que com o passar dos anos e o entendimento de que somos nós os verdadeiros responsáveis pela nossa felicidade fica mais dificil aceitar determinadas concessões.

Minhas teorias dizem que a coisa vai acontecendo em fases, a primeira provavelmente na adolescência, a segunda, talvez, seja a própria faculdade, quando relacionamentos sérios nascem. O fim da faculdade é meio emblemático, ou vai ou racha, muitos casais que passaram a faculdade inteira juntos, não resistem às possibilidades de um novo mundo, outros optam por formalizar uniões e partirem para construir um futuro em comum e claro, nem estou contabilizando os que ficaram grávidos pelo meio do caminho e que acabaram puxando o Diploma pela mão.

Eu passei bravamente pelas duas primeiras... eu nunca fui um adolescente típico, não bebi [muito], nunca roubei o carro do meu pai, nunca quebrei a janela de ninguém - as de casa eu confesso que quebrei, e também não saí catando papel pela ventania - sempre fui meio que na minha. Lá pelos 13 me apaixonei pela primeira vez, sofreria poucos anos depois com a separação, em função de uma mudança de cidade. Os anos da facul, foram a mesma coisa... fiz grandes amigos, com alguns tenho contato até hoje, mas não namorei ninguém, fui cortejado, fiquei lisonjeado, mas não rolou...

De acordo com minhas teorias, haveria ainda uma terceira chance.. quando começamos a trabalhar, afinal, há todo um novo mundo a ser explorado. Pois é, trabalhei 11 anos no meu primeiro emprego e nada! É bem verdade que sofri alguns assédios "pesados", daqueles de fazer a gente correr como quem corre para salvar a vida [kkkk] - mas isso fica para eu contar em outra oportunidade.

Mas cá estou! Solteiro! Seria eu uma versão em lata do filme da Julia Roberts? Runaway Bride!? Quero crer que não, por duas vezes já pensei em viver com alguém, e realmente acredito que poderia ter sido feliz de verdade - quem sabe eu não seja um "namorador" e sim um "casador"... mas sei lá, é bem verdade que nos últimos anos tenho sentido mais a necessidade de ter alguém com quem compartilhar a vida, pedir colo nos dias mais complicados, mas ainda assim... continuo solteiro.

E, confesso que mesmo em dúvida sobre o quão ruim seria, a possibilidade de ser um eterno solteiro nunca me assustou [muito]...

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E no mais, uma semana mais curta e cheia de expectativas...

Abração a todos!

;-)

E quando a lagarta achava o que o mundo iria acabar, ela virou uma borboleta!


Update de última hora... E o engraçado é que justo hoje eu não queria ser solteiro!!!

Dois

28/JUL/2010

Meu namorado é quase imaginário...

Eu nunca o vi, mas ele existe...
O que dele faz então um namorado quase imaginário.
Quase imaginário porque eu nunca o toquei,
mas eu o sinto, eu o desejo e ele a mim.
Provavelmente não o reconheceria pelo andar,
mas bastaria uma palavra para que seu sotaque
me guiasse pela multidão.
Também reconheceria em suas atitudes o homem
que soube me encantar, sem se mostrar.
O sotaque apenas guarnece ao resto
fechando com chave de ouro a aura
de charme e uma discreta elegância
que seduz e encanta.
Talvez tudo isso faça dele um namorado imaginário,
mas eu sei que ele existe...
mesmo que eu nunca o tenha visto...
mesmo que eu possa me inebriar com seu perfume
sem nunca ter sentido o seu aroma.

Por isso,


quem sabe,


ele realmente seja meu namorado quase imaginário...




;-)

Trick of Fate

23/JUL/2010

"Bastou que as primeiras letras surgissem no papel, ainda que de maneira receosa para que ele fosse invadido por um torvelino de emoções dissipando o silêncio ensurdecedor que se fazia entre eles. Estranho como as letras foram formando palavras, as palavras frases e essas fluiam como se nunca estivessem separados, por mais consciência que tivesse, ainda se assustava como isso podia acontecer... talvez fosse algo só deles, mas essa era mais uma pergunta inapropriada para a ocasião.

Concentrou-se na mensagem e ficou feliz ao terminar, foi invadido por um misto de alegria e ansiedade, afinal, havia vencido esse "bloqueio", contudo, temia pelas consequências e por perceber que há certas marcas que não podem ser apagadas. Talvez a mensagem tenha sido escrita mais para ele, do que para qualquer um, ... qualquer um.

Teve especial atenção ao finalizar a mensagem, não queria ser traído pelas palavras e ao depositar a caneta ao lado daquela folha de papel tinha poucas certezas, mas dentro do peito sentia que havia feito o que devia. Como sempre faziam, junto com a mensagem foi um objeto, daqueles pequenos mas que carregam em si muitos significados, era uma espécie de código que desenvolveram ao longo do tempo e por alguma razão mantinham até hoje... de fato, era tudo um intrínseco quebra-cabeças que talvez só eles mesmos para entender alguma coisa.

Observou o portador se afastar e sumir no nevoeiro daquela noite fria... sentia o frio queimar-lhe o rosto, mas o resto do corpo parecia entorpecido e não sabia ao certo o que esperava... e se esperava... "

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E o meu recesso-que-eu-não-tirei está acabando!!! É que meus coleguinhas estão de recesso, 10 dias, mas eu optei por não gozar o meu recesso em função de uma batelada de documentos que deveriam ter sido feitos pelo meu antecessor e que nunca foram. Por essa razão, eu e mais alguns sortudos, estamos no não-recesso, mas próxima terça-feira tá todo mundo de volta, e como diz uma amiga... "eu sí vingo!".

Que ninguém me ouça, mas devo confessar que trabalhar no recesso dos outros é bom, a divisão ficou tranquila, telefone não toca, ninguém enche o saco e o trabalho rende. Mas, como eu nasci depois da lei do ventre livre, pelos poderes a mim investidos pelo meu super crachá, hoje a tarde vou vadiar. Vou bater perna na rua, tomar café e talvez chame uns amigos para jantar em casa hoje a noite - estou devendo um jantar para eles faz tempo,

No mais, preciso atualizar os planos de dominação mundial, ando muito tabajara com as minhas coisas. Tracei planos e acabei não cumprindo com nenhum deles, acho que abusei do momento Scarlet O'Hara e do "Tomorrow I'll think about that" e acabei deixando umas coisas para trás. Preciso correr atrás do prejuízo se quiser voltar para a Academia Jedi e fazer meu Doutorado. Mas estou colocando na conta do ócio criativo! ;-)

E depois de alguns meses na Resistência fui cortar o cabelo... acho que o cabeleleiro não tava em um bom dia, ou tinha excesso de cera no ouvido... eu falei que queria dar uma baixada - já que eu estava quase um Justin Bieber gordo. Algum tempo e navalhadas depois, eu sai de lá com cara de quem foi na Ação Global, reza a lenda que quando crescer vai ficar bom (Amém!). Até lá, caroço chupado de manga rules!

Mas até que gostei, bom mudar de cara... kkk

Enfim, vou lá curtir o solzinho [e fazer uma fotossíntese básica] porque pelo jeito ele vai passar o final de semana fora.

Inté para todos...


Terça-feira Xeladaaaaa!!!

20/JUL/2010

Apesar do sol ter voltado após uns dias de folga ainda sim uma terça-feira fria, algumas dúvidas, poucas respostas e um pilha de abacaxis para serem trabalhados durante a tarde...

"Ainda pensei em ti todos os dias, ainda tive saudades tuas, mas saudades um do outro é algo que iremos sentir sempre, não é? Quando duas pessoas foram tão próximas como nós, e viveram essa proximidade de uma maneira única, aquilo a que tão raramente podemos chamar de intimidade. há marcas que ficam para sempre, sendo por isso inútil, ou até ingénuo tentar apagá-las."

E já que eu não congelei... volto depois para colocar o papo em dia...

Alguém quer suco de abacaxi?! ;-)


O dia que te esqueci...

09/JUL/2010

Eu já quis "matar" um sentimento... mas dai entendi que isso é praticamente impossível, afinal o sentimento não precisa da presença física para existir. Mas, ainda assim fiquei na esperança que um dia poderia colocar tudo para trás e esquecer o que já fora vivido, outro dia me deparei com um livro "O dia que te esqueci", eu ainda não tive a chance de ler, o livro ainda não está a venda no Brasil.

Eis que surgiu a pergunta... será que um dia a gente esquece mesmo?!

Confesso que a princípio achei que sim... imagina algo que você queira muito e que finalmente tenha conquistado. Poderia ser um brinquedo, um equipamente, o que quer que seja... no começo temos a necessidade de estarmos sempre perto do objeto desejado, que geralmente ganha um lugar de destaque em algum ponto da casa, ou das nossas vidas.

Mas fatalmente chega um dia que finalmente o reinado "acaba" e apesar do apego, o objeto passa a ganhar menos atenção e daquele lugar ele vai para uma prateleira... e daquela prateleira muito provavelmente, algum tempo depois, vai para dentro de algum armário.

Salvo as devidas proporções, eu contava com isso. Acreditei que era possível esquecer. mas [para variar], nem tudo saiu conforme esperado...

Um belo dia, inadvertidamente, você vai procurar alguma coisa e se depara com aquele objeto até então esquecido, e que agora assume a função de um portal. Uma passagem para outro tempo, para lembranças que em geral virão acompanhadas de um sorriso de canto de boca... [faz de conta que também ninguém se lembrou das partes "não-boas" da coisa].

Mas enfim, ninguém esqueceu nada! Tudo esteve lá todo o tempo.

Foi assim que descobri uma frase da Marta Medeiros que me pareceu bem mais crível :


O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada,
o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.


Interessante... mas enquanto isso, na sala de justiça...

A semana está chegando ao final... estou cansado, estou irritado, enfim... estou mordendo a minha própria sombra! [kkk] Tudo aconteceu nessa semana, reuniões, papelada e já sei que vou arrastar alguns defuntos para a semana que vem, até o meu recorde foi quebrado e em 1 hora acabei recebendo 27 e-mails! Pensa no quantos foram no final do dia e olha que eu nem trabalho em nenhum Call Center! ;-)

Para o mundo que eu quero descer!

E no mais, a vida segue... ganhando umas, perdendo outras, mas sempre na esperança que o saldo seja positivo! ;-)


«Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz, outras, regressa feito numa bola da de trapos, é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta.
Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar do nosso lado.»




Full Moon

03/JUL/2010

Há um bocado de coisas que eu nunca comentei aqui no blogue, privacidade, timidez, não sei ao certo, mas eu sempre tenho coisas que são minhas e que carrego comigo. Provavelmente quando tais questões se aproximam demais da vida, ou exigem mais atenção que o habitual, fica dificil assumir e manter a coerência da personagem, sem escorregar aqui ou acolá... talvez por isso o silêncio tenha se perpetuado até agora. Entretanto, vale a ressalva que ando em uma fase de poucas palavras e muitos olhares, tempo de observar de mais e falar de menos... tem sido assim os meus dias.

Quando esse bloguinho nasceu, eu não falava nada... tinha para mim, e só para mim, todos os segredos do mundo. Mas naqueles dias, eu percebi que não tinha mais como carregar sozinho o peso que ao longo dos anos tinha acumulado sob minhas costas, não que me orgulhe, mas acho que poucos suportariam por tanto tempo.

Mas como falar sem me expor? E foi assim que, inspirado pelos blogues que tinha a pouco tempo conhecido, de súbito surgiu a idéia de criar o Homem de Lata, tinhamos tanto em comum naquela época... espero que ele tenha tido melhor sorte.

Mas os anos foram passando, muitos tijolos foram percorridos, acho que o blogue no fundo retrata bem isso, de tal forma que talvez hoje eu viva uma crise de identidade. A roupa do Latinha ficou pequena e ainda não sei bem com qual pele devo sair agora... encerrar o blogue? Começar outro? Largar as muletas de vez? Tudo isso já me passou pela cabeça... mas aprendi a gostar desse espaço, e logo eu que procurava o mais completo anonimato, acabei conhecendo pessoas, fazendo amigos, tive a chance de trazer muitas dessas amizades para o mundo real e foi assim que muitos se tornaram amigos, parceiros de viagens malucas, de cafés no fim de tarde, de copo em noites quentes e alegres.

Não sei ao certo, que rumo o bloguinho tomará... os tempos andam meio esquisitos, estou virando gente grande... o trabalho tem me absorvido, novos desafios e responsabilidades e vale o registro de que em algumas noites não durmo mais só... Isso tudo acaba por formar uma intrínseca equação de dificil solução... mas eu estou sempre por aqui! Apesar de nem sempre comentar, não deixo de fazer as visitas frequentes e ver se os amigos estão bem e felizes, tenho certeza que eles sabem que poderão contar comigo quando precisar. Mas a visita ao apê novo do Edu, o café com o Mauri, e alguns outros compromissos estão todos aqui anotados.

Mas e tão famoso sumiço...

Enfim... vale esclarecer que não estou namorando, nunca estive - fato! Mas, a cerca de dois anos e meio eu fui surpreendido por algo que até então eu desdenhava... e foi assim em um excitante jogo de prosa e verso que eu acabei me deixando, e querendo, envolver. O roteiro batido e conhecido foi seguido, nem tudo foram flores, mas as flores que nasceram foram belas e perfumadas e, por mais que me doa admitir, ainda estarão presentes por um bom tempo na minha memória.

No final, o importante é que não houveram culpados nem inocentes, mas isso não diminui a dor e porque não dizer a magóa... então, tempo de recolhimento, muito provavelmente o silêncio desses últimos meses tenha sido para colocar a casa em ordem e não deixar que esses sentimentos fossem canalizados de maneira errada... um dia quem sabe eu possa entender tudo o que se passou, até lá, sem arrependimentos... eu não faria nada diferente, ou faria?! kkk

Não sei, só sei que a vida continua...

No mais, muita coisa mudou... mas outras não, ainda é possível me encontrar por ai, sentado em alguma rodoviária ou aeroporto, vendo o vai e vem das pessoas... avaliando os maravilhosos comissários de bordo ou então... sentado, com minha xícara de café, vendo a vida passar... ;-)

A gente se vê por ai!

"O homem que me conhecer irá encontrar outro habitando meu coração. Pois mate-o"
(ELISA LUCINDA)


Em tempo, o Full Moon do título é por conta de uma bela lua cheia que banhou a cidade no sábado passado, deixando tudo banhado por um belissimo tom de prata!

Um conto de Páscoa

04/04/2010

Quando eu era pequeno, pequeno a ponto de não ter qualquer lembrança sobre isso, contam meus pais que um dia entramos acho que em um supermercado... não me assustaria se fosse o Sé Supermercardos que existiu ali na Praça Panamericana - onde constumavamos fazer compras, e eu me encantei com um coelhinho de chocolate. Quem sempre conta essa história é minha mãe, diz ela que meus olhos brilhavam vendo o "tuelhinho", a questão é que aquela altura as vaquinhas de casa andavam meio anoréxicas, aliás, bem anoréxicas!!!

Comprar o coelhinho para mim, significaria que faltaria grana para outra já que estavamos no final do mês, talvez o que doeu mais nos pais foi que ao explicar que naquele momento não podia, mas que eu ganharia depois o coelhinho, diz minha mãe que eu sorri e disse o famoso "Tá bom Mamy!". Talvez se eu tivesse feito uma "performance" e esperneado um pouco, isso abrandasse a dor e a culpa que eles sentiram naquele momento.

Meu pai ficou arrasado por não poder comprar um mero chocolate ao pequeno filho, mas sabiamente minha mãe ponderou e chegaram a conclusão que era o melhor esperar. No final de semana seguinte a Páscoa, visitando um casal amigo da família eis que fui presenteado com um grande coelho de chocolate maciço que havia sido guardado para mim em função da Páscoa. Talvez, se meu pai tivesse usado o resto da grana para me dar o "tuelhinho", não tivessemos ido visitá-los naquele final de semana...

Eu não me lembro de nada, acho que não fiquei com nenhum trauma, mas as lições ficam... e nas poucas vezes que alguém comenta, me impossível não pensar que em algumas coisas na vida eu ainda me pareço com aquele garotinho de cabelos liso e cheio jogado para o lado... foi assim em diversas ocasiões da minha vida... no final sempre tive a sorte de ganhar mais do que havia pedido ou desejado.

Apesar de nem sempre o caminho ser "tranquilo", espero que a escrita permaneça e que eu ainda continue sendo merecedor de ganhar mais do que peço.

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E Março não foi um mês fácil... eu brinco que foi my personal Haiti, praticamente matei um leão por dia! O grand finale foi tirarem a secretária que trabalha diretamente comigo para colocarem outra - que diga-se de passagem ninguem quer. Mas eu sobreviverei, a gente sempre sobrevive, né?! ;-) Talvez seja a época de ressureição, vai saber, mas como já bem disse Cecilia Meireles:

Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira.

E espero que todos tenham tido uma ótima Páscoa e que a dentista do Paulo volte logo, porque sem chocolate dá para viver, mas com dor de dente não! [Melhoras amigo!]

Grande abraço a todos e vejamos se eu cumpro a meta de postagens semanais!

Inté!



27/03/2010


"... um dia a gente entende que é sempre tempo de Recomeçar!"


;-)

I see dead people!

(25/03/2010 - 16h16 - from Office)
Você pode chamar de vários nomes... faro, sexto sentido, intuição, cagada, estão valendo todos! A verdade é que as vezes eu tenho uma certeza que nem eu sei porque tenho tamanha certeza, só sei que eu sabia!
O engraçado é que mesmo quando eu não quero saber eu acabo sabendo... ironias da vida eu diria. Hoje foi uma dessas situações, eu sabia que determinado fato deveria acontecer por esses dias, uma mudança na verdade. Mas, o fato é que eu tinha certeza que determinada Pessoa envolvida iria se portar de uma determinada maneira, mesmo dizendo que não...
Os dias foram passando, chegamos a conversar a respeito através de mensagens curtas, mas nada muito específico. E hoje, chegando ao estacionamento "da firma", me deparo com uma pessoa que nunca vi na vida, perdida, o segurança da guarita me perguntou se eu podia ajudá-la a encontrar determinado setor. Enquanto nos diriamos para os elevadores, e justamente em uma daquelas conversa de elevador, eis que a pessoa menciona que veio da mesma filial da Pessoa... e quando eu comentei que conhecia "A Pessoa", ela, após dizer o quanto adorava a pessoa, comentou que hoje A Pessoa estava fazendo justamente determinada ação... Gotcha!
Ela não deve ter entendido quando balanceia a cabeça negativamente, mas indiquei o elevador e o caminho que ela deveria usar, e conforme me aproximava da minha baia eu pensava... Eu sabia!
Como diria um amigo... "Tenho medo dos meus medos"!
Nunca entendi porque na grande maioria das vezes as pessoas optam por sair de nossas vidas pela porta dos fundos, ao invés de sair de pela porta da frente. Quem sabe um dia eu descubra, quem sabe fique para a próxima! ;-)
E por falar em "eu já sabia"... acho que segunda-feira eu tava tendo um flashfoward, a semana foi truncada, pesada e a coisa tá indo... vamos ver se amanhã consigo tirar o dia para meu esporte favorito... kkk... bater perna e tomar café! ;-)
Inté...

Monday monday

22/03/2010

Eu tenho complexo de Garfield... não adianta... eventualmente eu queimo a língua e a segunda-feira vira sábado ;-) mas no geral... segunda-feira é segunda-feira, e a única coisa boa a celebrar é que ela é o dia mais longe da próxima segunda-feira. E também não sei porque eu sempre quero cantarolar a bendita música do The Mamas and the Papas... trágico!

Enfim, mantenha-se à direita e vamos que vamos...

Segunda-feira nublada, mas com sol... bizarro... quente, mas com um vento que anuncia que a coisa não vai ficar assim por muito tempo... burocrática como sempre. Já fui informado que terei uma reunião logo no início da tarde, só por Deus...

E ontem precisei ir ao aeroporto... pessoas que se reencontram, pessoas que se despedem... apesar da sensação de que virei apenas um expectador e que nada daquilo me pertencem, foi impossivel não pensar que também já me despedi de alguém naquele saguão, bem como, já fui um dia esperar esse mesmo alguém, que de fato nunca foi meu.

Coisas de segunda-feira...


"A vida, (...), é uma enorme loteria; os premios são poucos, os malogrados inúmeros, e com os suspiros de uma geração é que se amassam as esperanças de outra. Isto é a vida; não há planger, nem imprecar, mas aceitar as coisas integralmente, com seu ônus e percalços, glórias e desdouros, e ir por diante".
(Teoria do Medalhão In: Papéis Avulsos, MACHADO DE ASSIS)

Latinha del Bairro, con mucha honra!

Mexicanizei... fato!

Abandonado, Mamita viajou, a faxineira não vem mais, mais o trabalho e os planos de dominação mundial, enfim... estou lascado! Fada Madrinha, Padrinhos Mágicos, somebody help! kkk Lembrei de um poema da Clarice:

Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.

Só que no meu caso tá mais para: "Não tenho tempo pra mais nada, fazer faxina, almoço e supermercado me consome muito" ahuahuahua. E viva o delivery!

Mas enfim, reportemos ao fato... enquanto fazia o almoço os planos de dominação mundial estavam sendo revisados, estou separando um material para reler, umas idéias pipocaram... preciso escrever.

Enquanto isso, na sala de justiça... uma situação me fez pensar que as vezes eu deveria ser mais canalha, ou não?! Sei lá, mas a pessoa vem, de certa maneira de sacaneia e se vai... mas quando quando ela precisa, eis que surge um e-mail ou um torpedo com aquele olhar do gato de botas do Shrek.

Óbvio que tirando o sorriso de canto de boca pela pessoa ter te procurando, sempre fica a questão, dá-lhe um pontapé e mandar a índia a pé ou espichar a mão?! Eu dei a mão, nunca fui adepto de chutar cachorro morto, ou semi-morto, mas confesso que olhando para a tela antes de escrever pensei no que escreveria...

Não que eu ache que fiz grande coisa, nem esteja esperando uma "estrelinha" no caderno... mas as vezes gostaria de ser mais canalha. Será que faria diferença?!

E eu aqui descascando batata no porão! ... ;-)

Merda vou ter que lavar o carro [de novo!]. Tem um ninho de passarinhos na árvore na frente de casa, lindos! Mas os putinhos tão cagando meu carro inteiro, das duas uma, ou a gente entra em um acordo ou eu vou costurar o cú desses passarinhos, pqp!

E já que eu não estou falando nada com nada, lá vamos nós de novo, round 2... o trabalho me espera!

Inté.

Saideira com estilo:

"Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções..."
(Maria do Rosário Pedreira, by Sitio Peludo)

Matutando...

(08/03/2010)

Ontem vi uma notícia que me deixou pensativo... um jovem ator da Rede Globo, que participou de uma novela que acabou a pouco tempo, morre aos 28 anos vítima de câncer no pulmão e no estomago. Primeiro me chamou a atenção por ser uma pessoal jovem, mas o que me deixou mais encafifado foi ler a notícia completa. Ao que consta, a pouco tempo ele foi diagnósticado com câncer no estomago já em um estágio avançado, na época da novela já se sabia que ele estava com a doença e alguns colegas até perguntaram sobre a malignidade mas ele nada disse.

Ou seja, ele recebeu o diagnóstico, provavelmente terminal, e simplesmente saiu do consultório do médico e continuou vivendo. Óbvio que estou simplificando a e-nésima potência, mas me intrigou pensar que ele nada disse a família - me parece que para não preocupá-los e nem aos amigos e continuou a viver. Fez a novela, participou de outras oportunidades que vieram da exposição da novela, mesmo sabendo que estava condenado a pouco tempo.

O que eu faria?! Foi a pergunta que ficou para mim...

A verdade é que não sei... me passou pela cabeça o sambinha cantado pela Paula Toller, me passou um bocado de coisas pela cabeça... fiquei pensando na família que não teve o direito de "se despedir", fiquei pensando no desapego... por mais que eu acredite que a vida continua ou que a morte é só uma passagem, sei lá. Acho que tentaria voltar para minha família... ou tentaria poupá-los?!

Que coisa... matutar eu irei...

E chegamos a segundona... que venha bela e forte! Mas de leve! ;-)
Semana passada foi "a semana" e confesso que ainda estou precisando de uma pausa, por isso... Barbudinho, please... vamos seguir o manual dessa vez! Só o básico mesmo, please!

E vamos que vamos!


CADA COISA TEM SEU TEMPO...
(FERNANDO PESSOA)

Fasten seat belt

(06/03/2010)

Sabe aquele em que a gente costuma dizer que acordou e enfiou o pé no penico?!

Pois é, minha semana foi meio assim... aconteceu de um tudo! Me senti meio que uma mistura de Jack Bauer com Maria do Bairro, mas eis que após a tempestade vem a bonança e eu espero que essa bonança chegue agora no final de semana! Senão é bem capaz de rolar um momento "02", e eu pedir para sair.

Fazia tempo que não me acontecia uma dessas... briguei, me decepcionei, me arrependi, fiquei puto, quis dançar o Paso Doble no capô do carro da biscate que fez fila dupla na avenida [não dancei, mas buzinei tanto que o ouvido dela deve estar doento até agora]... Não que me orgulhe [muito] de ter feito isso, mas quer saber? Foi bom! kkk Eu tava precisando...

O duro que isso tudo é meio que um processo... se não tomar cuidado você entra por um caminho sem fim e welcome to the Dark Side. De certa forma fui obrigado a mexer com sentimentos e sensações que não curto muito não, e confesso que evito, por assim dizer... inveja, magoa, ressentimento, são coisas que sempre achei meio perigoso, podemos até ter razão, mas há uma linha muito tênue entre tudo isso e a coisa descambar... e confesso que essa semana fui desafiado a manter a corência entre meu discurso e a prática.

Enfim... vou passar uns 8.0 vai... afinal eu não sou de ferro! kkk

Mas minha meta era chegar vivo e inteiro no final de semana, e de preferência sem enfiar o garfo no pescoço de alguém! E cá estamos... espero que a turbulência tenha passado e que o serviço de bordo em breve seja retomado! Lá fora o sol parece ter deixado tudo mais colorido. hoje.. espero que ele também me deixe um tanto menos monocromático e que venha uma nova semana!


"A vida, (...), é uma enorme loteria; os premios são poucos, os malogrados inúmeros, e com os suspiros de uma geração é que se amassam as esperanças de outra. Isto é a vida; não há planger, nem imprecar, mas aceitar as coisas integralmente, com seu ônus e percalços, glórias e desdouros, e ir por diante"
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(Teoria do Medalhão In: Papéis Avulsos, MACHADO DE ASSIS)


Pensamentos de Quarta-feira de manhã!

(03/03/2010)

Crescer é uma coisa complicada... fato!

Essa semana foi literalmente um carrossel de emoções para mim, praticamente uma novela mexicana... drama, comédia, terror, faltou as lágrimas... mas devo confessar que foi porque eu segurei, do contrário acho que tinha sentado e literalemente chorado pelo caminho.

Às vezes me assusta a velocidade que as coisas acontecem e a enorme sorte de situações que temos que encarar. Não sei se é com todo mundo, mas no meu caso o "lado pessoal" sempre é uma coisa a ser vista e analisada - tem sempre um "mas" no final da frase. É o preço que se paga.

No começo eu decidi que não iria sentir nada e que seria imune as armadilhas que a vida prepara.

Assim, eu consegui ficar por bons anos... bem verdade que tive lá meus escorregões... poderia estar casado hoje, ter filhos nipo-gordinhos, uma casa e cachorro. Vale ressaltar que não seria por conveniência, nem para me esconder... nós realmente nos gostavámos e existia algo lá, mas... não há atalhos na vida... e por diferentes razões e situações, nunca encontramos o nosso timing. Quanto eu estava pronto, ela não estava... quando podiamos, a vida se encarregou de nos separar... quando finalmente estavamos novamente juntos e ela estava pronta... era eu que não podia mais...

Nessa brincadeira um novo caminho surgiu... como se o outro tivesse sido fácil, esse era ainda mais dificil... e lá estava eu mais uma vez invisível. Tentei enquanto pude manter as coisas "nos trilhos" e estabelecer uma zona de conforto... mas é como tentar segurar areia, sempre escapa entre os dedos. Lutei e resisti bravamente, mas acabei sendo vencido por um belo sotaque.

E foi assim que tudo se perdeu... crenças foram derrubadas, valores foram revistos e no final... o óbvio se tornou claro! Eu estava em rota de colisão com tudo aquilo que havia jurado não procurar, com todas as suas cores e nuances.... quem diria.

E o medo se foi... mas ficaram as faturas a serem quitadas por anos de invisibilidade.

E como em um intensivo, as lições a aprender são duras e muitas! E da mesma forma que aquelas doenças de crianças quando acontecem em adultos são mais complicadas e as vezes até letais, situações que deveriam ter sido vivenciadas provavelmente em algum tempo passado hoje são motivo de dor e angústia.

Mas a cada novo tropeço, apesar da dor... há um crescimento, um amadurecimento...


O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.

Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.

Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
(O amor é uma companhia, ALBERTO CAEIRO)